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quarta-feira, junho 13

No Sertão, Armando e Mendonça promovem visitas e encontros com lideranças




Os pré-candidatos a governador e senador pela Frente das Oposições de Pernambuco, Armando Monteiro (PTB) e Mendonça Filho (DEM), respectivamente, visitarão os municípios de Petrolina e Salgueiro, no Sertão do estado. O roteiro inicia a partir desta quinta-feira (14) e segue até o sábado (16). Na agenda, reuniões com entidades civis, produtores, trabalhadores, empresários e encontros com lideranças políticas. O objetivo é ouvir demandas e sugestões para formatação do futuro programa de governo.

O giro começa por Petrolina, nesta quinta. Na “Capital do Sertão”, Armando e Mendonça serão recepcionados pelo prefeito Miguel Coelho e senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), além do deputado federal Fernando Filho (DEM) e lideranças locais. Os compromissos neste dia incluem visita ao Bispo de Petrolina, Dom Francisco Canindé e encontro com produtores e exportadores da fruticultura.

A agenda de Armando e Mendonça no município continua na sexta-feira (15). Os compromissos iniciam, ao lado do prefeito Miguel Coelho e do senador Fernando Bezerra Coelho, a obras da Prefeitura pela manhã e encontro com técnicos da Embrapa, Instituto Federal do Sertão, Univasf e Codevasf. À tarde, a agenda segue com reunião com trabalhadores rurais, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município. Em seguida, os pré-candidatos conversarão com empresários ligados à CDL/Sindilojas, concluindo com a abertura oficial do São João de Petrolina.

MAIS AGENDAS – No sábado (16) é a vez dos pré-candidatos seguirem para o Sertão Central. Nessa região, Armando e Mendonça, acompanhados do senador Fernando Bezerra Coelho e parlamentares, participarão de Encontro de Salgueiro com lideranças políticas e sociais, organizado pelo prefeito Clebel Cordeiro (MDB).

quarta-feira, agosto 2

Armando Monteiro é direto no Blog do Magno: "o PT tentou Reformas!"

Senador foi Ministro de Lula e Dilma e é pré-candidato à Governador.

Trago para os amigos texto do Blog do Magno sobre declarações do Senador Armando Monteiro ( PTB ) em resposta às criticas recebidas do PT. seu antigo aliado. O PT teceu duras críticas ao Senador, que foi Ministro dos Governos do PT, por seu posicionamento quanto a Reforma Trabalhista. Neste texto, ele não apenas rebate, como traz informações duras contra o Partido dos Trabalhadores e seus presidentes...

O PT tentou reformas

O senador Armando Monteiro disse, ontem, numa entrevista a este blogueiro, que não mudou nada em relação ao que defendia no parlamento quando o PT estava no poder. Foi uma resposta aos petistas que lançaram mão de uma candidatura própria a governador nas eleições de 2018 em detrimento de uma aliança com o PTB, que vai, mais uma vez, tentar chegar ao Palácio das Princesas com a candidatura do senador.

Quando Armando fala em mudança de comportamento ele se refere ao que o PT defendia quando estava com a caneta na mão. No caso da reforma trabalhista, já aprovada pelo Congresso, com o apoio do senador, ele lembra que no Governo Lula for criado o Fórum Nacional do Trabalho, que apresentou uma proposta de emenda constitucional para a reforma trabalhista.

A iniciativa não prosperou, não por vontade de Lula, mas porque faltou lastro em sua base, mas ele insistiu até onde foi possível. Já durante o Governo Dilma, houve uma proposta mais focalizada de criação do Acordo Coletivo Especial, para promover o negociado sobre o legislado, via projeto de lei, mas sem sucesso, porque Dilma não teve capacidade política nem interlocução com o Congresso.

As reformas, como queriam Lula e Dilma, são uma exigência em busca da modernização da CLT, uma medida necessária para aumentar a produtividade e melhorar o funcionamento da economia. Desde o fim do século passado, vários países europeus reformaram suas leis trabalhistas para dar mais flexibilidade aos contratos de trabalho e segurança aos trabalhadores.

“O Brasil não é uma ilha e não poderia prescindir dessas reformas”, reforça Armando, destacando que se as defendeu lá atrás, quando ministro de Dilma, não poderia deixar agora de apoiar. “Eu não mudei”, reforçou. Para ele, o PT pernambucano pode estar tentando buscar um pretexto para não discutir uma aliança.

“Houve momentos em que o PT priorizava uma política de alianças. Pode ser que agora essa não seja a melhor opção para o PT. Eu fiz alianças nesse campo, no campo de esquerda, muito consciente ao longo da minha vida pública porque convergia para projetos em que eu achava que se aliava alguma compreensão adequada do quadro econômico, aliada a sensibilidade e ao compromisso social desses setores”, afirmou.

quinta-feira, julho 31

Eduardo Campos: a caminho da sua maior da derrota?

Não ganhar espaço nacional e ainda perdê-lo em seu estado. O que poderia ser pior?
Eduardo Campos está a beira de uma grande derrota. Duas, na verdade.

O plano era audacioso: lançar-se candidato a presidência tendo como vice a grande surpresa da eleição passada ( Marina Silva ), seduzindo o eleitorado que está insatisfeito com a dicotomia PT-PSDB, usando como plataforma sua gestão - muito bem avaliada - em Pernambuco. Onde lançaria outro poste, repetindo o sucesso com Geraldo Júlio para a Prefeitura do Recife, garantindo o status em seu "curral" eleitoral. Se desse, que tal eleger o primeiro Senador pelo PSB no estado com Fernando Bezerra Coelho? Ele parecia ser o líder natural do estado... parecia...

Comecemos pelo mais fácil de explicar: a escolha de Paulo Câmara. Ao contrário de Geraldo Júlio, que é simpático e tem fluência no discurso, Paulo Câmara não tem traquejo algum no papel de candidato indicado. Além disso, ocupava uma pasta que é por óbvio é mal vista: a da Fazenda. Mesmo sem saber o nome do Secretário, todo comerciante de Pernambuco odeia o ocupante da pasta. Todos, sem exceção. Se no caso for do Governo que mais pressionou os comerciantes, vira piada. Porque raios Eduardo o escolheu eu não sei, mas com certeza ele não pensou neste porém. Natural. Eduardo é funcionário de carreira da pasta. Para ele, pareceria natural que outro colega pudesse virar Governador.

Tem também o fato do candidato adversário, que é ótimo. Não voto em Armando Monteiro pelo apoio do PT ( dentre outros motivos ), mas reconheço que ele é um político experto e experiente. Com ótima base de apoio e trânsito em todos os setores. E com o discurso fácil da descontinuidade e se apresentando como amigo de Lula e taxando o rival de amigo de um traidor deste, fica fácil entender porque Armando tem 43% e Paulo apenas 11%. Por mais que Paulo venha a ter mais tempo de Guia, isso não tende alterar o panorama. Segundo expectativas do PSB-PE, agora Paulo já deveria aparecer na casa dos 30%, o que está bem claro que não deve acontecer. Outro dado importante: na eleição para Prefeito, Eduardo pegou Geraldo Júlio pelo braço e o apresentou em todos os cantos da capital. Agora como é candidato a Presidente, não pode fazer isso...

Por falar em campanha para Presidente... bom, aqui é mais complexo. Mas comecemos pelo mais óbvio: Eduardo Campos cometeu um erro estratégico em 2010. Por ser leal a Lula e apoiar a Dilma criou inimizades com os Gomes do Ceará, ao enterrar as pretensões do irmão mais famoso, Ciro. Se tivesse permitido a campanha dele em 2010 teria ido contra Lula é verdade, mas teria firmado posição contra Dilma, ficando como alguém - ao menos - independente. Mas ele fez o que fez. E no ano passado rompeu com o PT e os Gomes deram o troco: ficaram com o PT e desidrataram uma importante base de apoio do PSB num populoso estado nordestino. Os deputados que o partido perdeu farão falta em termos de tempo no Guia. Duplamente, porque deixam de ajudar a campanha de Eduardo e foram somar no de Dilma.

Mas isso é só uma parte da explicação. Tem outra parte: por ter permanecido até perto do limite do prazo para alterações partidárias, o eleitor ficou com a impressão de uma traição a Dilma e, sobretudo, a Lula. E goste-se ou não, Lula é quase um mito no Nordeste, onde Eduardo esperava conseguir os votos para ir ao segundo turno. E aqui começa o segundo problema: Campos não está conseguindo votos dos que estão insatisfeitos com Dilma Rousseff e com Aécio Neves. Quem não vota em Dilma não o vê com bons olhos, nem quem vota em Aécio. Ou outras palavras: não cativou quem quer mudança e nem quem quer continuidade. Ficou no limbo...

Segundo algumas fontes do grão-ducado no PSB, Campos já deveria ter deixado o patamar dos 10%. Em algumas pesquisas nem atinge essa marca. E vê seu rival pelo posto no segundo turno ter crescido bastante ( saiu de 14% para 20% ou mais na maioria das pesquisas ). A aposta de que com Marina na vice Eduardo subiria pontos quando ficasse mais conhecido, até agora não surtiu efeito. E nem parece que vá surtir. E apostar no Guia Eleitoral para isso me parece ser otimismo demais, até porque Eduardo terá pouco mais de 1 min para se vender como candidato e ainda explicar que sua vice é Marina Silva.

Diante do exposto acima, ele corre sérios riscos de ficar fora do segundo turno e ainda levar uma surra na disputa estadual. Seria uma grande derrota para quem se achava um líder político. Daquelas bem duras de digerir...

sábado, junho 21

PTB vai apoiar Aécio e frusta estratégia de Campanha de Armando Monteiro


Armando Monteiro é o favorito para vencer a eleição de Governador. Mas sofrerá um baque considerável na sua estratégia neste sábado: o PTB, seu partido, vai sair da base da presidente Dilma para apoiar o Senador Aécio Neves do PSDB. Dessa forma ele não poderá usar a imagem da presidente Dilma em sua campanha, mesmo com o PT na sua aliança por causa da verticalização que impõe a repetição das alianças nacionais. 

O PTB resolveu sair do barco governista federal por ter sido, desde a eclosão do escândalo do Mensalão, a um segundo plano. O Partido atualmente não conta com Ministério de destaque. Mas agrega 1,15 minuto ao candidato com quem se aliar. E Aécio Neves está negociando diretamente. Seria, na verdade, a volta pois o PTB esteve nos dois Governos de FHC e em 2002 apoiou Ciro Gomes. Até desembarcar na base do PT, sabe-se bem como...

Armando não será obrigado a fazer campanha para Aécio. Mas não poderá receber a Presidente em seu palanque, nem usar sua imagem no guia, tampouco citá-la nas peças publicitárias. O que é uma perda grande para a sua estratégia...

E indiretamente, quanta ironia, o Vice-Prefeito Luiz Carlos estará pedindo votos para um candidato de um partido que apoiará Aécio Neves...

Eduardo Campos ri de orelha a orelha. Paulo Câmara, também...

segunda-feira, junho 2

IBOPE: Armando lidera com folga

Motivo para rir ele tem...
Foi divulgada hoje uma pesquisa feita pelo Ibope, que foi encomendada pelo Diretório Estadual do PTB, que coloca o Senador Armando Monteiro liderando com folga a corrida pelo Palácio do Campo das Princesas. Ele tem 43% ante 8% de Paulo Càmara ( PSB ).

Claro e evidente que é um número excelente para o trabalhista. Contudo, é prudente afirmar que quando a pesquisa é contratada pelo partido de quem lidera é salutar aguardar outros institutos fazerem suas pesquisas. Isso porque, todos os que militam na área sabem que uma pesquisa contratada por um partido tende a lhe ser mais - digamos assim - amigável do que uma realizada por um Jornal, Revista ou TV.

Isso quer dizer que a pesquisa é mentirosa Flávio? Não. Apenas é que em 2010 pesquisas do PMDB de Jarbas chegaram a apontar que o mesmo teria algo em torno de 25%. O percentual ficou abaixo dos 15%.

A pesquisa também perguntou sobre a corrida pela vaga no Senado e o resultado foi que o ex-prefeito do Recife João Paulo ( PT ) está bem a frente do ex-prefeito de Petrolina Fernando Bezerra Coelho ( PSB ): 40x18.

Para Presidente, nada de novo: Eduardo e Dilma aparecem empatados ( 40x39 ), com Aécio tendo apenas 3%.

Por enquanto, Armando pode seguir tendo excelentes motivos para sorrir...