domingo, junho 17

Brasil 1x1 Suíça: Em jogo com queda abissal, uma estreia ruim

Alisson não saiu e tomou o Gol...
Depois um primeiro tempo, o Brasil fez um segundo tempo para ser esquecido. Com este futebol o time não terá vida longa na Copa. Tite mexeu mal no time, fazendo substituições sem qualquer sentido e colocando jogadores com pouca produtividade em campo. Alguns jogadores foram nulidades em campo ( veja as notas abaixo ) e outros até que tentaram algo, mas não conseguiram.

Para a próxima partida, a sorte é que o adversário é realmente frágil e em nada de parece com aquele de 4 anos atrás. No mais, algo para esquecer nesta tarde em Rostov.

  • Alisson – 5. Falhou feio no gol, ao não sair.
  • Danilo – 5,5. Estreia em Copa é complicado, mas Danilo sentiu demais.
  • Thiago Silva – 6. Foi bem, discreto e seguro.
  • Miranda – 5,5. Não pode um zagueiro experiente como ele marcar pela frente. Quase decidia no final da partida.
  • Marcelo (C) – 6,5. Foi bem no primeiro tempo, caiu com o time no segundo tempo.
  • Cassemiro – 6. Não comprometeu, mas saiu por ter recebido amarelo.  E o time piorou sem ele.
  • Fernandinho – 5,5. Não acrescentou quase nada.
  • Paulinho – 5. Disperso, nada fez. Saiu merecidamente.
  • Renato Augusto – 4. Porque ele entrou mesmo?
  • Coutinho – 6,5. Fez o gol, mas parou depois dele. E o time sentiu isso.
  • Wiliam – 5,5. Tentou no primeiro tempo, tentou no segundo. Mas pouco fez.
  • Gabriel – 4. Ele realmente entrou em campo? Reclamou de pênalti que eu sinceramente não marcaria.
  • Roberto Firmino – 6. Foi bem melhor do que Gabriel Jesus, o que nem seria tão complicado assim. Pode ter pavimentado caminho para virar titular.
  • Neymar – 6,5. Buscou jogar e não se escondeu, mas foi pouco efetivo.
  • Tite – 5. Time dominou até fazer 1x0, depois parou de jogar. E ele fez mudanças, a meu ver, erradas. Eu jamais colocaria Renato Augusto no time e demorou demais para colocar Firmino.

Brasil vai vencendo por 1x0 e as Notas do primeiro tempo


A pose foi bonita e o gol maravilhoso...
Num primeiro tempo dentro do esperado, com o Brasil com a bola e a Suíça esperando, se bem que os suíços foram até mais ao ataque do que o esperado. Com paciência o Brasil foi aos poucos envolvendo e quase abria o placar com Paulinho, mas foi Coutinho quem fez isso. Uma primeira etapa interessante, mas que pode ser bem melhor no segundo tempo. Agora as notas do primeiro tempo:
  • Alisson – 6. Não teve trabalho, apenas assistiu ao jogo, mas assustou em uma saída de bola.
  • Danilo – 5,5. Sentiu dificuldades naturais, mas pode fazer mais. Pior em campo.
  • Thiago Silva – 6. Segurança em pessoa.
  • Miranda – 6. O mesmo que Thiago Silva.
  • Marcelo (C) – 7. Competente no ataque e em certos momentos atuou até como meia.
  • Cassemiro – 6. Só perdeu uma dividida e poderia ter dado mais velocidade na saída de bola.
  • Paulinho – 6. Começou bem, mas depois deu uma caída. Perdido em campo, mas quase abria o placar.
  • Coutinho – 7,5. Discreto como de costume, marcou um golaço. Como de costume também.
  • Wiliam – 6. A bola passou muito pelos seus pés, mas precisa ser mais produtivo.
  • Gabriel – 5,5. Sumido, o pior do ataque
  • Neymar – 6,5. Chamou a responsabilidade sem ser fominha. Mas pode fazer mais.
  • Tite – 6. Time foi bem, mas existe o que melhorar, como o lado direito e o posicionamento de Paulinho, meio perdido depois que o Brasil fez 1x0.


Brasil estreia contra a Suíça tendo o peso de favorito

Em 1950, foi jogo duro: um 2x2 no Pacaembu
O Brasil estreia na Copa. E só idiotas estão torcendo contra. Não existe ELO entre o time da CBF ( que é uma entidade bem corrupta, diga-se ) com o caos que o Brasil vive desde 2014, muito disso por causa justamente da Copa de 2014 aqui realizada. Hoje é dia de ver a partida e torcer, sim, por uma vitória. Porque todos gostamos de futebol e quando a bola rolar, será bem complicado ficar inerte. 

O time de Tite chega a esta Copa em um cenário raro: sem lesões graves em jogadores, sem grandes ausências e sem crises internas e externas. Tem status de favorito e jogando assim foi campeão em 1962 nesta situação. Perdeu em 82, 98 e 2006 quando era um claro favorito. Mas Tite parece capaz, com o elenco que montou, de suplantar este estigma. Fora de umas escolhas absurdas ( Fágner, Cássio, Renato Augusto, Taisson e Fred ), o time é coeso e tem variações táticas, coisas que raramente tivemos em Copas, vide 2010 quando Dunga olha para o banco e abre os braços... e não tinha talento para colocar em campo.

O time vai com 4 jogadores teoricamente ofensivos: Neymar, Coutinho, William e Gabriel. Mas este quarteto tem mobilidade, onde todos podem atuar em 2 ou até 3 posições. Sem falar que temos Firmino no banco, que pode deixar o time com presença física na área. A defesa une talento, experiência e posicionamento em doses que poucos times podem ofertar.

O rival, tem qualidade. Não se enganem. Bons jogadores e que atuam em grandes equipes do mundo, como Behrami, Xhaka e Shaquiri são perigosos. E a defesa é forte e vai impor dificuldades. A realidade é que o Brasil é favorito, mas precisará transformar isso em volume de jogo e gols.

Messi perde pênalti e Argentina para na Islândia

"La Pulga" não conseguiu levar seu time a vitória...
Não tem jeito: Messi e Cristiano Ronaldo sempre serão comparados. E quando estreia na Copa no dia seguinte ao outro então, as coisas tomam ares poucas vezes vistos. E como o Gajo fez 3 gols no empate contra os espanhóis, o fato de Messi passar em branco e ainda perdendo pênalti, não ajudam em nada. Mesmo que o resultado tenha sido o mesmo, de empate, não tem como negar que o feito de Cristiano fica ainda mais evidenciado quando seu "maior rival" não tem uma grande atuação. 

Messi cobrou 3 faltas, todas ficaram na barreira islandesa. E perde o pênalti. Em lances nos quais Cristiano Ronaldo decidiu. E se levarmos em conta a qualidade dos adversários então, o abismo fica ainda maior. Mas é injusto dizer que Messi jogou mal, uma vez que finalizou 11 vezes e buscou a partida, mas o entorno do time é desastroso, mesmo que tenham jogadores com grande qualidade, mas não uma equipe. O que Portugal nem tem, mas o elenco de apoio é bem pior do que o do argentino. Em suma, nesta primeira rodada, nada ajuda Messi.

Além disso, tivemos isso França 2x1 na Austrália, onde a tecnologia decidiu de forma direta ( e acertada ) nos 3 gols. Ainda vimos a Croácia estrear bem ( 2x0 ) diante de uma apática Nigéria ( para piorar o dia de Messi ), além de uma injustíssima derrota de Peru para a Dinamarca por 1x0, onde Cuevas também perdeu um pênalti.

De bom é que em 3 dias, nada de 0x0. O que já é uma grande notícia... E que Messi e cia se cuidem, porque a Islândia aparenta ser o elo mais fraco do grupo, mas pode vencer a Nigéria e complicar no final até mesmo a classificação dos hermanos, caso não vençam a Croácia...

sábado, junho 16

Já temos uma atuação monstruosa nesta Copa...

Cristiano mostrou que está com fome de bola...

A Copa estava no seu segundo dia, mas a partida era a mais esperada da primeira fase. Porque colocaria em campo uma das favoritas a conquista e o time de Cristiano Ronaldo. A Espanha que trocara de técnico 2 dias antes da estreia precisava jogar bem para manter a confiança em alta. Mas do outro lado existia um tal de Cristiano Ronaldo.

Cristiano está em sua 4 - e talvez última - Copa. Em 2006 era garoto demais e não era a estrela do time que tinha Figo e Deco. Em 2010 comandou um time sem qualidade à classificação para a segunda fase, sendo eliminado justamente pela Espanha. No Brasil, machucado, nada pode fazer. Até ontem, tinha 3 gols em Copas, sempre contra times secundários. Até ontem...

A impressão é que seria Espanha x Cristiano Ronaldo. E foi. Ele fez 3 gols e uma atuação soberba. Fez gols variando a forma e mostrando sua capacidade: mortal na cobrança de pênalti, chutando forte de fora da área ( contando com o frangaço de De Gea ) e cobrando com perfeição uma falta como poucos sabem como ele hoje em dia.

A sua atuação magnifica de ontem, ofuscou todo o restante que houve na partida. Como os 2 gols ( o primeiro um golaço ) de Diego Costa, a pintura de Nacho, a partida soberba de Iniesta ( este em seus últimos jogos em Mundiais ), a fragilidade do elenco de Portugal... nada disso será lembrado, porque a atuação do "Gajo" foi histórica. E detalhe: ele se torna o quarto a marcar gols em 4 Copas, ao lado dos alemães Uwe Seller e Miroslav Klose e um certo Edson Arantes do Nascimento...

Para mostrar a dimensão dele, deixo vocês com a narração de Nuno Matos, da Rádio Antena 1 de Lisboa, um mito da internet. Tente não se arrepiar com a emoção demonstrada:


quarta-feira, junho 13

E a Copa vai começar...

A Copa começa neste belíssimo estádio...
A Copa será na Rússia. Todos sabem disso, mas o que poucos lembram é que a FIFA manobrou para tirar dos ingleses o Mundial deste ano, depois que nasceram denúncias pesadas contra os Dirigentes da entidade ( e da UEFA ) feitas pela imprensa da terra da Rainha. Esta Copa, que parece fora de tudo o que sempre foi, poderia ser em uma terra democrática e com altos valores democráticos, mas não o será. 

Quando a bola rolar amanhã ao meio-dia no gramado do Estádio Luzhniki na Capital Moscou, tudo isso ficará para trás, é claro. Afinal, Copa é um momento único. Vivenciamos isso aqui 4 anos atrás e assim será agora. A Copa é diferente e todos que gostam de Futebol, viverão 30 dias intensos. 

A abertura é meio sem sal, porque os anfitriões nunca foram potência no esporte e o adversário, Arábia Saudita, não ajuda muito. Mas será uma abertura e tem sua atração. No mais, é ver as outras partidas, esperar pelas surpresas e torcer para o Brasil, é claro, e secar os argentinos, que é de lei...


O Brasil em Copas: as boas campanhas

1978, Argentina - Batalha de Rosário terminou em 0x0 e selou finalista daquela Copa
1938, França - Com organização fora de campo, quase a primeira final.
1986, México - A última chance de uma geração termina nos pênaltis.
1950, Brasil - Até 2014 estes homens foram acusados, injustamente, de um imenso fiasco
Depois dos vexames, as boas campanhas que não terminaram em títulos, mas que poderiam ter chegado lá. Antes de falar destes, explicando porque estes entraram e outros não: O Vice de 1998 não entra porque o time era o atual campeão a época ( mesmo motivo porque 2006 e 1974 não entraram ) e o time perdeu uma partida e tomou um vareio na final, já 2010 não é nem fiasco e nem sucesso e 1954 não se encaixa em nenhuma categoria. E por fim, a primeira Copa onde tudo era novidade não pode ser considerada fiasco. Vamos aos bons resultados obtidos pelo Brasil na história das Copas:

1938, França - Organizado dentro e fora de campo, Brasil quase chegava lá.

Depois de duas campanhas frustantes e sem levar o que de melhor tinha a sua disposição, o Brasil enfim levava a Copa uma Seleção digna do nome. Depois de se resolver fora de campo, a CBD pôde finalmente contar com os melhores. Mesmo que um nome ou outro não tenha sido convocado, o time que viajou em condições de fazer uma grande campanha. E de fato fez.

O regulamento era o mesmo da Copa anterior, com mata-mata desde o começo. O Brasil mediu forças com a Polônia e foi um confronto histórico: 6x5 na prorrogação, com direito a gol descalço de Leônidas da Silva. Depois de bater os "polacos", o Brasil mediu forças com a Tchecoslováquia e a partida não foi menos dura: 1x1 no tempo normal e na prorrogação. No jogo desempate, 2x1 de virada. E ai o grande jogo: contra a Itália, então campeá que eliminara a França por 3x1. A partida foi 2x1, sendo que Romeu descontou apenas no final da partida. O lance famoso, contudo, aconteceu quando o jogo estava 1x0: Domingos da Guia derrubou o atacante Piola quando a bola estava no ataque o árbitro marcou penalty, que virou o segundo gol italiano.

Como consolo o time venceria a Suécia por 4x2 terminando em terceiro lugar. De quebra ainda teve o artilheiro em Leônidas com 7 gols. Enfim o Brasil fazia-se presente nos Mundiais. E daria um passo a mais na Copa seguinte, adiada em 8 anos devido a Guerra que explodiria no ano seguinte.

1950, Brasil - Um vice alçado a grande campanha depois dos 7x1.

Quando Obdúlio Varela recebeu de Jules Rimet a taça, o Brasil começou uma perseguição com aqueles 11 jogadores que perderam a Copa dentro do Maracanã. Mas uma coisa não tem como ser apagada: foi uma grande campanha. Depois do terceiro lugar na França 12 anos antes, o Brasil se preparara para vencer a Copa. E passou perto disso. E em 6 partidas, foram 4 vitórias, 1 empate e aquela única derrota. Jogos inesquecíveis com os 7x1 na Suécia ( até hoje maior goleada do Brasil em Copas ) e o 6x1 na Espanha ( com direito a todo o estádio carioca cantando "Touradas em Madri". Teve um empate em 2x2 com a Suíça em São Paulo, onde o técnico Flávio da Costa fez ajustes na escalação, tornado-a mais "paulista".

O fato é que aquele time era muito bom e perdeu um jogo em que foi melhor, mas sofreu 2 apagões. Daquele elenco estelar, apenas 2 jogadores seriam bi-campeões em 1958 e 1962 ( Castilho e Nilton Santos ) e apenas 6 estariam na Copa seguinte, curiosamente disputada na Suíça. Nomes como Zizinho, Danilo, Ademir de Menezes e Moacir Barbosa jamais voltariam a vestir a camisa da Seleção e nunca vestiram a "amarelinha", criada apenas em 1953 depois de um grande concurso.

Até o massacre sofrido no Mineirão, o Maracanazo era o grande fiasco em Copas, injustamente é claro. Com os 7x1 aplicados pela Alemanha os 11 jogadores foram absolvidos. Pena que nenhum deles estavam vivos para receber tal honraria...

1978, Argentina. Numa Copa disputada em uma Ditadura, Brasil se declara Campeão Moral

Quando fala-se da Copa da Argentina, uma coisa sempre vem a mente: os 6x0 que os rivais meteram no Perú ( que só tomara 3 gols uma vez naquela Copa ) que nos tiraram a vaga na Final. Mas teve mais que isso: no intervalo daquela partida, o Ditador Jorge Videla entrou no vestiário peruano. O que ele teria dito? Tenho até medo de pensar. O que se sabe de verdade é que o placar virara 2x0 e terminaria em 6x0. E mais seria se fosse preciso. 

O Brasil chegou aquela Copa sem grande pretensões, com apenas um remanescente do time do Tri ( Rivelino ) e jovens valores ainda não tão brilhantes assim ( Zico, Cerezo e Dirceu ). Mas uma ausência foi sentida demais: Falcão, apenas o melhor jogador do Brasil a época. Ele cobrara Cláudio Coutinho por uma vaga de titular e terminou fora da Copa. Em seu lugar, foi Chicão um volante pra lá de brucutú que entrou em campo só uma vez: em Rosário para marcar Mário Kempes. Deu certo, mas o Brasil não venceu o jogo. E ai foi depender do resultado dos Argentinos contra o Peru.

Eliminado da final, o time ainda foi jogar a decisão do terceiro lugar contra a Itália, numa prévia do que seria a partida de Sarriá, quatro anos mais tarde. Desta vez, contudo, deu Brasil por 2x1, de virada, com direito a um golaço de Dirceu e um petardo espetacular de Nelinho que até hoje não tem explicação.

1986, México - Franca de Platini começa a ser a pedra no sapato

Até 1986, o Brasil tinha enfrentado a França em Copas apenas 1 vez: na semifinal de 1958 e com direito a goleada de 5x2. Mas naquela tarde de Junho, não teve festa para o Brasil. Careca, que fez excelente Copa, abriu o placar em bela jogada coletiva, mas Platini empatou em falha defensiva. Até que Zico, que acabara de entrar, deu um passe mágico para Branco sofrer pênalti de Joel Bats, o goleiro francês. Zico, ainda frio, bateu e perdeu a cobrança, defendida por Bats, que seria carrasco mais a frente. O 1x1 se manteve na prorrogação, com a França mais perto da vitória do que o Brasil. E nos pênaltis a França errou apenas 1 ( com Platini ) enquanto o Brasil perdeu 2 ( Sócrates e Júlio César ).

A Copa que seria de Maradona, marcou a despedida de vários jogadores que tinham perdido para a Itália na Copa anterior, como Zico, Socrátes e Falcão, e de vários novatos dos quais apenas 2 seriam campeões oito anos depois ( parece com 50, não? ): Branco e Muller. A seleção treinada por Telê Santana foi criticado por enfraquecer o elenco ao cortar Renato Gaúcho, descoberto voltando de uma balada, e forçar o corte de Leandro. Além disso o time não foi tão bem quanto em 1982, mas fez boas partidas mesmo assim.

E o pior é pensar que depois desta, tivemos confrontos ainda mais doloridos contra os Azuis...


No Sertão, Armando e Mendonça promovem visitas e encontros com lideranças




Os pré-candidatos a governador e senador pela Frente das Oposições de Pernambuco, Armando Monteiro (PTB) e Mendonça Filho (DEM), respectivamente, visitarão os municípios de Petrolina e Salgueiro, no Sertão do estado. O roteiro inicia a partir desta quinta-feira (14) e segue até o sábado (16). Na agenda, reuniões com entidades civis, produtores, trabalhadores, empresários e encontros com lideranças políticas. O objetivo é ouvir demandas e sugestões para formatação do futuro programa de governo.

O giro começa por Petrolina, nesta quinta. Na “Capital do Sertão”, Armando e Mendonça serão recepcionados pelo prefeito Miguel Coelho e senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), além do deputado federal Fernando Filho (DEM) e lideranças locais. Os compromissos neste dia incluem visita ao Bispo de Petrolina, Dom Francisco Canindé e encontro com produtores e exportadores da fruticultura.

A agenda de Armando e Mendonça no município continua na sexta-feira (15). Os compromissos iniciam, ao lado do prefeito Miguel Coelho e do senador Fernando Bezerra Coelho, a obras da Prefeitura pela manhã e encontro com técnicos da Embrapa, Instituto Federal do Sertão, Univasf e Codevasf. À tarde, a agenda segue com reunião com trabalhadores rurais, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município. Em seguida, os pré-candidatos conversarão com empresários ligados à CDL/Sindilojas, concluindo com a abertura oficial do São João de Petrolina.

MAIS AGENDAS – No sábado (16) é a vez dos pré-candidatos seguirem para o Sertão Central. Nessa região, Armando e Mendonça, acompanhados do senador Fernando Bezerra Coelho e parlamentares, participarão de Encontro de Salgueiro com lideranças políticas e sociais, organizado pelo prefeito Clebel Cordeiro (MDB).

sábado, junho 9

O Brasil em Copas: os fiascos

1966: A campanha do "tri" foi um fiasco total...
1990: todos sabem o que acontecerá na sequência...
1934: apenas uma partida e a pior colocação de todos os tempos em Copas
2014: precisa de explicação??
Como definir o que é um fiasco? Para alguns a campanha na Copa de 2014 não pode entrar nesta lista, porque mesmo assim o time ficou entre os 4 melhores, mas o que pode ser pior do que tomar 7x1 - a maior goleada em fase agudas da história das Copas - em casa? Pois é... Vamos aos maiores fiascos da histórias das Copas protagonizadas pelo Brasil.

1934 - Itália. Apenas um jogo e a pior colocação em Copas.

Antes de mais nada, é preciso pontuar algumas coisas: o Brasil vivia uma rixa entre profissionais ( implantado no Brasil apenas 3 anos antes ) e os Amadores. Assim existiam duas entidades que cuidavam do Futebol, uma amadora e outra profissional. Assim sendo, o time que foi, de navio, até a Itália era bem limitado. Apenas uma grande estrela: o diamante negro Leônidas da Silva. No mais era um time formado por cariocas, sobretudo do Botafogo. Outro famoso, não exatamente pelo talento em campo, esteve na Itália: Waldemar de Brito, que 20 anos depois descobriria um tal de Gasolina. Não sabe quem é? Bom, ele é o Pelé. Só isso.

Em Bolonha o time que chegara 3 dias antes não foi páreo para o time espanhol, com vários grandes jogadores e que tinha o mítico Zamora no Gol. Ele pegou um pênalti cobrado com Waldemar de Brito quando estava 1x0 para a Espanha. Num regulamento dos mais estranhos de todos os tempos, era mata-mata desde o começo. E com o 3x1 aquele time deu adeus e ficou em 14º lugar entre 16 times. Que se coloque que até agora, em 2 Copas o Brasil tinha 3 jogos e 2 derrotas e só vencera a Bolívia... estava longe de ser uma potência. O que começaria a mudar na Copa seguinte... mas isso é outra história.

1966 - Inglaterra. O que seria a Campanha do tri, virou uma desastre desde a preparação.

Na Copa de 1958, João Havelange deixara a preparação do time que foi a Suécia nas mãos de Paulo Machado de Carvalho. Deu certo e foi mantido em 1062 no Chile. Só que para 1966, em pleno início do Regime Militar, Havelange quis mostrar que poderia ser ele o comandante. Trouxe Vicente Feola de volta ao comando do time e acertou uma verdadeira romaria de preparação, que incluía 6 sedes, antes de ir para a Inglaterra onde o Brasil tornaria-se o primeiro tri.

Pois é, nada deu certo. Primeiro porque ele quis agradar todos os times e com isso foram convocados 44 jogadores!!!! Sim, 4 times foram formados, que receberam como nome as cores da bandeira: branco, amarelo, azul e verde. As crises internas e a dúvida sobre quem iria para Copa criaram um clima ruim. Na hora de cortar, poucos tiveram coragem de assumir quem iria. Assim gente como Carlos Alberto Torres foram cortados e jogadores medíocres fora pra Copa. Além disso formou-se um time sem nexo, com os veteranos do bi ( Gilmar, Orlando, Zito, Djalma Santos e Garrincha ) e uma nova fornada de grandes jogadores ( Tostão, Gersón e Jairzinho ), além de perebas como Fidelis, Paraná e cia. Não deu Liga. Apenas uma vitória ( Bulgária ) e duas derrotas por 3x1 ( Hungria e Portugal ).

1990 - Bagunça tática, e na preparação, fazem o Brasil passar vergonha na Itália.

Copa América de 1989, Salvador. Na primeira fase o Brasil sofre demais, vê bandeiras sendo queimadas e 2 empates seguidos em 0x0 com Peru e Colômbia vê em risco até a classificação. Até que um jogo em Recife e 2 gols de Bebeto mudam tudo. O que isso tem a ver com o fiasco na Copa um ano depois? Tudo, porque foi nesta virada de rumo que o então Técnico Sebastião Lazaroni firmou-se no cargo e, assim como aconteceria com os times campeões das Copas das Confederações recentes, fechou o elenco com aqueles que lhe foram "leais". Parece com o Dunga em 2010, certo? 

Lazaroni também fechou o esquema, com líbero na pessoa de Mauro Galvão que só atuava assim na Seleção. As vitórias, ainda em 1989, contra Holanda ( então campeã Europeia ) e Itália ( país sede ) deram uma falsa impressão de tudo estava ótimo. Não estava. A grave contusão de Romário seria bem sentida, bem como a queda de ritmo de Silas. Ainda teve uma foto em que os jogadores cobriram o logo da Pepsi, então patrocinadora, por uma desavença no valor que estava sendo negociado pela conquista da Copa. E isso ainda no Brasil. Perdemos para um combinado da Umbria, região da Itália onde o Brasil ficou sediado, para compor ainda mais o cenário.

Uma primeira fase sem graça, onde Miller fez dupla de ataque com o ótimo Careca. 3 vitórias que pareciam colocar o time no caminho do Tetra. Parecia... Tudo ruiu diante da frágil Argentina, que quase não se classificara em seu grupo. Lembra 1982 né? Bastou um lampejo de Don Diego para que o Brasil fizesse sua pior participação em Copas fora 1934, considerando colocação final, ou 1966 em termos de produção em campo. Dunga seria o símbolo do fiasco e ainda perderia a chance de mostrar dignidade e espírito esportivo 4 anos depois. Mas isso é outra história...

2014 - A mãe de todas as vergonhas. 

Esta frase foi dita por, longos e penosos, 64 anos para se referir à derrota na final da Copa de 1950 para o Uruguai por 2x1. Mas em 2014 aqueles grandes jogadores de 1950 foram libertados, porque perto do 7x1 que tomamos no Mineirão aquela derrota virou uma conquista. Não irei deter-me muito sobre o fiasco, até porque está bem vivo na memória de todos, mesmo que muitos queiram fazer de conta que ele já está superado. Não está e nem nunca será...

O Brasil em Copas

Este gol quase representava um tetra na Espanha em 1982

Esta será a 21ª Copa da História. Só o Brasil esteve em todas. Quem chega mais perto são os alemães ( 19 ) e a Itália ( 18 ). Só isso já nos colocaria acima dos outros, mesmo que não tivéssemos 5 conquistas. Assim sendo farei um apanhado de todas as campanhas, separado-as em 3 posts: os 5 títulos ( 58, 62, 70, 94 e 2002 ) mais a mítica campanha de 82. As boas campanhas, como as de 50, 74 e 78, e os fiascos como em 66, 34, 90 e 2014 ( sim, fiasco ).

Irei começar pelos fiascos, em um post mais tarde. Espero que gostem.

domingo, junho 3

Com a maturidade você percebe que tem mais em Copas do que o Brasil

Um dos grandes momentos das Copas...
Toda criança já foi vítima do vírus do Pachequismo. Aquele pensamento de que em toda Copa o Brasil é favorito e que se não venceu foi por falhas e culpas nossas, nunca pelo mérito dos rivais. Os pachecos ( termo cunhado por um personagem de um propaganda da Gillete para a Copa da Espanha em 1982 ), são pessoas que não enxergam nada em uma Copa do Mundo que não seja o Brasil. E existem, desde 1998, outras 31 times na Copa, cada um com suas qualidades e também defeitos.

Até 1986 eu era um Pacheco nato. Não via nada em outros times, ignorei que a França era a campeã europeia de então. Não acompanhei a mágica de Maradona como deveria. Ao menos me apaixonei com a Bélgica de Pffaf e cia. A partir da Copa da Itália, em 1990, eu vi a Copa com outros olhos, embora a Copa tenha sido a pior de todos os tempos, ainda teve coisas boas: Camarões de Millá e Obam-Byik, a Romênia de Hagi e o bom time da Iugoslávia, com um penca de grandes jogadores. Isso sem falar da Costa Rica, que encantou um bocado. Pena que os times que foram longe era quase todos sem sal.

Veio então a primeira Copa em que comemorei um título ( nasci em 1974 ), num Mundial fraco, mas melhor do que o anterior. O Brasil fez uma campanha fraca, sendo a pior dentro todas as 5 campeãs, onde a falta de talento era evidente. Alguns bons times apareceram, como a Bulgária do Stoitchkov e cia ( do inesquecível zagueiro Trifon Ivanov, que nos deixou em 2016 ), ou da Suécia do goleiro Ravalli ( e que foi o calo do Brasil ), além das grandes atuações da Romênia de Hagi ( metendo 3x2 na Argentina ) ou da boa Holanda de Bergkamp e cia. Foi uma Copa de grandes imagens, algumas delas que jamais esqueceremos. 

Em 1998, ano em que Ronaldo jogou uma cortina de fumaça em cima da final com sua convulsão e a estranha presença na partida contra a França, eu vivenciei um momento lindo:  ver a Croácia destronar com requintes de crueldade a Alemanha envelhecida e com mal futebol. O 3x0 não retratou o massacre que foi a partida, como a seleção dos Balcãs passava por cima dos germânico sem dó nem piedade. Foi mágico e eles quase chegavam a final, não fossem 2 gols surreais marcados pelo lateral Thuram na semifinal. Afora o time da camisa xadrez, teve a ótima Holanda mais uma vez parando no Brasil, depois de eliminar a Argentina com um dos gols mais famosos das Copas, o valente time do Paraguai e sua defesa quase intransponível que somente no tempo extra foi vazada. Mas até hoje eu sei exatamente quanto aqueles 3 gols Croatas me deixaram alegre naquele dia...

Enfim, o meu pachequismo tinha ido embora. Eu passei a curtir as Copas, ver os jogos, analisar e buscar grandes histórias. Que até diminuiriam desde então, porque a Coreia do Sul em 2002 chegou por ser dona da casa e inacreditáveis erros de arbitragem a favor, enquanto que a Turquia não se destacava com bom futebol. Em 2006 não apareceram times fora da ordem e a final foi bem chata, embora pudesse cita Portugal. Que chegou perto, ao eliminar Holanda e Inglaterra, ma eram vice da Euro. Em 2010 a Espanha era pule de 10 para ser campeã e o Uruguai não é exatamente uma surpresa como as citadas. Em 2014 tivemos Colômbia e Costa Rica com suas melhores campanhas, com os cafeteros conseguindo ter o artilheiro e um dos melhores jogadores da Copas. Mas nada que superasse aquela Croácia mítica...  

Para esta Copa, em especial existem alguns times candidatos a surpresa. E eu estarei a espreita deles. Assistir a Copa sem o foco exclusivo no Brasil tem destas vantagens. E é o que recomendo a todos. Fica bem melhor. E se o Brasil vencer, melhor. Se não, o estresse será menor.

Brasil encara Croácia de olho na estreia da Copa

Amistoso inverte o ocorrido para 2014...
Quando uma seleção vai encarar um time da região dos Balcãs na Copa, logo acerta um amistoso com outro time da região. Assim sendo, tem toda lógica que o Brasil encare, neste domingo, o time croata pensando na estreia contra a Sérvia, invertendo o que fizera para 2014, quando encarou os sérvios para se preparar para o confronto diante dos Croatas.

Hoje Neymar ficará no banco mas entrará no segundo tempo para ganhar ritmo. Espero que Tite teste, de fato, alternativas de jogo nestas 2 partidas ( ainda encara a Áustria em Viena antes de rumar para Sochi, onde será a base da Seleção na Copa.

Retomando...

Depois de uma longa hibernação ( coisa de Urso, símbolo da Copa da Russia ), o Blog volta às atividades. Inicialmente, em um ritmo mais lento, mas pretendo acelerá-lo aos poucos. 

Com a cobertura da Copa pretendo falar sobre os jogos do Brasil e as principais partidas, com textos curtos mas incisivos. Como todos os que me seguiam gostas e estavam com saudades.