domingo, junho 17

Brasil 1x1 Suíça: Em jogo com queda abissal, uma estreia ruim

Alisson não saiu e tomou o Gol...
Depois um primeiro tempo, o Brasil fez um segundo tempo para ser esquecido. Com este futebol o time não terá vida longa na Copa. Tite mexeu mal no time, fazendo substituições sem qualquer sentido e colocando jogadores com pouca produtividade em campo. Alguns jogadores foram nulidades em campo ( veja as notas abaixo ) e outros até que tentaram algo, mas não conseguiram.

Para a próxima partida, a sorte é que o adversário é realmente frágil e em nada de parece com aquele de 4 anos atrás. No mais, algo para esquecer nesta tarde em Rostov.

  • Alisson – 5. Falhou feio no gol, ao não sair.
  • Danilo – 5,5. Estreia em Copa é complicado, mas Danilo sentiu demais.
  • Thiago Silva – 6. Foi bem, discreto e seguro.
  • Miranda – 5,5. Não pode um zagueiro experiente como ele marcar pela frente. Quase decidia no final da partida.
  • Marcelo (C) – 6,5. Foi bem no primeiro tempo, caiu com o time no segundo tempo.
  • Cassemiro – 6. Não comprometeu, mas saiu por ter recebido amarelo.  E o time piorou sem ele.
  • Fernandinho – 5,5. Não acrescentou quase nada.
  • Paulinho – 5. Disperso, nada fez. Saiu merecidamente.
  • Renato Augusto – 4. Porque ele entrou mesmo?
  • Coutinho – 6,5. Fez o gol, mas parou depois dele. E o time sentiu isso.
  • Wiliam – 5,5. Tentou no primeiro tempo, tentou no segundo. Mas pouco fez.
  • Gabriel – 4. Ele realmente entrou em campo? Reclamou de pênalti que eu sinceramente não marcaria.
  • Roberto Firmino – 6. Foi bem melhor do que Gabriel Jesus, o que nem seria tão complicado assim. Pode ter pavimentado caminho para virar titular.
  • Neymar – 6,5. Buscou jogar e não se escondeu, mas foi pouco efetivo.
  • Tite – 5. Time dominou até fazer 1x0, depois parou de jogar. E ele fez mudanças, a meu ver, erradas. Eu jamais colocaria Renato Augusto no time e demorou demais para colocar Firmino.

Brasil vai vencendo por 1x0 e as Notas do primeiro tempo


A pose foi bonita e o gol maravilhoso...
Num primeiro tempo dentro do esperado, com o Brasil com a bola e a Suíça esperando, se bem que os suíços foram até mais ao ataque do que o esperado. Com paciência o Brasil foi aos poucos envolvendo e quase abria o placar com Paulinho, mas foi Coutinho quem fez isso. Uma primeira etapa interessante, mas que pode ser bem melhor no segundo tempo. Agora as notas do primeiro tempo:
  • Alisson – 6. Não teve trabalho, apenas assistiu ao jogo, mas assustou em uma saída de bola.
  • Danilo – 5,5. Sentiu dificuldades naturais, mas pode fazer mais. Pior em campo.
  • Thiago Silva – 6. Segurança em pessoa.
  • Miranda – 6. O mesmo que Thiago Silva.
  • Marcelo (C) – 7. Competente no ataque e em certos momentos atuou até como meia.
  • Cassemiro – 6. Só perdeu uma dividida e poderia ter dado mais velocidade na saída de bola.
  • Paulinho – 6. Começou bem, mas depois deu uma caída. Perdido em campo, mas quase abria o placar.
  • Coutinho – 7,5. Discreto como de costume, marcou um golaço. Como de costume também.
  • Wiliam – 6. A bola passou muito pelos seus pés, mas precisa ser mais produtivo.
  • Gabriel – 5,5. Sumido, o pior do ataque
  • Neymar – 6,5. Chamou a responsabilidade sem ser fominha. Mas pode fazer mais.
  • Tite – 6. Time foi bem, mas existe o que melhorar, como o lado direito e o posicionamento de Paulinho, meio perdido depois que o Brasil fez 1x0.


Brasil estreia contra a Suíça tendo o peso de favorito

Em 1950, foi jogo duro: um 2x2 no Pacaembu
O Brasil estreia na Copa. E só idiotas estão torcendo contra. Não existe ELO entre o time da CBF ( que é uma entidade bem corrupta, diga-se ) com o caos que o Brasil vive desde 2014, muito disso por causa justamente da Copa de 2014 aqui realizada. Hoje é dia de ver a partida e torcer, sim, por uma vitória. Porque todos gostamos de futebol e quando a bola rolar, será bem complicado ficar inerte. 

O time de Tite chega a esta Copa em um cenário raro: sem lesões graves em jogadores, sem grandes ausências e sem crises internas e externas. Tem status de favorito e jogando assim foi campeão em 1962 nesta situação. Perdeu em 82, 98 e 2006 quando era um claro favorito. Mas Tite parece capaz, com o elenco que montou, de suplantar este estigma. Fora de umas escolhas absurdas ( Fágner, Cássio, Renato Augusto, Taisson e Fred ), o time é coeso e tem variações táticas, coisas que raramente tivemos em Copas, vide 2010 quando Dunga olha para o banco e abre os braços... e não tinha talento para colocar em campo.

O time vai com 4 jogadores teoricamente ofensivos: Neymar, Coutinho, William e Gabriel. Mas este quarteto tem mobilidade, onde todos podem atuar em 2 ou até 3 posições. Sem falar que temos Firmino no banco, que pode deixar o time com presença física na área. A defesa une talento, experiência e posicionamento em doses que poucos times podem ofertar.

O rival, tem qualidade. Não se enganem. Bons jogadores e que atuam em grandes equipes do mundo, como Behrami, Xhaka e Shaquiri são perigosos. E a defesa é forte e vai impor dificuldades. A realidade é que o Brasil é favorito, mas precisará transformar isso em volume de jogo e gols.

Messi perde pênalti e Argentina para na Islândia

"La Pulga" não conseguiu levar seu time a vitória...
Não tem jeito: Messi e Cristiano Ronaldo sempre serão comparados. E quando estreia na Copa no dia seguinte ao outro então, as coisas tomam ares poucas vezes vistos. E como o Gajo fez 3 gols no empate contra os espanhóis, o fato de Messi passar em branco e ainda perdendo pênalti, não ajudam em nada. Mesmo que o resultado tenha sido o mesmo, de empate, não tem como negar que o feito de Cristiano fica ainda mais evidenciado quando seu "maior rival" não tem uma grande atuação. 

Messi cobrou 3 faltas, todas ficaram na barreira islandesa. E perde o pênalti. Em lances nos quais Cristiano Ronaldo decidiu. E se levarmos em conta a qualidade dos adversários então, o abismo fica ainda maior. Mas é injusto dizer que Messi jogou mal, uma vez que finalizou 11 vezes e buscou a partida, mas o entorno do time é desastroso, mesmo que tenham jogadores com grande qualidade, mas não uma equipe. O que Portugal nem tem, mas o elenco de apoio é bem pior do que o do argentino. Em suma, nesta primeira rodada, nada ajuda Messi.

Além disso, tivemos isso França 2x1 na Austrália, onde a tecnologia decidiu de forma direta ( e acertada ) nos 3 gols. Ainda vimos a Croácia estrear bem ( 2x0 ) diante de uma apática Nigéria ( para piorar o dia de Messi ), além de uma injustíssima derrota de Peru para a Dinamarca por 1x0, onde Cuevas também perdeu um pênalti.

De bom é que em 3 dias, nada de 0x0. O que já é uma grande notícia... E que Messi e cia se cuidem, porque a Islândia aparenta ser o elo mais fraco do grupo, mas pode vencer a Nigéria e complicar no final até mesmo a classificação dos hermanos, caso não vençam a Croácia...

sábado, junho 16

Já temos uma atuação monstruosa nesta Copa...

Cristiano mostrou que está com fome de bola...

A Copa estava no seu segundo dia, mas a partida era a mais esperada da primeira fase. Porque colocaria em campo uma das favoritas a conquista e o time de Cristiano Ronaldo. A Espanha que trocara de técnico 2 dias antes da estreia precisava jogar bem para manter a confiança em alta. Mas do outro lado existia um tal de Cristiano Ronaldo.

Cristiano está em sua 4 - e talvez última - Copa. Em 2006 era garoto demais e não era a estrela do time que tinha Figo e Deco. Em 2010 comandou um time sem qualidade à classificação para a segunda fase, sendo eliminado justamente pela Espanha. No Brasil, machucado, nada pode fazer. Até ontem, tinha 3 gols em Copas, sempre contra times secundários. Até ontem...

A impressão é que seria Espanha x Cristiano Ronaldo. E foi. Ele fez 3 gols e uma atuação soberba. Fez gols variando a forma e mostrando sua capacidade: mortal na cobrança de pênalti, chutando forte de fora da área ( contando com o frangaço de De Gea ) e cobrando com perfeição uma falta como poucos sabem como ele hoje em dia.

A sua atuação magnifica de ontem, ofuscou todo o restante que houve na partida. Como os 2 gols ( o primeiro um golaço ) de Diego Costa, a pintura de Nacho, a partida soberba de Iniesta ( este em seus últimos jogos em Mundiais ), a fragilidade do elenco de Portugal... nada disso será lembrado, porque a atuação do "Gajo" foi histórica. E detalhe: ele se torna o quarto a marcar gols em 4 Copas, ao lado dos alemães Uwe Seller e Miroslav Klose e um certo Edson Arantes do Nascimento...

Para mostrar a dimensão dele, deixo vocês com a narração de Nuno Matos, da Rádio Antena 1 de Lisboa, um mito da internet. Tente não se arrepiar com a emoção demonstrada:


quarta-feira, junho 13

E a Copa vai começar...

A Copa começa neste belíssimo estádio...
A Copa será na Rússia. Todos sabem disso, mas o que poucos lembram é que a FIFA manobrou para tirar dos ingleses o Mundial deste ano, depois que nasceram denúncias pesadas contra os Dirigentes da entidade ( e da UEFA ) feitas pela imprensa da terra da Rainha. Esta Copa, que parece fora de tudo o que sempre foi, poderia ser em uma terra democrática e com altos valores democráticos, mas não o será. 

Quando a bola rolar amanhã ao meio-dia no gramado do Estádio Luzhniki na Capital Moscou, tudo isso ficará para trás, é claro. Afinal, Copa é um momento único. Vivenciamos isso aqui 4 anos atrás e assim será agora. A Copa é diferente e todos que gostam de Futebol, viverão 30 dias intensos. 

A abertura é meio sem sal, porque os anfitriões nunca foram potência no esporte e o adversário, Arábia Saudita, não ajuda muito. Mas será uma abertura e tem sua atração. No mais, é ver as outras partidas, esperar pelas surpresas e torcer para o Brasil, é claro, e secar os argentinos, que é de lei...


O Brasil em Copas: as boas campanhas

1978, Argentina - Batalha de Rosário terminou em 0x0 e selou finalista daquela Copa
1938, França - Com organização fora de campo, quase a primeira final.
1986, México - A última chance de uma geração termina nos pênaltis.
1950, Brasil - Até 2014 estes homens foram acusados, injustamente, de um imenso fiasco
Depois dos vexames, as boas campanhas que não terminaram em títulos, mas que poderiam ter chegado lá. Antes de falar destes, explicando porque estes entraram e outros não: O Vice de 1998 não entra porque o time era o atual campeão a época ( mesmo motivo porque 2006 e 1974 não entraram ) e o time perdeu uma partida e tomou um vareio na final, já 2010 não é nem fiasco e nem sucesso e 1954 não se encaixa em nenhuma categoria. E por fim, a primeira Copa onde tudo era novidade não pode ser considerada fiasco. Vamos aos bons resultados obtidos pelo Brasil na história das Copas:

1938, França - Organizado dentro e fora de campo, Brasil quase chegava lá.

Depois de duas campanhas frustantes e sem levar o que de melhor tinha a sua disposição, o Brasil enfim levava a Copa uma Seleção digna do nome. Depois de se resolver fora de campo, a CBD pôde finalmente contar com os melhores. Mesmo que um nome ou outro não tenha sido convocado, o time que viajou em condições de fazer uma grande campanha. E de fato fez.

O regulamento era o mesmo da Copa anterior, com mata-mata desde o começo. O Brasil mediu forças com a Polônia e foi um confronto histórico: 6x5 na prorrogação, com direito a gol descalço de Leônidas da Silva. Depois de bater os "polacos", o Brasil mediu forças com a Tchecoslováquia e a partida não foi menos dura: 1x1 no tempo normal e na prorrogação. No jogo desempate, 2x1 de virada. E ai o grande jogo: contra a Itália, então campeá que eliminara a França por 3x1. A partida foi 2x1, sendo que Romeu descontou apenas no final da partida. O lance famoso, contudo, aconteceu quando o jogo estava 1x0: Domingos da Guia derrubou o atacante Piola quando a bola estava no ataque o árbitro marcou penalty, que virou o segundo gol italiano.

Como consolo o time venceria a Suécia por 4x2 terminando em terceiro lugar. De quebra ainda teve o artilheiro em Leônidas com 7 gols. Enfim o Brasil fazia-se presente nos Mundiais. E daria um passo a mais na Copa seguinte, adiada em 8 anos devido a Guerra que explodiria no ano seguinte.

1950, Brasil - Um vice alçado a grande campanha depois dos 7x1.

Quando Obdúlio Varela recebeu de Jules Rimet a taça, o Brasil começou uma perseguição com aqueles 11 jogadores que perderam a Copa dentro do Maracanã. Mas uma coisa não tem como ser apagada: foi uma grande campanha. Depois do terceiro lugar na França 12 anos antes, o Brasil se preparara para vencer a Copa. E passou perto disso. E em 6 partidas, foram 4 vitórias, 1 empate e aquela única derrota. Jogos inesquecíveis com os 7x1 na Suécia ( até hoje maior goleada do Brasil em Copas ) e o 6x1 na Espanha ( com direito a todo o estádio carioca cantando "Touradas em Madri". Teve um empate em 2x2 com a Suíça em São Paulo, onde o técnico Flávio da Costa fez ajustes na escalação, tornado-a mais "paulista".

O fato é que aquele time era muito bom e perdeu um jogo em que foi melhor, mas sofreu 2 apagões. Daquele elenco estelar, apenas 2 jogadores seriam bi-campeões em 1958 e 1962 ( Castilho e Nilton Santos ) e apenas 6 estariam na Copa seguinte, curiosamente disputada na Suíça. Nomes como Zizinho, Danilo, Ademir de Menezes e Moacir Barbosa jamais voltariam a vestir a camisa da Seleção e nunca vestiram a "amarelinha", criada apenas em 1953 depois de um grande concurso.

Até o massacre sofrido no Mineirão, o Maracanazo era o grande fiasco em Copas, injustamente é claro. Com os 7x1 aplicados pela Alemanha os 11 jogadores foram absolvidos. Pena que nenhum deles estavam vivos para receber tal honraria...

1978, Argentina. Numa Copa disputada em uma Ditadura, Brasil se declara Campeão Moral

Quando fala-se da Copa da Argentina, uma coisa sempre vem a mente: os 6x0 que os rivais meteram no Perú ( que só tomara 3 gols uma vez naquela Copa ) que nos tiraram a vaga na Final. Mas teve mais que isso: no intervalo daquela partida, o Ditador Jorge Videla entrou no vestiário peruano. O que ele teria dito? Tenho até medo de pensar. O que se sabe de verdade é que o placar virara 2x0 e terminaria em 6x0. E mais seria se fosse preciso. 

O Brasil chegou aquela Copa sem grande pretensões, com apenas um remanescente do time do Tri ( Rivelino ) e jovens valores ainda não tão brilhantes assim ( Zico, Cerezo e Dirceu ). Mas uma ausência foi sentida demais: Falcão, apenas o melhor jogador do Brasil a época. Ele cobrara Cláudio Coutinho por uma vaga de titular e terminou fora da Copa. Em seu lugar, foi Chicão um volante pra lá de brucutú que entrou em campo só uma vez: em Rosário para marcar Mário Kempes. Deu certo, mas o Brasil não venceu o jogo. E ai foi depender do resultado dos Argentinos contra o Peru.

Eliminado da final, o time ainda foi jogar a decisão do terceiro lugar contra a Itália, numa prévia do que seria a partida de Sarriá, quatro anos mais tarde. Desta vez, contudo, deu Brasil por 2x1, de virada, com direito a um golaço de Dirceu e um petardo espetacular de Nelinho que até hoje não tem explicação.

1986, México - Franca de Platini começa a ser a pedra no sapato

Até 1986, o Brasil tinha enfrentado a França em Copas apenas 1 vez: na semifinal de 1958 e com direito a goleada de 5x2. Mas naquela tarde de Junho, não teve festa para o Brasil. Careca, que fez excelente Copa, abriu o placar em bela jogada coletiva, mas Platini empatou em falha defensiva. Até que Zico, que acabara de entrar, deu um passe mágico para Branco sofrer pênalti de Joel Bats, o goleiro francês. Zico, ainda frio, bateu e perdeu a cobrança, defendida por Bats, que seria carrasco mais a frente. O 1x1 se manteve na prorrogação, com a França mais perto da vitória do que o Brasil. E nos pênaltis a França errou apenas 1 ( com Platini ) enquanto o Brasil perdeu 2 ( Sócrates e Júlio César ).

A Copa que seria de Maradona, marcou a despedida de vários jogadores que tinham perdido para a Itália na Copa anterior, como Zico, Socrátes e Falcão, e de vários novatos dos quais apenas 2 seriam campeões oito anos depois ( parece com 50, não? ): Branco e Muller. A seleção treinada por Telê Santana foi criticado por enfraquecer o elenco ao cortar Renato Gaúcho, descoberto voltando de uma balada, e forçar o corte de Leandro. Além disso o time não foi tão bem quanto em 1982, mas fez boas partidas mesmo assim.

E o pior é pensar que depois desta, tivemos confrontos ainda mais doloridos contra os Azuis...