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quarta-feira, junho 7

Bola do fora do Sport ao buscar tirar Tarcízio da Buzina da Final

Segundo o Sport, Zé do Rádio na Ilha pode...

mas Tarcísio da Buzina no Salgueirão, não.
Sou, jamais neguei isso, torcedor do Sport. Quem me conhece sabe bem que concilio numa boa os três times de S na minha vida: Santos, Sport e Salgueiro. Paulista de nascimento que sou herdei de meu velho o DNA santista. Tendo vindo morar em Salgueiro no ano de 1982 virei rubronegro a partir de 1987... e desde que o Carcará foi criado - com algumas restrições no começo - vesti a camisa do time. Mas tenho ordem de preferência: Santos, Sport e Salgueiro. 

Mas nesta decisão, farei uma rara inversão nesta ordem: sou 100% Salgueiro. E por isso lamento, profundamente, a atitude desprezível do Leão da Praça da Bandeira. Absurdamente o time recorreu a um Juiz torcedor do Clube para proibir a presença do torcedor símbolo do Salgueiro: Tarcísio da Buzina. 

É chato? Claro que é... eu considero-me próximo dele e gosto dele como pessoa. Seu modo de torcer atrapalha na partida, mas é um DIREITO dele. Ele paga ingresso e assim pode torcer como bem entender, desde que não viole nenhuma lei. E não é o caso aqui, com 100% de certeza. Então, porque o Sport fez isso?

O time do Sport contratou Vanderlei Luxemburgo e... ele fez sérias críticas a Tarcísio, mas TODOS os técnicos assim o fizeram, de Vadão até Paulo Roberto Falcão. Mas pode um time proibir que um torcedor do rival torça da maneira que deseje? Para mim, não. Mas para o Juiz, torcedor declarado do Sport, sim. 

E fica a pergunta: porque o Sport fez defesas públicas de Zé do Rádio, quando Telê Santana o criticou nos anos 90? Quer dizer que o chato for do Sport pode, mas se for de outro time não? Aqui esta a maior incoerência do estapafúrdio pedido do Sport. E que se note que a inútil Federação Pernambucana de Futebol não fala nada e nem rebate o pedido sem sentido. 

Futebol decide-se no campo. Ao tentar tirar Tarcísio de campo ( ou a sua buzina ) o Sport consegue o oposto, com campanhas de torcedores tomando conta das redes sociais. Pelo alarido que estão nelas, creio que a saída de Tarcísio nem será sentida. Pelo lado do Salgueiro, já para Luxemburgo...

domingo, março 26

Salgueiro bate o Central e garante o primeiro lugar no Hexagonal

Classificação do Hexagonal: Salgueiro é o primeiro faltando duas rodadas

Ano após ano o Salgueiro Atlético Clube está surpreendendo a todos. Hoje ao vencer o Central em Caruaru garantiu o primeiro lugar geral do Hexagonal ( que eu me recuso a chamar de "do título" ). Mesmo que Santa Cruz e Sport, que demitiu Daniel Paulista após o empate cotra o tricolor, ainda possam chegar aos mesmos 19 pontos do nosso Carcará, ele somente somariam 5 vitórias enquanto que nosso time tem 6.

Um feito e tanto, merecedor de louros. Diversos times fora do trio de ferro tentaram e jamais conseguiram isso. Nada está ganho, é claro, mas o time tem chances reais de voltar a final do campeonato uma vez que decidirá em casa contra qualquer time. Até mesmo numa eventual final.

Nada está ganho, é preciso pontuar. Mas também podemos curtir o momento. O que resta agora é seguir mantendo o ritmo e buscar superar mais e mais os objetivos. Sinto que bons ventos seguirão soprando em favor do Carcará. E a propósito: está mais do que na hora da torcida comparecer ao Salgueirão. O time tem feito, e muito, por merecer.S

quinta-feira, outubro 29

Onze camisas brancas e um destino


Este texto é do Blogueiro Menon. É mágico e perfeito. E por isso mesmo, reproduzo-o aqui para os amigos, Santistas ou não.

As onze camisas brancas são uma dádiva para o futebol mundial. Deveriam ser tombadas como uma das maravilhas do mundo. Quer saber? Melhor, não. Tombamento seria algo muito estático, muito acadêmico. E as onze camisas brancas não nasceram para ser domadas, não nasceram para serem domesticadas. Não nasceram para a admiração e sim para o temor.

Imagino, como na franquia Uma Noite no Museu, as portas do museu mundial do futebol se fechando, os visitantes voltando para casa e as camisas brancas se rebelando, deixando as paredes e começarem a brincar.

Sim, porque brincar é o que elas fazem de melhor. Alegria, dribles, passes, velocidade… O DNA do mais belo futebol está ali, presente nas camisas brancas. Sempre foi assim, sempre será assim e é impossível que seja de outra maneira.

Olavo, Zito, Dalmo, Calvet, Gilmar e Mauro; Doval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.
As camisas brancas são o contrário das camisas negras do fascismo. Elas são a senha de que tudo é permitido, nada – a não ser a caretice – é proibido. E nem me fale em comparação com outras camisas brancas. Aquelas também escreveram uma história maravilhosa, mas à custa de muito, muito dinheiro. Assim, é mais fácil.

No Santos, não. Meninos da Vila é o sobrenome da equipe que constrói sonhos a partir de garotos revelados desde a base. Todos aprendendo a jogar futebol. Ou melhor, todos aprendendo a brincar futebol.

Todos mesmo, mesmo os que vem de longe…

Por que, se é fácil colocar um sorriso na cara de quem gosta de futebol com

Pelé, Coutinho e Edu

Nilton Batata, Juari e João Paulo

Diego, Léo e Robinho

Neymar e Ganso

Lucas Lima e Gabigol

Por que, se é fácil humilhar os amigos na brincadeira de qual a melhor escalação histórica, jogando na mesa um royal straight flush, com Robinho, Neymar, Coutinho, Pelé e Edu…

Eu juro, dou meu testemunho de sexagenário, que o Santos jogava bonito também com

Tato, Guga e Cilinho.

Tá bom para vocês?

sábado, novembro 22

Macaé consegue empate heroico e conquista Série C

Diego Correa, o herói do time carioca...

O Papão foi papado no Mangueirão. Assim podemos dizer sobre o fato do Paysandu ter perdido o título da Série C dentro de casa, no estádio do Mangueirão em Belém. O time da Curuzu é dado a derrotas ( no caso empate ) doloridos dentro do seu próprio Estádio. Como não lembrarmos de 2011 quando o nosso Carcará calou a Curuzu?

Pois bem, hoje o time esteve na frente do placar 3 vezes. E acabou por ceder o empate em todas elas. Se pode reclamar de alguém, é de si mesmo, pois a torcida fez tudo o que podia: abarrotou o estádio, gritou, fez festa e apoiou até onde era possível... mas os erros defensivos custaram uma conquista inédita no ano do Centenário.

Do outro lado temos a festa de um time que se classificara apenas nas última rodada e por conta do saldo de gols. Encarou o melhor time da Série C, o Fortaleza. E calou o Castelão. Parabéns pro Campeão, um raro time de destaque no Rio de Janeiro fora das 4 grandes. Que sirva para melhorar o futebol do estado, que pena muito recentemente.

Leia aqui um relato da partida, do Site Futebol Interior.