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domingo, novembro 5

Brasil sem piloto na F1, algo que não acontecia desde 1970

Emerson em sua estréia na F1, em Brands Hatch
Com o anúncio da aposentadoria de Felipe Massa e com a praticamente impossível contratação de outro brasileiro por um equipe para a temporada 2018, uma sequência de 47 anos seguidos com algum piloto do Brasil na F1 vai chegar ao fim. Era, tirando os britânicos e italianos, a maior sequência de representação da história da F1. Agora ficaremos sem ter um piloto na F1. E isso diz muito sobre o esporte no Brasil...

Nos primórdios da F1, alguns brasileiros tentaram a sorte, com destaque o mítico Chico Landi, que foi o primeiro a pontuar para o Brasil. Hernando da Silva Ramos e Fritz D'Orey também correram alguns GPs. Foram os pioneiros, mas jamais foram pilotos de equipes oficiais. Eram loucos, que não conseguiram se firmar no circo maior do automobilismo. Até o ano de 1968...

Dois irmãos, de ascendência italiana, gostavam demais de corridas. Criaram carros, era mecânicos, enlouqueciam a mãe D. Juze e enchiam de orgulho o pai, o Barão Wilson Fittipaldi, também piloto e narrador de corridas. O mais velho, Wilsinho era conhecido como Tigrão, por seu arrojo ao volante. O mais novo, Emerson, era o Rato, por ser astuto e conseguir manter-se vivo nas corridas e vencê-las com a inteligência. Os dois, junto com outros grandes nomes da época - Jose Carlos Pace o mais famoso de todos - seriam os primeiros brasileiros a tentar a sorte na Europa depois de muito tempo. 

Emerson foi primeiro e assombrou a Inglaterra com sua pilotagem segura, praticamente sem quebras do seu F3. Venceu corridas e passou rapidamente para a F2, a porta de entrada da F1 a época. No meio de 1970 já estava correndo para a mítica Lotus, de Colin Chapman. Estreou na Inglaterra ( foto que ilustra este post ), marcaria pontos na Alemanha e veria a morte de perto na Itália, quando o companheiro Jochen Rindt morreu numa batida no treinos. Ele terminaria por dar o título ao colega falecido ao vencer a corrida final em Watkins Glenn, nos EUA. Sim, vencer. Emerson detém até hoje o recorde de vitória mais rápida na F1 para quem não começou a temporada e tenha feito mais de 4 corridas.

Ele seria campeão em 1972, temporada em que tivemos outros 2 pilotos: o irmão Wilsinho e o Moco ( José Carlos Pace ). Ele seria bi-campeão em 1974 e tentaria, ao lado do irmão, fazer uma equipe vencedora. Não deu certo. Mas a semente plantada por Emerson, germinou. Em 1978 um carioca radicado em Brasília chegou para mostrar que não fora obra do acaso o que acontecera em 1970. Seu nome? Nelson Piquet Soto Maior. Venceria a primeira 2 anos depois, em etapa curiosamente onde Emerson conseguiria seu último podrum na F1, numa simbólica coincidência. Piquet venceria 3 campeonatos e seria vice outras 2 vezes. Depois veio Senna...

Acontece que depois de 1994, com a morte de Senna, as vitórias rarearam. Foram apenas 22 vitórias até 2008, quando veio a última. O máximo que conseguimos foram 3 vice-campeonatos, com Rubens Barrichello ( 2 ) e Felipe Massa. Já são quase 10 anos sem vitórias e como não teremos piloto no ano que vem, serão mais do que isso. Além disso, nem mesmo nome de apoio temos formado mais, com algumas raras exceções. E não apenas a quantidade ficou pior, mas também a qualidade.

Hoje não temos nenhum piloto de destaque nas categorias de acesso. Já tem alguns anos que não fazemos campeões da F3 inglesa ou da categoria de acesso à F1. E nem parece que tenhamos jovens em condições de chegar lá num futuro próximo. Assim, pela primeira vez em 47 anos ficaremos sem Piloto.

E isso diz muito sobre nosso esporte, que não anda nada bem recentemente. Igualmente sem perspectivas de melhoras...

domingo, julho 9

O que está por trás do racha na Liga do Nordeste

Copa do Nordeste está em risco...
Muitos não gostam da Rede Globo, alguns pelos motivos errados em minha opinião. Não gosto da RGT porque a mesma, desde muito tempo, não esconde sua preferência pelo Flamengo - recentemente pelo Corinthians também - e adoraria que o Campeonato Brasileiro fosse uma versão do Espanhol, onde Real Madrid e Barcelona se dividem na ponta. Acontece que, se isso realmente acontecer, os outros times virariam iguais os pequenos de lá. E acreditem ou não, os outros times não estão fazendo nada para evitar isso.

Ai chegamos no caso da Liga do Nordeste. A mesma é exclusividade do Esporte Interativo, que revende-a para a Globo Nordeste. Enquanto era só isso, não vimos nenhum ataque ao Canal. Mas desde 2015 que o canal do Grupo Warner vem sofrendo mais represálias por parte do Grupo Globo e, pasmem, de parte dos Clubes. A concorrência que deveria ser salutar aqui no Brasil é vista como ofensa. Enquanto que mais gente transmitindo geraria mais dinheiro para os clubes, aqui querem justamente o contrário. E os motivos sabemos bem: deixar a "dupla de queridinhos" ganhando mais. Não por outro motivo que Flamengo e Corinthians ganham 70 milhões a mais que o segundo colocado na lista de receitas de TV. E, assombrosos, 150 milhões do que os que chegam da Série B.

O EI encampou a briga dos Clubes contra a CBF que tinha extinguido a Copa do Nordeste em 2002 numa canetada para agradar as ( inúteis ) Federações. A Liga do Nordeste entrou na Justiça e em 2011 ganhou a causa e a CBF se viu obrigada a voltar a Competição. Na época a Globo não achou que a mesma vingaria e deixou o caminho aberto para o EI. Deu muito errado e o sucesso da competição fez com a RGT mudasse de ideia. Mas o contrato com o EI é de 10 anos ( a se encerrar em 2022 ) e não tem como fazer outro antes disso. O que faz a Globo então? Estão usando os clubes com quem tem contrato ( Sport, Pernambuco e Náutico ) para implodir a competição. E o vergonhoso é os clubes se sujeitarem a isso.

A ideia, com o claro apoio das Federações asquerosas, é acabar com a competição. Que gera receita e faz com os clubes atuem com estádios mais cheios do que nos também inúteis Estaduais. E que, mais incrível, tem feito com que equipes pequenas pudessem aparecer na TV, caso do nosso Salgueiro, que desde o começo só ficou de fora de duas edições e está garantido na de 2018. De um lado os times da Globo querem rachar a competição e os times do EI querem mantê-la. 

Sabem quem sairá perdendo? O Futebol, é claro. Sempre que as Federações e a RGT saírem ganhando, tomaremos outros 7x1... 

quarta-feira, junho 21

Atividade Parlamentar ou Paralamentar? 3.0




As fotos acima são, acreditem, de uma Quadra Esportiva. A mesma fica localizada na Rua Antônio Alves da Cruz, no bairro Riachinho. Toda vez que passo por ela - e eu moro bem próximo - fico com um sentimento de frustração e raiva. Este equipamento foi construído pelo Prefeito Cornelito em 1990 e ficou ativo até o final da década. E ai veio o abandono...

Durante os Governos dos ex-Prefeitos Cleuza Pereira ( 2001-2008 ) e Marcones Libório ( 2009-2016 ) o local ficou praticamente do mesmo jeito que ai está. Na gestão do segundo ainda foi pior: começou-se uma reforma por duas vezes e nas duas ela foi abandonada. E isso nem foi o pior momento da quadra: por volta de 2005 a então Secretária de Saúde, Gorete Coelho, queria destruir de vez a quadra para construir ali o Posto de Saúde do bairro. E pasmem: com a anuência de gente grande dentro do então Governo da atual Deputada Cleuza Pereira. Não fosse a minha, incisiva, defesa e este post não estaria sendo escrito...

Pois bem, veio 2016 e o candidato Clebel Cordeiro fez seu primeiro bate-papo exatamente nas imediações da quadra, no fim da Rua Antônio Vieira de Barros. E ali, comprometeu-se a reformar a quadra, elegendo-a como prioridade número 1.  No que, é claro, foi aplaudido por todos os moradores do bairro. Hoje, dia 21 de Junho, Clebel Cordeiro tem exatos 172 dias de mandato contra 16 anos do PSB ( 5844, sem contar é claro os 1461 do período entre 1993 e 1996 ). Além de uma crise nacional pela frente e outros problemas, Clebel não teve tempo para começar a obra. 

Diante disse o que faz um membro da bancada da oposição? Apresenta um requerimento para que Clebel reforme a Quadra. Mas o Vereador em questão era Secretário do Governo anterior, mas faz como se não tivesse sido. Além disso, dois membros da bancada autoproclamada do "povo" foram Secretários e ocuparam pastas diretamente ligadas à quadra: Serviços Públicos e - pasmem!!! - a de Cultura e Esportes. O que esses Secretários fizeram pela Quadra? NADA!!!

Mas estes Vereadores acham que, tem moral, para cobrar o Prefeito Clebel Cordeiro sobre a quadra que em 4 Mandatos o Partido/Grupo deles ignorou a quadra. Se isso não é hipocrisia, eu não entendo o que possa vir a ser... é ou não um caso Paralamentar? Com a resposta, o povo.

sexta-feira, dezembro 16

Felipe Nars luta como pode para seguir na F1 e manter o Brasil nela

O mago Champman e o Rato em 1970, a 1ª da série de temporada com brasileiros na F1
E se nada mudar, 2016 terá sido a última...
Quem tem mais de 40 anos ( eu tenho quase 43 ), cresceu dividindo quase que igualmente duas paixões esportivas: Futebol e F1. Quando comecei acompanhar a Fórmula 1 não tive escolha: era criticar Emerson Fittipaldi e seu irmão Wilsinho por terem criado a Copersucar, até hoje a única equipe da América do Sul na F1. Claro que também fiquei sabendo de figuras como José Carlos Pace, Ingo Hoffman, Alex Dias Ribeiro dentre outros.

Quando eu tinha 10 anos, Nelson Piquet já era bi-campeão mundial e era considerado um dos melhores da história. Nessa temporada apareceria Ayrton Senna da Silva e assombraria o mundo na pista de Mônaco, debaixo de intensa chuva quase vencia não fosse uma manobra para proteger Alain Prost ( francês ). Lembrando que ali foi o primeiro round de uma batalha entre os 2. 

Quando Piquet foi tri em 1987 a rivalidade entre ele e Senna era forte e houve ali meio que uma passada de cetro, porque pela primeira vez o Brasil venceria duas vezes seguida o campeonato ( fato repetido por Senna em 90/91 ). Vieram os anos de ouro com quatro campeonatos em 5 anos ( só Prost quebraria a sequência - com muita polêmica - em 89 ). Senna seria o ídolo de muitos - eu prefiro Piquet - e manteria o Brasil no topo até 1994, quando faleceu em um acidente na Tamburello em Ímola. 

Vieram os anos de Rubens Barrichello e outros menos famosos. Até a chegada de Felipe Massa que quase foi campeão em 2008 ( foi campeão por 30 segundos ). Depois uma decaída grande, apenas interlaçados por raros momentos de feitos memoráveis, como as vitórias de Rubinho em 2009 ou o segundo lugar de Massa no fim da temporada 2014 quase vencendo Hamilton. Mas foram meros brilharecos em meio a falta de resultados consistentes. 

Chegamos agora ao fim de 2016 na iminência de - pela primeira vez de 1970 - ficar sem ter um piloto no grid. Algo que já ocorreu com franceses, italianos e até mesmo alemães. Felipe Massa se aposentou ( embora ventile-se que ele possa voltar com a aposentadoria de Nico Rosberg ) e podemos ficar somente com Felipe Nasr. Isso se ele conseguir uma vaga. Atualmente existem apenas 3 abertas - de forma oficial: a da Sauber ( onde ele correu nas duas últimas temporadas ) e duas na Manor ( a pior equipe do Grid ). Sejamos francos que as opções não são nada animadoras.

Porque chegamos até este ponto? Bom que tal não temos mais nenhuma categoria de base em nosso país? Até o início dos anos 90 tínhamos a Fórmula Ford para quem saía do Kart, depois a F3 e só ai que nossos pilotos iam para Europa. Agora mal temos a F3. E a qualidade de nossos pilotos decaiu muito com isso. 

Perder um posto na F1 será traumático demais para os de minha geração. E nem assim a CBA ( Confederação Brasileira de Automobilismo ) fará nada. Que é exatamente o que não feito até agora...

sábado, dezembro 10

Em pouco mais de um mês este Blog completa 3 anos. E teremos mudanças

Em 12 de Janeiro de 2014, eu começava as atividades deste Blog. Em quase 3 anos muita coisa aconteceu: Copa, Olimpíada, Eleição para Presidente e Prefeito, Tragédias, Momentos tocantes... e eu sempre estive aqui, dando minha opinião sobre estes assuntos e tantos outros. Focando muitas vezes mais em política do que esporte, em outras mais economia do que cultura. Mas eu sempre estive aqui.

E seguirei por aqui, mesmo que de uma forma diferente. Tenho buscado pessoas que possam ajudar-me no Blog, cobrindo minhas eventuais ausências. Serão pessoas críticas e com conteúdo, que possam trazer para vocês o que é o diferencial deste Blog: opinião. Sem críticas aos outros Blogs, mas já existem muitos repetidores de matérias de veículos nacionais e/ou regionais. Aqui tem-se buscado informação crítica, com qualidade e critérios. Essa é a marca do Blog e ela será mantida.

As mudanças acontecerão progressivamente, primeiro com um layout próprio, depois com a chegada dos novos membros. Espero contar com o apoio de vocês nessa nova caminhada, assim como pude contar até aqui.

sábado, outubro 22

Carteiro Ciclista de Salgueiro tem suas Bikes furtadas



Creio que todos em Salgueiro conheçam o carteiro Cleber. Ele é praticante de Downhill, além de pioneiro, representa nossa cidade em diversos eventos da modalidade, tendo sido várias vezes motivo de matéria de jornais, revistas e emissoras de TV.  

Disso todos sabem, mas uma triste e lamentável notícia aconteceu: roubaram as suas bicicletas, de quarta para quinta. Além do valor material ( ambos são apropriadas para a prática do esporte ) existe o valor sentimental. Ele postou isso no Facebook: Galera essas bikes foram roubadas aqui de casa hoje ( quarta ), são bicicletas específicas do esporte, uma Caloi Elite 30 Preta com branco aro 29" e outra da marca GIANT modelo GLORY DH. Essa bike GIANT GLORY DH só tem três iguais aqui em Pernambuco, nessa cor preta com detalhes em azul e vermelho só tem a minha!! Quem souber de alguma informação será gratificado!

O blog se solidariza com Cleber e pede que quem tiver alguma informação sobre as Bikes que entre em contato comigo ou com ele ( contatos abaixo ) e sua identidade será mantida em segredo. 

Flávio Vieira
87 98856 - 7502 / 87 99930 - 3070 - flaviojvieira@yahoo.com.br

Cléber José
87 99969 - 2920

domingo, agosto 28

Meta do COB era ousada, mas o que mudou de verdade no Esporte Brasileiro? Parte 1

Cerimônia de Encerramento foi tão bela quanto a Abertura, talvez melhor...
Quando viramos Sede das Olimpíadas em 2009, o COB ( Comitê Olímpico Brasileiro ) montou um plano ousado: ficar - pela primeira vez na história - entre os 10 maiores ganhadores de medalhas. Com o apoio do Governo Federal, Estadual e fartas verbas da iniciativa privada, a ideia era fomentar modalidades onde o Brasil jamais subira no pódio ou que estava a muito tempo sem fazê-lo. Em suma, foi algo pensando em aparecer bem diante da torcida e do mundo. A questão é: deu certo?

Eu acredito que não. Primeiro porque poucas são as medalhas que podem ser atribuídas a esse "investimento". Vou listar todos as 19 medalhas e tecer alguns comentários sobre as mesmas:
  • Judô, 1 Ouro ( Rafaela Silva ) e 2 Bronzes ( Rafael Silva e Mayra Aguiar )  - Rafaela Silva foi "descoberta" por uma ONG que tem entre seus mantenedores o judoca Flávio Canto. Contudo, depois que passou a ser atleta de alto rendimento, passou para as mãos da CBJU, que tem financiamento a décadas e resultados também. Não acho que entre na conta das medalhas do financiamento iniciado em 2009. Os bronze de Baby e Mayra entram mais na conta do programa das Forças Armadas. Contudo o investimento tem permitido que os atletas dediquem-se só ao esporte e possam competir o ano inteiro nas grandes competições;
  • Boxe, 1 Ouro ( Robson Conceição categoria até 60kg )  - Terceira olimpíada dele. Precisa mais?
  • Futebol Masculino, Ouro - Acho que nem preciso comentar...;
  • Vólei Masculino, Ouro - Idem ao futebol...
  • Vela, 1 Ouro ( Martina Grael e Kahena Kunze 49fx ) - Conhece o sobrenome da primeira? Pois é, isso basta;
  • Atletismo, 1 Ouro ( Thiago Braz no Salto com vara ) - Aqui temos a única medalha de Ouro que pode ser atribuída a um trabalho do COB, pois ele conseguiu recursos para ser treinado por uma lenda do esporte. E o resultado apareceu. Convém lembrar que foi só ele a medalhar no atletismo;
  • Vólei de Praia, 1 Ouro ( Alison e Bruno ) e 1 Prata ( Barbara e Aghata ). Aqui não tem-se que falar em resultado do Plano, pois desde 1996 quando o Esporte virou parte dos Jogos, que o Brasil sempre consegue medalhas;
  • Tiro Esportivo, 1 Prata ( Felipe Wu Pistola de Ar 10 metros ) - Podemos dizer que o Brasil e suas políticas mais atrapalham do que ajuda. O estatuto do Desarmamento impede que jovens possam possuir armas e comprar quando se é adulto é muito complicado. Em todo caso, ele recebeu apoio e isso quebrou um jejum de quase 100 anos ( em 1920 o Brasil conquistou 3 medalhas, uma delas de Ouro com Guilherme Paraense. Militar como Wu é... );
  • Canoagem, 2 Pratas ( C1 1000 - Izaquias Queiroz e C2 1000 - Izaquias Queiroz e Erlon de Souza ) e 1 Bronze ( C1 200 - Izaquias Queiroz ) - Ok, investimento deu certo aqui. Não dá para negar. A Confederação de Canoagem soube usar as verbas e o resultado está ai. Outros atletas já conseguiram bons resultados e parece estar em curso uma equipe muito forte;
  • Ginástica Artística, 2 Pratas ( Arthur Zanetti nas argolas e Diego Hipólito no solo ) e 1 Bronze ( Arthur Mariano no solo ). A evolução do esporte vem acontecendo desde o fim dos anos 80, quando Luiza Parente foi a primeira sulamericana a participar de um final olímpica em Seoul 88. Depois vieram Daniela Hipólito, Daiane dos Santos... a evolução é visível e gradual. Conquistas 3 medalhas é feito que só Vela, Vólei e Judô já tinham conseguido antes para o Brasil.
  • Taekwondo, 1 Bronze ( Maicon Siqueira categoria acima dos 80kg ). Nem praticava o esporte a 3 anos. E não entra, com certeza, no plano de investimento. Ele nem era cotado para medalha e nem Bolsa Atleta recebia.
  • Natação, 1 Bronze ( Poliana Okamoto na Maratona Aquática ). Nem de longe pode ser considerada uma medalha da conta dos bilhões investidos. Ela conseguiu salva do total fiasco a Natação, que previa 4 medalhas.
Acho que resta claro, uma semana após o fim dos Jogos, que esse número  foi insuficiente, uma vez que estávamos dentro de casa o que por si só - historicamente - faz com o país sede aumente seu desempenho. Não foi o nosso caso. Esse aumento de 2 medalhas sobre Londres 2012 viria de qualquer maneira. Em suma, não aproveitamos o fator casa para brilhar.

Durante a semana faço uma análise mais crítica disso e como teremos que lidar com isso para 2020 e os outros jogos futuros.

terça-feira, agosto 2

Brasil nas Olimpíadas: Nos Esportes Coletivos temos chances de medalhas, mas são muitas

Handball campeão mundial pode conquistar o Ouro...
Coletivo ou individual. Essas são as duas divisões do esporte olímpico. Ou tenta-se alcançar o Olimpo sozinho ou com um grupo. E o Brasil tem tudo para conseguir seu melhor resultado da história nos esportes coletivos. Abaixo listo, em ordem de chances, onde podemos sonhar ou apenas torcer por uma participação digna:
  • Handball Feminino - Segundo esporte mais praticado no Brasil nunca tinha conseguido destaque internacional até o fim dos anos 2000, quando um dinamarquês assumiu o comando do time feminino. Seu nome? Morten Soubak. Com ele no comando nossas meninas deram um salto desde 2009: chegaram às quartas dos mundiais de 20011 ( disputado no Brasil ) e 2015, além de terem alcançado a mesma fase nos Jogos de Londres 2012. Mas o grande feito veio em 2013: ganharam o Mundial derrotando diversos times tradicionais, batendo a fortíssima Sérvia. Por tudo isso elas tem sim chances de pódio, podendo ser o ponto mais alto, mas a concorrência é grande e podem, até mesmo, nem chegarem às semifinais;
  • Basquete Masculino - Outra uma potência Mundial ( figuramos na elite entre os Jogos de Londres em 1948 e os de Seoul 1988 ), o Brasil foi perdendo espaço, tendo ficado 16 anos fora dos jogos - 96 Atlanta e 2008 Pequim, só voltando na última edição em Londres. O time comandado pelo Argentino Rubem Magnano é bom, mas chega com desfalques de Thiago Splitter e Anderson Varejão. Dependerá do que fizer na fase de grupos para ter um caminho menos tortuoso até uma improvável final com o Dream Team;
  • Handball Masculino - Os rapazes vivem às costas das meninas, é fato. Mas nem sempre foi assim e eles sabem que precisam mostrar seu valor. Podem, com superação, brigar por um bronze. E isso já seria épico;
  • Basquete Feminino - 20 anos atrás, vivendo o canto do cisne Hortência e quase o de Magic Paula, elas deram show. Só foram batidas pelas donas da casa em Atlanta. Agora os sonhos - e a qualidade - são muito mais modestas. Primeiro porque os resultados recentes são desastrosos. Segundo porque a entressafra é enorme. E terceiro porque a desorganização na CBB é atroz. O time dependerá demais da superação para repetir o que conseguiu em Sidney: um bronze.
  • Polo Aquático - No masculino - com uma Torre de Babel nas águas - as chances são um pouco maiores, mas entre as mulheres, sem chances. Se tudo der certo - e quando digo tudo é TUDO mesmo - der certo, um suado bronze. Mas acho que nem a Federação acredita nisso.

Amanhã posto sobre Atletismo, Remo, Hipismo e Lutas.

sexta-feira, julho 29

Está chegando: falta uma semana para a Olimpíada

Prontos ou não a festa vai começar...

Daqui a uma semana terá início a XXXI Olimpíada da Era Moderna ( os jogos cancelados pelas duas Grandes Guerras contam para o total ), que pela primeira vez será realizada fora da Europa, Ásia e América do Norte, bem como pela primeira fora de um país rico. Obviamente será a primeira em um país que fala português e provavelmente será a única que veremos assim.

Tivemos 7 anos ( a conta do mentiroso no dicionário popular ) para prepararmo-nos para realizar Jogos Memoráveis, mas muita coisa ficou pelo caminho. O noticiário deixa claro tudo que poderia ter sido feito e não foi ( despoluição da Baia da Guanabara sendo o maior - e fétido - exemplo ). Isso agora já era, não foi feito e nem será feito no futuro próximo, porque tanto o Estado quanto a Prefeitura terão que pagar a pesada conta por anos vindouros. 

Tudo o que espero destes jogos - que infelizmente verei apenas pela TV - é que transcorram em paz, sem grandes atos de violência. Claro que isso será apenas paliativo, porque quando o "circo" for levantado a bala voltará a zuar na cidade maravilhosa. Aqui entra outro ponto: a falência do sistema das UPP's que nem resistiram ao fim dos jogos. Claro que não prender bandido jamais iria dar certo e um dia eles reagiriam. Falei isso e, para variar, fui muito criticado. O tempo provou que eu estava certo.

No campo esportivo este será a primeira Olimpíada também em outro quesito, também pouco nobre: punição por Dopping para uma Nação. A Rússia teve toda a sua equipe de Atletismo banida dos jogos por causa de Dopping, que teve participação do governo de Putin. Outros russos virão ao Rio, mas a mancha está feita e jamais será esquecida.

O Brasil sonha em ficar no Top Ten, mas segue dependendo de esportes com pouca distribuição de medalhas: esportes coletivos e ou individuais. Esportes como Halterofilismo, Arco e Flecha, Tiro, Luta e Tênis de Mesa seguirão sem chances de termos brasileiros no pódio. Entre os que distribuem várias medalhas, temos chances apenas no Boxe, Ginástica, Judô, Natação e ( poucas ) no Atletismo. Muito pouco foi feito em 16 anos da Lei de Incentivo ao Esporte, porque as Federações usam a maior desse dinheiro para o seu custeio, não para formar atletas.

Imagino o Brasil com no máximo 6 Ouros, mas posso estar errado e serem apenas 3. Nada de 10 como sonha Carlos Arthur Nuzman, o Presidente do COB e do Comitê Organizador dos Jogos. Ao todo, somando todas as medalhas, podemos chegar até às 20 ( ou até mesmo passar ), mas não vejo como somar uma dezena de ouros. Ah, sim, só para constar a festa de abertura vai custar a bagatela de 100 milhões de reais.

Como dizia o Barão de Coubertin: "o importante competir". Vejamos quanto custará esta "competição" para nós.

sábado, junho 4

Cassius Clay ou Muhammad Ali: não importa o nome, ele é o maior boxeador da história

Clay ou Ali tanto faz, todos sabem quem ele foi...
Este blogueiro nasceu em 1974, em Março. Em Outubro aconteceria a verdadeira e única Luta do Século XX ( para mim a maior de todos os tempos ). Nela estariam presentes Muhammad Ali contra o então campeão George Foreman. Vários são os motivos que tornam esta luta imortal:
  • Foreman era, acreditem, considerado imbatível e vinha destruindo seus rivais;
  • Ali, ao contrário, era considerado acabado para o Boxe;
  • Foi o maior evento até então ( nenhum outro reuniu tantas pessoas ) com mais de 100 mil pessoas da história do Boxe. Poucos esportes conseguiram público tão alto;
  • Nascia outra lenda: o agente Don King;
  • Foi o primeiro evento de primeira grandeza realizado na África, no caso no antigo Zaire ( atual Republica Democrática do Congo ), em sua capital Kinshasa;
  • As bolsas ( pagamentos dos boxeadores ) foi o maior até então;
  • E o show que Ali deu durante o combate ao cansar Foreman que desferia golpes a esmo enquanto que Ali se poupava e desviava da maioria dos golpes.
Hoje Ali, oficialmente, nos deixou aos 74 anos. Sim, oficialmente pois ele sofria a 30 anos de Mal de Parkinson. Manteve ativo o quanto pode, tendo 20 anos atrás acendido a Tocha Olímpica na Cerimônia dos Jogos de Atlanta 96. Reverenciado por muitos outros esportistas, segundo Pelé ele - Ali - é quem merecia o prêmio de atleta do século XX.

Deixa-nos o homem que já era lenda em vida. Agora é um mito muito raro. Desde já estou com saudades.

sexta-feira, abril 15

Etiene Medeiros consegue mais um índice para a Rio 2016

Etiene vai nadar 3 provas nas Olimpíadas.
O Brasil tem poucas modalidades fortes nas olimpíadas. E quando se fala de mulheres, ai as chance decaem consideravelmente. Pernambuco tem, como todos sabem, uma heroína em Yanne Marques, de Afogados da Ingazeira, que é uma das melhores do mundo no Pentatlo Moderno. O que poucos, com certeza, sabem é que temos outras pérola nascida em terras pernambucanas: Etiene Medeiros da Natação.

Até agora nenhuma brasileira subiu no pódio olímpico pela Natação. Nas piscinas cariocas existem uma chance real desse tabu acabar. Etiene é a atual campeã mundial ( em piscina curta, de 25m ) em duas provas e é detentora de uma medalha de prata no mundial ( piscina normal, de 50m ) nos 50m nado de costas. Ela vai - até agora - nadar 3 provas: os 50 e os 100m livres e hoje conseguiu índice para nadar os 100m Borboleta, no primeiro dia do Troféu Maria Lenk ( esta a maior nadadora de nossa história ).

Ela poderá nadar ainda o revezamento 4x100m livres. Chances reais de medalha nesta prova o Brasil não tem, mas poderia fazer o maior resultado em Jogos. Nas outras 3 provas ela tem chances de buscar medalhas em todas.

quinta-feira, março 10

O dia em que uma brasileira chocou o mundo do tenis

Após o Show da Final, Maria Esther recebe o trofeu das mãos da Duquesa de Kent, tia da Rainha Elizabeth II
No ano anterior ela já mostrara do que seria capaz ao vencer o Torneio de Duplas
Falar da prática do Tênis nos dias atuais é falar de um grupo de alguns pouco privilegiados, motivo pelo qual temos poucos atletas de destaque no circuito. Se formos falar de mulheres no esporte então, ai é quase covardia. Mas teve um dia em que o mundo ficou à merce de uma brasileira de menos de 20 anos. E que se tornou uma lenda que, infelizmente, é mais reconhecida lá fora do que no seu país.

Maria Esther Bueno. Diga esse nome em qualquer parte da Inglaterra e tenho certeza de que muitos saberão quem é, até mesmo os mais novos. Mas aqui no Brasil eu arrisco que no máximo 2 em cada 100 serão capazes do mesmo. Lamentável, mas ela nem se importa com isso, sabe o que fez e o que representou para o esporte tupiniquim. Ela é detentora de 19 Títulos de Grand Slam do Tênis, os quatro torneios mais importantes: Aberto da Austrália, Roland Garros ( onde nunca venceu em Simples ), Winbledon ( onde ainda é uma das maiores vencedoras do torneio!!! ) e Aberto dos Estados Unidos.

Imaginem o quanto deve ter sido fácil para uma brasileira ir para Europa no fim dos 50... pois é, ela foi e venceu o Aberto da Itália em 57 ( a época o quinto mais importante do Circuito ). Em 1958 ela venceu o torneio de Duplas além de conseguir chegar às quartas da chave de simples. Tanto que Maria Esther foi nomeada como Cabeça de Chave N.º 6 um ano depois.

Uma a uma ela foi derrubando suas rivais. Perdeu apenas 2 sets nas partidas da campanha. Venceu e foi ovacionada pelos presentes, arrebatando a todos com seu estilo único de saque e voleio e jogadas surpreendentes, que deixavam as rivais sem reação. E nem tinha 20 anos ainda... antes de prosseguir, deixo aqui um vídeo daquele dia: 


Como comparação, Gustavo Kuerten é o maior tenista do Brasil entre os homens e venceu com 21 anos em Roland Garros, causando quase o mesmo espanto que essa conquista de Maria Esther, contudo... ele venceu apenas 3 vezes o mesmo Grand Slam. Maria Esther venceu 7 torneios ( 3 vezes Winbledon, 5 vezes nos EUA e uma no Aberto da Austrália ), além de outras 11 vezes em Duplas Femininas e uma vez em Dupla Mista. Para se ter uma ideia. nenhum atleta da América Latina ( homem ou mulher ) tem mais do que ela. 

Essa mulher está desde 1978 no Hall da Fama do Esporte e já foi muitas vezes homenageada pelo mundo. É tratada como lenda, que é, por atletas modernos tipo Roger Federer que pediu para ela lhe mostrar a sua famosa esquerda. E o Suíço, multi campeão, jamais a viu atuar profissionalmente. Aqui no Brasil... bom, pergunte aos atletas da Seleção de Futebol, Basquete, Volei e cia e arrisco que quase nenhum vai saber quem ela foi...

Esse post fica como uma humilde lembrança deste fã de esportes para esta mulher, uma verdadeira Lady, que tanto fez no mundo do Tênis. Que, quem sabe, por este post ela passe a ser mais conhecida por nossa querida Salgueiro e região. Ela, com certeza, merece...

Guga, Maria Esther e Roger Federer: que trio!!!

quinta-feira, outubro 29

Onze camisas brancas e um destino


Este texto é do Blogueiro Menon. É mágico e perfeito. E por isso mesmo, reproduzo-o aqui para os amigos, Santistas ou não.

As onze camisas brancas são uma dádiva para o futebol mundial. Deveriam ser tombadas como uma das maravilhas do mundo. Quer saber? Melhor, não. Tombamento seria algo muito estático, muito acadêmico. E as onze camisas brancas não nasceram para ser domadas, não nasceram para serem domesticadas. Não nasceram para a admiração e sim para o temor.

Imagino, como na franquia Uma Noite no Museu, as portas do museu mundial do futebol se fechando, os visitantes voltando para casa e as camisas brancas se rebelando, deixando as paredes e começarem a brincar.

Sim, porque brincar é o que elas fazem de melhor. Alegria, dribles, passes, velocidade… O DNA do mais belo futebol está ali, presente nas camisas brancas. Sempre foi assim, sempre será assim e é impossível que seja de outra maneira.

Olavo, Zito, Dalmo, Calvet, Gilmar e Mauro; Doval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.
As camisas brancas são o contrário das camisas negras do fascismo. Elas são a senha de que tudo é permitido, nada – a não ser a caretice – é proibido. E nem me fale em comparação com outras camisas brancas. Aquelas também escreveram uma história maravilhosa, mas à custa de muito, muito dinheiro. Assim, é mais fácil.

No Santos, não. Meninos da Vila é o sobrenome da equipe que constrói sonhos a partir de garotos revelados desde a base. Todos aprendendo a jogar futebol. Ou melhor, todos aprendendo a brincar futebol.

Todos mesmo, mesmo os que vem de longe…

Por que, se é fácil colocar um sorriso na cara de quem gosta de futebol com

Pelé, Coutinho e Edu

Nilton Batata, Juari e João Paulo

Diego, Léo e Robinho

Neymar e Ganso

Lucas Lima e Gabigol

Por que, se é fácil humilhar os amigos na brincadeira de qual a melhor escalação histórica, jogando na mesa um royal straight flush, com Robinho, Neymar, Coutinho, Pelé e Edu…

Eu juro, dou meu testemunho de sexagenário, que o Santos jogava bonito também com

Tato, Guga e Cilinho.

Tá bom para vocês?

terça-feira, outubro 27

Tem brasileiro na festa do Baseball dos EUA

Paulo Orlando ralou mas chegou na elite do Baseball...
Sei que muitos dos meus leitores não devem sequer saber como joga-se baseball ( a exceção de saberem que é com um taco ), mas hoje é um dia histórico para o esporte no Brasil: pela primeira vez um brasileiro estará envolvido na decisão. Seu nome é Paulo Roberto Orlando, paulistano de 30 anos, que atua como um Outfielder ( jogado que fica no chamado campo externo, e tem como função apanhar as rebatidas mais fortes ).

Ele chegou este no Kansas City Royals, time da Major League Baseball ( liga que reune 32 times profissionais do EUA e Canadá ) e conseguiu destaque inicial por ter quebrado o recorde para rebatidas triplas ( quando o jogador consegue conquistar 3 bases, numa jogada rara para o esporte ). E agora é peça útil no time que vai pela segunda vez a final da MLB ( sigla da Liga ).

Quem quiser acompanhar é só acompanhar a transmissão da ESPN e ver um esporte que é emocionante, mesmo que a primeira vista não pareça. Fica a dica.

sábado, agosto 1

Teliana Pereira vence o Brasil Tennis Cup

Essa pernambucana é mesmo porreta!!!
O tênis, todos sabem, é um esporte pouco difundido no Brasil. Em Pernambuco então... Mas Teliana Pereira ( que é de Águas Belas ), mora desde pequena no Paraná. Ela também é citada como tendo nascido em Santana do Ipanema, nas Alagoas, porque a família mudou-se quando ela era bebe e foi registrada apenas na segunda cidade. Mas, independente de onde tenha sido registrada, ela hoje é a primeira do ranking nacional e está em alta na carreira.

Ela tem 27 anos e é profissional a 10, mas seus resultados começaram a despontar de 3 anos para cá. Este ano venceu o seu primeiro torneio profissional em Bogotá e entrou na seleta lista das mulheres brasileiras a ter alcançado tal feito. Além disso, seguiu com bons resultados desde então e hoje venceu o Brasil Tennins Cup, em Florianópolis ( terra do Guga ), batendo na final a alemã Annika Beck por 2 sets 1 ( 6/4, 4/6 e 6/1 ). Também quebrou um incomodo tabu de quase 30 anos: desde 1987 que nenhuma brasileira vencia um torneio disputado no Brasil, quando Niege Dias venceu, no Garujá-SP - o Brasil Open.

Teliana agora vai romper outra barreira de décadas: desde Gisele Miró em 1988 que nenhuma brasileira figurava entre as 50 melhores. Na lista desta segunda a pernambucana vai estar dentro, talvez até em 45º ( tudo depende de outros torneios e de quem os vença ). O Brasil vai conhecendo alguém que, com sorte no chaveamento, pode até surpreender em 2016 nas Olimpíadas. Sonho? Digam isso a quem está quebrando barreiras atrás de barreiras. Teliana Pereira desconhece limites. E não se cansa de superá-los.

domingo, abril 19

As fotos que dizem muita coisa sem precisar dizer nada



É Pernambuco!!! Tenista Teliana Pereira vence Torneio em Bogotá

Pernambucana pôs fim ao tabu de 27 anos sem uma vitória do Brasil na elite do Tênis...
O dia de hoje, para o esporte brasileiro, é histórico. Para Pernambuco então é quase inesquecível e espetacular. Mal comparando é igual ao feito de Gustavo Kuerten vencendo a 18 anos em Roland Garros, no saibro sagrado. Pois bem, a nossa conterranea Telian Pereira ( 26 anos ) conseguiu um feito raro entre as mulheres: vencer o Torneio da elite do Tenis entre as mulheres ( WTA ) ao sagrar-se campea do Torneio de Bogotá na Colombia.

Teliana ( atual número 130 no ranking ) venceu a cazaque Yaroslava Shvedova por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 ( 7x2 no Tie Break ) e 6/1. Ela deverá aparecer entre as 100 melhores na lista atualizada amanha. O feito é imenso, haja vista, que a última conquista de uma mulher brasileira em torneios deste porte fora de Niege Dias no distante 1988, conquistado também no saibro, mas em Barcelona. Foram mais de 27 anos sem que uma brasileira, sequer, chegasse em uma final. Quanto mais conquistar o torneio.

Ontem ela batera a número 27 do ranking, a ucraniana Elina Zvitolina por 2 sets a 1 ( 6/4, 3/6 e 6/4 ). Além do feito inédito, a pernambucana ainda ganha um premio de 43 mil dólares. E irá - outro feito inédito - voltar ao Top 100 pela segunda vez na carreira. Além dela, também figuraram entre as 100 melhores as brasileiras ( em parenteses o ano ):

Niege Dias – 31ª (1988)
Patrícia Medrado - 48ª (1982)
Cláudia Monteiro - 72ª (1982)
Andréa Vieira - 76ª (1989)
Gisele Miró – 99ª (1988)


Parabéns para Teliana, que com certeza será a representante brasileira no Torneio Feminino de Tênis nos Jogos Rio 2016.


terça-feira, março 24

24 anos atrás Ayrton Senna vencia no Brasil só com a sexta marcha!!!

Uma das maiores exibições de um piloto na história...
Autódromo de Interlagos, São Paulo. Domingo com templo instável, como é comum no mês de Março na capital dos paulistas. Grande Premio Brasil de Fórmula 1, com o herói nacional Ayrton Senna largando na Pole. Tudo parecia conspirar para uma vitória, mas que teimava em não vir desde que ele passou a guiar um carro competitivo, a partir de 1988: um problema no cambio, um acidente na largada, um erro grosseiro... sempre acontecia algo. 

Senna larga na frente, mas as Williams de Mansell e Patrese seguem-no de perto. O leão, apelido do piloto inglês dado a sua falta de controle, sai da pista no S do "Senna" e fica de fora. Agora, pensamos todos, vamos vencer. Nada contra Ricardo Patrese, mas o que o apagado piloto italiano ( que durante anos foi o piloto com mais GP´s disputados ) fazer contra Senna, mais de 30s na frente? Ah, o destino e sua peças...

Faltando 20 voltas Senna perdeu a 4ª marcha. Antes de prosseguir um dado super importante: a McLaren não tinha as borboletas atrás do volante para a troca de marchas e sim a velha alavanca do lado direito e portanto Senna tinha que fazer as todas as trocas na mão. Sem a quarta marcha, ele tinha fazer mais força para tirar o cambio da terceira para a quinta, pois se colocasse na posição da quarta, o carro poderia apagar. Eis que poucas voltas depois ele perde a quinta. Mais adiante perdeu a terceira e para encurtar a história, ele ficou só com a sexta. Quem dirige consegue ter uma ideia do que isso é extremamente complicado: seria como guiar no Centro de Salgueiro só com a quinta marcha do seu carro.

Patrese, que parecia fora da corrida, começa a tirar de 5 a 6 segundos por volta. Senna tinha problemas, mas ninguém sabia o que era. Senna, que optara por não trocar pneus, estava com problemas também de aderência e isso na pista lisa de Interlagos era um complicado adicional. Sabe-se lá de onde, Senna consegue apertar o ritmo e como se dissesse " vem não, que eu posso andar mais", impede o italiano de aproximar-se ainda mais. E foi ai que veio a chuva. A chuva que sempre esteve ao lado de Senna...

Ele, como nenhum outro piloto antes ou depois dele, conseguia andar mais rápido com pista molhada. Mesmo que a sexta marcha fosse forte demais para as curvas de baixa, isso nem de perto o atrapalhou. Coisa de genios. E Senna era, com certeza, um deles. E Senna venceu com o público em êxtase, com o Brasil inteiro delirando com aquilo que acabara de acontecer.

Quando a corrida acabou, a ficha caiu. O carro morreu na reta oposta. Senna quase morre também. Ficou desmaiado com esforço, quase sobre-humano, que fizera. Foi socorrido pelos médicos e quase nem conseguia levantar uma bandeira nacional. O trofeu então... mas ele vencera. Na base do sacrifício quase insuportável. Mas os imortais conseguem superar tudo. E naquele dia, ele conseguiu.

Abaixo o vídeo da última volta e do pódio daquela que é, com certeza, uma das 5 maiores exibições de um piloto na história da F1:


sábado, dezembro 27

Matéria retrata a péssima gestão do PC do B no Ministério dos Esportes

Orlando Silva não deixou saudades, mas o Partido que defende Ditaduras seguiu dando as cartas na Pasta...
Normalmente faço meus próprio textos, contudo às vezes encontro um que eu poderia ter escrito, mas de tão bom eu simplesmente vejo-me obrigado a compartilhar com meus leitores. É o caso deste post do Blog do Rodrigo Matos, que é hospedado no Portal UOL. Coloco-o aqui na íntegra, sem adições ou comentários simplesmente porque o mesmo não precisa. Espero que gostem, porque é lamentável ler o que nele está contido, mostrando como o Esporte foi totalmente negligenciado neste 12 anos e como foi tornado em uma fonte de recursos pro PC do B. Um dos partidos que mais atacam o financiamento privado de campanha, só para lembrar.

Em 12 anos de PCdoB, esporte tem bilhões, mas só avança em escândalos

A nomeação de George Hilton (PRB-MG) para o Ministério do Esporte representa o fim de 12 anos de domínio do PCdoB. Neste período, o orçamento da pasta foi multiplicado como em nenhuma área. Nem com todo esse dinheiro o partido foi capaz de estruturar o esporte nacional. Só colecionou escândalos que mostraram o uso do setor para fins partidários.

Pior, o PCdoB desperdiçou a maior oportunidade de desenvolvimento do esporte nacional quando o país recebeu a Copa-2014 e será sede dos Jogos Rio-2016. O futebol brasileiro saiu menor do que entrou no Mundial. E as outras modalidades olímpicas não têm nenhum plano para que consolidem avanços, seja na base, seja no adulto.

Vamos aos dados. Foram três ministros: Agnelo de Queiroz (2003 – 2006), Orlando Silva Júnior (2006 – 2011) e Aldo Rebelo (2011 – 2014). Dos três apenas o último saiu ileso de acusações de irregularidades, embora nem tudo tenha sido provado.

Quando Agnelo assumiu o ministério no primeiro governo Lula, o seu orçamento foi de R$ 147 milhões. Neste último ano, o orçamento foi de R$ 3,39 bilhões, embora apenas R$ 1,2 bilhão tenham sido executados até outubro, segundo o Blog do José Cruz. Isso não é tudo visto que houve explosão de recursos de estatais, lei de incentivo e lei piva. E onde foram parar esses montantes?

Do dinheiro aplicado diretamente pelo ministério, a maior parte foi para os programas Segundo Tempo (para estudantes) e quadras e equipamentos. Reportagens em sequências de diversos veículos mostraram como esses recursos foram direcionados para ONGs ligadas ao partido, muitas vezes sem sequer que o serviço tenha sido prestado, ou para aliados políticos em prefeituras.

Agnelo e Orlando foram envolvidos em denúncias de que ficaram com fatias de recurso de determinada ONG de Brasília. Foram inocentados por órgãos de controle do governo. O aparelhamento do ministério para favorecer amigos do partido, no entanto, é um fato.

Ainda houve diversas irregularidades apontadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) relacionadas a contratações do Pan-2007, consultorias para a Copa-2014 e Rio-2016, entre outros negócios.

O dinheiro aplicado por meio de estatais, de lei piva ou lei de incentivo gerou as mesmas suspeitas ou certezas sobre a aplicação para fins escusos. Basta lembrar do encerramento do patrocínio do Banco do Brasil para o vôlei porque dirigentes desviaram recursos para fins não esportivos.

Sim, o esporte olímpico teve um salto em sua estrutura de elite, isto é, quando os atletas vão para a Olimpíada. Mas nenhum projeto de massificação da prática esportiva foi estruturado apesar dos 12 anos de comando do PCdoB. Tanto que os talentos continuam a surgir de forma espontânea quase sem apoio do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), principal parceiro de política esportiva.

E o futebol? Apesar do estatuto do torcedor e da reforma da Lei Pelé, o Ministério do Esporte chega ao final do poder do PCdoB ainda tentando fechar um projeto para estruturar os clubes brasileiros, falidos nas mãos de cartolas. A lei que se discute atualmente, chamada de responsabilidade, mais se assemelha a uma nova Timemania que tinha o mesmo fim e nada resolveu no futebol.

Sob o partido dito comunista, nosso futebol piorou a olhos vistos como ficou claro na goleada de 7 a 1 para a Alemanha. Bem, o Ministério do Esporte não é a CBF, argumentarão muitos, com razão. Mas qual regulação ou fiscalização o PCdoB tentou impor à confederação para melhorar o esporte? Que medida eficiente foi tomada para tentar conter a violência nas arquibancadas?

Os estádios para o Mundial foram todos construídos com dinheiro público ao contrário da promessa da CBF e do então ministro Orlando Silva Jr. Qual o maior superfaturamento entre eles? O Mané Garrincha, sob a gestão do mesmo Agnelo, primeiro ministro da fila. Os atrasos em obras sob fiscalização do ministério também foram a regra, e não a exceção.

Ressalte-se um mérito. O secretário-executivo do Ministério, Luis Fernandes, que assumiu a condução da Copa nos anos finais, conseguiu consertar vários buracos e levar a organização até seu encerramento sem acidentes graves. Boa parte das obras, no entanto, ficou pelo caminho e se transformou em promessa. O legado para o futebol ainda está por ser visto, já que alguns dos estádios já se ensaiam como elefantes brancos.

George Hilton entra no Ministério do Esporte sob séria desconfiança por não ter nenhuma atuação na área, ser um político sem expressão, e com um histórico complicado. Leva uma vantagem: terá de fazer uma gestão catastrófica para ser pior do que o PCdoB. Mas, como diz o ditado, tudo pode piorar.