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terça-feira, junho 23

Morreu Carlinhos, meia que entregou suas chuteiras para um certo Arthurzinho...

O camisa 5 você com certeza não viu jogar, mas quem é o camisa 10?
Em uma época dominada por jogadores brucutus atuando com a camisa 5 seria uma prazer imensurável poder contar com a classe de um Carlinhos, que vestia essa camisa no Flamengo durante os anos 60. De tao clássico, seu apelido era apenas "violino". Seria espetacular com a camisa do time da CBF ou de qualquer clube do Brasil - e talvez do mundo. Não, eu não tive o prazer de ver Carlinhos jogar, mas isso não importa. Existem os vídeos ( raros ) sobre sua carreira. Teve vida curtíssima na Seleção ( quando a mesma merecia tal nome ), primeiro por causa da grande concorrência de Zito ( também falecido recentemente ) e Dino Sani e depois por figuras como Clodoaldo e Gérson ( a dupla na conquista de 1970 ).

A foto que ilustra este post traz ele em sua despedida do Flamengo, ocorrida em 1969, repetindo o gesto que ele mesmo fora o garoto, ao receber as chuteiras de Biguá. Era, digamos assim, uma passagem de bastão: o garoto, a época conhecido com Arthurzinho ( ainda não sabe quem é? ) era a joia das categorias de base do time da Gávea e ainda ganharia muita massa corporal até virar... bom, ai é com você né?

Carlinhos quando parou de jogar virou funcionário do Clube de Regatas Flamengo. E assim ficou até sua morte. Forjou diversos craques ( e o garoto está na lista ). Talvez a última grande geraçao foi ele quem revelou: Djalminha, Paulo Nunes, Nélio, Rogério, Marcelinho ( o carioca, do Corinthians ) dentre outros. Foi técnico, interino em diversas vezes, e venceu o Brasileiro duas vezes ( 87, em termos né?, e 92 ).

Ontem ele faleceu. O violino tocou sua última nota. Uma pena, sem dúvida. Ainda mais quando se tem um verdadeiro brucutu no comando do time da CBF... mas isso é outra história...

E quem é o garoto? Sério? Ele virou apenas o Zico... era Arthuzinho, porque era magro e o nome dele é Arthur Antunes Coimbra, de uma família com diversos craques.

terça-feira, março 3

Longa vida ao Galinho

Arthur Antunes Coimbra. Ou apenas Zico.
Eu odeio algumas coisas na vida. E algumas pessoas também. Não nego isso, assim como sei que isso é ruim. Mas eu não nego ter profunda antipatia pelo Flamengo. Quem me conhece, sabe bem disso. Mas eu gosto de Zico, a quem considero o maior craque em cores do Brasil. Pelé é da época do preto e branco. O amigo leitor é capaz de dizer que existem imagens coloridas do Rei do Futebol, mas a imensa maioria foi gravada no exterior. A Copa de 1970, para os brasileiros ( e sei bem do que digo ) foi toda em preto e branco, pois não existiam aparelhos coloridos. A imagem vinha colorida até o Rio de Janeiro e de lá era repassada sem cores para todo o Brasil.

Zico é aquele tipo de craque e pessoa que transcende uma camisa. Quem, assim com eu, tem mais de 40 anos sofreu muito pelo drama do Galinho para jogar a Copa de 86. Vê-lo tendo que se sacrificar muito, cirurgias, recuperações, treinos e ficar na reserva foi doloroso para todos nós. Por isso, eu, jamais o culpei pela perda do penalty, sobretudo porque teve gente que tremeu e ele não. Ele foi lá e teve a coragem de bater.

Zico é o melhor jogador que vi dentre os brasileiros.  Muitos falam de Ronaldo, Ronaldo Gaúcho, de Romário e até de Neymar. Mas nenhum, até agora, chegou sequer perto do que este jogador, que era magro demais a ponto de quase ser cortados dos juvenis do Flamengo, fez. Imortal com a camisa do Flamengo, mito com a da Seleção e uma lenda no Japão.

Longa vida ao Galo. Longa vida à Zico. Longa vida ao seu Arthur, que hoje completa 62 anos...

quinta-feira, agosto 7

Zico, o craque da minha infância, vai direto ao Ponto sobre a escolha de Dunga e Gilmar

Zico nunca venceu uma Copa? Pior para a Copa do Mundo, é claro!!!
1982. Espanha. Sevilla. Copa do Mundo. Um garoto de 8 anos via uma seleção encantando a todos. Eram tantos craques de bola que parece injusto eleger apenas um. Leandro e Júnior estavam com certeza entre os melhores do mundo. Falcão é a fineza em pessoa. Sócrates era cerebral ao extremo e comandava o meio campo. Luizinho e Oscar eram uma combinação rara entre talento e inteligência, poucas vezes vista em campo antes ou depois. E havia Zico.

Zico é o craque da minha infância. O Santos, time do qual sou torcedor convicto, vivia um momento em que tentava se manter em alta, mas infelizmente eu pouco podia ver aquele time jogar, já que - acreditem - em 1982 quando cheguei em Salgueiro só tinha sinal da Rede Globo e mesmo assim só depois das 16:00hs, pois até esse horário aparecia o sinal da péssima TV Universitária do Recife, com destaque para o palhaço Belezinha e a Boneca Suzy!!! Trágico...

Naqueles tempos o craque do Santos era Pita, com destaque para o ponta-esquerda João Paulo. E a partir de 83, Serginho Chulapa. Eles foram vice-campeões em 1983, para o Flamengo de Zico... O craque do Brasil naqueles tempos. E para mim, o melhor que eu vi jogar com a 10 desde então. Talvez Rivaldo possa ter chegado bem perto, mas não supera o grande galinho de Quintino.

Feito este preâmbulo, vamos ao que disse o Galo sobre as escolhas de Dunga ( técnico ) e Gilmar Rinaldi ( Coordenador ) pela CBF: "isso desmoraliza os técnicos e coordenadores". E seguido dizendo: "sou amigo do Gilmar, mas não aprovo a sua contratação. Quantos coordenadores temos no Brasil com trabalhos de 10 ou mais anos? De que adianta fazer um trabalho no Cruzeiro, por exemplo, ganhar um campeonato se quando é para a Seleção se escolhe alguém que é empresário de jogador?.

Se quiser ler a matéria completa feita pela Folha de SP, clique aqui.

quarta-feira, maio 28

Dois craques em um momento impensável nos dias atuais

dois dos melhores jogadores que tive o prazer de ver jogar
A Seleção está treinando e achei uma foto curiosa no baú em que o saudoso Sócrates me examina com a Seleção reunida. Não lembro da ocasião, mas fica o registro do grande Sócrates, que os mais jovens talvez não saibam mas também era médico.

Zico, o melhor camisa 10 brasileiro que vi jogar, postou esta foto e o comentário acima na sua página no Facebook. Os mais jovens devem pensar - se vissem a foto sem a legenda, que isso era uma brincadeira. Mas Sócrates não chamado de Doutor a toa.

Cena impensável nos dias de hoje, com jogadores robóticos e onde tudo é planejado antecipadamente com um marqueteiro. E onde os jogadores mais parecem produtos do que atletas. Outros tempos, com certeza. Tempos nos quais um atleta profissional se formava em medicina. E o outro em Educação Física!!!