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sábado, maio 20

Uma república de cabeça para baixo; eles roubaram o Brasil sem piedade! - por Machado Freire

O Congresso Nacional no centro de tudo....
O amigo Machado Freire postou um texto que eu achei primoroso e por isso trago aqui para vocês. Espero que gostem:

O que essas quadrilhas que assumiram o poder no Brasil (imaginem, através do voto popular) fizeram contra a maioria do nosso povo é algo digno de uma profunda reflexão. E de uma resposta moral à altura da dignidade humana !

Eles fomentaram as falcatruas da forma mais cavilosa e enganadora que se pode imaginar: engordavam o patrimônio das empresas ( só para citar duas,JBS e Odebrechet) e passavam a exigir muito dinheiro para se manter no poder através de campanha eleitorais milionárias. Na base do "é dando que se recebe" e o "crime compensa".

Os conluios (mostrados nos audios e vídios dos delatores) se espalhavam pelo Brasil afora e atingiam vários países, onde eram "montadas" empresas - sucursais e filiais, dos conglomerados com origem no Brasil. A JBS era um simples açougue e se agigantou de forma estratosférica, com representação em vários países, inclusive nos Estados Unidos, onde moram os bandidos mais organizados do mundo que não irão presos nem usarão tornozeleiras. Vão pagar , apenas, R$225 milhões!

Já a Odebrechet, transformou-se na maior construtora do pais e passou a demandar contratos internacionais, inclusive em Cuba, republiqueta das mais pobres do mundo. Tava lá o dedo do governo Lula sob falso argumento de uma generosidade mais do que questionável. Se passou a construir obras e executar projetos importantes na África.

O dinheiro roubado do nosso País , fruto do trabalho de pais e mães de família, servia para manter de pé os projetos de algumas dezenas de canalhas travestidos de homens e mulheres públicas, com representação no Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Prfeituras, etc.. Aqui no Nordeste, os pobres se convenceram de que "nunca vivemos tão bem, pois recebemos o Bolsa Família e conseguimos comprar uma moto a prestação...".

As falsas lideranças nacionais e regionais faziam questão de ser chamados de esquerdistas comprometidas com o futuro da nossa juventude, cuja maioria, hoje, nunca leu um livro e não sabe quem foi Raquel de Queiroz, Castro Alves, José Lins do Rego. Nem mesmo o pernambucano Gilberto Freyre. Muitos continuam fazendo o percurso de casa para a escola em paus de arara, enquanto organizações bandidas consomem as verbas carimbadas do transporte escolar. Hoje, a violência incrementada pelas drogas colocam a morte dos jovens em primeiro lugar.

Foram mais de 13 anos -do inicio da administração (nós, conosco) de Lula, até o final do desgoverno de sua sucessora, Dilma e, finalmente, do período tumultuado de Michel Temer. É muito tempo para preparação, organização e manutenção de quadrilhas que envolveram, inclusive, setores ligados aos mais diversos segmentos, principalmente os chamados agentes públicos, que são pagos com o suor do rosto dos contribuintes. É muito difícil não termos um "núcleo" bandido fazendo negócios escusos nas repartições públicas, da pequenininha prefeitura no interior do Piaui até o salão verde -azul, amarelo ... do Congresso Nacional, salas e gabinetes de ministérios e do Palácio do Planalto. Tem bandido em todo lugar!

Nem precisa dizer que ministros de estado, deputados, senadores e governadores simplesmente deixaram de considerar o compromisso constitucional, ético e moral de trabalhar em defesa da Nação e passaram a dilapidar, de forma vergonhosa , o patrimônio nacional: A empresa tal vai ganhar esse contrato, mas tem que deixar R$10 milhões para o deputado fulano de tal, R$20 milhões para o senador beltrano e R$5 milhões para governador do Rio de Janeiro, etc, etc.

Deve-se lembrar, a propósito, que o Brasil foi empurrado a sediar a Copa do Mundo. Tinha porque tinha que realizar o maior certame mundial de todos os tempos, para dizer aos países do primeiro mundo que este é o "país do futebol" e da modernidade. E levou de 7 a zero, foi humilhado e continua endividados e envergonhado perante o mundo. Se existe castigo, este fui um do tipo de "azar da cabrinha preta"!

Foi a maior roubalheira de todos os tempos, com o envolvimento de empresas, agentes públicos em vários estados. Surrupiado o erário (o nosso dinheiro público) e muitas obras/projetos apelidadas de "Arena" passaram a ser subutilizadas, mais parecendo elefantes brancos. Deixaram despesas enormes para sua manutenção por parte dos governos estaduais, como é o caso da Arena Pernambuco.

E foram muitos negócios imorais e atos praticados por bandidos travestidos de "homens públicos", deles que se encontram presos e outros que se valem das fortunas (é o caso dos donos da JBS) para fazer a tal "delação premiada" onde apresentam em depoimento ao Ministério Público, quem foram os seus "achacadores". Os caras da JBS afirmam ter financiado campanhas de quase 2 mil políticos com um aporte de R$ 400 milhões, dinheiro que garantiriam vantagens futuras avaliadas em alguns bilhões. Eles nasceram pobres e são bilionários, "sem medo de ser felizes", graças a um BNDES e amizades com os poderosos que se tornaram gestores com o voto popular. Neste caso, o voto teve o efeito e consequências invertidas.

Para concluir "este vale de lágrimas", coloco abaixo o final de um belo artigo da lavra do ex-presidente da Câmara Municipal de Vereadores e da OAB de Arcoverde, Edilson Xavier:
"Observem o que nos restará para o voto para presidente: uma evangélica fanática, como Marina Silva, um desajustado como Ciro Gomes, um riquinho de São Paulo, João Dória, e agora pelas pesquisas aquele sempre gostou de golpe militar, o Jair Bolsonaro. Pelo jeito, salve-se quem puder porque com a classe política que temos hoje o país permanecerá nesse imenso atoleiro moral."

terça-feira, abril 4

Estudo da UFRJ confirma o óbvio: Governo Dilma foi um desastre total

Apenas Floriano Peixoto e Collor de Melo ainda foram piores do que ela...
Um debate ad infinutum cercará as análises sobre o Governo da primeira Presidente de nossa história: se ela foi ou não uma das piores de todos os tempos a governar o país. Depende da cor partidária, ela irá de ótima para terrível. Mas isso não não é um FlaxFlu e sim análise de dados econômicos, sociais e financeiros. E um estudo recém divulgado pela UFRJ é taxativo: o Governo Dilma só não foi pior, em termos econômicos e de renda, do que os de Floriano Peixoto ( 1891-1894 ) e Fernando Collor ( 1990-1992 ), que assim como Dilma foi cassado por um processo de impeachment.

O estudo foi feito pelo Professor Reinaldo Gonçalves ( clique no link para lê-lo na íntegra ), do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é taxativo na análise dos dados globais e nacionais. Segundo ele diz na conclusão: "errar, errar de novo e errar pior ainda parece ter sido a diretriz estratégica do Governo Dilma", Engana-se quem pensar que é uma pela partidária o documento. Ele é um estudo sério, ancorado em números - fartamente mostrados de forma inequívoca - com comentários lúcidos e centrados. 

Não se trata de um tucano, um bolsonarista escrevendo, e sim um Professor fazendo análise. Sei que dói ler o texto, porque fica comprovada a perda de tempo que foram os dois mandatos de Dilma, mas esse documento precisa ser amplamente divulgado, não com a finalidade de prejudicar o PT, mas sim para que os próximos presidentes não cometam os mesmos erros. 

Recomendo aos amigos, petistas ou não, a leitura do texto. É uma obrigação para entender a crise atual. 

quinta-feira, julho 28

Política: Porque a Cláusula de Barreira precisa voltar

Reforma Política ganhando corpo?
Pelos idos de 2005, o Brasil vivia aquela que muitos - eu incluso - considerávamos a maior crise política da história republicana: o Mensalão. Foram tempos confusos, com até mesmo ameaça de sofrer processo de impeachment ao Presidente Lula. Por motivos dos mais diversos, a crise passou ( até que o Petrolão viesse a tona ), mas o Congresso aproveitou a crise de 11 anos atrás e encampou o projeto da Cláusula de Barreira. 

O projeto planejava ordenar o sistema política brasileiro, criando como o nome sugere barreiras à proliferação de legendas, muitas das quais apenas servem para que seus Presidentes ganhem com seu aluguel. Outros serviam - até hoje é assim - apenas para que Deputados que não conseguem ficar longe do poder mudem de legendas. E claro, tais legendas possam ter tempo nos Guias - moeda de troca na hora de compor Coligações - e acesso a Fundo Partidário.

Em resumo, partidos que não atingem um mínimo de votos nas eleições ( 5% do total do eleitorado em ao menos 5 estados ) ficariam restritos nos seus direitos, tais como:
  • Tempo de Televisão e Rádio, com redução das inserções semestrais. Em alguns casos nem mesmo teriam direito a qualquer inserção;
  • Perda de repasses do Fundo Partidário, com alguns não tendo qualquer direito a recursos;
  • Perda de possuir liderança nas Câmaras e Assembleias;
  • Perda de assento nas Comissões das Câmaras e Assembleias.
Diversos Partidos, tentando evitar estes problemas buscaram fusões, algo impensável na História Republicana, com o PRONA de Enéas Carneiro se unindo ao Partido Liberal de Valdemar Costa Neto ( um dos mais notórios Mensaleiros ) criando o atual PR - Partido da República. Outros nem sabiam como fariam para seguir existindo, como o PC do B.

Pois foi justamente o PC do B que foi ao Supremo questionar a Constitucionalidade da Lei, reforçando que a mesma limitaria o funcionamento do Partido. E o Supremo determinou que a Lei - que seria um imenso avanço - tinha violações de Direitos Constitucionais e a mesma foi revogada. A crise foi superada, Lula re-eleito e passou a surfar numa onda de popularidade o assunto foi esquecido. E chegamos ao caos atual onde 26 partidos possuem representação na Câmara dos Deputados.

Isso, na prática, significa que o Presidente ( seja ele de qual corrente for ) terá que conversar e compor com - pelo menos - uns 15 partidos. Isso é surreal e está na gênese da crise atual, que deriva da de 2005 e que poderia ter sido evitada. O Brasil precisa de - no máximo - 10 partidos:
  • 1 de Extrema Direita;
  • 2 de Direita;
  • 1 Trabalhista;
  • 1 Social Democrata
  • 1 de Centro Direita;
  • 1 de Centro Esquerda;
  • 2 de Esquerda;
  • 1 de Extrema Esquerda; 
Assim, ao tentar formar um Governo, seria mais fácil comandar o País, os Estados e as Prefeituras. Sem falar que o eleitorado se identificaria mais facilmente com seus candidatos e suas ideologias. Só de esquerda para a extrema esquerda temos hoje: PT, PC do B, PSOL, Rede, PCO, PSTU, PCB... fora outros em criação. Isso deixando de fora PDT, PPS e PSB que poderiam facilmente entrar na Lista.

Querem ver outro exemplo? Foram criados de 2010 para cá: PSD, Rede, Novo, PROS, Solidariedade e PEN. Achou muito, pois saibam que existem outros 21 tentando registro ( clique aqui e fique pasmo com os nomes ). Além disso temos o Fundo Partidário que consome, por ano, quase 1 bilhão de reais. Esse valor daria para, por exemplo, construir 400 escolas todos os anos. E detalhe: é dinheiro público.

Por falar em dinheiro público, existe uma falácia absurda de que o Estado é quem deva, diretamente, bancar as campanhas. Eu disse diretamente, porque como bem diz Roberto Jefferson, sempre foi o Caixa Estatal quem bancou as campanhas. Só que ao invés de corrigir isso, normatizando com penas pesadas a existência de Caixa Dois, o que fizeram os partidos de esquerda? Foram outra vez ao Supremo com um ADIN - Ação Direta de Inconstitucionalidade - questionando as doações de empresas. Sendo que no Mundo Democrático ( leia-se Canadá, EUA, a Europa Ocidental e mais alguns países Asiáticos e da Oceania ), as Empresas fazem doações regulares aos partidos, aos candidatos e/ou aos dois ao mesmo tempo. E não me consta que estes países estejam entre os mais corruptos do mundo, como dizem que este é o problema do Brasil.

Estamos vivendo agora a maior crise de todos os tempos, com uma Presidente afastada por um Processo de Impeachment e um Presidente Provisório tendo que trocar Ministros quase que toda semana. A Economia está na lona, os investimentos travados, inflação alta... é a hora ideal para recriarmos o projeto da Cláusula de Barreira, evitando o que o Supremo condenou 9 anos atrás e a aprimorando. É crucial isso, para que possamos ao menos sair da lama atual.

E digo mais: vai levar tempo. Mas se fizermos algo concreto agora, em uns 10 anos poderemos estar melhores. Como poderíamos estar caso a Lei estivesse em vigor. Vale a pena lutar por isso, acreditem. Ou iremos esperar criarem o PRN - Partido da Revolta Nacional? No link que postei - caso não tenha clicado nele - tem na lista de espera a criação do Partido Pirata...

quarta-feira, julho 27

Emprego: Brasil teve o pior semestre da História

Quando o desemprego vai parar de crescer?

Desde 2002 que o Ministério do Trabalho, via CAGED ( Cadastro Geral de Empregados e Desempregados ), divulga dados sobre como andam as contratações/demissões no Brasil. E o primeiro semestre foi o pior da história, com mais de 530 mil vagas fechadas. O total supera até o do ano passado, quando a crise não tinha mais marqueteiro de campanha que pudesse esconder o caos na Economia.

Economistas sempre alertam que o Emprego é o último indicador a parar de piorar num ciclo recessivo - como o que agora vivemos - e também o último a se recuperar. No mês de Junho o país perdeu mais de 91 mil postos de trabalho, ou seja, ainda estamos longe de sequer parar de cair. Com o resultado ruim, muito acima do esperado pelo Mercado ( aguardava pouco mais de 58 mil ), analistas estimam que terão que rever a - tímida - recuperação da Economia projetada para 2017...

Segundo o IBGE, que usa outra metodologia, o Brasil tem mais de 11,5 milhões de Desempregados. 

sábado, julho 2

Olimpíada está chegando...

Parque Olímpico em Abril...
Dois anos depois da Copa e os seus elefantes brancos espalhados pelo Brasil afora ( alô Aldo Rebelo, cadê você? ), estamos a pouco mais de um mês dos Jogos Olímpicos. Diversas vezes falou-se neste espaço que o gasto exagerado, mal feito e desviado cobraria seu preço. Pois bem, todos vimos todos os dias no noticiário como está as finanças do estado do Rio de Janeiro. Nos Hospitais e Escolas faltam de tudo, presos não podem cumprir prisão domiciliar porque não tem recursos para a compra das tornozeleiras...

Teremos a festa, mas o que iremos ter de proveito com os Jogos? A Copa, está bem claro para quem quiser ver, ficou só prejuízo. E do grande, a ponto de nem sabermos ainda o tamanho do espeto. Agora o povo do Rio de Janeiro está diante de uma crise sem precedentes, que não tem a ver apenas com os Jogos, mas também com a mudança do sistema de partilha do royalties do petróleo, que tirou recursos consideráveis para o Rio de Janeiro. Mas é claro que gastar tantos recursos para a Olimpíada foi determinante para que se chegasse ao ponto atual.

Hoje o Prefeito do Rio, Eduardo Paes ( PMDB ), deu a seguinte declaração sobre a gestão estadual: "falta comando e não tem vergonha na cara". Atitude bem diferente quando ele, ao lado do então Governador Sérgio Cabral, eram amigos e sócios nos "louros" da realização dos Jogos. Ah sim, tinha também o ex-presidente Lula na conta.Agora Sérgio Cabral desapareceu, Lula não fala dos Jogos e sobrou só Eduardo Paes, que desceu a lenha no Governador licenciado Pezão e no em exercício, Francisco Dornelles.

O fato é que os Jogos irão acontecer. E, tenham certeza, teremos inúmeros elefantes brancos na Cidade Maravilhosa.

terça-feira, maio 24

É bom cairmos na real: o custo será imenso para recolocar a economia de volta nos trilhos

Dilma e Mantega destruíram a economia e Meirelles é novamente a esperança do Brasil...

Tenho lido tantas coisas nestes dias sobre as medidas ( até aqui apenas boas intenções convém lembrar ) que o inicial Governo Temer está tomando - ou que pretende tomar - que às vezes penso que estou morando em um país de primeiro mundo, onde as coisas básicas já foram resolvidas a mais de um século e que crise financeira do estado é quando o superávit é quase zero. A situação aqui no Brasil é terrível, dramática e tem pai, no caso mãe: Dilma Rousseff. 

Já postei aqui que a atual crise fiscal teve início em 2008 quando o então presidente - para muitos um verdadeiro "semi deus" - Lula teve uma ideia: emitir títulos públicos para combater a crise internacional, deixando os seus efeitos serem os menores possíveis. A ideia - e quem me conhece sabe bem disso - meu apoio, pois era uma saída interessante: um pouco a mais de dívida para manter a economia forte e manter os empregos. O problema é que, assim como todo remédio - a dose foi mantida além da conta e ai passou a castigar o paciente. Como Lula precisava eleger o poste ( no caso Dilma ), o Brasil emitiu mais de 700 bilhões de reais de títulos públicos além do necessário, até o fim de 2010, mantendo a economia artificialmente aquecida via BNDES e subsídios do Tesouro na forma de desonerações fiscais. Aumentou de forma irresponsável o déficit público federal mas para Lula deu certo: Dilma venceu a eleição, em segundo turno, contra José Serra.

Pois bem, eis que Dilma ao assumir não fez o que era necessário para o Brasil: cortar grande deste remédio e decidiu manter a dose. E em alguns casos, até mesmo aumentá-la. Não foi por acaso que o primeiro Governo Dilma teve taxas decepcionantes de crescimento enquanto que Chile, México, Peru e outros países vizinhos cresciam e nós não: o remédio estava, aos poucos, matando o paciente. Só de juros sobre os citados 700 bilhões contraídos entre 2008 e 2010, o Brasil pagou perto de 100 bilhões em juros ( taxa de 15% ). Sem dinheiro em caixa - devido aos já evidentes e negados efeitos da irresponsabilidade - o Governo precisou emitir mais títulos para conseguir pagar os juros. Genial, não?

Bom, os últimos momentos todos sabem muito bem como foram, com cortes pesados e um ajuste fiscal que o PT jamais abraçou. Mesmo sabendo que era mais do que necessário. Agora - mesmo que momentaneamente - de volta a oposição diz que o peso do rombo não pode ser jogado nas costas da sociedade. Daí o que eu disse no começo do texto. O rombo anunciado de 170 bilhões é ao mesmo tempo histórico e vexatório. E quase o dobro do que Dilma e sua equipe diziam ser. Na prática o Brasil está - quem diria - quebrado. Seria cômico não fosse trágico.

Agora vou ater-me ao título deste post: tempos difíceis vem pela frente e só com sacrifícios é que sairemos deles. Simplesmente não existe dinheiro para tudo e nem podemos mais emitir papeis, pois com as seguidas reduções de Notas de Risco que sofremos pelas agencias internacionais isso só aumentaria o imenso buraco. Claro que culpar a Dilma, bem como todo o PT, não resolve o problema e eu sei muito bem disso. Mas é preciso dizer a verdade, doa em quem doer. Melhor falar a verdade do que ficar mentindo sobre a gravíssima situação. 

Esqueçam os tempos das vacas gordas, de dinheiro fácil na economia, de crescimento acima de 5% e inflação também de 5%. A saída será dura e para isso o atual presidente ( até quando? ) Michel Temer escolheu - talvez - o melhor nome possível: Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central entre 2003 e 2010. Ele, ao lado de Antônio Palloci foi o fiador de uma política econômica que deu certo nos Governos Lula, mas que foi deixada totalmente de lado na era Dilma, embora o Ministro da Fazenda tenha permanecido: Guido Mantega.

Reforma da Previdência ( com idade mínima ), Reforma Fiscal e Tributária ( cobrando melhor os impostos ), Reforma Política ( uma séria, não aquela que os partidos de esquerda defendem ) são apenas alguns temas amargos que teremos que enfrentar. E não venham falar de retrocessos porque estes já estão acontecendo agora mesmo enquanto escrevo e o amigo lê este texto. A irresponsabilidade fiscal anunciada por Aécio Neves e Eduardo Campos dois atrás mostrou-se mais do que verdadeira, mostrou-se cruel. E quem está pagando o pato já é a camada mais pobre, pois é ela quem perde primeiro os empregos e sente mais rapidamente os efeitos da inflação alta.

É tempo de darmos dois passos atrás para, quem sabe, conseguirmos 3 para a frente em 2019. É tempo de durezas e agruras. Mas é, sobretudo, tempo de pensar que Brasil queremos para o futuro. Se é o Brasil onde os fins justificam os meios ou se é o Brasil de regras claras e objetivas. E não se trata de apoiar ou não Michel Temer, pois este ficará pouco tempo. Trata-se na verdade entender a situação e buscar saídas para a crise. Pensar acima de tudo em nossa nação antes de pensar em partidos. Quanto antes entendermos isso, mais cedo começaremos a sair desta recessão que está - acreditem - longe de terminar

quarta-feira, março 2

Marco Antonio Villa: A hora é agora

Villa: meu exemplo de Doutor em História...
Trago para os amigos leitores do Blog, texto do Doutor em História Marco Antonio Villa, colunista de O Globo, da Jovem Pan e da TV Cultura. Ele também é Professor USP São Carlos.

Vivemos uma quadra histórica decisiva. Retirar Dilma Rousseff do Palácio do Planalto é um imperativo de sobrevivência para o nosso país. E esta é a hora. Afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara é o primeiro passo para viabilizar o impeachment. Sua permanência é um elemento que enfraquece a legitimidade de todo o processo. É absurdo um réu no Supremo Tribunal Federal conduzir uma ação de moralização da coisa pública. Sem esquecer que ele desmoraliza também a ação que corre no Tribunal Superior Eleitoral, que pode anular o pleito de 2014 e convocar novas eleições em 90 dias. Quem assume, neste caso, a presidência da República? Eduardo Cunha. Diria Bussunda: “Fala sério!”

Depois de hibernar por um decênio, a oposição acordou. Criou um comitê pró-impeachment suprapartidário com participação da sociedade civil. Mobilizou seus parlamentares e as estruturas partidárias. Assumiu o compromisso de ir — finalmente! — às ruas. E serão as manifestações populares que vão dar a temperatura para a luta parlamentar. A ponte entre o Parlamento e as ruas é essencial para o sucesso do impeachment: é a conexão da cidadania com seus representantes. Daí a importância de cada brasileiro acompanhar como votará o seu deputado no momento da autorização da abertura do processo do impeachment.

Já o empresariado continua em silêncio. Registre-se a honrosa exceção da Fiesp, que, em dezembro do ano passado, se manifestou em defesa do impeachment. As outras federações estaduais ficaram caladas. A CNI fez cara de paisagem. As entidades vinculadas ao agronegócio, os banqueiros e representantes do setor terciário da economia, até agora, se omitiram. Isto em plena recessão de -4% em 2015 e, provavelmente, também em 2016, podendo se aproximar de -5%. Em meio à depressão, os dirigentes empresariais optaram por coonestar, através do silêncio, a “macrodelinquência governamental,” tão bem definida pelo ministro Celso de Mello. Estão descolados de suas bases, pois os reclamos são diários. Agem como os velhos pelegos, usufruem das benesses dos sindicatos e das associações — aguardam a solução da crise de braços cruzados e de costas para seus representados.

O brilhante trabalho da 13ª Vara Federal do Paraná não pode ser o principal — e quase único — instrumento de moralização da coisa pública. A Justiça está fazendo o seu papel. Agora cabe aos políticos tomarem a liderança do processo, rompendo com a inércia e não ficar esperando — oportunisticamente — o desgaste do governo, pois, assim como o hábito não faz o monge, a crise, por si só, não levará a queda do petismo.

O governo não governa. Está paralisado — assim como o país. Dilma Rousseff não tem mais qualquer capacidade permanente de interlocução com o Congresso e nem com os setores empresariais. Com a sociedade em geral, nem se fala. É um zumbi. O isolamento é tão patente que inclui o seu próprio partido, o PT. Seus principais ministros — como o da Fazenda ou da Casa Civil — desapareceram do noticiário.

A presidente se sustenta no vazio e aprofunda o desastre econômico. Perdeu a capacidade de governar. Quanto mais cedo sair, melhor para o Brasil. Não há mais qualquer possibilidade de que possa politicamente se recuperar. A agonia do PT não pode ser a agonia do Brasil.

Desde já é fundamental construir as condições de governabilidade, dar previsibilidade ao Brasil pós-PT. Esta é uma tarefa muito importante. Apesar de ser tão evidente, cabe demonstrar, especialmente aos agentes econômicos, que a manutenção de Dilma Rousseff à frente da presidência da República significa a permanência do caos econômico-financeiro e, mais ainda, sem perspectiva, a médio prazo, de saída para a crise que vivemos, a mais grave da história republicana.

A busca de um consenso, abrindo condições para um curto mandato presidencial, aproxima-se do cenário de 1992, quando da crise que levou à renúncia de Fernando Collor. Porém, hoje, a conjuntura é mais complexa. Michel Temer não é Itamar Franco — inclusive, Temer, pode ser cassado pelo TSE. Projeto pessoais — mais que partidários — obstaculizam a construção de um governo de transição. A necessidade de que o novo governo adote medidas econômicas urgentes — e, nem sempre populares — é mais um complicador. O receio — exagerado — de que o PT na oposição saia fortalecido não passa de uma falácia. Hoje, o problema central do PT é com a Justiça e não com a política — e só não teve cancelado o seu registro partidário, como dispõe a lei 9.096/95, artigo 28, inciso III, porque o TSE é leniente com o crime eleitoral.

A solução política da crise não pode — novamente — frustrar os brasileiros. É essencial que as instituições efetivamente funcionem. E para isso a punição dos responsáveis pelo petrolão é fundamental — mesmo que, entre eles, possa ter um ex-presidente da República. Não é mais possível aceitar uma conciliação que ignore os valores republicanos, que rasgue a Constituição.

O processo iniciado com a redemocratização, em 1985, está incompleto. São absolutamente incompatíveis democracia e petrolão. O estado democrático de direito não pode ser o apanágio dos corruptos, como nos últimos 30 anos. Identificar as mazelas brasileiras é somente um momento neste movimento. Cabe construir as condições para que a administração da coisa pública saia do noticiário policial e volte às páginas de política. O primeiro passo é retirar Dilma Rousseff e o projeto criminoso do poder. E quanto mais rápido, melhor. Só há um grande interessado em postergar a solução da crise: é o PT.

sábado, janeiro 16

Quando o bom senso prevalece e mesmo assim é criticado...

Para mim, fa de rock, o Carnaval vai ser 10!!!
Reclamar. Talvez esse seja o esporte preferido da maioria dos brasileiros.  Reclama-se de tudo, de todos, contra todos e em favor de tudo. Ou de nada. Mas tem que reclamar. Até mesmo o baiano Raul Seixas fez uma música com esta temática. Enfim, mesmo que tudo vá bem ( e não vai no momento ) é preciso reclamar...

Este blogueiro não curte Carnaval. Mesmo quando saí na festa era mais por causa da companhia gostar do que por mim mesmo. Mas entendo a necessidade da festa e sua importância para a população, bem como para a economia. Por isso eu jamais disse: "cancelem a festa e façam escolas". Eu não, mas tem muita gente que diz isso todo ano.

Sou, e não escondo, oposição ao Prefeito Marcones Sá. Mas ser oposição é diferente de ser cego. Ele tem feito um esforço imenso diante da crise ( real apesar do PT e seus aliados ainda negarem a mesma ) e resolveu manter a festa momesca, contudo bem mais magra do que antes. Quando em 2013 ele fez isso merece críticas, porque ali o cenário era outro e não existia uma crise nacional, apenas de recursos municipais. Agora seria um ato muito criticável se ele fosse fazer uma festa como a de 2012, ano de sua re-eleição. 

Sendo assim temos que enaltecer a prudencia - mesmo que forçada - da Gestão Municipal com as atrações do Carnaval 2016, até porque como disse meu amigo Darlando Barros, a programação está muito melhor do que poderia-se supor e ainda pode melhorar, porque o Governo do Estado acena com duas atrações, a serem definidas na próxima semana. Então o porque das criticas?

As pessoas que as fazem queriam que o Prefeito atrasasse os salários dos servidores? Ou que cortasse verbas da saúde e da educação? Vai ver queriam que não se construíssem Postos de Saúde, Escolas, Creches e cia para trazer Sorriso Maroto? Queriam irresponsabilidade para termos um Carnaval de "alto nível"? Sendo assim, reclamam apenas por reclamar porque todos sabem que a crise causada pelo PT e a Presidente Dilma Rousseff é real, impactante e terrível. Ou então apenas pensam em si mesmos, o que dá no mesmo.

Para mim, o fato de ter a banda Bikini Cavadão já salva toda a programação. Sou fã de Rock e a banda é uma das que sobreviveram ao boom dos anos 80. Lá estarei para ver um ritmo que eu adoro. E só por isso, meu Carnaval será épico. Sensacional. 

Ao invés de criticar, pensem melhor na hora de votar para Presidente em 2018. Já seria de grande valia...

quarta-feira, setembro 30

9 meses: Dilma, popularidade baixa, gasolina subindo e trocas de Ministros...

Gasolina subindo, mais impostos...
9 meses. É o tempo de gestação de uma vida. Durante este período a mulher vivencia diversas mudanças em seu corpo e na sua personalidade. Quem já foi pai sabe bem o que é isso. Mas a gratificação de ter seu filho em seus braços ao fim dos 9 meses é imensurável... Só que é quem pai para saber o quão feliz fica-se neste momento ( também porque a mulher não mais está grávida!!! ).

9 meses. Este é o tempo que tem o Segundo Governo Dilma. Neste período ( antes aliás, para ser bem verdadeiro ) vimos, perplexos, a Presidente desdizer tudo o que dissera durante maior parte do seu primeiro Governo ( este já bem ruim, diga-se de passagem ). Vimos uma Presidente que parecia firme e forte ficar refém de suas próprias - e péssimas - escolhas. Vimos ela cortar recursos da Saúde, Educação, Pronatec... Presenciamos ela jogar fora todo o discurso da campanha e, abismados, a vimos até mesmo mandar um Orçamento com mais despesas do que receitas.

9 meses. Neste período, assim como numa gravidez, Dilma caiu de uma popularidade boa/ótima ( na casa dos 40% ) para o desastre de ficar abaixo de 10%. Hoje, segundo o IPOBE, ela tem apenas 10% de pessoas a seu favor no Governo enquanto que 69% das pessoas a reprovavam, maior marca em 27 anos. Um feito e tanto. Ela está desde maio neste patamar sem melhorar nada em sua avaliação.

9 meses. E Dilma, assim como numa gestação, vai ter que refazer seu Ministério, mas ela assumiu em Janeiro!!! Pois é, toda mudança gera ruptura, mas a que Dilma vai fazer não é para melhorar a qualidade dos Assessores e sim para tentar salvar sua pele em um possível processo de Impeachment e vai terminar por piorar o que já estava ruim. Ela tem trocentos interlocutores com o Congresso e não consegue aprovar nada. Imagina se iria conseguir salvar-se caso sofra um processo de impedimento? Além disso, ela não fez o óbvio que era reduzir o número de Ministros ( atualmente em 39 ). Agora vai entregar 7 pastas ao PMDB para ver se, ao menos, consegue sobreviver até 2018. Talvez até consiga, mas isso será tenebroso para o Brasil, é claro.

9 meses. E a Gasolina vai subir pela segunda vez. Hoje a mesma está mais cara para as Distribuidoras e, logicamente, as mesmas irão repassar isso para o preço das bombas. Com aumento de combustíveis ( forçado pelas perdas assombrosas da Petrobrás e pela alta - igualmente assustadora - do dólar ). Acontece que quando a moeda caiu para menos de 2 reais a Gasolina não caiu... Além disso, deveremos ter outro aumento de Energia Elétrica, outro feito notável de Dilma, que é quem manda no Setor desde 2003. Sem falar que seguimos pagando a bandeira vermelha.

9 meses. É período que finda agora. E Dilma pariu a pior crise possível. Isso após ter sido re-eleita em Outubro passado com o discurso de que o Brasil viveria um novo tempo. Em termos, ela até estava certa, mas o "novo tempo" é de extrema dificuldade. E ela segue impassível sem saber o que fazer... Porque se soubesse, meus caros, não estaria eu aqui a postar isso, não é mesmo?

terça-feira, setembro 22

Charge do Dia: Qual o preço do dólar Lula?

um feito e tanto do Petismo...
13 anos atrás quando o Mercado não sabia o que esperar do Governo Lula ( era certa sua eleição ) o dólar disparou e chegou a sua máxima cotação na história do Plano Real. Uma vez no Governo, Lula resolveu - acertadamente - jogar no lixo todas as bravatas históricas do PT e fazer o Governo possível, ou seja, sem arroubos. Em suma, manteve o que recebera e - em alguns poucos pontos, melhorou a obra de FHC. E o preço da moeda americana caiu, tendo chegado, em dado momento, a ficar abaixo de R$ 1,50. 

Era a época de ouro das commodities ( produtos negociados em bolsa e com preços regulados pelo mercado tais como Soja, Aço, Laranja... ), com preço em alta. Sendo assim, e como o Brasil exporta tais produtos, a Balança Comercial ficou sempre forte superávit, minimizando os erros cometidos na economia. E permitiu ao Governo aumentar, consideravelmente, suas reservas cambiais. Foi assim - e não por algum feito espetacular do PT - que o Brasil teve forças para superar a crise de 2008 sem precisar recorrer ao FMI. Aliás, o Governo emitiu títulos nacionais na ordem R$ 500 bilhões para poder superar aquela crise. 

Agora o cenário é outro: o preço das commodities vem caindo desde 2011 e a exportações perderam folego. Sendo assim a economia parou e não fossem os incentivos dados desde 2011, o Brasil estaria a 4 anos em recessão. E agora o dólar disparou e hoje chegou a operar acima de R$ 4 reais pela primeira vez na história. Se em 2002 o Mercado ficou com medo porque não sabia o que esperar do PT, agora o alvoroço é justamente por conhecer bem o PT.

E o dólar, acreditem, tende a subir mais ainda, porque o Governo não sabe o que fazer na Economia. E a recessão será ampliada graças a incompetência do PT. Representada pelo seu líder na imagem com o preço do dólar. E ainda deixou outra imagem que virou febras nas redes sociais que nem precisa de legenda...


quinta-feira, setembro 3

Se com Joaquim Levy está ruim pior será se ele sair...

Ministro, acreditem, é que tem evitado que a crise seja ainda pior...
Apaguem tudo o que Dilma disse até ser re-eleita. Ali o Brasil vivia o auge da maquiagem dos dados oficiais e do aumento estratosférico da Dívida Interna ( voltarei ao tema ainda essa semana ). Guido Mantega ferrou as bases da Economia para que a Presidente pudesse conquistar mais 4 anos de mandato. Alguns podem então se perguntar, com razão: como ele foi demitido se fez tao bem o seu trabalho como dizia Dilma? Simples: manter ele no poder não daria sustentação que a Economia precisa.

Por isso Dilma demitiu Guido Mantega, mas o manteve no cargo. Essa já era a senha de que tudo estava errado. Eu digo isso a tempos ( desde 2009 para ser mais preciso ), mas os "inteligentes" fecham os olhos para isso. Natural, eles precisam defender o Governo por serem defensores convictos de todos os erros. Dilma tentou Luiz Carlos Trabuco, Presidente do Bradesco. Detalhe: Dilma e o PT malharam demais Marina Silva e sua proximidade com Neca Setubal, herdeira do Itaú, fazendo acusações calhordas de que esta mandaria na área econômica e que seria uma eminencia parda em um eventual Governo da ex-seringueira. Bravatas, é claro, mas deu certo e Marina murchou e nem foi ao segundo após aparecer em todas as pesquisas na frente de Dilma. 

Joaquim Levy, o escolhido, foi feita mais para mostrar que algo poderia mudar do que para realizar mudanças. Primeiro porque todos, até mesmo os mais convictos petistas, sabem que a solução é cortar despesas e evitar aumento de impostos, porque isso criaria mais recessão e baixa do rendimento das famílias. Mas, para cortar, é preciso mexer nos Programas Sociais ( leia-se programas que deram a Dilma a re-eleição ). E o PT quer fizer eternamente no poder, por isso nada de cortar estes programas. Ou de cortar pela metade os cargos de livre nomeação dentro do Governo Federal. Ou de reformar a previdência, uma forma eficaz de reduzir gastos, só que a CUT e outros esbirros do PT jamais aceitarão.

Levy passou a todos a certeza de que ele faria o que era preciso ser feito. Mas o PT e Dilma tratam, todos os dias de limar suas propostas. Ele foi contra mandar o Orçamento com rombo de 30,5 bilhões, um acinte ao bom senso e as leis de Responsabilidade Fiscal. Levy também perdeu a queda de braço para termos um Superativ Primário maior. Enfim ele segue sendo dinamitado por todos no Governo. A Presidente, ciente das pressoes do PT, sempre fica ao lado de Nelson Barbosa. 

E assim o Estelionato Eleitoral só aumenta. E a credibilidade do Governo despenca na mesma proporção. E Joaquim Levy dá sinais de cansaço e, segundo noticia-se hoje, pensa em deixar o cargo. Se isso de fato acontecer será terrível, porque o mercado só está mais "bonzinho" com o Governo por causa dele. É tipo aquela velha frase: "ruim com ele, pior sem ele".

O Brasil só tem a perder se ficarmos sem Joaquim Levy. O tempo dirá quanto será o custo...

sexta-feira, agosto 28

Porque a CPMF é a prova maior do Estelionato Eleitoral

Governo sem rumo e sem planos é assim: tentar recriar o que é péssimo...
Eu não tinha, inicialmente, entendido bem do porque de Dilma decidir cortar míseros 1000 cargos comissionados e 10 ministérios após zombar de Aécio Neves na campanha passado, quando o mesmo disse que faria até mais cortes. Fiquei intrigado com a decisão da Presidente. Só que em se tratando do PT tudo sempre tem um lado cruel e maquiavélico. Tudo... antes de prosseguir, eis que disse Dilma a respeito de reduzir Ministérios. Isso foi um ano atrás praticamente:


Pois bem, agora ela - por meio de Ministros - resolveu fazer a tímida redução Ministerial e em cargos. Porque ela mudou de ideia? Desde quarta-feira sabemos: foi para tornar menos impactante a volta da CPMF. Dilma elegeu-se via Estelionato Eleitoral, todos sabem disso. O Brasil que ela vendeu via propaganda só existia nas peças de João Santana, mas 51% concordaram com ela e o resultado está ai, para quem quiser ver. A Presidente que acusava todos de pessimistas e de que alardeava que o remédio dos rivais implicava em desemprego, recessão, corte de investimentos e aumento de impostos vai agora... aumentar impostos. 

Primeiro via a alteração da forma de cobrança do Pis/Cofins, que pode resultar em um aumento de quase 50 bilhões de reais. Segundo porque, ai vem o pior, vai recriar ( na verdade tentar ) a CPMF, imposto do cheque derrubado pelo Senado em 2007. Assim, como eu disse no título deste post, confirma-se de modo inequívoco o Estelionato. Dilma prometeu bondadas que não está nem perto de conseguir entregar e agora vai apresentando maldadas que seriam apenas coisas de pessoas "contra o povo". Segundo a lógica dela, acho que é o caso de perguntar a Dilma se... Dilma é "contra o povo". Patético...

A CPMF ( agora com o nome de Contribuição Interfederativa da Saúde ) é um imposto injusto e que atua, mais do que qualquer outro já criado antes dele, em cascata afetando toda a cadeia produtiva. Todos pagam mas nem todos podem repassar seu custo. Exemplos:

  • Quem retira madeira da natura e a processa, inclui o imposto no preço, porque sabe que vai pagá-lo em algum momento;
  • O dono da fábrica repassa o custo ao preço final, porque já o pagou quando comprou a madeira, bem como no transporte. Além, é claro, em todas operações realizadas via banco;
  • O dono da loja, obviamente, repassa o custo de todas as outras fases e acresce o imposto no preço de venda, bem como nos juros embutidos no financiamento;
  • Por fim, o consumidor entra na loja é compra o móvel. Ele pagará até 12 vezes a alíquota da CPMF, mas não poderá repassar para ninguém. 
Segundo dados apresentados pelo Ministro da Saúde Arthur Chioro até 85 bilhões poderiam ser arrecadados. Supimpa não é mesmo? Afinal o Brasil não está em crise e os brasileiros estão nadando em dinheiro. Além do mais, o Governo Federal está realizando um ajuste fiscal primoroso. Pena que não...

Dilma tem apenas 7% de aprovação e, todo governante sabe disso, aumentar impostos é algo que não ajuda nessa conta. A presidente tem sofrido derrotas seguidas no Congresso e essa é uma medida que não atrai mais apoio. Porque entao ela e seus Ministros pensam que isso pode passar e ser aprovado? Ai vem o truque: o termo I da nova sigla: Interfederativa. Segundo sabe-se, parte ( ainda não revelada ) dessa bolada seria repassada para estados e municípios. Assim Dilma, a mais impopular presidente da História, espera conseguir apoio dos outros ( Governadores e Prefeitos ). Aqui é outro ponto do Estelionato: o de não compartilhar louros, mas querer de todas as formas compartilhar os espinhos.

Quando Dilma detinha mais de 70% de aprovação segundo as pesquisas, ela jamais cogitou dividir com qualquer outro político o "sucesso" do seu Governo. Agora que está na lona ela quer apoio. E até já conseguiu: os 9 Governadores dos Estados Nordestinos já sinalizaram que apoiam a volta da CPMF.

Ai eu fico imaginando aqui com meus botoes: o que faria o PT caso quem propusesse isso fosse Aécio Neves e o PSDB?

sexta-feira, agosto 7

O PT acabou. E a propaganda eleitoral de ontem comprova isso

A frase acima deveria ser inteligente? Porque ela não é...

O PT acabou. Sim, é isso mesmo que você leu. Eu começo o texto de forma enfática quanto a isso, deixando claro que o Partido dos Trabalhadores já era. Aquele partido que ainda tentava ser sério e - apesar de toda roubalheiras provada e ainda por ser provada - nao existe mais. O que restou no lugar é um Grupo que acredita ser a oitava maravilha do mundo, uma espécia de Casta Superior. Aquele partido que pregava ética, moralidade e um envolvimento direto com o povo já é coisa do passado. Adiante.

A propaganda de ontem é coisa de quem está, claramente, desconectado com a realidade. São tantos os pontos trágicos na pela que foi ao ar ontem que eu nem sei direito por onde começar. A imagem que ilustra este post é, talvez, o pior ponto, pois ela pretende ser uma frase inteligente e que possa justificar os erros do Governo. Ela é uma frase burra inicialmente porque tenta passar a ideia de que o Governo errou, mas na prática ela faz o contrário: nega qualquer erro, pois se existiu algum erro ele foi tentando acertar. Ora, todo erro é erro e só pode ser amenizado se resultar em algo bom, o que nem de longe é o caso. Segundo porque quem é que está acusando este Governo de ter tentando o mal? O que se acusa, isso sim, é dele ter mentido descaradamente ano passado e agora tentar que todos aceitem esta mentira. Mais patético, impossível.

A peça começa torta ao acusar que o agravamento da crise política possa levar o Brasil ao buraco. Tal pensamento é torto porque quem criou a crise política foi o próprio PT. Aliás, quem é quem tem a segunda maior bancada no Congresso e tem a maior como seu aliado, tendo até o vice-presidente. Além disso Dilma começou este segundo Governo com mais de 380 deputados na Câmara e mais de metade dos Senadores. Tudo bem que era menos apoio do que tinha no primeiro mandato, mas assim tinha folgada maioria nas 2 casas. Portanto não há que se falar em Crise Política fomentada por "adversários", coube ao Governo criá-la.

Depois vemos que o Governo abriu mão de receitas para fomentar o crescimento(??) durante o Governo Dilma. É errado porque praticamente não houve crescimento no Governo Dilma, comparando com outros países do mundo. Mas aceitemos que era mesmo necessários fomentar a indústria e setores da economia ( uma das funções do Governo ). A pergunta que fica é: porque não reduziu despesas na mesma proporção? Porque seguir aumentando salários de servidores públicos federais, aumentando cargos, aumentando repasses para o BNDES emprestar para outras nações? Estes recursos poderiam ter sido represados e usados para cobrir as renuncias fiscais e assim diminuir os impactos nefastos que agora vivemos. Por fim resta perguntar: porque sabendo que a diferença entre receitas e despesas causariam problemas porque nada foi feito? 

Tem ainda a fala de Lula e de Dilma ( e nem tocarei na fala do bobo da corte, o presidente da legenda Rui Falcão ), totalmente fora da realidade. A de Lula, que TERIA que portar-se como um Estadista e pedir a população calma e paciência, é na verdade um ataque DIRETO à Fernando Henrique Cardoso. Os defensores de Lula atribuem a ele o papel de "melhor presidente da História" o que é um erro grave, mas nem irei falar disso agora, apenas aponto que se ele fosse isso mesmo a sua fala já o tiraria de seu posto. Até porque ele a pouco mais de duas semanas buscou uma aproximação com FHC, o mesmo que ele atacou ontem. Ele diz que é melhor apostar em quem realizou mudanças recentes para sair da crise. Faltou ele dizer que foi esse mesmo pessoal - indicado por ele convém lembrar - quem fez essa crise. 

Dilma, a Presidente que não mais Governa, foi além: resolveu começar falando que 2015 é o ano de travessia, mas ano passado ela falava que 2015 era o ano da disparada do crescimento. E seguiu falando como se estivesse em campanha, ou seja, 100% fora da realidade. Ela parecia estar vivendo no país que ela apresentou ao Brasil na Campanha, ou seja, ela realmente acredita que aquilo que falou e sustentou na campanha ( e que foi de fato o que a fez vencer as eleiçoes ) é a realidade. Nada de problemas, de crise, de desemprego, de corrupção ou de erros crassos cometidos por ela mesma. E ainda disse que essa travessia vai levar o Brasil a um lugar melhor,mas o que poderia ser melhor do que o Brasil da campanha passada?

Para finalizar, o partido entendeu por bem zonar dos que já estavam fazendo panelaços pelo Brasil a fora. E ainda disse que "se alguns se encheram de nós ( PT ), tudo bem". Como assim? A pesquisa Datafolha divulgada mais cedo mostrou que 71% rejeitam o Governo Dilma e que 66% ( dois terços ) concordam com um eventual impeachment. 

Realmente o PT acabou. Agora é apenas um saco de gatos pardos. E que muitos vivem em uma realidade paralela, onde roubar é legal, cometer violações da lei é legal e onde zombar da inteligencia alheia é legal. Claro que estão todos loucos, como diria o poeta...

sábado, julho 11

quinta-feira, maio 14

O vergonhoso silencio da UNE, que vendida ao PT nem sequer defende os estudantes que a sustentam

A UNE nem se mexe contra o estelionato do FIES. Essa foto explica bem o motivo...
Faço parte de uma geração que nasceu durante a Ditadura Militar. Quando o regime de exceção chegou ao fim, em 1985, eu tinha 11 anos e nomes como o da UNE eram uma verdadeira obsessão, tipo uma forma de resistência ao regime que após 21 anos chegada ao fim. Aqui em Salgueiro - que eu saiba ao menos - não tinha representantes da União Nacional dos Estudantes mas todos os alunos do Colégio Carlos Pena Filho sabiam bem da existência dela. Pois é, naqueles dias a UNE era - de fato - uma instituição independente. Mas o seria por pouco tempo, infelizmente,

No início dos anos 90 o Partido Comunista do Brasil montaria a Juventude Socialista e tomaria a UNE de assalto ( sim, foi um GOLPE ). Comandando Diretórios da Federais e aparelhando os das Faculdades Privadas todos os presidentes desde então são filiados ao Partido. Sei, por meio de um amigo que foi a uma eleição como representante da Fachusc, que os membros do partido praticamente queriam obrigar a todos os presentes a tornarem-se filiados ao partido. Ele mesmo rejeitou e ouviu um sonoro "direitista" das pessoas. Passou a ser, segundo ele, hostilizado. Assim como qualquer um que ousasse pensar contra o que de pior existe em termos de ideologia, como defender a Coreia errada. Isso para ficar só em um exemplo.

Foram às ruas contra Collor, é verdade, mas o fizeram por interesse partidário não por convicção. A ideia do PC do B e do seu eterno aliado PT era que com a queda de Collor ficaria mais fácil vencer a eleição em 1994. Não deu... veio 98 e nada. E enfim, em 2002 Lula chegou lá... até essa data a entidade fazia passeatas, cobrava o Governo FHC como deveria. Mas quando Lula e os petralhas chegaram ao poder...

A UNE hoje é uma entidade "comprada" pelo Governo. Recebeu deste mais de 40 milhões de reais e uma Sede. E não cobra nada. Em outros tempos a Entidade rugiria ato contra os escândalos de corrupção e realizaria passeatas e protestos nas ruas. Agora o que fez a UNE? Foi às ruas em defesa do Governo!!!

Pior é que a Entidade, aparelhada e comprada com o dinheiro do contribuinte, deveria defender os estudantes, certo? Errado. O silencio da entidade diante dos quase 180 mil alunos que ficaram sem o FIES é asqueroso e diz muito sobre a inutilidade da UNE hoje em dia. Nem mesmo uma nota a Entidade soltou. NADA. Absolutamente nada. Diverso alunos contraíram dívidas aguardando a inscrição no FIES e agora estao com o espeto. Era de esperar que a UNE, ao menos, falasse algo em defesa dos que foram lesados. Mas nada, a UNE é vermelha. Mas vermelhos, na verdade, estão os estudantes, mas é de raiva da entidade que silencia diante dos descalabro do Governo que a comprou.

Por isso eu digo, e a muito tempo: o PT vai acabar com o Brasil. E está tendo sucesso neste intento. Com o silencio, vergonhoso, da UNE. Que hoje não serve para nada. 

quinta-feira, outubro 2

Não existe crise, diz Dilma. Só que as Montadoras vão demitir...

Setor automobilístico é um termômetro da economia...
Muitos sabem, outros não... eu sou paulista de nascimento. Nasci em São Bernardo do Campo, berço da indústria de automóveis brasileira. Meu pai trabalhou por quase 10 anos na Volkswagen, sendo portanto um metalúrgico aposentado por assim dizer. Em 1981 quando ele saiu da empresa foi por meio de um PDV - Plano de Desligamento Voluntário. Naquele ano o Brasil quebrara totalmente e para as empresas era mais barato pagar para os funcionários saírem do que demiti-los... aliás, ainda hoje o é. Mas o PDV era necessário porque a economia ia mal.

Toda vez que as empresas do setor ( hoje espalhadas por diversos estados ) anunciam demissões é um péssimo sinal para a economia. Significa que os estoques estão altos e que existe mais produção. Como resolver? Demitir baby... E o que irão fazer as montadoras nacionais. Que além das demissões voluntários, darão Férias Coletivas aos que ficarem. Leia mais aqui.

A presidente Dilma Rousseff e o PT tentam, a todo custo, demonstrar que a situação brasileira é boa, que não existe crise. Quanto muito, eles dizem que o ritmo diminuiu porque o mundo está em crise, mas não o Brasil. Dilma, inclusive, disse em uma entrevista ao Bom Dia Brasil que a Alemanha iria crescer só 0,8% e o Brasil cresceria - segundo o Governo - 0,9%. Estava errada duas vezes: a) O Brasil vai crescer um terço do que ela disse, se muito; b) o 0,8% é a previsão de crescimento do segundo semestre da economia alemã, que no geral deve crescer 1,5%, 5 vezes o que deveremos crescer.

O que sei é, passados mais de 30 anos, demissão em Montadoras de Automóveis é sinal CLARO de crise na economia. Mas se você vota no PT, não vai acreditar nisso...