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quarta-feira, janeiro 25

A Paz é sempre o melhor caminho...



Agradeço a Deus que o ocorrido comigo e minha família tenha terminado em paz. Uma conversa franca e amistosa entre pessoas de bem na noite desta terça, colocou tudo em pratos limpos e a paz foi selada, o que sempre foi o meu primeiro - e único - objetivo.

Agora olharei para frente, para onde deve-se focar. Reforço minha fê nas pessoas e em seus verdadeiros compromissos, como sempre fui ensinado desde criança pelos meus pais, tios e os saudosos avos. 

Deus, em sua infinita bondade, concedeu-nos um livramento e uma oportunidade de estreitamento de laços de amizade com pessoas que prezo e com outras que nem mesmo conhecia antes de sábado. Sendo esta a vontade de Deus pai, aproveitemos esta chance. 

Agradeço em nome de minha família todos os que nos apoiaram, de uma forma ou de outra. Suas palavras foram importantes e jamais esqueceremos delas.

E, claro, seguirei defendendo aquilo em que acredito, inclusive com mais força e coragem. Sem nunca esquecer de que temos que aprender sempre mais a cada dia, com cada percalço, com cada dificuldade.

sexta-feira, outubro 10

Paquistanesa que levou tiro na cabeça dado pelo Taleban, ganha o Nobel da Paz

ela sofreu na pele a fúria religiosa. E venceu o Nobel da Paz...

Malala Yousafzai, 17 anos, venceu o Nobel da Paz. Quem é ela? Assim sem citar o motivo, duvido que o amigo leitor lembre dela. Mas e eu dizer que foi a garota que levou um tiro na cabeça dado por integrantes do Grupo Terrorista Taleban. O ataque deu-se no território do Paquistão, onde nasceu Malala. Ela sobreviveu e a Fundação Nobel resolveu premiá-la com a distinção máxima. Ela agora é a mais jovem vencedora do Prêmio, que deve ser usado para limar os excessos religiosos, dos quais as mulheres são as maires vítimas. Algo merecido, com certeza.

Ela, contudo, não venceu sozinha. O ativista indiano Kailash Satiarthi divide com ela a honraria. Isso é comum na história do prêmio e carrega uma simbologia: Paquistão e Índia eram uma única nação antes da divisão ocorrida com a saída dos ingleses, contrariando a vontade Mahatma Gandhi.

terça-feira, agosto 5

Será que a Paz terá uma chance? Perguntas para o Hammas...

Seguirei insistindo: para que cenas assim fique no passado, depende do Hamas
Uma chance. Uma oportunidade. Uma esperança. 

Assim pode ser encarado o cessa-fogo de 72 horas firmado entre as duas partes do conflito. O Hamas aceita porque deve estar perto de ficar sem condições de resistir e para não perder o apoio - que é maciço, acreditem - entre os palestinos. Israel aceita porque assim para de ser massacrado pela opinião pública internacional e pelos "anões" diplomáticos mundo a fora. Quem sai ganhando: a população dos dois lados.

Serão 3 dias de trégua. Israel retirou suas tropas e colocando apenas a força área de prontidão. Eu tenho 100% de certeza de que os israelenses não irão atacar durante este tempo. Já o Hamas eu não garanto.

Mas só o fato de que a matança pare já é louvável. Eu fico feliz com isso, com a chance de paz. Contudo, para que ela exista e possa ser duradoura o fator determinante será a posição do grupo terrorista. Se eles, finalmente, decidirem ter uma série negociação de Paz, poderemos tê-la. Caso contrário, voltaremos a cena acima em pouco tempo...

quarta-feira, julho 16

Quem é o verdadeiro vilão na questão Israel x Palestina?

Hamas, o entrava para a paz na Terra Santa.
Europa, fim da II Guerra Mundial. Milhões de judeus, estimados em 6 milhões, morreram. Das mais cruéis formas possíveis e imagináveis. Ou melhor, que jamais seriam imaginadas antes ou depois. Nem vou listá-las aqui, porque de tão desumanas eu tenho ânsia de vômito só de lembrar que um dia pessoas foram mortas com tal requinte de crueldade.

Após o conflito, as nações criaram a ONU. Quem em tese deveria mediar as tensões entre os países para evitar novas guerras. Mas existia o problemas dos judeus, que agora nem tinham mais casas e nem eram bem quistos em qualquer parte da Europa. E foram em busca do que diziam as sagradas escrituras, de que a terra prometida um dia seria sua. E tal terra ficava onde Jesus passara durante a vida. Só que esta terra já tinha, a muito tempo, um novo dono: os palestinos. Comandada desde o fim do século XIX pelos ingleses, o local era um barril de pólvora já naqueles dias de 1946.

Acontece que a ONU criou aquilo que muitos especialistas chamam de a "II Guerra Mundial que nunca terminou". Como os judeus tinham sido massacrados, a ONU entendeu por bem criar dois estados independentes um do lado do outro. Um que entendia que era o dono da terra por ali morava a séculos e outro que entende ser um direito divino seu chamar aquele local de lar. Não poderia resultar em algo bom...

E de fato não deu. Houve uma guerra, que foi facilmente vencida pelas tropas israelenses - recém formadas. E expandiu o território, espremendo e/ou expulsando os palestinos. Convém lembrar que os países vizinhos nunca foram amigos dos palestinos ( Síria, Egito, Jordânia, Líbano e até o Irã ), eles sempre quiseram isso foi dominar o território onde hoje fica Israel. Tanto é verdade que foram eles quem atacaram os israelenses, que desde 1948 vivem cercado de inimigos sedentos para exterminar-lhe. E acreditem quando digo que só não o fizeram por causa da Bomba Atômica que os israelenses possuem.

Obviamente não endosso o que foi feito com os palestinos. Jamais poderia fazer isso. O problema está no fato de recorrer-se a atos terroristas para defender uma causa legítima. Nada, absolutamente, nada justifica matar inocentes. Seja de quem lado for. E esta é bandeira do Hamas, que entre outras coisas prega a destruição total do estado israelense. Vou repetir: a destruição TOTAL de Israel. 

O Estado de Israel não é um poço de bondade, é certo. Diversos atos para restringir a autonomia dos palestinos é feita diariamente. Os assentamentos em territórios destinados, por tratados internacionais, aos palestinos não ajuda, é fato. Assim como construir um muro para separar um lado do outro, ideia historicamente reprovada com o de Berlim. Contudo, olhar este conflito apenas pelo espectro palestino é um erro. E dos graves.

Costumo responder a quem defende que o Hamas está certo com uma pergunta: o que faríamos se o Paraguai começasse a lançar mísseis nas grandes cidades próximas na fronteiras? Ficaríamos calados e pensando que na Guerra do Paraguai quase acabamos com o país vizinho? Ou iríamos retaliar, mesmo que isso pudesse gerar mortes de inocentes? Duvido que alguém ai optasse para determinar que nosso governo reagisse como a imensa maioria quer que Israel faça.

Isso não torna legal as mortes de inocentes. Mas é preciso saber que o Hamas não apenas gosta, mas incentiva que os palestinos usem seus corpos como escudos para o seu arsenal. E é preciso pontuar que este arsenal vem de algum lugar. É impossível que os palestinos tenham dinheiro para comprar mísseis e mais mísseis.

O falecido Yasser Arafat era um terrorista. Nem ele negava isso. Mas viu que a luta armada não levaria lugar algum, apenas em mais mortes. E que cada morte causada do lado do inimigo, normalmente representava, ao menos, 10 vezes mais do lado palestino. Mantida tal proporção, hoje nem existiriam mais palestinos para lutar. Ele percebeu que conseguiria mais fazendo uma negociação torta do que um ataque bem sucedido. E assim negociou, ao lado do presidente do EUA, Bill Clinton, e o 1º Ministro de Israel, Yitzhak Rabin. A atual composição de esboço de território Palestino foi formado neste tratado. Tanto Arafat quanto Rabin ganharam o Nobel da Paz de 1993.



O Hamas não reconhece o tratado. Diz que ele é um ato de traição. E segue realizando ações terroristas pois precisa de cadáveres para angariar apoios. Pouco importa se são de palestinos ou de israelenses. Desde que eles continuem existindo, o Hamas existirá. E nada de paz, neste conflito com quase 70 anos...