Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, março 1

Crivella não participa do Carnaval do Rio alegando preservar sua fé... mas, ele não sabia disso ao se candidatar?

Crivella não compareceu a único evento do Carnaval: respeito ou descaso?
Um dos debates mais intensos atualmente é sobre o tema religioso. O que pode ou não em casa religião, a questão do aborto e a - para mim - absurda isenção de impostos. Enfim, é um tema que gera debates acalorados. Contudo não podemos nos esquecer que estamos em um Estado Laico e que sim a Liberdade Religiosa é um dos pilares centrais de nossa Democracia, como ademais o é em todas as Democracias. As verdadeiras, ao menos. Adiante...

Marcelo Crivella é sobrinho do fundado da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo. Está intimamente ligado à Igreja, da qual foi Bispo do primeiríssimo time, sendo um dos grandes sucessos da IURD. Jamais poderá desgarrar-se disso e nem deve. Mas uma coisa que ele jamais poderia ter feito é ausentar-se dos eventos oficiais da cidade que pleiteou Governar, é uma afronta ao bom senso. Que a sua fé protestante seja preservada, mas ele não foi eleito apenas por membros de sua fé e muito menos apenas por cariocas que "odeiem" a folia de momo.

Por falar em Momo, tudo começou pela Cerimônia tradicionalíssima de entrega das chaves da cidade ao Rei Momo. Crivella não compareceu e deixou para um obscuro assessor representá-lo e nem ao menos enviou uma mensagem. Segundo sabe-se, ele e os outros Prefeitos "protestantes", consideram receber as chaves das cidades que Governam das mãos de Deus e assim não poderiam repassá-las para as mãos de outros "mortais". Ok, eles tem direito achar isso, mas se não querem fazer estes rituais que fazem parte do calendário da cidade, que não se candidatem. Ou se decidirem concorrer, que entendam que fazem parte da chamada "liturgia do cargo". 

Fosse só isso, ainda ia. Mas ele foi além: simplesmente não apareceu no sambódromo, onde os olhos do mundo estão voltados para o Rio de Janeiro. E ainda mais este ano em que aconteceram dois graves acidentes com Carros Alegóricos, deixando mais de 30 feridos. E ele como Prefeito, deveria ser o primeiro a dar entrevistas e tomar medidas para ajudar seus cidadãos. 

Crivella não pode virar as costas pro Carnaval por causa de sua fé, até porque esta não estaria em risco com uma ida até o Sapucaí. Segundo que o Carnaval é o MAIOR evento da cidade que ele foi eleito para governar. E terceiro que ele é uma autoridade de TODOS e não apenas dos que comungam com sua fé. 

Se ele não pretendia ir como autoridade aos eventos do Carnaval, que ele não tivesse lançado candidatura. Ou trocando em miúdos: "se não puder com o pote, nem pegue na rodilha".

terça-feira, fevereiro 14

Sérgio Cabral é um caso a ser estudado

Assim estamos todos nós diante do descalabro que este "senhor" fez no Rio de Janeiro...
Eu fui simpático a Sérgio Cabral Filho um dia. Filho de um grande cidadão do estado, político jovem e que, parecia, ser dinâmico. Conseguiu ser eleito duas vezes Governador do Estado do Rio de Janeiro, elegeu o amigo Eduardo Paes ( cooptado do PSDB para o PMDB ) prefeito da capital igualmente duas vezes e - de quebra - ainda conseguiu a proeza de tornar Marcelo Crivella e Lindbergh Farias senadores em 2010. Ao lado de José Mariano Beltrame surfou na onda das UPPs ( desde sempre criticada por mim ), conseguiu ao lado de Lula trazer a Olimpíada para o Brasil e parecia ter virado um político de envergadura nacional. Parecia...

Acontece que, segundo estamos sabendo desde que ele foi preso, tudo era um mar de lama, regado a diamantes, ouro, viagens de luxo e outros salamaleques que os reles mortais brasileiros jamais poderão ter um dia. As investigações mostraram um esquema pesadíssimo de corrupção que - acreditem - faz o Petrolão parecer roubo de doce no Jardim da Infância. Esquema pesado com Empreiteiras, com Fornecedores e sabe-se com mais quem, Cabral montou um rede criminosa que parece não ter precedentes em nossa história. 

O curioso é que tudo isso tenha fico escondido até agora. Como um político com tantos esquemas espúrios conseguiu ficar entre 2007 e 2014 no comando do 2º mais importante e rico Estado do país? Com Lula, por exemplo, indícios de desvios remontam a época em que ele era um mero membro do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, quando nem sonhava ser Presidente do mesmo. De FHC existem suspeitas de antes da Ditadura Militar, sobre Sarney nem se fala e por ai vai. Com Cabral não, tudo ficou escondido. E isso é o que mais espanta.

Como isso foi possível? Tenho uma teoria: envolveu muita gente, mas tanta gente, que as pessoas não tinham como denunciar. Basta ver como foi feita a campanha de seu sucesso, Luiz Fernando Pezão: a imensa maioria dos partidos ficaram do lado e poucos resolveram lançar candidatura própria. Pezão venceu no primeiro turno. Mas como se monta algo assim? É isso que, esperamos, as investigações demonstrem. Primeiro para que possamos evitar que volte a repetir e segundo que mais pessoas possam ser presas.

Sérgio Cabral parecia um estrela em ascensão. Agora a dúvida é saber quantos anos de prisão ele irá acumular. E isso, meus amigos merece um grande estudo. Que não chegará a algo nobre, mas que terá grande utilidade para o Brasil que desejaremos ser no futuro.

quinta-feira, novembro 17

Após prender 2 ex-Governadores do Rio de Janeiro, a PF está perto de pedir música no Fantástico

Cabral foi presos hoje. Pezão, será o próximo?

Garotinho preso ontem, fez cara de surpreso... que coisa, não?
O Brasil está mesmo mudando. Antigamente para podermos falar da prisão de 2 ex-Governadores seria necessário fazer uma retrospectiva de um ano, muitas vezes de mais tempo. Pois com o advento da Operação Lava Jato o Estado do Rio de Janeiro - que vive uma situação deplorável em suas contas públicas - de ontem para hoje tornou possível falarmos sobre as prisões de Anthony Garotinho e Sérgio Cabral Filho em dias consecutivos. E ambos filiados ao mesmo partido, o PMDB. Sinal, mais do que evidente, de que realmente existe uma mudança em curso neste país. E de que o combate à corrupção não é apenas contra um único partido como apregoam os integrantes do PT.

É preciso pontuar que Garotinho não foi preso por causa da Operação Lava Jato e seus intermináveis desdobramentos. O caso dele é porque, segundo a Polícia Federal, estaria usando o Cheque Cidadão para compra de votos na Eleição 2016. O Programa era um dos carros chefe de Garotinho quando governou o Estado e replicado em Campos, cidade Governada pela esposa Rosinha ( e onde o ex-Governador era Secretário de Governo ). O Cheque Cidadão distribui 200 reais para pessoas de baixa renda. O golpe, segundo a PF e Ministério Público Estadual, ele oferecia colocar pessoas no programa em troca de votos. Segundo as investigações em apenas 2 meses o beneficiários passaram de 12mil para 30mil. Garotinho, é óbvio, nega as acusações.

O caso de Sérgio Cabral é diretamente ligado à Operação Lava Jato: segundo as investigação ele teria participado de uma cartelização das obras no estado. Ele receberia 500mil mensais das construtoras na forma de propina. A PF denominou a Operação de Calicute, uma clara referência ao nome do ex-Governador e ao Porto que fica Índia considerado um dos mais inóspitos da época das grandes navegações. Cabral governou o Estado entre 2006 e 2014 e elegeu seu Vice, Luiz Fernando Pezão. Na época parecia uma dos melhores Governadores de todos os tempos, não só do Rio inclusive, e agora vemos que o quão danosa foi sua gestão. Terminando com sua prisão, depois de diversos fatos pitorescos e até mesmo vergonhosos: como  o anel de 800mil reais que Fernando Cavendish para para a mulher de Cabral ou de quando os dois deixaram o país perplexo com fotos nos mais caros Restaurantes de Paris.

Adiciono a estas duas prisões o papel crucial na crise vivida pela população do Estado, os nomes dos ex-presidente Lula e Dilma. O primeiro por ter sido fiador das eleições de Cabral e a segunda por ter mexido - e muito mal - na distribuição dos Royalties do Petróleo. Ambos viviam dizendo as quatro cantos que o Estado era exemplo para o Brasil e de que eles, Lula e Dilma, eram co-participantes do sucesso pelo qual - supostamente - passava o Rio de Janeiro, não só o Estado, mas também a Capital, que também não está nada bem das pernas. Além disso, convém citar os pesados gastos da Copa e da Olimpíada chegaram pra valer e ninguém dos que afiançaram tais gastos aparece agora para dar as caras. Infelizmente...

Depois ninguém entende porque a disputa pela Prefeitura do Rio ficou entre dois Marcelos: um horrível, o Crivella, e outro tenebroso, o Freixo. Pobre da Cidade Maravilhosa, que padece desde muito cedo com seus ( péssimos ) Governantes...

quinta-feira, outubro 30

Depois da Copa da Gambiarra, vem ai a Olimpíada da Gambiarra, é claro.

Essa Lagoa, em Jacarepaguá, não vai ser limpa para os Jogos...

Assim como fez com a Copa, ao Brasil fará um certo estelionato quanto ao que prometeu quando recebeu o direito de sediar os Jogos Olímpicos e o que, de fato, vai entregar. Matéria do UOL traz uma notícia que é péssima duas vezes: as Lagoas próximas ao Parque Olímpico, onde serão disputadas a maioria das modalidades não serão limpas até o começo dos Jogos. É duplamente ruim porque teremos uma área poluído que será mostrada diariamente para o mundo durante 15 dias e porque demonstra a nossa falta de organização. 

E quando aprovaram a gastança, a justificativa era justamente o "legado". Qual legado? Eu ainda estou esperando para saber qual foi o do Panamericano de 2007, justamente no Rio de Janeiro. 

Assim é o Brasil...

segunda-feira, agosto 4

Passados 4 anos a realidade vem a tona: as UPP´s não resolvem os problemas...

UPP do Alemão: policiais não cobrem todos os locais. Motivo? Leia o texto...
Em se tratando de Segurança Pública eu só acredito em duas medidas: prisão e prevenção. As duas devem ser aplicadas ao mesmo tempo. Quando o estado escolhe apenas a primeira, temos a superlotação de presídios e penitenciárias, mesmo que os índices caiam consideravelmente ( caso de São Paulo ), mas cria-se outro problema como o PCC. Quando o estado escolhe a segunda ( que no longo prazo pode dar certo ), os índices caem menos, mas a bandidagem continua dando as cartas e, mais dias menos dia, o estado terá que voltar com a repressão forte. No Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e José Maria Beltrame ( Governador  Secretário ) "ousaram" criar uma outra forma: a UPP - Unidade de Polícia Pacificadora.

As famosas UPP's logo viraram febre entre os pensadores de esquerda, que invariavelmente tratam bandido como coitadinhos, como se o problema social fosse a única explicação. Elas foram feitas partindo de uma base, essencialmente, errada: fugir com os bandidos. Toda instalação de uma UPP foi precedida de grande propaganda por parte do Governo do Rio, deixando claro qual seria o dia da "festa", e assim facilitar para que os meliantes fugissem. Se a política de segurança pública fosse espalhada para todo o estado do Rio de Janeiro, os bandidos fluminenses seriam expulsos para os estados vizinhos ( São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo ). Como só foram instaladas na "Cidade Maravilhosa", os bandidos fugiram para a baixada fluminense, onde seguem tocando o terror. Mas como os tiroteios nas áreas nobres da capital sumiram ( ou quase desapareceram ) logo as UPP's viraram exemplo. Até a então candidata Dilma Rousseff louvou o exemplo e prometeu levá-las para todo o Brasil ( outra de suas muitas promessas não cumpridas ).

Passado o efeito inicial era mais do que óbvio que os bandidos fossem tentar recuperar terreno, pois o tráfico da muito dinheiro. Foi o que aconteceu. Reportagem da Folha de SP mostra que diversos locais do Complexo do Alemão não mais são acessíveis aos policiais. E olhem que foi lá que foi instalada a maior e mais bem aparelhada UPP, além de ter sido a mais televisada de todas.

O que resolve, acreditem, é prender. E as instalações das Unidades nunca prendiam ninguém. E é claro que os bandidos não viraram monges ou santos só porque uma UPP foi instalada, não é mesmo?