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domingo, novembro 20

Dia da Consciência Negra? E desde quando isso tem cor?

Será que as pessoas sabem que existiram vários Zumbis?
Pode até não parecer, mas tenho descendência negra, praticamente todos temos. Meus filhos tem uma mãe negra e do lado do avô os antecedentes são praticamente todos negros. Digo isso antes de começar o texto para que não reste dúvida sobre o que será dito a partir daqui, de que posso sim fazer isso e de que tenho conhecimento de causa. Adiante...

O dia 20 de Novembro foi instituído em 2003 como sendo o da "consciência negra". A ideia era ter uma outra data na qual os negros pudessem chamar de sua, uma vez que segundo o "movimento partidário negro" não pegava bem ter como heroína uma branca, rica, elitizada e ainda por cima carola. A data, é claro, não foi escolhida a esmo: é a que se acredita em que Zumbi dos Palmares tombou em batalha, no ano de 1695. Inicialmente a data apenas foi colocada no calendário escolar brasileiro, mas em 2011 virou Lei Federal e posteriormente feriado em mais de 1000 cidades e alguns estados. 

Os problemas começam pelo homenageado na data. Poucos sabem que não existiu apenas um Zumbi. Aliás, o nome do líder que morreu a mais de 300 anos nem esse, pois a denominação era dada ao líder do Quilombo. E continuam porque pouco, ou praticamente, nada sabe-se dele. Além disso teria matado envenenado Ganga Zumba - seu Tio e então líder - do Quilombo quando este quis selar uma paz com o Governador de Pernambuco ( à época a região da Serra da Barriga pertencia ao estado ). Não vou aqui contestar essa decisão - se de fato tiver ocorrido - mas matar o tio não me parece uma decisão nobre, certo?

Existem outras tantas questões acerca deste dia e sua comemoração ( o fato de ser feriado é uma delas ), mas quero ater-me a uma, que está dita no título deste post: desde quando consciência tem cor? Não, não tem e jamais terá. O negro comum nem liga para a data. E o que eu chamo de negro comum é o negro que não é militante de partido de esquerda, que não fica atacando os outros e que busca resolver, ele mesmo, seus problemas. Temos problemas no Brasil? Claro que sim, mas o temos para todos: negros, brancos, índios, mulatos, morenos... não apenas para negros. Por isso é que o militantes de esquerda dizem que o negro que não se integra ao movimento é um negro de alma branca, porque segundo estes se dobraria ao sistema. 

Podemos ir além e lembrar que segundo alguns escritores, Zumbi teria escravos!!! Ou que ao ter uma data criada para desconstruir o 13 de Maio não ensinamos a história como ela de fato aconteceu e sim como querer os "negros militantes". E posso falar isso tranquilamente, porque sou formado em História e sei bem do que falo. E o que dizer da questão das cotas? Ou ainda de que mesmo nos partidos de esquerda inexistem negros em cargos de comando? 

Para tentar ilustrar, e defender, meu ponto de vista, deixo esta soberba e espetacular resposta dada por Morgan Freeman - negro - ao jornalista Mike Wallace da CBS - branco e judeu - onde fica clara a inutilidade da data de deste domingo:


E é claro, que entre Freeman e o que pensam os esquerdistas brasileiros, eu nem preciso dizer de que lado eu fico, certo? Seria o ótimo Morgan Freeman também um negro de alma branca?

quarta-feira, maio 21

Cotas Raciais para Concurso: Quando o errado prevalece sobre o certo.

O caso mais emblemático sobre Cotas no Brasil
O Brasil é, todos sabemos, um país desigual. Do norte ao sul, de leste ao oeste reinam as desigualdades e elas persistem com o passar dos anos. É uma obrigação do Estado ( ente que vai além de partidos e governos ) tomar medidas eficazes para diminuí-las, haja vista, que elas nem deveria existir. Mas existem e... as medidas tomadas vão na contra-mão do que é certo. É o caso das cotas raciais.

Sempre que trato do assunto com alguém, eu normalmente cito três exemplos, a saber:
  • O Holocausto dos Judeus durante a II Guerra Mundial;
  • O Apartheid na África do Sul sobre a maioria negra;
  • O Vestibular da UNB que separou os gêmeos que aparecem na foto que ilustra este post.

O mais curioso é que os militantes das Cotas e da Igualdade Racial não citam o Holocausto como algo racial. Não o fazem porque, creio eu, não ajuda em nada na causa deles mostrar brancos morrendo em fornos ou câmaras de gás. Precisa ser NEGRO, para demonstrar que a humanidade é cruel e sanguinária com eles. Por isso o Apartheid é tão usado e citado. E merecidamente, convém dizer, pois foi um abuso cruel e sanguinário. Assim como o Holocausto. Mas uma coisa é certa: você jamais verá um Negro Militante citar o absurdo da UNB, que classificou Gêmeos Univitelinos ( idênticos ) de forma diferente: um branco e o outro negro.

Pois é, classificar alguém pela cor da pele é algo muito errado. Totalmente errado. E pouco me importa o que pensem outras pessoas, o certo é certo mesmo que ninguém esteja fazendo. E o errado permanece errado, mesmo que todos estejam fazendo. E se alguém pensar que eu sou racista ( pecha logo atribuída a quem é contra as Cotas ), saibam que minha esposa é mais negra do que os gêmeos da foto. Adiante...

O Senado aprovou a reserva de 20% das vagas em Concurso Público ( desde que tenham pelo menos 3 vagas para o cargo ) para negros e - atenção, "mestiços" ou "afrodescendentes". Agora caberá ao candidato decidir que quer optar disputar 80% das vagas ou apenas no "nicho" a ele garantido. Tudo muito bom Flávio, poderia aguir alguém. Não, não é. E eu provo:
  • A definição de "mestiço", deriva de quando uma pessoa nativa de uma terra, localidade ou região, é filha de um "estranho" com alguém da mesma condição. Por tabela, o descendente de um ex-escravo que tenha casado com um europeu é, por dedução óbvia, um mestiço. Mas este mestiço descendente de Europeu terá preferência sobre um mestiço de negro com índio?
  • Existem pessoas brancas na África, caso não saibam. E que de lá são natas. A porção ao norte, conhecida de Subsaariana, tem predominância de brancos. Aliás o nome da região faz clara referência a "raça" Ariana. Isso mesmo, a "raça" que Hitler defendia como superiora. Segundo a lei aprovada, todos os descendentes de Africanos terão direito aos 20%, pois são - que óbvio - afrodescendentes. Se algum brasileiro tiver ancestrais argelinos, por exemplo, poderá participar da disputa pelos 20%, mesmo que seja 100% BRANCO!!!;
  • Uma pessoa vai se declarar Negra ou Mestiça e vai participar do Concurso como tal. Beleza. É aprovada e ao ter seu cadastro examinado, a banca organizadora decide que ela não é Negra. E ai? Como é que o candidato vai provar que é Negro?
Questões pertinentes, eu garanto a vocês. E até aqui eu só falei da questão básica: a cor da pele. Contudo, existe outra mais grave: competência. Sim, em um concurso o Estado está procurando a melhor pessoa possível para ocupar uma determinada vaga, a que tenha a melhor aptidão para desempenhar uma função. Competência é, ou ao menos deveria ser, a alma do funcionário público. 

Se é possível aceitar a argumentação das Cotas nas Universidades ( eu discordo, mas vá lá que exista algum fundamento ), em Concursos não. Na Universidade a ideia baseia-se no fato de que as pessoas precisam de um artificio para corrigir a desigualdade vivenciada em nosso sistema educacional. Eu sou contra este pensamento, acredito que o correto - se muito - seria garantir espaço para as pessoas pobres ( brancas, negras, pardas, índias ), que por não terem recursos financeiros ficam de fora das Universidade Federais e Estaduais e acabam tendo que recorrer as particulares. Mas existe, alguma, lógica em instituir-se cotar para negros nas Universidades. Sou, reitero, contra mas aceito debater o assunto. Em Concursos não...

E não aceito porque a pessoa vai, passando no concurso, conseguir auferir renda para, em tese, a vida inteira. É algo que vai melhorar sua vida e de seus entes familiares. Vai permitir-lhe ter qualidade de vida melhor, que vai permitir-lhe estudar ainda mais ou apenas ter uma estabilidade financeira. Aqui, portanto, não deve-se ter classes tratadas de formas diferenciada. Não estamos, como no caso da Universidade, falando de garantir estudo, mas sim recursos. E estamos falando de pessoas que vão executar um determinado trabalho e que para isso precisamos selecionar os melhores. Não os mais negros ou os mais brancos.

É o oposto do que se deveria fazer. É o errado prevalecendo sobre o certo. E é triste para o futuro do Brasil.