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quinta-feira, julho 27

Pernambucana Etiene Medeiros é a 1ª Campeã Mundial de Natação

A pequena notável fez história hoje...
Um ano atrás, durante os Jogos do Rio, a pernambucana Etienne Medeiros era considerada favorita a medalhar em 3 provas. Saiu das piscinas sem nenhuma conquista e foi duramente criticada por isso. Ela mesma se cobrou demais por ter passado em branco ( assim como toda a equipe brasileira, da qual se esperava muito ). Agora ela é campeã mundial dos 50m costas, em prova realizada hoje em Budapeste - Hungria. 

O que mudou em um ano? Segunda ela, a cabeça. A pressão por nadar em casa foi grande e atrapalhou demais. Agora, longe de casa, ela apenas nadou. E derrotou a então campeã, a chinesa Fu Yuanhui, por míseros 1 centésimo de segundo. Ela agora coloca-se mais uma vez na história da natação feminina, depois de ser a primeira a medalhar em Mundiais Júnior, de Piscina Curta e no "verdadeiro" Mundial. Falta uma olímpica, que ela tem totais condições de conseguir em Tóquio, daqui a 3 anos.

Um ponto a ser observado é que a prova que ela venceu, os 50m costas, não consta do programa das olimpíadas, apenas os 50m livre, que ela nadará no sábado com final no domingo. Mas ela se mostra esperançosa em conseguir ser, também, a pioneira em Jogos Olimpícos. Quem viver, verá...

Etiene assim que terminou a prova...

sexta-feira, agosto 5

Os cincos maiores momentos de brasileiros em jogos olímpicos

O que é um feito histórico? O que é eterno e jamais será esquecido, mesmo num país sem memória? O que brasileiros fizeram que fazem parte da História Global dos Jogos, não apenas de nosso país? Complicado resumir em apenas cinco, mas se fizesse maior, eu iria alargar demais a lista e tive que deixar feitos espetaculares de fora, alguns que nem conquistaram medalhas, como Maria Lenk que em 1936 em Los Angeles foi a primeira - atenção para esta informação - sulamericana a competir. Mas eu privilegiei fatos com medalhas. A ordem dos feitos está do maior para o que eu considero menor dentre os cincos escolhidos. Espero que gostem...

1 - Helsinque 1952 - Ademar Ferreira da Silva, Ouro no Salto Triplo.
Como explicar o quão fantástico foi este feito? Seria o mesmo que atualmente um brasileiro ganhar um prêmio Nobel, o Oscar de melhor ator, o mundial de esgrima... enfim, algo que de tão surreal choca o mundo. Pois foi isso que a foto acima representa para o mundo: um brasileiro saltando 16,22m ( recorde olímpico e mundial ) e derrotando um Soviético favorito e que era considerado imbatível. Mas existem outros feitos nesta foto: primeiro negro campeão olímpico sem ser representando os EUA, primeiro sulamericano campeão olímpico em prova individual e a primeira medalha dourada do Brasil desde 1920 em Antuérpia, quando Guilherme Paraensa conseguiu a primeira no Tiro. 

Da Silva é uma lenda na Finlândia e um quase desconhecido aqui. Aliás, se perguntarem por ele em frente ao Estádio Olímpico a pessoas com mais de 80 anos, tenho certeza que a taxa de que saberá quem ele é será maior do que aqui no Brasil. Em tempo, 4 anos depois ele se tornaria bi-campeão mundial em Melbourne ( a única antes do Brasil a ser disputada no Hemisfério Sul ). Participou ainda em Londres 1948 e em Roma 1960, onde foi ovacionado de pé por TODOS os que estavam no Estádio Olímpica da cidade eterna. Glória para muito poucos na história.


2 - Londres 1948 - Seleção de Basquete conquista um surpreendente Bronze
Todos sabem ( hummm, será se sabem mesmo? ) que o Basquete Masculino foi bi-campeão Mundial em 1959 e em 1963 - no Rio de Janeiro. Pois bem, essa é a fase dourada do esporte, mas porque o feito de 1948 aparece primeiro, se o time Amauri e Wlamir Marques também conseguiu bronze em 1960 ( Roma ) e 1964 ( Tóquio )? Simples: o ineditismo. Quem imaginaria naqueles tempos que fosse possível um time que nunca conseguira grandes feitos - fora vencer o Sulamericano - pudesse subir no pódio? E que por apenas um ponto não beliscou a prata? E que deixou o time dos EUA espantados com a qualidade do time? Acho que não precisa de mais nada, não é mesmo?

3 - Cidade do México 1968 - Bronze histórico, mas com roubo igualmente histórico
Reclamei do desconhecimento de Ademar Ferreira da Silva, mas o que dizer de Servílio de Oliveira? Quem, Flávio? Pois é, o sósia de Wilson Simonal ali na foto... quem? É, estou pegando pesado. Servílio foi, até os irmãos Falcão, o único medalhista do Boxe. E foi, descaradamente, roubado na luta contra o mexicano, que seria o campeão. Olhem a foto e notem que os outros 3 estão todos insatisfeitos. Claro que quem vence fica feliz, mas muitas vezes os outros também demonstram alguma alegria. Não é o caso aqui, pois o segundo colocado também foi roubado na cara dura. Servílio disse que até os EUA quiseram ajudar em um recurso, dado o exagero que fora feito contra ele. Por isso ele ficou com o terceiro posto.

4 - Los Angeles 1984 - O Candango que chocou o mundo...
Até 1984 o Brasil tinha 6 medalhas no Atletismo, um número alto - e até então o maior de qualquer esporte no Brasil. Mas só que tinha um problema: todas elas tinha vindo na mesma modalidade, o Salto Triplo. Os dois ouros do primeiro da lista ( Ademar ), uma prata e um bronze com Nelson Prudência ( 1968 no México e  em 1972 Munique respectivamente ) e as duas de bronze de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo ( 1976 Montreal e 1980 Moscou ). Até que um brasiliense magro e alto conseguisse o alto do pódio na Terra do Tio Sam. Seu nome? Joaquim Cruz. Seu feito? Medalha de Ouro nos 800m rasos, deixando para trás Sebastian Coe ( prata em 1980 da mesma ) e Steve Hovet ( vencedor da prova em 1980 ). Foi também o primeiro Ouro do Brasil em provas individuais desde Ademar em 1956, em Melbourne ( duas duplas conquistaram Ouro na Vela em Moscou ). 

Ele virou um atleta de elite, ganhando destaque internacional e até hoje é considerado um dos melhores da história da prova. Ainda seria prata quatro anos depois, quando os africanos passariam a dominar a prova. 

5 - Atlanta 1996 - Enfim, as mulheres sobem no ponto mais alto
Hoje em dia não nos surpreende mais uma mulher ser considerada favorita ao Ouro, mas até 1996 isso era um Tabu. Até os Jogos na Terra da Coca-Cola, nenhuma brasileira conseguira destaque. Aliás, nem mesmo medalhar tinham conseguido ainda. Mas quando quebraram o Tabu foi no melhor estilo possível: com Ouro e Prata. Coube a Jacqueline Silva e Sandra Pires conquistarem o Ouro, com Adriana Samuel e Monica Rodrigues. Foi a primeira de até hoje 5 Ouros para as mulheres ( Vólei duas vezes, Maurem Maggi e Sarah Menezes ). Pelo ineditismo elas merecem o quinto posto. 

Menções Honrosas:

Tóquio 1964 - Aida dos Santos - Quem? Pois é, outra desconhecida com feito histórico. Ela foi quarta colocada nos Jogos de Tóquio - melhor resultado de uma mulher desde Maria Lenk em 1936 e que só seria superada 32 anos depois em Atlanta - ficando apenas 1 centímetro do pódio no Salto em Altura. Isso para uma negra, favelada, pobre e que nem técnico tinha. Tá bom ou quer mais?

Los Angeles 1984 - Ricardo Prado - A prata do então campeão mundial perde em importância para os outros citados por muito pouco. Talvez seja mais emblemático do que o feito de Servílio e/ou da dupla Jacque/Sandra, mas toda lista precisa cortar em algum lugar e eu cortei aqui.

Barcelona 1992 - Vólei Masculino - Complicado deixar eles de fora, com tudo o que representou aquela conquista, mas o Esporte era famoso na época, com direito à uma prata em 1984.

Seoul 1988 - Aurélio Miguel - Primeiro ouro do Judô ficar de fora ( eu um ex-praticante do Esporte ) me corta o coração, mas outra vez pesou o não ineditismo, pois o esporte tinha - a época - 4 medalhas em Olimpíadas.

Atlanta 1996 - Basquete Feminino - Feito histórico, sim. Mas era uma medalha esperada, pois o time era apenas o atual campeão mundial. Foi a despedida da Rainha Hortência.

Pequim 2008 - Vólei Feminino - Ouro de mulheres ficando de fora? Conto como esporte, por isso os homens tinham conseguido isso 16 anos antes e mesmo assim não entraram.

Pequim 2008 - Maurren Maggi - Saltadora merecia estar na Lista? Talvez, mas o feito de Jacque e Sandra veio primeiro.

terça-feira, julho 19

Brasil nas Olimpíadas: Natação pode premiar a primeira mulher medalhista

Etiene Medeiros tem tudo para ser a primeira medalhista da Natação
A Natação está entre os esportes com mais medalhas conquistadas para o Brasil na história. Desde Tetsuo Okamoto ( Bronze nos 1.500 livres em Helsinque 1952 ) até os dias dourados com César Cielo ( que não vai estar no Rio ), a Natação viveu períodos de grande sucesso intercalados com outros de total abandono. Tivemos recordistas mundiais como Ricardo Prado, mas de um modo geral só tínhamos homens medalhistas e recordistas. Em suma, era um esporte masculino, um verdadeiro clube do bolinha.

Tivemos destaques femininos, como Joana Maranhão por exemplo, mas a medalha sempre foi mais um sonho do que uma realidade. Agora para 2016 a maior esperança, curiosamente, é uma mulher: Etiene Medeiros. A pernambucana de 24 anos é detentora de uma medalha de prata no Mundial de Kazan ( piscina "longa" ) e duas de ouro no Mundial de Doha ( piscina curta ). São os melhores resultados de qualquer mulher em qualquer tempo, exceto pelo mito Maria Lenk. Etiene foi pega no antidoping mas está liberada para dar suas fortes e vigorosas braçadas. Ela nadará 4 provas ( um revezamento ) e tem chances reais de conseguir até 3 medalhas, mas sua melhor prova é o 50m costas. Com chance de ser dourada. Ainda entre as mulheres temos Ana Marcela Cunha, campeã da Maratona Aquática nos 25km. Ela é a líder do ranking mundial e favorita para vencer, mas tudo depende do dia, clima, largada...

Entre os homens nossas melhores chances estão com Bruno Frattus ( bronze nos 50m livres ), Thiago Pereira ( prata nos 200m medley - quatro estilos ) e Nicolas Santos ( prata nos 50m borboleta ). As medalhas citadas foram conquistadas no Mundial de Kazan, que utiliza a piscina de 50m, a mesma utilizada nos Jogos Olímpicos. Ainda podemos conseguir medalhas com os revezamentos e, quem sabe, até mesmo Joana Maranhão ( que irá nadar quatro provas ) consiga encerrar sua participação com uma medalha...

Cenário Otimista: 2 Ouros, 2 Pratas e 2 Bronzes;
Cenário Realista: 2 Pratas e 2 Bronzes;
Cenário Pessimista: 2 Bronzes.

sexta-feira, abril 15

Etiene Medeiros consegue mais um índice para a Rio 2016

Etiene vai nadar 3 provas nas Olimpíadas.
O Brasil tem poucas modalidades fortes nas olimpíadas. E quando se fala de mulheres, ai as chance decaem consideravelmente. Pernambuco tem, como todos sabem, uma heroína em Yanne Marques, de Afogados da Ingazeira, que é uma das melhores do mundo no Pentatlo Moderno. O que poucos, com certeza, sabem é que temos outras pérola nascida em terras pernambucanas: Etiene Medeiros da Natação.

Até agora nenhuma brasileira subiu no pódio olímpico pela Natação. Nas piscinas cariocas existem uma chance real desse tabu acabar. Etiene é a atual campeã mundial ( em piscina curta, de 25m ) em duas provas e é detentora de uma medalha de prata no mundial ( piscina normal, de 50m ) nos 50m nado de costas. Ela vai - até agora - nadar 3 provas: os 50 e os 100m livres e hoje conseguiu índice para nadar os 100m Borboleta, no primeiro dia do Troféu Maria Lenk ( esta a maior nadadora de nossa história ).

Ela poderá nadar ainda o revezamento 4x100m livres. Chances reais de medalha nesta prova o Brasil não tem, mas poderia fazer o maior resultado em Jogos. Nas outras 3 provas ela tem chances de buscar medalhas em todas.

quinta-feira, agosto 6

Etiene Medeiros segue quebrando barreiras e conquista prata no mundial da Rússia

Chora Etiene, você fez por merecer...
Pernambuco nunca esteve tao bem representados nos esportes quanto agora. E, ainda melhor, entre as mulheres. Sábado foi Teliana Pereira ( natural de Águas Belas ) que venceu um Torneio da WTA em solo nacional depois de 27 anos. Agora é a vez da recifense Etiene Medeiros a tornar-se a primeira brasileira a conquistar uma medalha no Mundial de Natação, que está disputado na cidade Kazan, na Rússia.

Etiene já fora a primeira a conquista medalha em um mundial de piscina curta ( 25 metros ) que nao é utilizada nos Jogos Olímpico. Agora ele consegue isso Mundial "que vale". A prata foi conseguida com recorde sulamericano ( 27,26 ), ficando perto do ouro, conquistado pela chinesa Fu Yuanhuí ( 27,11 ). 

Contudo é preciso pontuar que a prova que ela nadou hoje, 50 metros costas, não consta do programa olímpico. Ela ainda vai nadar os 100m costas, que sim está presente nos Jogos. Mas é um feito e tanto. E que orgulha todos nós pernambucanos ( mesmo os não nascidos aqui, como é o meu caso ).

sábado, julho 18

Etiene Medeiros: a pernambucana que gosta de ser a primeira em tudo o que faz

Esse pernambucana é arretada de boa!!!
Os Jogos Pan-americanos são realizados desde 1951, a cada quatro anos sempre no que antecede a realização das Olimpíadas. Portanto, neste ano, completam-se 64 da primeira edição. E existia uma tabu que perseguia as nadadoras brasileiras: jamais terem conseguido uma medalha de Ouro. Ontem, oficialmente, este tabu foi derrubado. E por uma pernambucana arretada: Etiene Medeiros, de 24 anos.

Eu disse oficialmente, porque Rebeca Gusmão vencera duas provas no Pan do Rio, em 2007, mas teve suas medalhas cassadas por ser flagrada no antidoping. Sendo assim, uma brasileira já subira no ponto mais alto do pódio na competição, tem fotos e tudo mais, só que não valeu. Com Etiene é diferente: é real.

Etiene venceu os 100m costas, sua especialidade. E ainda conquistou outras duas medalhas ( Prata e Bronze ). Ela é mesmo dada a superar marcas históricas, uma vez que também tornou-se a primeira brasileira a conquistar medalhas em um Campeonato Mundial, ao vencer os 50m costas ( prova que não é Olímpica, diga-se ).

Agora é torcer para ela chegar no auge ao Rio 2016 e tornar-se a primeira brasileira a ganhar medalhas em outra competição importante. A história comprovou, até aqui, que ela adora ser a primeira no que faz.

terça-feira, dezembro 9

Pernambucana Etiene Medeiros é a primeira nadadora brasileira campeã mundial



A nadadora pernambucana Etiene Medeiros entrou para a história no domingo passado, ao se tornar a primeira brasileira campeã mundial em Doha no Qatar, no campeonato da modalidade em piscina curta, de apenas 25 metros. Se ser campeã já era um feito e tanto, ela foi além e ainda conseguiu estabelecer o novo recorde mundial da prova, os 50 metros costas.

Etiene, de 23 anos, se coloca agora como um nome a ser levado a sério para as Olimpíadas do Rio. Não vira favorita, pois o tamanho da piscina determina muita coisa, ela poderá torna-se também a primeira brasileiro medalhista olímpica.

Parabéns a nossa ( sim, nossa ) conterrânea pelo feito histórico.