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quinta-feira, maio 25

O que aconteceu em Brasília tem nome: Terrorismo. E solução também: Cadeia.






Cenas de guerra, que beiram o surrealismo ocorreram ontem em Brasília. Cenas lamentáveis e que correram o mundo, ganhando as primeiras páginas dos principais jornais do mundo. O que era para ser um protesto democrático contra o Governo - do péssimo - Michel Temer transformou-se em atos de terrorismo, que causaram depredação de patrimônio público e privado e caos na capital federal.

Antes de prosseguir uma informação: os que terroristas que protagonizaram isso são os mesmos que defendem o que Nicolás Maduro faz em Caracas, ou seja, usar a força para reprimir manifestações. É prudente deixar isso bem claro, mas muito claro para todos o que pensam essas "pessoas"...

Em uma Democracia atos assim não são tolerados e obviamente o Estado interfere. E quando falo estado não falo do Governo, porque estes são transitórios e temporários. Falo da organização, que envolve todas as estruturas que no fim compõem o Governo. Dentre elas, é claro, a Polícia e as Forças Armadas. Quando os cidadãos extrapolam os limites, o poder repressivo do Estado ( não do Governo em si ) entra em ação. E existem limites claros para a utilização deste poder contra manifestantes. Cabe aos organizadores dos protestos, definir o que será feito ou não...

Durante o "Fora Dilma", os que queriam sua saída JAMAIS promoveram quebra-quebra, em lugar algum, e foram vários e vários protestos. Já quando os vermelhos saem às ruas, invariavelmente alguém vai ter prejuízo: seja o Estado ou o Particular. Essas pessoas não tem limites e, acreditem, querem mesmo é sangue. Se nas suas manifestações não tiver alguém ferido é como um sorvete sem açúcar. Eles querem é que tenham balas, cassetetes, bombas e etc, tudo para posarem de "vítimas", de "coitadinhos". Não por outro motivo, eles odeiam a Polícia e defendem que a mesma seja extinta. Assim poderiam quebrar tudo sem serem importunados.

O Presidente Temer usou pedido do Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para colocar as Forças Armadas nas ruas. Está certo nisso, mesmo que Maia tenha pedido a Força Nacional e não as Forças Armadas. O Ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que a decisão de usar o efetivo de 1,5 mil homens deveu-se ao fato de que, no total, em Brasília o contingente da Força Nacional é de menos de 150 homens, o que claro é insuficiente para conter os atos terroristas da esquerda.

Logo tomada a decisão loucos começaram a postar que estava de volta o AI-5, de que voltávamos ao Golpe de 64 e etc. Tudo balela, as garantias individuais estão em vigor e quem quiser manifestar-se poderá fazê-lo normalmente. Quem quiser gritar "Fora Temer" pode fazer quantas vezes desejar, mas sem quebrar nada e nem colocar a vida das pessoas em risco. Mas isso, é claro, não é o que querem os esquerdistas.

O título do post, como é de meu feitio, vai direto ao ponto, tanto para denominar o que acontece quanto para apontar a solução. E quando falo em cadeia, me refiro também - e principalmente - aos organizadores, dentre eles até mesmo Senadores.  Duvidam? Vejam esta foto postada pelo site O Antagonista:


Por fim deixo uma prova da "moral" dessa gente, com este post de Guilherme Boulos no Twitter:

É ou não é algo estupefaciente?

domingo, setembro 11

O dia em que ficamos chocados sem saber o que pensar

Com uma torre já em chamas, o segundo avião atinge a segunda torre gêmea...
O fogo consome as duas torres, que em poucos minutos irão cair...
deixando um cenário apocalíptico em seu lugar
11 de Setembro de 2001. Um dia que jamais será esquecido, com certeza. Um dia que não importa quantos anos passem, todos os que o viveram sabem muito bem onde estavam, o que faziam e como ficaram perplexos diante de tamanha insanidade.

Existem pessoas, acreditem, que aqui no Brasil comemoram aquele ataque covarde. Mas isso, é claro, demonstra a falta de caráter de quem assim conseguiu pensar. Outros ainda foram além, dizendo que foi pouco diante do que o Governo de Washington fez ( e segundo estes ainda faz ) com o Mundo. É um pensamento asqueroso e nefasto que só pessoas podres conseguem ter. Adiante...

Eu estava trabalhando na Prefeitura quando vi pelo UOL ( até hoje minha página inicial da internet ) que um avião se chocara contra o World Trade Center. No começo nem se falava de ataque terrorista, mas isso seriam apenas os primeiros minutos. Afinal como poderia um piloto errar a rota assim e acertar os maiores prédios do centro financeiro do Mundo? Depois veio a informação de que outro avião acertar a outra torre e, obviamente, todos sentimos que era um ataque. Outro aconteceria no Pentágono e mais seria feito na Casa Branca, mas os passageiros conseguiram derrubar o avião antes disso.

Passados 15 anos ( e eu sinto como se tivesse sido ontem ) eu ainda custo em acreditar que o homem tenha feito aquilo. Que pessoas sejam capazes de um ato tão covarde em nome de uma causa, de usarem a religião para cometer uma atrocidade tão espúria. Lamento profundamente pelas vítimas, mais de 3 mil. Lamento profundamente pelos pais, filhos, cônjuges, irmãos que perderam seus entes queridos.

O 11 de Setembro nunca mais será o mesmo. Será o dia em que perdemos um pouco da fé na humanidade. O dia que tivemos que aprender, da maneira mais dura possível, que o homem é o único animal da terra que mata por prazer.

terça-feira, março 22

Estado Islâmico assume autoria do covarde atentado em Bruxelas

A dor não conhece barreiras e nem idiomas, é coisa da alma
Terrorismo. Algo que eu deploro com todas as minhas forças. Normalmente os integrantes de Grupos Terroristas acreditam que a sua luta é digna e que tudo é válido para conseguir o objetivo maior do grupo. É o famoso "o fim justificam os meios". Nada pode ser mais abjeto ou odioso. Para quem pensa(??) assim, quanto mais mortes acontecerem em seus atos, melhor. 

Hoje Bruxelas, capital da Bélgica, foi atingida por dois ataques terroristas: o Aeroporto Internacional e a estação do metro de Maelbeek, que fica muito próxima de prédios da União Europeia. Até o momento em que escrevo morreram 34 pessoas e mais do que o dobro de feridos. O Estado Islâmico reinvindicou para si a autoria dos atentados. O mais cruel é imaginar que um bando de animais está neste momento comemorando o feito. E mais nojento ainda é saber que partidos políticos mundo a fora ainda apareçam para defende-los, até no Brasil.

Que o mundo, um dia, possa ficar livre desses grupos, que com certeza não representam o pensamento da imensa maioria dos islamitas, cuja religião prega a paz e a tolerância. Enquanto isso, enfrentar de frente este grupos é o que poderá faze-los retroceder. Por hora solidarizo-me com os belgas e a sua dor. Que desconhece barreiras e nem idiomas, sendo coisa da alma humana.

quarta-feira, novembro 18

E o Charlie Hebdo foi perfeito na sua capa desta quarta-feira

O Jornal, alvo de atentado em Janeiro, foi perfeito nesta capa!!!
Como é costumeiro por aqui, eu trago textos de outros veículos ou de Blogueiros. É o caso agora com este de Reinaldo Azevedo, do Site da Revista Veja. O texto da vez é sobre a Capa do Jornal Frances Charlie Hebdo. Espero que gostem...

“Charlie Hebdo”, alvo de ataque terrorista em janeiro, faz uma capa genial sobre a tragédia.

Absolutamente genial a capa do jornal satírico francês “Charlie Hebdo”, assinado pelo desenhista Coco, que chega às bancas nesta quarta. O próprio veículo foi alvo, há dez meses, daquele que se caracterizou, então, como o maior atentado terrorista em solo francês — antes dos eventos desta sexta-feira, 13, quando 129 pessoas foram assassinadas por terroristas numa série de ataques em Paris.

Sobre um fundo vermelho, um cidadão francês crivado de balas bebe champanhe, que vaza pelos buracos do seu corpo. Na capa, lê-se o seguinte texto:
“Ils ont les armes. On les emmerde. On a le champagne!”

Traduzindo
“Eles têm as armas. Que se fodam. A gente tem o champanhe!”

O verbo mais agressivo, no caso, não é empregado, obviamente, com conotação sexual. Está aí no sentido de “danem-se”; “não dou a mínima”; “que se lasquem”. Aliás, também empregamos por aqui a palavra nesse contexto.

É uma reação que pode ser classificada de genial, sim, especialmente se nos lembramos que, no dia 7 de janeiro deste ano, nada menos de 12 profissionais do jornal foram assassinados por extremistas islâmicos.

O “Charlie Hebdo” é um veículo de humor, de sátira, que apela, com frequência, ao que há de absurdo no aparentemente normal, evidenciando, assim, a estupidez.

Como um jornal pode exprimir o horror sem abrir mão de ser o que é? Ora, está tudo nesse desenho. O “champanhe” — uma espécie de símbolo da França — também traduz, como é sabido, a celebração, a comemoração, a alegria de viver.

Independentemente de quais sejam os desígnios, vá lá, políticos do terror islâmico, o fato é que ele recruta aquelas pessoas que não suportam justamente a alegria e a celebração. Na alma dos funcionários do terror, há um ser assustado, com medo de não encontrar o seu lugar numa sociedade em que todos sejam livres para fazer suas escolhas.

Há mais considerações importantes sobre a capa. A morte está, sem dúvida ali — para todos os efeitos, aquele que bebe champanhe é um cadáver. Que outra maneira encontraria um jornal de humor para tratar de tragédia de tal dimensão?

Mas aquele morto fala do mundo dos vivos, como a dizer: “Não podemos renunciar aos nossos valores, à nossa cultura, às nossas conquistas. Não será o terror a tirar isso de nós. Vamos enfrentá-lo”.

É claro que, a despeito dos medos e dos riscos, é o que têm de fazer os franceses e os cidadãos de todo o mundo.

A capa lembra, em suma, quem são eles e quem somos nós. E convida a todos a ter coragem.

O “Charlie Hebdo” e Coco foram grandiosos.

Reinaldo Azevedo.

sábado, novembro 14

Ataques terroristas matam, ao menos, 153 pessoas em Paris

Oremos pelas vítimas. Até agora mais de 150.
Terrorista nunca tem razão. Primeiro porque matam pessoas por motivos torpe ( cor da pele, religião, escolha política, etc ). Se eu já não compactuo com assassinos comuns ( que tenham intenção clara de matar ou o façam apenas eventualmente ) imagine com quem acha que pode matar 10, 20... 100 ou mais pessoas inocentes em defesa de uma causa? Essas pessoas(??) são porcos deploráveis, são a escória da humanidade. Eles conseguem ser piores até do que estupradores, o que é um feito e tanto.

Nesta sexta aconteceu uma série de atentados em Paris, a capital francesa, onde morreram - até a hora em que faço este post ( 00:15, 04:15 horário local ) 153 pessoas. Ataques coordenados atingiram uma Casa de Shows, Bares e até o Stade de France, onde acontecia o amistoso entre França e Alemanha. O jogo, inexplicavelmente, foi até o fim mas o Presidente François Hollande foi retirado do Estádio.

Neste sábado voltarei ao tema com mais informações. Oremos pela vítimas e seus parentes, pois eles irao precisar de toda força possível para, tentar, superar esta dor.

quinta-feira, maio 7

Quem disse que Dilma Rousseff lutou por uma Democracia?

Eu entendo que a finalidade um Blog seja informar, trazer conhecimento sobre um determinado assunto. Neste caso, eu reproduzo um texto que encontrei no Facebook, retirado do Site Spotniks.com, escrito por Rodrigo Silva. Ele traz a verdade ( ao menos a que os terroristas nao querem que venha a tona ). Leiam, espalhem, comentem, discordem... e eventualmente, elogiem o autor no site dele, porque eu acho que ele merece... abaixo, o texto:


Pétar Russév atravessou o oceano. Tinha um metro e noventa e cinco, olhos azuis, pele clara e uma aparência de nobreza, dessas misteriosas provenientes da região dos Balcãs, que entorpecia quem chegasse por perto. Era desses homens com ares de intelectual. Frequentava os principais círculos literários de seu país e era membro do Partido Comunista.

A Bulgária vivia tempos difíceis. Russév andava falido e temia as consequências de um governo duro com os membros do partido. Quando decidiu atravessar o oceano deixando Evdokia Yankova, sua esposa grávida de sete meses, no cais, prometeu voltar. Mas a cena jamais aconteceria. Luben Russév nunca teve a chance de conhecer o pai.

No final dos anos trinta, depois de um tempo em Buenos Aires, Russév estabeleceu morada no Brasil, com algum dinheiro no bolso. Começou a empreitar obras para a siderúrgica Mannesmann. Para fazer dinheiro, construía casas por conta própria e as revendia, sempre com bom lucro capitalista. Sua fama era de bom negociante. Fez o dinheiro render em pouco tempo. Numa viagem a trabalho ao interior de Minas Gerais conheceu Dilma Jane Silva, uma professorinha, filha de um pecuarista rico da região. Foi amor à primeira vista. Não demorou muito tempo e os filhos apareceram. Primeiro, Igor. Depois, Dilma. Por fim, Zana. Pétar Russév virou Pedro Rousseff e a história do Brasil jamais foi a mesma.


Os Rousseff moravam numa casa grandiosa, aos cuidados de três empregadas domésticas. As crianças conviviam com um imenso piano e uma professora particular, madame Vincent, que as visitava religiosamente para ensinar francês. Dilma teve uma educação de ponta – quando seu pai morreu, em 1962, deixou a família numa situação confortável, com cerca de quinze bons imóveis como fonte de renda. Aos 15 anos, quando trocou o conservador Colégio Nossa Senhora de Sion, onde as moças só falavam francês com as professoras, pelo Colégio Estadual Central, desabrochou. O Sion era um colégio de freiras exclusivo para meninas. Dilma era educada para debutar. Percebeu com a mudança, como diria tempos mais tarde, “que o mundo não era pra debutante”. Seguiu o caminho não tão incomum de moça prendada de classe média alta para o coração da esquerda revolucionária.

Foi no Estadual Central que recebeu de grupos de esquerda um texto pra ler, um livrinho chamado “Acumulação Primitiva”, um dos principais capítulos do “Capital”, de Marx. Não entendeu absolutamente nada, sequer se aquele barbudo alemão estava a favor dos trabalhadores. Mas era um primeiro passo. Quando ingressou na Organização Revolucionária Marxista Política Operária (Polop), os militares já tomavam conta do poder. A organização surgira como uma alternativa ao quase-monopólio que o Partido Comunista Brasileiro exercia na esquerda tupiniquim. O PCB sustentava que o caráter da revolução no Brasil era democrático e que a conquista do poder se daria através de uma revolução burguesa. A Polop, por outro lado, não acreditava na democracia liberal. Sua base era armada, revolucionária. Dilma lutava pela implementação de uma ditadura do proletariado no país, influenciada pelo incendiário livro “A Revolução da Revolução”, do marxista francês Régis Debray, que difundia o “foquismo” – a teoria da guerrilha de pequenos grupos, os focos, para expropriar e violentar a burguesia. As conversas do grupo giravam sempre em torno da revolução e exploração dos trabalhadores, embora “pobre, mesmo, não tinha muitos, não”, como lembra o atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, membro da organização. “Todos eram, pelo menos, de classe média”. Apesar de não ter abandonado o Minas Tênis, clube da elite mineira, a filha do meio dos Rousseff começava a ter seus passos rastreados pela polícia secreta, que apontava a Polop como uma organização “Marxista-Leninista que adota a linha violenta”, com um acervo composto por manuais dos “fuzileiros da infantaria”, de leitura de “cartas e fotografias aéreas”, para “manuseio de armamento”, de “técnicas usadas pela polícia” e de “fabricação de explosivos”.

A organização, dividida em relação ao método para a implantação do socialismo, logo concentrou-se entre os que defendiam a convocação de uma assembleia constituinte e os que faziam coro à luta armada. Dilma escolheu sem titubear a segunda opção, que se transformaria no Comando de Libertação Nacional (Colina) e, posteriormente, na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares(VAR-Palmares). Em pouco tempo, virou professora e ensinou marxismo a operários militantes. Também aprendeu a mexer em armas. Ajudou na elaboração de três assaltos a bancos, assinou artigos no jornalPiquete (que circulava nos bairros operários de BH) e chegou à direção do Colina. Dividia com seus companheiros a luta pela instalação de um regime de inspiração soviética no país – que, há milhares de quilômetros, perseguia militarmente opositores, assassinando, torturando e aprisionando indivíduos que não concordassem com o regime.


Foi na VAR-Palmares que Dilma participou da preparação da mais espetacular ação da luta armada no Brasil: o assalto ao cofre do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros. O cofre em questão era uma peça com mais de 200 kg, retirado da mansão onde vivia a amante de Adhemar de Barros, morto quatro meses antes, no bairro carioca de Santa Tereza. O valor? A monumental quantia de US$ 2,596 milhões, uma fortuna que corresponde hoje a mais de R$ 20 milhões. No dops, o depoimento era que o dinheiro ficou cerca de uma semana “em um apartamento situado à rua Saldanha Marinho, onde também morava Dilma Vana Rousseff Linhares”. Num dos inquéritos é dito que Dilma “manipula grandes quantias da var-Palmares. É antiga militante de esquemas subversivo-terroristas. Outrossim, através de seu interrogatório, verifica-se ser uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais. Trata-se de pessoa de dotação intelectual bastante apreciável”. Em outros relatórios, foi também chamada de “Joana D’Arc da subversão”, “papisa da subversão”, “criminosa política” e “figura feminina de expressão tristemente notável”.

Pouco tempo depois, Dilma acabou presa em São Paulo. Foi torturada por 22 dias com socos, pau de arara e choques elétricos. Passou quase 3 anos na prisão e teve decretado seus direitos políticos cassados. Saiu do Presídio Tiradentes quase dez quilos mais magra. Na sequência, decidiu mudar-se para o Rio Grande do Sul, onde exerceria os cargos de Secretária Municipal da Fazenda de Porto Alegre e Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicações. Eram os primeiros passos de sua trajetória por cargos públicos que a levaria à presidência da República anos mais tarde.

Passados décadas, o cenário é visto com outros olhares – a atual presidente viu seu passado militante tornar-se um expoente da luta pela pluralidade democrática. Ledo engano. Dilma engajou-se politicamente, foi às ruas, organizou resistência, enfrentou um governo tirano e ilegítimo, virou vítima nos seus porões, sofreu brutal violência nas mãos do Estado. Virou Stella, Wanda, Luiza, Patrícia, adotou outras identidades para se opor à violência institucionalizada. Apesar disso, é um erro cometer a automática associação entre opositores da ditadura com defensores da democracia, como se o mundo fosse um grande campo preto-e-branco, maniqueísta com suas duas perspectivas quadradas possíveis. Dilma defendia um modelo político-econômico que provou-se impossível de ser estabelecido longe da instauração de uma ditadura militar, nas dezenas de países que o testemunharam no último século. Aqui, a discussão era pela substituição de um regime fortemente repreensivo por outro de igual porte, embora com outros propósitos. Enquanto a atual presidente lutava para combater a ditadura brasileira, incontáveis jovens como ela organizavam-se para enfrentar regimes ainda mais brutais ao redor do mundo, sofrendo nas mãos de governantes vistos como edificadores por seu grupo, em regimes de partido único. A esses guerrilheiros, tudo que Dilma pode oferecer até aqui foi o silêncio – um silêncio ensurdecedor que ainda ecoa, agora também nas prisões dos opositores políticos venezuelanos.

Como dizia o velho Millôr, “democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim”. Assim tudo parece fazer sentido.

quarta-feira, janeiro 14

Charlie Hebdo faz piada com Jihadistas, Virgens e mártires

Parte interna da edição histórica, que teve aumentada a tiragem para 5 milhões de exemplares
Uma verdadeira multidão fez filas para comprar a primeira edição do Jornal Charlie Hebdo após o, covarde, ataque sofrido na semana passada. Todos queriam comprar e guardar a edição desta quarta-feira para a posteridade. A procura foi tanta que a tiragem, que já era recorde, foi ampliada de 3 para 5 milhões de exemplares. O jornal não recuou no seu estilo crítico e ácido e trouxe no seu editorial uma sátira com os Jihadistas ( grupo extremista formado por islamistas ), Virgens e Mártires.

Na França e por toda a Europa a busca é intensa. Prova de que o Terror não venceu e que a Liberdade de Imprensa está mais viva do que nunca. Ainda bem.

terça-feira, janeiro 13

Charge do Profeta Maomé estará na Capa da Edição Especial da Charlie Hebdo

3 milhões será a tiragem do Jornal enquanto que a tiragem normal era de 60 mil
Nesta quarta-feira o Jornal Charlie Hebdo terá uma edição especial em homenagem as vítimas do terrível e estúpido atentado da semana passada. A Capa será essa ai de cima: o Profeta Maomé com um cartas que traz a frase que virou um lema do repúdio ao terrorismo ( Eu sou Charlie ) e em cima a frase "tudo será perdoado".

Claro que seguem os textos asquerosos, imbecis e idiotas de brasileiros condenando as vítimas, dentre os quais destaca--se o de Leonardo Boff, que para mim é personificação da frase: "calado é um poeta", dada a quantidade de asneiras que é capaz de proferir. Segundo ele as pessoas deveriam chorar pelas vítimas na Nigéria e não pelas pessoas que provocaram os "coitadinhos" dos islamistas. A fala é asquerosa porque uma coisa não impede a outra e porque segundo ele as mulheres estupradas são, na verdade, as culpadas.

O Jornal terá uma edição especial com 3 milhões de exemplares, ante uma média de 60 mil normalmente. Além disso será publicado em várias línguas, dada a busca por essa edição já histórica.

Só para deixar claro, eu adorei a Charge, mas lamento que ela tenha que existir...

domingo, janeiro 11

Mais de 1,5 milhões de pessoas dizem não ao Terrorismo pelas ruas da Cidade Luz

Paris parou para dizer: Não ao Terrorismo.
Mais de 40 Chefes de Estado ( além de diversos representantes ) participaram de uma manifestação em Paris contra o Terrorismo e pela Liberdade de Expressão, após o ataque dessa semana na Sede do Jornal Charlie Hebdo. Segundo várias fontes a multidão pode ter superado a marca de 1,5 milhões de pessoas. 

Que isso sirva como resposta - adequada diga-se - para os terroristas perceberem que o Mundo não se dobrará a eles. Nunca.

sábado, janeiro 10

Sites e Blogs Petistas estão, acreditem, tentando criminalizar a Charlie Hedbo

6 das 12 vítimas do ataque: para os "progressistas" eles são os culpados
Como eu já disse antes aqui mesmo no Blog, existe uma rede de Sites e Blogs mantidos com recursos do Governo ( seja por investimento direto ou por meio das estatais ) que se autoproclama como "nova mídia", em contraponto ao que chamam de "mídia golpista" ou "velha mídia". O grupo ataca diuturnamente aqueles que consideram inimigos do Partido e defendem com a mesma vontade tudo que é do Governo. Tem um site que nem quis esconder que é 13 até a alma: Brasil247.com. Acha que eu estou exagerando? Some os números e veja qual é o resultado.

Este site, bem como todos os outros basicamente, estão buscando justificar o atentado nas charges publicadas pelo Jornal Francês ( de tiragem de 50 mil exemplares por edição ). Ok, tenho que admitir que existem charges que realmente são fortes ( tem uma de Jesus, Deus e o Espírito Santo fazendo sexo ) e que talvez pudessem ser evitadas. Não vou aqui fechar os olhos para isso, mas nem que a charge sugerisse a morte de todos os muçulmanos, ainda assim seria inaceitável matar os membros do jornal, porque Charge é, antes de mais nada, uma piada. E piadas não podem levar a assassinatos, por mais fortes que possam ser.

Quando acusam os cartunistas, os sites citados nada mais fazem do que dizer o que o PT adoraria dizer oficialmente, mas não pode. Como partido do Governo, eles jamais poderiam dizer: "defendemos a ação terrorista, porque somos terroristas e entre uma Ditadura e uma Democracia, preferimos a primeira. Além do mais, apoiamos toda ação de extremistas porque acreditamos na luta armada como forma de tomar o poder". Exagero? Que nada... não se esqueçam que o PT e partidos de extrema esquerda ( Pc do B, PSOL e cia ) defendem a Coreia do Norte, o Hammas e cia. Além disso, mantiveram - contra tratados e leis internacionais - o terrorista Cesare Battisti no Brasil. Isso é uma clara sinalização de que lado eles escolhem neste caso.

É asqueroso ver o suado dinheiro dos brasileiro sendo usado desta maneira. Enquanto que no mundo inteiro as ações de solidariedade são a tônica, aqui no Brasil vemos os "jornalistas" chapa vermelha atacando as vítimas. Não se espantem: eles adorariam fazer o mesmo aqui no Brasil, com Folha, Estadão, Globo e Veja... eita, já fizeram isso durante as eleições. Essa é a moral dessas pessoas.

E eu, claro, sou frontalmente contra isso.

quarta-feira, dezembro 10

Comissão da Verdade(??) entrega relatório sem citar crimes de esquerdistas

A Comissão da Verdade entregou relatório. Mas cadê os crimes dos esquerdistas?
A Democracia Brasileira é muito recente. Só em 1989 elegemos um presidente de forma direta e desde então tivemos apenas 6 eleições. Todos os países democráticos do mundo possuem quase 10 vezes mais eleições em sua história. Entre a Independência e os dias atuais tivemos ao menos 4 períodos ditatoriais no meio. 

Entre 1964 e 1985 vivemos o que passou para a história como Ditadura Militar. Foi uma sucessão de Governos comandados pelo exército e onde civis não tinham vez alguma. Grandes líderes se opuseram ao Regime, muitos dos quais pagaram com a própria vida por isso. Mas diversas pessoas comuns também pagaram com a vida. A maioria morta pelos torturadores do regime de exceção. Mas existem 121 mortes catalogadas que pereceram por ações dos grupos armados que desafiaram o regime. Antes de prosseguir, uma informação: os que pegaram em armas contra a Ditadura, em sua quase totalidade não queriam a volta da Democracia, isso é balela. As pessoas que eram e ainda são de esquerda, queriam era uma outra Ditadura, só que vermelha. Isso não é matéria de especulação, é a realidade. Dito isso, adiante...

Estas 121 pessoas morreram de diversas formas: em assaltos, ataques a prédios públicos, quartéis, delegacias, assaltos à Bancos e em explosões de carros bomba. Muito eram policiais sim, mas nem por isso torturadores. Assim como em qualquer área, existem pessoas boas e ruins e existiam policiais que não eram simpáticos ao regime, mas que simplesmente não podiam pensar contrariamente. Afinal, ninguém podia. Outras vítimas eram pessoas que estavam em uma fila de Banco e morreram em assaltos. Outros receberam balas perdidas e por ai vai... Essas pessoas, segundo o Relatório da Comissão da Verdade são pessoas de terceira classe, já que não aparecerem no relatório. Porque? Simples: listá-las implicaria explicitar o que poucas pessoas sabem: os esquerdistas também mataram. 

Só que os partidos de esquerda negam isso. E tentam transformá-los em heróis. Cada um que eleja seu patamar moral, mas negar a essas pessoas o direito de serem lembradas, é asqueroso. Outra coisa: sabem o que aconteceu com os pais de um soldado morto por um dos grupos? Tiveram negados 4 pedidos de pensão. Enquanto isso, um Ziraldo recebeu mais de 1,5 milhão de reais e receberá até morrer uma pensão. Isso sem falar em Carlos Lamarca, que pediu baixa do Exército e foi promovido a General 3 estrelas.

A Comissão da Verdade afronta até a lei que a criou. Afronta a Lei de Anistia que impede que se processem os esquerdistas, mas estes querem processar os direitistas. Eu faço diferente: vamos processar todos. Algum esquerdopata concorda? Duvido...

sexta-feira, outubro 10

Paquistanesa que levou tiro na cabeça dado pelo Taleban, ganha o Nobel da Paz

ela sofreu na pele a fúria religiosa. E venceu o Nobel da Paz...

Malala Yousafzai, 17 anos, venceu o Nobel da Paz. Quem é ela? Assim sem citar o motivo, duvido que o amigo leitor lembre dela. Mas e eu dizer que foi a garota que levou um tiro na cabeça dado por integrantes do Grupo Terrorista Taleban. O ataque deu-se no território do Paquistão, onde nasceu Malala. Ela sobreviveu e a Fundação Nobel resolveu premiá-la com a distinção máxima. Ela agora é a mais jovem vencedora do Prêmio, que deve ser usado para limar os excessos religiosos, dos quais as mulheres são as maires vítimas. Algo merecido, com certeza.

Ela, contudo, não venceu sozinha. O ativista indiano Kailash Satiarthi divide com ela a honraria. Isso é comum na história do prêmio e carrega uma simbologia: Paquistão e Índia eram uma única nação antes da divisão ocorrida com a saída dos ingleses, contrariando a vontade Mahatma Gandhi.

quinta-feira, setembro 11

11 de Setembro



Me lembro muito bem o que estava fazendo na manhã de 11 de Setembro de 2001. Trabalhava numa planilha de Excel acertando os salários atrasados da Gestão do ex-Prefeito Paulo Afonso que estavam sendo pagos pela então Prefeita Cleuza Pereira. Eu trabalhava com a ( ainda ) Secretária de Administração Marivalda Holanda. Entre uma célula e outra, eu acessava a página do UOL. Até aparecer que New York tinha sofrido um ataque terrorista...

Aquele dia não terminou. A cena das Torres Gêmeas queimando e depois caindo. Ninguém sabendo ao certo o que estava acontecendo... a imagem do segundo avião se aproximando é, para mim, a mais chocante de todas.

Não vou discorrer sobre o que ocorreu, apenas quero registrar a data 13 anos depois, a primeira da história do Blog.

Abaixo deixo dois vídeos, o primeiro é do primeiro bloco do Jornal Nacional daquele dia e o segundo é um documentário, 102 minutos que mudaram a América, ambos bem impactantes sobre o terrível ( e covarde ) ataque:



terça-feira, fevereiro 18

Protestos x Terrorismo: vamos falar a verdade ou seguir mentindo?

Caro amigo leitor, observe atentamente esta foto do que seria um protesto pacífico, ocorridos no Rio de Janeiro neste mês de Fevereiro, durante o qual o cinegrafista da Band, Santiago Andrade, foi vítima de uma bomba  dias depois, infelizmente, morreu:


Agora pense e responda: isso é Democracia ou Vandalismo? Você gostaria de ser o Dono de uma das muitas Lojas, seguidamente, destruídas em manifestações? Você gastaria de chegar para abrir sua Loja e vê-la completamente arrasada? Creio que não...

O Brasil é uma das poucas Democracias que não possuem uma Lei Anti-Terrorismo. E sabem porque não temos? Dois são os motivos: medo de que em uma ( nada desejada ) volta ao regime ditatorial ela pudesse ser usada para prender, reprimir e até matar quem ousasse falar contra o Ditadora da hora e segundo porque os partidos de esquerda e/ou extrema esquerda não querem. É sobre este segundo motivo o assunto deste post.

Os Partidos de Esquerda se dizem defensores do povo usam isso a seu favor. Sendo assim criam diversos grupos e lhe atribuem o termo de "movimentos populares". Sendo assim tais movimentos teriam, na opinião de tais partidos, uma espécie de salvo conduto para transgredir as leis. Querem um exemplo prático? Procurem em nossa Constituição ou em nosso arcabouço jurídico uma única linha que seja que permita que o MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - possa fazer as invasões que fazem? Não existe uma única menção permitindo-lhe isto, mas existe o Direito à propriedade, que em toda e qualquer invasão é violado.

Posso citar tantos outros exemplos ( como por exemplo ser crime interromper o trânsito em uma Rodovia ou Ferrovia Federais ), mas estes tais movimentos são, digamos assim, o verdadeiro supra sumo dos partidos de esquerda. Mas me diga caro leitor: você se sente representado quando o MST invade uma Fazenda produtiva e queima e/ou destrói tudo que nela exista? Aqui cabe um dado sobre o MST: 100% das Fazendas invadidas são produtivas e possuem benfeitorias. O, dito, Movimento Popular não invade propriedades que estejam abandonadas ou que não tenham benfeitorias. Pois é...

Mas o que tem o MST e os outros movimentos populares com o fato de não termos uma lei anti-terror? Tudo, é claro. Se sancionarmos uma lei como deve ser feito, estes "ditos" movimentos teriam que mudar seu modus operandi, passando a agir ( que coisa ) dentro da Lei!!! E isso os partidos de esquerda e/ou extrema esquerda acham inaceitável.

Voltando aos Black Blocs e a imagem que abriu este texto, o amigo leitor pode perguntar: mas porque evocar o MST para falar dos Black Blocs? Fácil: como não está na moda defendê-los ( o PSOL está pagando o preço por isso agora ), os outros partidos querem ancorar-se nos outros esbirros do socialismo para defender - que coisa!!! - os Black Blocs. Como?

Ora deixando de fora da Lei Anti-Terror que está no Congresso os "ditos" movimentos populares, que seguiriam podendo toca o terror em todo o território nacional. A lei que está em discussão, na prática permite toda e qualquer manifestação... desde que pacífica. E quem é pacífico deveria apoiar a lei, pois ela apenas irá punir os violentos!!! Atos como os que temos visto nas ruas de São Paulo e no Rio de Janeiro são ações terroristas e não devem ser permitidas a ninguém. Mas porque então as pessoas não chamam isso pelo nome verdadeiro? Porque existe o tal "pensamento politicamente correto" ( pra mim incorreto ), que nada mais é do que o pensamento das pessoas de esquerda/extrema esquerda. Eles acreditam que não se pode chamar isso de terrorismo, pois é o que mais sabem fazer, tocar o terror. Quem nunca viu pela TV a delicadeza do MST ao invadir uma Fazenda? Ou uma greve de professores acabar descambando para atos de vandalismo? Aqui eu tenho que ser sincero: a maioria dos professores desabona tais atos, mas se omite de tirar os grupos de esquerda de poder no Sindicato.

A imprensa é quem poderia fazer este papel, mas ela está atualmente sendo pautada pelo pensamento de esquerda, o que é terrível. Ano passado, durante os protestos de Junho/Julho um carro de reportagem da Rede Record foi queimado e diversos profissionais de imprensa, quando identificados eram ameaçados e/ou hostilizados. Resultado prático? As emissoras, temendo que seus funcionários fossem agredidos, passaram a mandá-los às ruas sem qualquer identificação. E sem identificação da emissora, os policiais não tem com distinguir quem é manifestante de quem é jornalista. A imprensa poderia prestar um excelente papel a sociedade cobrando que a lei fosse aprovada, mas o sindicato - sempre eles - é dominado pelos partidos de esquerda. O Sindicato do Rio de Janeiro inclusive lançou uma nota colocando a culpa, santo Deus!!!, em Santiago Andrade e na Band. Culpar os manifestantes? Nem pensar...

Chego agora ao ponto pior: para os manifestantes a bomba/rojão não era para Santiago e sim para a polícia. O Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, comandado por uma ex-assessora de Marcelo Freixo ( Dep. Estadual do PSOL ), culpa a própria vítima e a Band pelo ocorrido. A Ministra dos Direitos Humanos(??) Maria do Rosário nada disse sobre o assunto. A Presidente Dilma idem. E os Black Blocs estão sendo defendidos por pessoas na Internet como se isso fosse uma coisa, como direi, aceitável.

E para finalizar: para você, caro leitor, esta imagem abaixo é aceitável? Se por acaso a resposta for sim, pense melhor e lembre-se que no futuro poderá ser um filho seu...


terça-feira, fevereiro 11

Democracia, protestos e o pior da humanidade

A foto é chocante. E é esta a ideia que quero passar...
Vivemos dias perigosos. Bem perigosos se querem saber. O momento do Brasil é, acreditem, altamente delicado. Quando pessoas vão às ruas com bombas é quando estamos perto de tragédias sem precedentes. Quando pessoas como a que está em segundo plano na foto ( com máscara de gás com detalhes em azul, amarelo e vermelho ) acham que podem soltar bombas e que isso é legítimo, estamos moralmente próximos do fim. Para Santiago Andrade, o homem carregado com o rosto coberto de sangue, infelizmente tudo acabou ontem.

Santiago Andrade era um pai de família, pagava seus impostos em dia, era trabalhador dedicado e querido pelos colegas de profissão. Em suma um brasileiro como tantos outros e que estava nas ruas do Rio de Janeiro exercendo o seu ofício. Estava fazendo o que de melhor sabia fazer. Não estava ali para criticar este ou aquele lado. Devia ter uma opinião sobre o assunto, mas isso agora é irrelevante. O fato é que passamos dos limites.

E quando digo que passamos dos limites, que fique bem claro, não refiro-me apenas ao rapaz ali atrás, um verdadeiro Black Bloc. Não, falo de maneira mais ampla, tentando incluir todos nós brasileiros, sem exceção. Quando, em uma nação pacífica, vivemos cenas de guerra e barbárie em nossas duas maiores cidades é o claro, e indelével, sinal de que nossa Democracia está precisando ser reformada. 

E porque reformada Flávio? Simples: a nossa Constituição, infelizmente, foi erguida sobre a égide do preso político. Sim, infelizmente!!!. Por termos saído a tão pouco tempo de um regime de exceção, foi consenso entre os Constituintes que a Carta Magna teria que ter todo tipo de garantias, como forma de que - em uma eventual volta a um regime ditatorial - os direitos de quem decidisse lutar contra o Ditador do momento fossem mantidos. A premissa, errada, fez com que o que deveria ser uma Constituição excelente virou um texto com defesas, recursos, empecilhos para condenar bandidos. E que hoje, na prática, concorre para deixar quem tem excelente advogados fora da cadeia. Ou que ao menos demore anos e anos para que possa ser preso.

E o que isso tem com a morte de Santiago? Tudo. Nossa lei é brande demais com quem assume o risco de matar. Os Black Blocs se escondem atrás da ausência de uma legislação para combater crimes de terrorismo. E sabem porque não temos uma? Porque na Constituinte não se incluiu isso, pois - novamente pensando em uma Carta em período Democrático que pudesse ser usada em uma Ditadura - pensaram: "um ditador poderia usar isso para incriminar quem resolvesse lutar contra ele". 

Ora meus amigos, se voltarmos a uma Ditadura ( Deus nos livre dessa má hora ) a primeira coisa que o Ditador fará é revogar a Constituição Democrática. Por isso perdemos tempo, em alguns assuntos que fique claro, em 1988, enquanto poderíamos ter feito uma Carta para o futuro. Por causa disso não temos uma legislação anti-terrorismo. Que é o que o Black Blocs fazem. Gostem ou não o nome de ações como a ocorrida no Rio de Janeiro é uma ação terrorista. E isso deve ser punido de forma exemplar, talvez até mesmo com prisão perpétua. Outro item que infelizmente não existe em nossa Constituição.

Santiago Andrade morreu ontem e uma parte de nós também. Mas algumas pessoas - sobretudo as de partidos de esquerda e/ou extrema esquerda ( PT, PC do B, PSTU, PSOL, PCO e cia ) não acham que o ocorrido seja algo fora do comum tão grave assim. Não vi nenhum deles se manifestarem a favor de Santiago Andrade como o fazem em favor dos manifestantes quando agredidos. E sim, eu não gosto nenhum pouco dos partidos de esquerda e/ou extrema esquerda e não faço a menor questão de esconder isso. Se ao contrário de Santiago tivesse sido um Black Bloc ai sim estes partidos iriam fazer o maior fuzuê. Agora é que a Presidente Dilma mandou a Polícia Federal entrar em ação. Porque os Black Blocs não são presos? Porque?

Estamos mal, muito mal. A saúde é precária, a educação não avança, temos diversos problemas estruturais... e vamos realizar a Copa mais cara da história!!! É natural, aceitável e - sobretudo - democrático que protestemos contra tudo isso que está ai posto. Mas protestar é uma coisa, matar inocentes é outra completamente diferente. E o quanto mais rápido entendamos isso melhor será para o Brasil. Para que a morte de Santiago Andrade ( pai, marido, trabalhador exemplar, etc ) não tenha sido em vão. Devemos isso a memória dele. Devemos isso ao Brasil do futuro.