Mostrando postagens com marcador Corridas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Corridas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, maio 1

Para mim o 1º de Maio perdeu a graça em 1994

Senna nos deixou há 23 anos atrás...
A geração atual talvez não entenda, mas os domingos para a minha geração ( e para duas anteriores a minha ) era sagrada: assistir a Fórmula 1 e torcer pelos brasileiros. Muito criança ainda eu já sabia quem era Emerson Fittipaldi, na época correndo pela própria equipe, a Copersucar. Lembro de meus pais criticando-o porque o carro era ruim e como ele não conseguia mais vencer. Acompanhei o surgimento de Nelson Piquet Souto Maior, um fenômeno que assombraria o mundo com 3 campeonatos mundiais e vitórias na pura "malandragem" com sua Brabham branca e azul ( e mais um pela Williams amarela e azul ). Mas eu era criança ainda, com menos de 10 anos de idade... mas o ritual era certo em 16 domingos por ano.

Em 1984 eu completei 10 anos e fiquei sabendo que um novato iria entrar na F1. Seu nome? Ayrton Senna da Silva. Hoje em dia todos sabem com antecedência quem são os pilotos e quais suas credenciais via Youtube, Facebook e programas esportivos. Naquela época, Senna era exatamente um total desconhecido, pois a TV Fechada só chegaria aqui 10 anos depois. Ele correria pela modestíssima Toleman, depois de ter as portas fechadas na Brabham e na Williams. Em sua quarta corrida ele assombraria o mundo debaixo de chuva nas apertadas ruas de Mônaco. Abaixo um resumo do que aconteceu naquele mítico dia:


Nos 3 anos seguintes ele correu de Lotus, sendo duas vezes 4º colocado no campeonato e 3º em 1987, com a Lotus Amarela. Até ir para a McLaren e virar mito. Foram 3 campeonatos em 4 anos, além de 2 vices. Ganhou a imensa maioria de suas 41 vitórias e 63 poles. Em 1994 foi finalmente correr na Williams, equipe pela qual andou pela primeira vez em um F1, num teste na pista de Donnington Park.

O resto da história a partir daqui, todos sabem. Em um final de semana trágico ( com o acidente de Barrichello na sexta e a morte de Roland Ratzenberger no sábado ), ele passou reto na Tamburello e morreu. E os domingos de manhã perderam a graça, porque ele não mais estaria lá. E os outros brasileiros que vieram no máximo conseguiram vice campeonatos ou algum brilhareco momentâneo. Nada que chegasse ao que o trio Fittipaldi/Pique/Senna conseguira em menos de 20 anos. Passados 23 de sua morte, a F1 hoje em dia padece de grandes nomes, tendo apenas pilotos "padrão", nada de anormal. 

Desde aquele 1º de Maio tudo ficou triste, sem graça, perdido no tempo. Ainda espero que ele contorne aquela curva ou se levante do carro após o acidente. E seguirei esperando enquanto eu viver...

segunda-feira, janeiro 12

40 anos atrás o Brasil ganhava sua primeira, e única, Equipe na Fórmula 1

Wilson Fittipaldi ao volante do FD 01, na Argentina
A Família Fittipaldi sempre foi dada ineditismos: o patriarca foi o primeiro narrador de corridas do Brasil a realizar transmissões internacionais, a matriarca Juze ( russa de nascimento ) foi a primeira mulher a pilotar no Brasil. Os filhos foram os primeiros brasileiros em mais de uma década a pilotar na Fórmula 1, mas o mais novo iria um pouco além disso: seria o primeiro brasileiro a vencer o Campeonato Mundial, em 1972 e até hoje é um dos seis pilotos a terem vencido uma corrida no ano de estreia ( no GP dos Estados Unidos em 1970 ). Foi durante mais de 30 anos o mais o jovem campeão da história ( superado por Alonso em 2005, que depois foi substituído por Hamilton em 2008 e este ser superado por Vettell em 2010 ).

Emerson Fittipaldi foi campeão em 72 e em 74 ( além de vice-campeão em 73 e 75 ). Só que em meados de 74, ele e o irmão mais velho ( Wilson Fittipaldi ) resolveram fazer uma outra loucura e inovarem mais uma vez: montar uma equipe de Fórmula 1, que seria 100% brasileira. Fabricando, nos primeiros anos, os carros no Brasil. Pelo acerto entre os irmãos, Wilson ( conhecido como Tigrão ) pilotaria o carro, além de ser o responsável por tocar a equipe. Ao que consta, no começo, não passava pela cabeça deles que Emerson pilotasse para o time. E existiam motivos para isso: o Rato ( apelido de Emerson ) era um dos melhores pilotos de sua época, além de ter números que poucos pilotos tiveram antes ou depois. Não fazia o menos sentido... Mas ele pilotaria para a equipe 5 temporadas ( de 1976 até 1980 ), mas isso fica para depois, pois é uma outra história...

O feito histórico de hoje é que 40 anos atrás, a equipe disputou sua primeira corrida, em Buenos Aires. Andou poucas voltas, o carro teve superaquecimento e teve que parar. Mas foi um feito e tanto. Que prosseguiria até o fim de 1982. Mas isto também é outra história...

domingo, novembro 23

Lewis Hamilton vence e é novamente campeão. Massa conquista melhor resultado em 6 anos

Hamilton comemora. Foi, de fato, o melhor piloto da temporada.
A Fórmula 1 vem sofrendo com falta de competitividade nos últimos anos. A última temporada em que tivemos ao menos duas equipes em pé de igualdade foi em 2008, quando a McLaren venceu disputa ponto a ponto contra a Ferrari. Curiosidade ou não, hoje os protagonistas daquela disputa de 6 anos atrás duelaram pela vitória em Abu Dhabi: Lewis Hamilton e Felipe Massa. E assim no final daquele GP Brasil quem levou a melhor foi o inglês, que venceu a corrida e conquistou, com sobras, o campeonato.

Hamilton, agora de Mercedez, terminou por ficar tranquilo ao fim da corrida pois seu companheiro - e rival pelo título - Nico Rosberg passou a ter grandes problemas com o sistema de recuperação de energia ( ERS ) e o mesmo despencou na classificação. Hamilton consegue assim, um feito: é o primeiro inglês bi-campeão desde que Graham Hill ( pai do também Campeão Damon Hill ) conseguiu o feito em 1968. Ele não é o britânico com mais títulos, porque o escocês Jackie Stewart tem 3. E outro escocês, Jim Clark, também tem 2 conquistas.

Para o Brasil a corrida também trouxe um alento: Felipe Massa conseguiu o melhor resultado para o país desde a vitória de Rubens Barricelho em Valência, no Grande Prêmio da Europa pela temporada de 2009. Massa não chegava tão perto de uma vitória desde o trágico Grande Prêmio da Alemanha em 2010, quando teve que ceder a vitória para o companheiro Fernando Alonso. Massa voltou ao segundo posto, mas ainda falta voltar a vencer.

É daí que vem o alento: a sua equipe, a Williams, teve uma temporada mágica, de renascimento. Com o resultado de hoje ( seu companheiro Valteri Bottas terminou em terceiro ), a equipe já ouve o tilintar da grana para 2015. E grana resulta em melhores técnicos, melhorias no carro e mais desempenho. E a equipe terminou o ano sobrando diante das outras equipes, a frente da Red Bull, Ferrari e McLaren. Com mais recursos, tende a ficar na frente. Além disso, as outras 3 equipes não terão o vital motor Mercedez, que equipam a Williams.

A Fórmula 1 tem tudo para andar melhor ainda em 2015. E isso para o Brasil é excelente. Já que ele terminou numa crescente.