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segunda-feira, julho 2

Japão foi valente e muito ingenuo em doses cavalares para perder da Bélgica

Deu pena...
O Japão era a zebra e o time sabia disso. Decidiu então agir como equipe inferior que é e buscou jogar fechado. Segurou o 0x0 no primeiro tempo, mas conseguindo algumas estocadas, mas a Bélgica foi melhor, mas sem assustar como esperado. Voltou para o segundo tempo em busca de surpreender, e logo fez 1x0 em contra ataque primoroso. Pouco depois fez 2x0 e deu a impressão de que poderia fazer mais do que se classificar, até mesmo passando o carro na favorita. E neste momento foi de um ingenuidade sem parâmetros.

Primeiro porque o correto seria manter o ritmo forte e pegado na marcação e não se abrir como fez. E segundo porque passou a trocar ataques com os belgas, que são melhores, e muito, que os nipônicos. Tudo bem que o gol espírita belga trouxe os rivais para o jogo, mas depois disso a pressão só aumentou. E ao invés de seguir atuando como seleção franco atiradora, o Japão quis trocar ataques com o adversário. E ai veio o empate. E no final da partida foi ao ataque querendo vencer e terminou perdendo num contra ataque mortífero, mais do que fizera para abrir o placar.

Quanto a Bélgica, tanto pode ganhar casca quanto achar que foi um jogo fora da curva. Tem talentos de sobra para tirar ensinamentos e fortalecer-se para as quartas. É um adversário de respeito que virá com o moral alto, mas também desnudou seu problemas na zaga e na proteção da defesa. O que parece um prato cheio para o ataque brasileiro. Outro fator é que a vitória veio devido que Roberto Martinez subira a altura da equipe e buscou o jogo aéreo. Alo que contra o Brasil não tende a funcionar.

Sexta, às 15:00hs, veremos do que esta "geração belga" é capaz. Valerá vaga na Semifinal.

Brasil se classifica com um grande segundo tempo

Firmino aproveita sobra de toque de Neymar e define a partida
Num segundo tempo acima da média, o Brasil fez 2x0 num México valente e classificou-se às quartas de final sem grandes sustos. Neymar e William destroçaram a defesa mexicana no lance do primeiro gol, e o camisa 10 quase fazia o segundo não fosse o goleiro, mas Roberto Firmino selou a vitória. A defesa seguiu forte, mas os laterais ficaram devendo, sobretudo Felipi Luiz.

Agora é esperar o rival e jogar ainda melhor. A notícia é que o Brasil tem crescido na competição e feito sempre uma partida melhor que a outra e assim que vence a Copa. E até aqui só um gol sofrido.
  • Allison, 6. Fez uma intervenção apenas. E boa;
  • Fagner, 5,5. Quase não apareceu no ataque, mas melhorou na defesa;
  • Miranda, 6. Faz Copa soberba, um pecado não ter jogado 4 anos atrás;
  • Thiago Silva, 6. Joga com simplicidade e é um dos melhores da Copa;
  • Felipi Luiz, 6. Uma partida discreta, mas boa assim mesmo;
  • Casemiro, 7. Uma pena o cartão, ele é um dos melhores do time;
  • Paulinho, 5,5. Não tem achado seu jogo. Por mim não jogaria nas quartas;
  • Fernandinho, 7. Passe mágico para Neymar no lance do segundo gol;
  • William, 7,5. Este é o William que todos conhecemos e queremos;
  • Marquinhos, sem nota. Entrou para ganhar tempo.
  • Coutinho, 6,5. Caiu no segundo tempo, mas ainda sendo importante;
  • Firmino, 7. Fez o gol que quase Neymar marcava, não fosse o ótimo Ochoa.
  • Neymar, 8. Melhor em campo, fez de tudo. Melhor atuação dele na Copa;
  • Gabriel, 6. Não está na sintonia da equipe. Doa-se em campo, mas tá devendo;
  • Tite, 6,5. Acertou nas substituições, mas precisa mudar o time titular para as quartas.

quinta-feira, agosto 6

O ataque em Hiroshima ( e três dias depois em Nagasaki ) era mesmo necessário?

Dor. É o que essa imagem transmite...
O Mundo tem alguns dias pelos os quais lamentamos sempre e, mesmo assim, será pouco. Eu poderia divagar citando datas e fatos históricos que marcaram negativamente a história da humanidade, mas um destaca-se quando o assunto é tristeza e morte: 06 de Agosto de 1945. Nesta data, todos sabem, fomos apresentados ao horror atômico. Em Hiroshima, pela primeira vez na história, o homem detinha tecnologia capaz de destruir a si próprio. E isso assustou demais e assusta até hoje.

A Guerra entre Japão e EUA pode ser considerada, quase, uma Guerra a parte do conflito na Europa. As duas nações vinham se estranhando fazia tempos ( sobretudo por causa do Havaí, que os nipônicos acreditam ser sua por direito ). O Império do Sol Nascente queria expandir-se e sofria retaliações por parte de Washington. Atacaram a Base Naval de Pearl Habor em 07 de Dezembro de 1941, o que fez os EUA entrarem na Guerra. Durante mais de um ano as batalhas navais foram equilibradas, mas o maior poderio da Marinha dos EUA começou a desequilibrar a disputa. E na Batalha de Midway a Marinha Imperial do Japão praticamente deixou de existir. Era uma questão de tempo para que o Japão perdesse a Guerra. Contudo, isso fora em 1942 e passados quase 3 anos o número de mortes ( dos dois lados ) assustava a todos.

O Japão jamais iria desistir. É um povo milenar onde desistir é uma desonra não só para si, mas para toda a sua família. Enquanto houvessem soldados com armas a guerra permaneceria. Em Iwo Jima ( retratado espetacularmente por Clint Eastwood ) o plano era tomar a Ilha em 30 dias e levou mais que o dobro. Além disso, morreram mais do que o dobro de soldados que o Alto Comando dos EUA previra. Ao refazerem as contas, os Generais se assustaram com os números. As baixas somente do lado japonês poderiam chegar a mais de 5 milhões. O que fazer então?

Desde 1942 que cientistas tocavam o profeto da Bomba Atômica. E a mesma ficou pronta na mesma época, tendo sido testada - com sucesso(?? ) - no Deserto do Novo México. Depois de grande debate interno, o Governo decidiu que as baixas em Hiroshima ( e três dias depois em Nagasaki ) seriam menores do que invadir todo o Japão e travar batalhas cidades após cidade até findar a Guerra. Vejam bem, eu particularmente não concordo com o lançamento das bombas ( até porque poderiam apenas cercar o território japonês e miná-lo até forçar uma rendição, mesmo que demorassem anos ), mas é impossível negar que a conta de vidas ficou menor com as bombas. O problema que eu toco é: valeu mesmo a pena o risco que vivemos durante anos de uma guerra nuclear? Essa é a questão...

Além disso tem outro lado: era preciso mostrar ao mundo ( leia-se URSS ) que os EUA possuíam a bomba. Sendo assim, destruir duas cidades japonesas seria a oportunidade perfeita.  Após o ataque do Enola Gay, 70 mil pessoas morreram no instante em que a bomba explodiu, a mais de 500 metros de altura. O calor foi comparável ao do Sol e logo veio uma nuvem negra que carregava elementos tóxicos, que levou a morte mais pessoas no mesmo dia e nos seguintes. Durante meses, anos e até hoje inúmeras pessoas sofreram as consequências, com todo tipo de doenças, sobretudo câncer.

Ao todo, segundo contas japonesas, mais de 250 mil pessoas morreram por causa do ataque somando os que morreram em decorrência de doenças. Ao olharmos as projeções de mortes em uma invasão ( entre 5 e 10 milhões ). Independente do que pense-se acerca disso, a realidade é que o mundo ficou menos seguro 70 anos atrás. Passamos a ter como nos eliminar da face da Terra. Ao menos podemos nos orgulhar de que nunca mais foram usadas após 9 de Agosto para fins bélicos. 

Mas que assusta saber que existem, ao menos, 16 mil bombas atômicas no mundo, isso ninguém pode negar.

terça-feira, setembro 2

Hoje na História: Rendição Japonesa encerra a II Guerra Mundial



Pouco mais de um mês após os terríveis ataques nucleares que sofrera, o Japão rendia-se aos Estados Unidos há 69 anos. Faz tanto tempo que meu pai nem era nascido para se ter uma ideia. Devastados pelos ataques em Hiroshima ( 06 de agosto ) e Nagasaki ( 09 de agosto ), onde morreram - só por causa do ataque em si - mais de 150 mil pessoas, o Imperador Hirohito determinou que seus ministros tratassem da rendição. Naquele momento estava em curso a invasão do Japão, que segundo planos dos militares dos EUA poderiam custar as mortes de 1,5 milhão de pessoas, só entre os nipônicos.

O Japão também já sofria pesadas derrotas dos soviéticos que tinham rompido um pacto entre as duas nações em 15 de abril, e já tinham tomado a Manchúria ( China ) e caminhavam sobre as posses do império japonês na Coreia. Esta última seria mal resolvida entre URSS e os EUA e se tornaria no primeiro conflito ( indireto ) entre as duas potências, a partir da separação da Coreia em duas, me 1948. Prova de que o homem vive tomando decisões erradas até quando acerta em algo.

O fim da Segunda Guerra foi assinado a bordo do USS Missouri, um sobrevivente do ataque de Pearl Habor quase 4 anos antes, que deflagara a guerra entre os dois países... 

terça-feira, junho 24

Colômbia 4x1 Japão: Primeiro lugar pros Cafeteros



Poucos acreditavam na Colômbia sem seu principal jogador: Radamel Falcão Garcia. Achavam forçado o posto de cabeça de chave. 3 jogos depois e 9 gols marcados acho que ninguém diga o mesmo de 5 meses antes.

Poupando jogadores e atuando de forma bem descontraída pela colocação conquistada nas partidas anteriores, o time cafetero está enchendo os olhos de todos nesta Copa. É uma ótimo ver o time jogar, com sua qualidade e futebol envolvente. Saiu na frente com Cuadrado cobrando penalty, tomou o empate no último lance do primeiro, mas teve calma e, sobretudo, futebol para meter mais uma goleada, chegando ao 4x1, com dois gols de Jackson Martinez e um de James Rodrigues. Aliás, os gols do segundo tempo com certeza estão entre os melhores desta Copa.

Aliás, o jogo estava tão fácil que deu chance para colocar Faryd Mondragon em campo, para se tornar o jogador mais velho a atuar em uma Copa. Ele tem 43 anos e 3 dias, superando em quase um ano o antigo detentor, Roger Milla de Camarões. É bom ver momentos assim.

Agora a seleção cafetera encara o Uruguai no Sábado, no Maracanã. Parada dura? Sim, mas é prudente não duvidar do time amarelo da Colômbia...

Ficha: Colômbia x Japão


Onde: Arena Pantanal, 24/06/2014, Cuiabá-MT, às 17:00hs


Histórico em Copas:
  • Primeiro confronto.
Curiosidades: 
  • A Seleção do Japão tem chances pequenas de classificação. Para isso precisa vencer a líder do grupo, a Colõmbia, e torcer que no confronto entre Costa do Marfim e Grécia termine empatado. Ainda assim teria que fazer, ao menos, dois gols de diferença. Situação bem complicado;
  • Os cafeteros precisam de um simples empate para ficar em primeiro lugar, feito inédito até aqui para a Colômbia. Até com uma derrota dá para ficar na frente, desde que a Costa do Marfim não goleie o time da Grécia. Os elefantes tem saldo 0 e os cafeteros tem 4.

domingo, junho 15

Costa do Marfim 2x1 Japão: Drogba salva mesmo sem marcar gol

Gervinho e Drogba comemoram a virada em cima do Japão
O primeiro jogo em Recife foi muito bom. Bem disputado em campo e sem relato de problemas fora dele. Japão e Costa do Marfim sabiam da importância da partida e se doaram em campo em busca da valiosa vitória. 

No primeiro tempo o time nipônico foi melhor e venceu por 1x0, com Honda. Na segunda etapa, mesmo sem condições ideais, Didier Drogba entrou em campo e mesmo sem marcar, foi fundamental ao intimidar, com seu nome, os japoneses que ficaram receosos após a entrada do craque da seleção rival. E nem demorou para a virada acontecer. O empate saiu aos 19 ( Bony ) minutos e a virada aos 20 ( Gervinho ). Drogba entrara aos 15.

Com o resultado, os marfinenses estão em segundo no grupo C e fazem um jogo que vale a classificação contra a Colômbia, em Brasília na quinta-feira às 13:00hs. Já para o Japão é vencer ou cair fora diante da Grécia, em Natal às 19:00hs também na quinta.

sábado, junho 14

Ficha: Costa do Marfim x Japão


Onde: Arena Pernambuco, 14/06/2014, Recife-PE, às 22:00hs


Histórico em Copas:

  • Primeira partida entre as duas seleções;
Curiosidades:
  • A Seleção da Costa do Marfim vem para sua terceira copa, feito que só Camarões e Nigéria detinham pelo continente africanos;
  • O Japão se firmou em Copas só a partir de 98, a sua primeira Copa. Depois dela, não mais ficou de fora;