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quinta-feira, julho 8

7 anos do 7x1, a maior vergonha da História das Copas e de uma Nação


A Copa de 2014 era o momento para um Brasil que se mostrava pujante ganhasse o Hexa, apagasse os traumas de 1950 e consolidar-se como o Rei do Futebol de Seleções. O problema é que a nação vivia uma farsa, que cairia quase que ao mesmo tempo que o time de Felipão naqueles 7x1 tomados diante da Alemanha. Time que também era uma farsa, obviamente.

Luiz Felipe Scolari era um Técnico obselto mesmo quando venceu a Copa de 2002. Conseguir o Penta com um time errático e que se a Bélgica fosse o time atual, seria eliminado nas oitavas de final. Com direito a uma mãozona da arbitragem, anulando um gol sem qualquer irregularidade de Marc Wilmots. Adiante...

Desde 2008 que o PT camuflava duas coisas: a corrupção e os dados econômicos. A primeira comprando imprensa, deputados e empresas. A segunda com explosão da dívida interna, para que conseguirem eleger e re-eleger Dilma Rousseff.

Em 2014 naquele nem tão longínquo 08 de Julho, estes dois Brasis ruíram. Ficaram desnudados. O do Futebol ainda tomaria mais outra vergonha dias depois, com um 3x0 para a Holanda. A nação levaria surra dolorida nas eleições de 2014 e desde então patina totalmente na economia, com direito a dois anos seguidos de retração econômica de 3,5%, os dois piores anos de nossa História.

A solução da CBF foi fazer de conta que fora um acaso e lançar Dunga ( surreal isso, mas fazia sentido pois desviou o foco para o péssimo treinador e não para os Comandantes da CBF ) como treinador. Não foi feita qualquer análise e sequer mudou-se algo na preparação dos times, da seleção ou qualquer mudança no comando. E olha que um ano depois o Presidente José Maria Marin foi preso no EUA e o futuro, Marco Polo Del Neto até hoje não viaja para não ser preso. E o atual, Rogério Caboclo está afastado por causa de Assédio Sexual!!!

No campo político, a Operação Lava-Jato revelou tudo o que de errado foi feito desde 2007 nos Governos do PT. Diversas pessoas foram presas, dentre elas o ex-presidente Lula. A presidente Dilma Rousseff seria afastada em 2016 e o vice Michel Temer assumiu. E seu Governo também teve escândalos, tendo sido votado 2 vezes denuncias crimes contra ele no Congresso. Veio 2018 e a eleição de Jair Bolsonaro e ataques a Democracia, negacionismo e mais crises econômicas.

Aquele 08 de Julho segue parado no tempo, porque o Brasil não se recuperou ainda dele. E talvez, nunca mais se recupere.

quinta-feira, agosto 10

Gasto público dobrou como proporção do PIB entre 1991 e 2016, diz Ministro da Fazenda


Trago para os amigos do Blog, texto do Estadão, sobre o problema dos gastos públicos e qual Brasil queremos ter. São dados trazidos da realidade, não da vontade de um político. E antes que queira atacar Henrique Meirelles, lembre que ele foi Presidente do Banco Central do Governo Lula ( todos os 8 anos ) e era o preferido do ex-presidente para ser Ministro da Fazenda ao invés de Guido Mantega ( escolha de Dilma ). Ele sabe e é altamente capacitado. Leia, o texto feito por Altamiro Silva Junior e Eduardo Laguna.

Gasto público dobrou como proporção do PIB entre 1991 e 2016, diz Ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que de 1991 a 2016 o gasto público brasileiro como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) dobrou e o governo está tomando uma série de medidas para reverter esta tendência. "A reforma da Previdência deve ser votada neste semestre", disse, durante palestra nesta terça-feira, 8, em evento da Fenabrave, entidade que representa as concessionárias de veículos.

Meirelles destacou em sua apresentação a agenda de reformas estruturais que o governo está tocando, com destaque para a da Previdência, e ressaltou ainda a agenda de microrreformas. Estas últimas têm como objetivo elevar a produtividade e a competitividade das empresas e melhorar o ambiente de negócios. Com o teto de gastos públicos e a reforma da Previdência, Meirelles observou que a despesa primária total, ao invés de subir para 25% do PIB nos próximos anos, deve subir para 15%. "Isso faz diferença enorme", ressaltou.

Ao falar da reforma trabalhista, Meirelles citou o exemplo da Alemanha e ressaltou que naquele país havia o temor, antes de se implantarem as reformas das regras do mercado de trabalho, de que aumentaria o desemprego. Mas na prática não foi isso que ocorreu e houve criação de postos de trabalho. Meirelles ressaltou que a economia brasileira vai entrar em 2018 crescendo no ritmo de 3% e que o desemprego já reverteu tendência de alta. "O emprego reage um pouco defasado em relação à economia. O mais importante é que (a taxa de desemprego) começou a cair."

Por causa dessa defasagem, o ministro observou que para a população começar a perceber essa melhora ainda vai levar um tempo. "Vamos começar a ver isso devagar." A taxa básica de juros, a Selic, já caiu bastante e já houve reflexo na redução dos juros bancários ao tomador final, destacou o ministro, citando a queda do spread. "A queda da inflação abre possibilidade de o Banco Central cortar ainda mais os juros."

Análise. O ministro afirmou também que um país quebra quando falta moeda externa. Este, porém, não é o caso brasileiro no momento, que alcançou nível extraordinário de reservas internacionais e cujas contas externas estão "bastante sólidas" e deixaram de ser um problema, disse. "Prefiro enfrentar uma crise com um pouco de caixa do que a zero, sem reservas", afirmou, aproveitando para relembrar momentos em que ele estava no comando do Banco Central e a situação nas contas externas era bastante diferente da atual. Hoje, lembrou o ministro, o País tem US$ 380 bilhões de reservas.

Na época em que estava no BC, Meirelles lembrou que o déficit da conta de transações correntes batia em 6% do Produto Interno Bruto (PIB). No final de 2016, estava em 1,3% e seguiu caindo em 2017. Além disso, o Investimento Direto no País (IDP) vem crescendo e, com o déficit de conta corrente encolhendo, há um fluxo positivo de dólares para o País. A economia fica equilibrada quando o déficit em transações correntes é menor o igual ao IDP, destacou ele, citando também a melhora das exportações.

Meirelles também falou da recuperação da atividade econômica em sua palestra. Vários setores da economia estão mostrando "clara recuperação", observou Meirelles, citando, entre eles, o de vestuário, o têxtil e de fabricação de produtos de informática. Em comum, estão o fato destes segmentos terem atingindo um piso com a recessão de 2015 e 2016 e agora engatam "recuperação forte e constante". "Emplacamentos de veículos também vêm se recuperando", disse Meirelles ao falar da indústria automobilística. O ministro ressaltou ainda que a produção e venda de automóveis estão reagindo.

Ele iniciou seu discurso falando dos efeitos da crise política na economia e ressaltou que os juros de longo prazo estão caindo, depois de piora aguda. Ele ressaltou que a piora destas taxas longas em maio, em meio à turbulência deflagrada pela delação da JBS, acabou se mostrando curta. Ainda na palestra, o titular da Fazenda destacou a queda do endividamento das empresas, após registrar forte expansão até 2016. "O crescimento está ocorrendo enquanto empresas pagam suas dívidas."

quarta-feira, julho 27

Emprego: Brasil teve o pior semestre da História

Quando o desemprego vai parar de crescer?

Desde 2002 que o Ministério do Trabalho, via CAGED ( Cadastro Geral de Empregados e Desempregados ), divulga dados sobre como andam as contratações/demissões no Brasil. E o primeiro semestre foi o pior da história, com mais de 530 mil vagas fechadas. O total supera até o do ano passado, quando a crise não tinha mais marqueteiro de campanha que pudesse esconder o caos na Economia.

Economistas sempre alertam que o Emprego é o último indicador a parar de piorar num ciclo recessivo - como o que agora vivemos - e também o último a se recuperar. No mês de Junho o país perdeu mais de 91 mil postos de trabalho, ou seja, ainda estamos longe de sequer parar de cair. Com o resultado ruim, muito acima do esperado pelo Mercado ( aguardava pouco mais de 58 mil ), analistas estimam que terão que rever a - tímida - recuperação da Economia projetada para 2017...

Segundo o IBGE, que usa outra metodologia, o Brasil tem mais de 11,5 milhões de Desempregados. 

terça-feira, maio 24

É bom cairmos na real: o custo será imenso para recolocar a economia de volta nos trilhos

Dilma e Mantega destruíram a economia e Meirelles é novamente a esperança do Brasil...

Tenho lido tantas coisas nestes dias sobre as medidas ( até aqui apenas boas intenções convém lembrar ) que o inicial Governo Temer está tomando - ou que pretende tomar - que às vezes penso que estou morando em um país de primeiro mundo, onde as coisas básicas já foram resolvidas a mais de um século e que crise financeira do estado é quando o superávit é quase zero. A situação aqui no Brasil é terrível, dramática e tem pai, no caso mãe: Dilma Rousseff. 

Já postei aqui que a atual crise fiscal teve início em 2008 quando o então presidente - para muitos um verdadeiro "semi deus" - Lula teve uma ideia: emitir títulos públicos para combater a crise internacional, deixando os seus efeitos serem os menores possíveis. A ideia - e quem me conhece sabe bem disso - meu apoio, pois era uma saída interessante: um pouco a mais de dívida para manter a economia forte e manter os empregos. O problema é que, assim como todo remédio - a dose foi mantida além da conta e ai passou a castigar o paciente. Como Lula precisava eleger o poste ( no caso Dilma ), o Brasil emitiu mais de 700 bilhões de reais de títulos públicos além do necessário, até o fim de 2010, mantendo a economia artificialmente aquecida via BNDES e subsídios do Tesouro na forma de desonerações fiscais. Aumentou de forma irresponsável o déficit público federal mas para Lula deu certo: Dilma venceu a eleição, em segundo turno, contra José Serra.

Pois bem, eis que Dilma ao assumir não fez o que era necessário para o Brasil: cortar grande deste remédio e decidiu manter a dose. E em alguns casos, até mesmo aumentá-la. Não foi por acaso que o primeiro Governo Dilma teve taxas decepcionantes de crescimento enquanto que Chile, México, Peru e outros países vizinhos cresciam e nós não: o remédio estava, aos poucos, matando o paciente. Só de juros sobre os citados 700 bilhões contraídos entre 2008 e 2010, o Brasil pagou perto de 100 bilhões em juros ( taxa de 15% ). Sem dinheiro em caixa - devido aos já evidentes e negados efeitos da irresponsabilidade - o Governo precisou emitir mais títulos para conseguir pagar os juros. Genial, não?

Bom, os últimos momentos todos sabem muito bem como foram, com cortes pesados e um ajuste fiscal que o PT jamais abraçou. Mesmo sabendo que era mais do que necessário. Agora - mesmo que momentaneamente - de volta a oposição diz que o peso do rombo não pode ser jogado nas costas da sociedade. Daí o que eu disse no começo do texto. O rombo anunciado de 170 bilhões é ao mesmo tempo histórico e vexatório. E quase o dobro do que Dilma e sua equipe diziam ser. Na prática o Brasil está - quem diria - quebrado. Seria cômico não fosse trágico.

Agora vou ater-me ao título deste post: tempos difíceis vem pela frente e só com sacrifícios é que sairemos deles. Simplesmente não existe dinheiro para tudo e nem podemos mais emitir papeis, pois com as seguidas reduções de Notas de Risco que sofremos pelas agencias internacionais isso só aumentaria o imenso buraco. Claro que culpar a Dilma, bem como todo o PT, não resolve o problema e eu sei muito bem disso. Mas é preciso dizer a verdade, doa em quem doer. Melhor falar a verdade do que ficar mentindo sobre a gravíssima situação. 

Esqueçam os tempos das vacas gordas, de dinheiro fácil na economia, de crescimento acima de 5% e inflação também de 5%. A saída será dura e para isso o atual presidente ( até quando? ) Michel Temer escolheu - talvez - o melhor nome possível: Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central entre 2003 e 2010. Ele, ao lado de Antônio Palloci foi o fiador de uma política econômica que deu certo nos Governos Lula, mas que foi deixada totalmente de lado na era Dilma, embora o Ministro da Fazenda tenha permanecido: Guido Mantega.

Reforma da Previdência ( com idade mínima ), Reforma Fiscal e Tributária ( cobrando melhor os impostos ), Reforma Política ( uma séria, não aquela que os partidos de esquerda defendem ) são apenas alguns temas amargos que teremos que enfrentar. E não venham falar de retrocessos porque estes já estão acontecendo agora mesmo enquanto escrevo e o amigo lê este texto. A irresponsabilidade fiscal anunciada por Aécio Neves e Eduardo Campos dois atrás mostrou-se mais do que verdadeira, mostrou-se cruel. E quem está pagando o pato já é a camada mais pobre, pois é ela quem perde primeiro os empregos e sente mais rapidamente os efeitos da inflação alta.

É tempo de darmos dois passos atrás para, quem sabe, conseguirmos 3 para a frente em 2019. É tempo de durezas e agruras. Mas é, sobretudo, tempo de pensar que Brasil queremos para o futuro. Se é o Brasil onde os fins justificam os meios ou se é o Brasil de regras claras e objetivas. E não se trata de apoiar ou não Michel Temer, pois este ficará pouco tempo. Trata-se na verdade entender a situação e buscar saídas para a crise. Pensar acima de tudo em nossa nação antes de pensar em partidos. Quanto antes entendermos isso, mais cedo começaremos a sair desta recessão que está - acreditem - longe de terminar

segunda-feira, fevereiro 15

Pioram projeçoes para a Inflação e o PIB: é Dilma mostrando o que ( não ) sabe...

E é porque ela, segundo os inteligentes, sabe como tirar o Brasil da lama...
Dilma Rousseff vai entrar na história do Brasil. E não será por ter sido a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente, mas sim por conseguir colocar o país no maior ciclo de recessão de sua história. E isso porque, em 2010, segundo Lula com ela o Brasil iria decolar de vez rumo ao primeiro mundo, virando um país com economia que seria quase uma China. Muitos acreditaram nisso em 2010, menos em 2014, mas a realidade é uma só: tudo o que ela fez foi gerar recessão.

O crescimento do primeiro governa dela - e isso tendo turbinado os números a base de mais de 1 trilhão de reais em aumento da dívida pública - já foi um dos menores da História do Brasil. O do segundo, com certeza será o pior, e por muito. Ano passado a Economia retrocedeu 3,7% e, segundo analistas do Mercado Financeiro, vai retroceder 3,33%. E isso tendo crescido espantosos 0,1% em 2014. De um modo didático podemos dizer que ao fim de 2016 o país terá voltado mais de 10% do que era ao fim de 2013.

Qual é a proposta de Dilma e sua equipe para resolver o problema? Mais do mesmo: incentivos pontuais para alguns setores, com base em juros subsidiados. O mesmo que foi feito, fartamente, desde 2009, e que nos levou ao ponto atual. Além, é claro, de ter-nos custado mais de 1 trilhão de reais em aumento da dívida. Só este aumento representará este ano mais de 120 bilhões de reais em juros, o que equivalente - por exemplo - a 10 Transposições no valor atual ( que é quase o triplo do original ).

Ah, eu esqueci de falar sobre a inflação: a mesma, segundo os analistas, deverá ficar em 7,61%, o que se configurará o sétimo ano seguido em que a mesma ficará acima da Meta Oficial, que é de 4,5% só para constar... E eu falava para todos que, se eleita em 2010, com ela no poder 3 coisas iriam acontecer:
  1. O Brasil pararia de crescer - Acertei;
  2. A Inflação voltaria - Acertei;
  3. As obras ( Transposição e Transnordestina ) parariam - Acertei.
Tenho bola de cristal? É claro que não, apenas sei ler o cenário político e econômico. E a quem ousar dizer que estou errado quanto o terceiro item, eu digo: segundo Lula as obras - AS DUAS - seriam entregues sem falta, nem mesmo que caísse um Tsunami, em 2012. E, a menos que eu esteja ficando louco, estamos em 2016. E as duas, com 100% de certeza, não ficam prontas até o fim do Governo dela...

Até porque a Transposiçao já arrebentou um trecho, bem no comecinho...

sábado, fevereiro 6

Sabem a Inflação? Pois é, ela veio mais alta ainda em 2016...

Apesar de todos os esforços do Governo Dilma ( eles existem mesmo? ), a inflação segue em alta...
A Inflação de 2015 foi a maior desde 2003 e a segunda maior da história do Plano Real ( a maior é de 2002 ). Acontece que desde 2009 que o IPCA não fica na meta, que é de 4,5%. O índice do ano passado, 10,67%, foi puxado para cima pelos preços controlados pelo Governo Federal ( energia e combustíveis basicamente ).

Dilma trocou o Ministro da Fazenda, tirando Joaquim Levy por Nelson Barbosa agradando o PT, o que é claro todos sabemos é ruim para o Brasil. Os juros já estão nas alturas e o Banco Central tomou uma atitude questionável ao manter o patamar de 14,75%. A Economia segue em baixa com algumas projeções de que a retração de até 4% este ano. Mas a inflação segue em alta: em janeiro ela foi de 1,27%, o mais alto índice para o mês desde 2003.

Já disse aqui anteriormente que muito raramente os três indicadores se unem como no Brasil atual, porque inflação alta costuma ser resultado de aumento da atividade econômica, mas nunca com recessão onde o índice inflacionário em 99,9% dos casos é bem baixa. Além disso, quando os juros estão altos a inflação também tende a retrair-se. Mas no Brasil de Dilma, nada para com a inflação, que é cruel com os mais pobres.

E ainda tem quem defenda a Presidente e ainda diga que ela seja capaz para tirar o Brasil da lama...

segunda-feira, janeiro 25

A Dívida Interna teve um aumento de quase 22% em relação a 2014. E um história sobre Lula e o FMI

Ministro Nelson Barbosa tentando explicar o aumento da Dívida Interna em 2015...
Corria o ano de 2007. Lula, recém empossado para seu segundo mandato, entendeu que era preciso mais do que apenas um Governo centrado nas questões econômicas "neoliberais" para conseguir vencer o pleito de 2010. Era, portanto, preciso criar factoides e quantos maiores e espalhafatosos eles fossem, melhor seria. Assim nasceu o PAC - que até hoje não teve sequer 60% das ações concluídas passadas quase 10 anos - e uma mentira que até hoje tem gente que jura de pés juntos que é verdade: a de que o Brasil pagou a Dívida Externa.

Lula, seguindo orientação de pessoas ligadas ao núcleo duro do PT, vislumbrou uma oportunidade: os títulos brasileiros vendiam como água no mercado financeiro e resolveu que iria quitar o saldo restante do empréstimo que herdara da Gestão FHC, a época em 20 bilhões de dólares. Acontece que, obviamente, o Governo não tinha recursos para fazer face a tal pagamento, cujo valor em reais passavam dos 40 bilhões. Qual foi a mágica encontrada? Simples: emitir 43 bilhões de reais em títulos ( acima da dívida porque existe, como em toda operação financeira, custos e deságio ) e pagou ao FMI o saldo devedor. 

Atenção: a Dívida com o Fundo era de longo prazo e com juros menores ( algo em de 5% ao ano ) e o custo da emissão era de prazo mais curto e com praticamente o dobro de juros ( 9,5% em média ). Em suma, a negociação foi extremamente desfavorável ao Brasil, mas politicamente foi muito boa para Lula e o PT. Mas, acreditem, o Brasil até hoje deve ao FMI por empréstimos feitos nos anos 70, 80 e 90. Mas o que passou como "verdade" era que Lula pagara a Dívida Externa. Falácia, é claro, mas sem oposição que preste para contestar isso, Lula e o PT passaram a fazer troça em cima desse "feito". Passou até mesmo a emprestar recursos para o Fundo, sem necessidade é claro. Tudo para confirmar que agora éramos "credores" e não mais devedores. 

Em 2008 veio a Crise Financeira nos EUA e o Mundo caiu em uma fase ruim. Lula até disse que era só uma marolinha, que não atingiria o Brasil como o resto do Planeta. E tem quem acredite nisso, até porque em 2010 o Brasil cresceu 7,5%. Acontece que tal crescimento era artificial, como ficou provado nos 4 anos do primeiro mandato de Dilma. Ele fora fomentado pelo incremento absurdo da Dívida Interna durante o Governo de Lula. Quando ele assumiu, em 2003, a Dívida era de 640 bilhões e quando ele saiu a mesma beirava a casa dos dois trilhões. Dilma, portanto, já aumentou, em 5 anos, a Dívida em quase 1 Trilhão. Um feito e tanto...

Ai eu me deparo com essa matéria da Folha de São Paulo, que afirma que - segundo dados do próprio Governo - aumentou quase 22% em 2015. Isso, trocando em miúdos, significa que o espeto do segundo mandato de Dilma foi de praticamente um quarto de tudo o que o Brasil devia até 2014, algo espantoso, sem dúvida. Mas ainda assim, e apesar de um recessão feroz, Dilma ainda foi capaz de dizer hoje que o Brasil não está parado e nem vai parar. Imagina quando ele admitir que estamos parados, como é que será? Com este aumento da Dívida, fica bem claro porque o Governo precisa de mais impostos e que, mesmo aumentando a receita por mais de um década, sempre é preciso mais,

E assim segue o Brasil do PT, onde a Presidente realmente acredita que o Brasil que ela Governa é o país que ela "falava" durante a campanha presidencial, quando ela achava por bem dar pito em Aécio Neves quando ele falava de recessão.