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quinta-feira, agosto 10

Gasto público dobrou como proporção do PIB entre 1991 e 2016, diz Ministro da Fazenda


Trago para os amigos do Blog, texto do Estadão, sobre o problema dos gastos públicos e qual Brasil queremos ter. São dados trazidos da realidade, não da vontade de um político. E antes que queira atacar Henrique Meirelles, lembre que ele foi Presidente do Banco Central do Governo Lula ( todos os 8 anos ) e era o preferido do ex-presidente para ser Ministro da Fazenda ao invés de Guido Mantega ( escolha de Dilma ). Ele sabe e é altamente capacitado. Leia, o texto feito por Altamiro Silva Junior e Eduardo Laguna.

Gasto público dobrou como proporção do PIB entre 1991 e 2016, diz Ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que de 1991 a 2016 o gasto público brasileiro como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) dobrou e o governo está tomando uma série de medidas para reverter esta tendência. "A reforma da Previdência deve ser votada neste semestre", disse, durante palestra nesta terça-feira, 8, em evento da Fenabrave, entidade que representa as concessionárias de veículos.

Meirelles destacou em sua apresentação a agenda de reformas estruturais que o governo está tocando, com destaque para a da Previdência, e ressaltou ainda a agenda de microrreformas. Estas últimas têm como objetivo elevar a produtividade e a competitividade das empresas e melhorar o ambiente de negócios. Com o teto de gastos públicos e a reforma da Previdência, Meirelles observou que a despesa primária total, ao invés de subir para 25% do PIB nos próximos anos, deve subir para 15%. "Isso faz diferença enorme", ressaltou.

Ao falar da reforma trabalhista, Meirelles citou o exemplo da Alemanha e ressaltou que naquele país havia o temor, antes de se implantarem as reformas das regras do mercado de trabalho, de que aumentaria o desemprego. Mas na prática não foi isso que ocorreu e houve criação de postos de trabalho. Meirelles ressaltou que a economia brasileira vai entrar em 2018 crescendo no ritmo de 3% e que o desemprego já reverteu tendência de alta. "O emprego reage um pouco defasado em relação à economia. O mais importante é que (a taxa de desemprego) começou a cair."

Por causa dessa defasagem, o ministro observou que para a população começar a perceber essa melhora ainda vai levar um tempo. "Vamos começar a ver isso devagar." A taxa básica de juros, a Selic, já caiu bastante e já houve reflexo na redução dos juros bancários ao tomador final, destacou o ministro, citando a queda do spread. "A queda da inflação abre possibilidade de o Banco Central cortar ainda mais os juros."

Análise. O ministro afirmou também que um país quebra quando falta moeda externa. Este, porém, não é o caso brasileiro no momento, que alcançou nível extraordinário de reservas internacionais e cujas contas externas estão "bastante sólidas" e deixaram de ser um problema, disse. "Prefiro enfrentar uma crise com um pouco de caixa do que a zero, sem reservas", afirmou, aproveitando para relembrar momentos em que ele estava no comando do Banco Central e a situação nas contas externas era bastante diferente da atual. Hoje, lembrou o ministro, o País tem US$ 380 bilhões de reservas.

Na época em que estava no BC, Meirelles lembrou que o déficit da conta de transações correntes batia em 6% do Produto Interno Bruto (PIB). No final de 2016, estava em 1,3% e seguiu caindo em 2017. Além disso, o Investimento Direto no País (IDP) vem crescendo e, com o déficit de conta corrente encolhendo, há um fluxo positivo de dólares para o País. A economia fica equilibrada quando o déficit em transações correntes é menor o igual ao IDP, destacou ele, citando também a melhora das exportações.

Meirelles também falou da recuperação da atividade econômica em sua palestra. Vários setores da economia estão mostrando "clara recuperação", observou Meirelles, citando, entre eles, o de vestuário, o têxtil e de fabricação de produtos de informática. Em comum, estão o fato destes segmentos terem atingindo um piso com a recessão de 2015 e 2016 e agora engatam "recuperação forte e constante". "Emplacamentos de veículos também vêm se recuperando", disse Meirelles ao falar da indústria automobilística. O ministro ressaltou ainda que a produção e venda de automóveis estão reagindo.

Ele iniciou seu discurso falando dos efeitos da crise política na economia e ressaltou que os juros de longo prazo estão caindo, depois de piora aguda. Ele ressaltou que a piora destas taxas longas em maio, em meio à turbulência deflagrada pela delação da JBS, acabou se mostrando curta. Ainda na palestra, o titular da Fazenda destacou a queda do endividamento das empresas, após registrar forte expansão até 2016. "O crescimento está ocorrendo enquanto empresas pagam suas dívidas."

quinta-feira, fevereiro 9

O caos no Espírito Santo é algo surreal em todos os sentidos

Esses caras tomaram uma viatura e desfilaram pelas ruas...
O amigo leitor, a menos que tenha viajado para marte, sabe que o Espírito Santo está mais para o inferno do que ao dom divino a que seu nome remete. Mortes, assaltos, saques e outros absurdos tem acontecido no Estado, um dos menores do Brasil em território, mas com um PIB maior do que quase a metade dos integrantes da União. 

O que talvez poucos saibam é que o culpado de tudo isso é a Polícia Militar. É isso que você leu, a culpa é da Polícia Militar. Primeiro porque não pode, por lei, realizar greve. Segundo que para burlar a lei, a corporação está se escondendo atrás das suas famílias para não sair às ruas e proteger os cidadãos. Terceiro porque é dever da Corporação defender os cidadãos, mesmo que alguns idiotas - geralmente de esquerda - queiram extinguir a Polícia Militar.

Enquanto isso, diante do resultado obtido pela Polícia do Espirito Santo, outras corporações em outros estados ensaiam repetir o mesmo. E todos sabem muito bem o que vai acontecer, não é mesmo? Em tempo, deixo claro que sou totalmente a favor de que os PMs lutem por melhorias salariais. E também afirmo que não me incluo entre os imbecis que anseiam o fim da Militarização da Corporação. 

Mas não é por pensar assim, que irei compactuar com violações da lei. Seja quem for o infrator, ainda mais quando este é quem deve cumpri-la.

terça-feira, novembro 1

Geraldo Júlio se fortalece com vitória e põe em xeque força do PT em Pernambuco. Ou duas maneiras bem diferentes de encarar um resultado

Duas visões distintas de um mesmo resultado, entre quem perdeu ( o ex-Prefeito João Paulo ) e quem venceu ( o atual prefeito Geraldo Júlio ):
João Paulo e o PT se acham vencedores, mesmo com uma derrota histórica
Geraldo Júlio que emerge como líder, dedicou a vitória ao povo da Capital
Existem vários modos de analisar um resultado. Vencendo ou perdendo esta análise determina futuras insucessos ou retornos por cima. A eleição do Recife neste segundo turno mostra que tem gente fazendo leituras fora da realidade. E curiosamente não são os vencedores que estão cometendo erros.

Antes de falar das leituras de vencedores e derrotados, um dado: o Prefeito Geraldo Júlio venceu em todas as regiões da Capital. Repito: em todas.  Abaixo o resultado geral:


Comecemos pelo lado vencedor, onde Geraldo Júlio disse que "essa é uma vitória de todos que moram no Recife". Ele, que há 04 anos era o poste de Eduardo Campos, agora é uma liderança pernambucana ao conseguir essa re-eleição. Ele poderia dizer que era o mentor da vitória, de que almeja novos voos e poderia desfazer dos adversários. Mas ele optou por falar sobre o futuro: "É uma vitória da cidade inteira, de todos que moram no Recife. Nós queremos governar para todo o Recife, unir todos os recifenses para vencer as dificuldades que o Brasil está passando. O meu desejo é de trabalhar ainda mais nos próximos quatro anos e quero agradecer essa oportunidade. Eu estou muito feliz e animado com esse resultado e quero honrar os recifenses com mais trabalho ainda". Geraldo Júlio conseguiu vencer apesar de Paulo Câmara e seu Governo mal avaliado. Porque isso aconteceu? Porque fez uma excelente Gestão a frente da Prefeitura e por isso venceu 

Já João Paulo e o PT, ao que parece, optaram por um caminho que - a meu ver - não condiz com a realidade, ao afirmar que "Essa foi uma grande vitória política num momento de golpe que estamos vivendo. Nós resistimos a um golpe. Nunca vi o partido tão unido como agora. Ele está unificado com a militância e os aliados. Nós tivemos que enfrentar aqui três máquinas: a da prefeitura, do governo estadual e do governo federal. Recife se tornou uma referência de resistência". Não me parece uma fala condizente com quem perdeu por quase 200mil votos, que perdeu sua terceira eleição seguida. Foi candidato a Vice em 2012 ( na chapa com Humberto Costa ) e perdeu para Senador ( Fernando Bezerra foi o eleito ). Além disso ao insistir na dicotomia do "golpe" colheu um resultado pífio para quem foi Prefeito duas vezes e muito bem avaliado. 

O que podemos tirar dessas declarações? Que Geraldo Júlio sabendo o patrimônio eleitoral que conquistou, fez o discurso da unidade, de agradecer ao povo e manter abertas portas com outros partidos. Já João Paulo mostra uma leitura distorcida da realidade, porque ele obteve poucos votos comparado ao político que é. Ou talvez um dia tenha sido. 

Vemos claramente que um venceu, mas preferiu o discurso da humildade enquanto que o outro perdeu e quis mostrar-se vencedor numa derrota fragorosa. Acho que essas duas visões deveriam ser mostradas aos futuros candidatos do que se deve e não fazer ao fim de uma eleição com quase 200mil de votos de diferente entre os candidatos.

sábado, julho 2

Olimpíada está chegando...

Parque Olímpico em Abril...
Dois anos depois da Copa e os seus elefantes brancos espalhados pelo Brasil afora ( alô Aldo Rebelo, cadê você? ), estamos a pouco mais de um mês dos Jogos Olímpicos. Diversas vezes falou-se neste espaço que o gasto exagerado, mal feito e desviado cobraria seu preço. Pois bem, todos vimos todos os dias no noticiário como está as finanças do estado do Rio de Janeiro. Nos Hospitais e Escolas faltam de tudo, presos não podem cumprir prisão domiciliar porque não tem recursos para a compra das tornozeleiras...

Teremos a festa, mas o que iremos ter de proveito com os Jogos? A Copa, está bem claro para quem quiser ver, ficou só prejuízo. E do grande, a ponto de nem sabermos ainda o tamanho do espeto. Agora o povo do Rio de Janeiro está diante de uma crise sem precedentes, que não tem a ver apenas com os Jogos, mas também com a mudança do sistema de partilha do royalties do petróleo, que tirou recursos consideráveis para o Rio de Janeiro. Mas é claro que gastar tantos recursos para a Olimpíada foi determinante para que se chegasse ao ponto atual.

Hoje o Prefeito do Rio, Eduardo Paes ( PMDB ), deu a seguinte declaração sobre a gestão estadual: "falta comando e não tem vergonha na cara". Atitude bem diferente quando ele, ao lado do então Governador Sérgio Cabral, eram amigos e sócios nos "louros" da realização dos Jogos. Ah sim, tinha também o ex-presidente Lula na conta.Agora Sérgio Cabral desapareceu, Lula não fala dos Jogos e sobrou só Eduardo Paes, que desceu a lenha no Governador licenciado Pezão e no em exercício, Francisco Dornelles.

O fato é que os Jogos irão acontecer. E, tenham certeza, teremos inúmeros elefantes brancos na Cidade Maravilhosa.