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sexta-feira, agosto 11

2017: Cem anos da Revolução Russa que semeou quase duzentos milhões de mortos no Século XX

Veja como é lindo o socialismo...
Neste ano completam-se 100 anos da Revolução Russa. 100 anos atrás, neste período, um país atrasado economicamente, devastados pela Guerra e a fome estava em ebulição. Um Czar desgastado pela I Guerra Mundial, com quase 17 milhões de mortos, via-se diante de um inimigo muito poderoso: o Marxismo. Ele não sabia o que fazer - ninguém no mundo sabia - e inicialmente perdeu o poder absolutista dado por Deus e depois, ao lado de toda a sua família - perderia a vida, numa execução cruel e sem explicação.

Assim nascia o que conhecemos como Socialismo real, deixando o campo teórico e desde então muitos deixaram seduzir pelas ideias totalitárias e desumanas emanadas dos textos de Karl Marx. Era assim Lênin e sua trupe, que tomaram a força ( e muito, mas muito sangue ) o poder na mãe Rússia. Irei produzir texto a respeito, mas por hora ( e falta de tempo ), trago para os amigos um texto do Site Aventuras na História, que retrata o que aconteceu 4 anos depois, em 1921, quando os bolcheviques já estavam consolidados no poder, mas tinham medo do maior inimigo de um ditador: ideias!!! A solução?? Matar e ou extraditar. Parece com algum país sulamericano atualmente?? Pois é...

A faxina de Lênin
A grande perseguição aos intelectuais opositores

Um espião conseguiu se infiltrar no encontro habitual que mantinham os seguidores de Liev Tolstoi. Depois da reunião, o informante foi até a Checa, a polícia secreta soviética, para denunciar que no grupo existia um membro sem dúvida subversivo, que os participantes chamavam de Sócrates. A partir daquele dia, o filósofo grego Sócrates (cerca de 470-399 a.C.) ganhou um dossiê da polícia política. 

Entre os muitos dados e informações que contêm os arquivos da antiga União Soviética e que, graças à Perestroika, começaram a vir à luz a partir de 1990, existem histórias como esta, que parecem saídas de um conto de Nicolai Gógol, precursor do surrealismo, que indicam o clima de paranoia que se começava a respirar na década de 1920, dentro da máquina de repressão organizada pelo governo bolchevique. 

Em 1921, a Nova Política Econômica (NEP, na sigla em russo), que sugeria uma certa abertura à economia de mercado e à propriedade privada para amainar a fome e a insurgência pelo país, veio acompanhada de uma maior pressão ideológica contra qualquer forma de dissidência. 

O artigo de Lenin Sobre o Significado do Materialismo Militante, publicado em 1922, foi sua declaração de guerra à dita intelligentsia reacionária: “A classe operária da Rússia foi capaz de conquistar o poder, mas ainda não aprendeu a utilizá-lo. Se houvesse, há muito tempo já teria enviado, da forma mais cortês possível, semelhantes pedagogos e membros de sociedades científicas aos países da ‘democracia’ burguesa. Esse é o lugar apropriado para criaturas feudais assim”. 

A partir daí, o líder bolchevique colocaria em marcha um meticuloso plano para levar a cabo as primeiras deportações coletivas. Começa por elaborar uma lista pessoal com nomes de filósofos, professores universitários, escritores, jornalistas, advogados, sociólogos, economistas, engenheiros, cientistas e outros profissionais que não apenas não haviam aderido à “revolução cultural” mas que, a partir de diversas tribunas, em Moscou e São Petersburgo, exigiam democracia, o fim da violência, a defesa do pensamento individual e a liberdade de expressão. 

“Estamos sozinhos”

Entre os escritores, alguns se exilaram voluntariamente e muitos foram “convidados” a viajar por “prescrição médica”. Os que permaneceram na União Soviética e não se juntaram à “revolução cultural” foram relegados ao silêncio ou se tornaram vítimas dos primeiros complôs orquestrados pelo governo comunista. Foi o caso do poeta Nicolai Gumiliov, fuzilado com outros 59 acadêmicos, artistas e intelectuais na periferia de São Petersburgo em 7 de agosto de 1922, acusado de pertencer a um grupo de contrarrevolucionários. No mesmo dia, morreu Alexander Blok, outro poeta, a quem se negou a saída do país para tratamento médico na Suíça. As duas tragédias causaram comoção na comunidade literária. “Estamos sozinhos”, escreveu Nina Berberova em suas memórias. 

Nem mesmo as contínuas mediações dos artistas simpatizantes do regime, como Maxim Gorki e Anatoli Lunacharski – este último, comissário de Educação, Arte e Cultura –, tinham efeito sobre Lenin. Os escritores estavam órfãos. Gorki, o escritor mais consagrado a permanecer na União Soviética, seguiu o conselho de Lenin e deixou o país naquele mês de outubro (voltaria em 1928). Outros se seguiriam.

Em Moscou e São Petersburgo revistas e editoras foram fechadas. As instituições de escritores e artistas, promovidas por Gorki, que até então eram paliativos para a falta de trabalho e de comida dos escritores, também desapareceram. A única instituição do período foi a temida Glavit (Direção-Geral de Assuntos Literários e Editoriais), o órgão de censura da União Soviética que manteve a sociedade isolada das ideias antagônicas ao bolchevismo. 

No primeiro expurgo coletivo, urdido por Lenin, os comunistas tiveram a colaboração da Alemanha, que facilitaria a emissão de vistos e ofereceria os barcos de transporte. Nesse meio-tempo, a lista continuou crescendo, com alguns professores e alunos universitários em greve pela defesa da liberdade curricular e exigência de mudanças nas condições de trabalho. Também alguns médicos, que haviam denunciado deficiências no sistema de saúde durante um congresso profissional, passaram a engrossar a relação – poucos, pois eram úteis ao regime. 

O último problema a ser resolvido era o aspecto legal. Não existia uma norma que permitisse a expulsão do país sem condenação prévia. Uma nova cláusula no código penal salvou a situação. Dizia que a deportação era um gesto de clemência para aqueles cujos crimes previam a pena de morte. Definiu-se, além disso, que o exílio poderia ser por tempo indefinido ou determinado, mas o regresso sem a permissão explícita das autoridades significava morte certa. 

A saída é pelo porto

A partir desse momento, tudo estava decidido. Em uma das cartas que Lenin enviou a Stalin, recém-nomeado secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista, dizia: “Vamos limpar a Rússia de uma vez por todas”. 

As prisões e interrogatórios dos suspeitos aconteceram na noite de 16 e na madrugada de 17 de agosto de 1922, em Moscou e São Petersburgo. No dia seguinte, em cidades da Ucrânia. Mais de 100 intelectuais foram presos, mas as detenções continuaram até setembro. Não é mistério por que, todos foram considerados culpados. 

Em 30 de agosto, o comissário de Assuntos Exteriores, Leon Trotsky, enviou uma mensagem ao Ocidente em entrevista a um jornalista estrangeiro publicada no Pravda, o diário oficial, na qual toca de leve no assunto com um comentário sobre a saída forçada: “Esses elementos que serão enviados ao estrangeiro são, do ponto de vista político, intranscedentes em si mesmos... Espero que não se neguem a reconhecer nossa prudente humanidade”. O jornal ampliou a notícia no dia seguinte. Sem explicitar os nomes dos afetados, explicava à opinião pública que a expulsão era o “primeiro aviso” à intelligentsia contrarrevolucionária. Os vapores da clemência de Lenin levariam a maioria de seus adversários de uma vez.

Em 29 de setembro de 1922, o barco alemão Oberbürermestier Hacken deixou o porto de Kronstadt com destino à cidade alemã de Stettin. Outro vapor, o Preussen, faria o mesmo no dia 16 de novembro, levando mais de meia centena de intelectuais. A maioria jamais voltou. Durante o embarque, a polícia proibiu que os passageiros levassem consigo joias, ouro e ícones religiosos. Em alguns casos, livros e dicionários foram requisitados – foram considerados patrimônios do país. Em suas memórias, o escritor Mikhail Osorgin conta que aos passageiros era permitido levar apenas um casaco, uma jaqueta de verão, duas camisas, duas calças, duas cuecas e cerca de 20 dólares. Ainda não se sabe o número total de deportados. A cifra mais realista conta entre 160 e 300 pessoas.

quarta-feira, fevereiro 12

Cadê a coragem Black Bloc?

Pois não é que sem a máscara eles são covardes até a alma?
O Brasil irá completar no ano que vem apenas 30 anos de Regime Democrático. Agora em 2014 é iremos votar pela sétima vez para Presidente. Nossa Constituição vai completar míseros 26 anos.

Porque citar todos estes fatos acima, Flávio? Porque é preciso pontuar que nossa Democracia ainda é, infelizmente e em muitos sentidos, incipiente. A geração atual ( quem tem de idade entre 15 e 20 ) é a primeira formada totalmente nascida e educada no regime democrático. Eu que faço 40 no mês que vem, nasci no fim dos anos de humbo do Médici. Portanto esta geração de jovens ( e pra mim jovem vai até, no máximo os 20 ) é a verdadeira geração democrática. E cá pra nós, com poucas exceções, eles não entenderam direito o que isso representa.

Vá lá que os ditos representantes(??) sociais sejam, na prática, militantes políticos de partidos de esquerda ( que não pensam, não trabalham e - pior de tudo - não estudam ). A Presidente da UNE, pernambucana, tem 28 anos!!! Além de filiada ao PC do B ( partido que infelizmente manda e desmanda na UNE ) ela está fazendo sua terceira faculdade. Seu antecessor estava a 8 anos no mesmo curso. Mas voltemos aos Black Blocs, deixando este assunto para um outro post...

Os manifestantes dos Black Blocs são, em sua maioria, pessoas acima de 20 e menores de 30 anos, portanto fora do que chamei acima de "geração democrática". Pior do que isso foram doutrinados no que de pior existe em termos de pensamento no mundo: as teses socialistas, ancoradas no Marxismo. Não vou cansar os leitores comuns dos que possuem conhecimento técnicos, mas de uma maneira simples podemos dizer que pessoas com este pensamento acreditam que a Democracia seria apenas um empecilho na busca pelo bem maior, que seria o Socialismo, onde tudo seria comandado pelo Estado, mas um estado sob o comando do povo. Bom isso foi tentando na URSS, China, Coreia do Norte, Cuba... e os resultados estão ai para provar que não deu certo e quantas vidas foram perdidas pelo caminho. Em alguns casos, ainda estão sendo perdidas...

Estes jovens não respeitam a governo, polícia, a imprensa, a justiça... enfim nenhum dos mecanismos democráticos. Para eles é preciso sempre mais e mais avanços dos "direitos sociais". Aqui é prudente dizer que é, sim, democrático protestar. Aliás quando um povo, em uma Democracia não reclamar é um péssimo sinal. O problema é o modo como se faz isso. E com certeza sair de casa com uma bomba caseira não é uma delas.

Isso posto acima vale para os Black Blocs ou para o MST, que vive fazendo arruaças Brasil a fora, com o incrível apoio do Governo Federal. O MST nunca invade uma Fazenda improdutiva, sempre faz o seu circo nos mais valorizados hectares do Brasil. Mas isso também vai render um outro posto mais a frente. Voltemos a foto que ilustra este post. O valente se chama Caio da Silva de Souza e foi preso numa pousada em Feira de Santana na Bahia. Porque é que ele, tão valente com uma máscara, fugiu? 

Se ele sabe que em uma Democracia somos responsáveis pelos nossos atos, porque fugir? Curioso é que o rapaz da foto divulgada como suspeito não bate com esta no post. Duvidam?


Mesmo que ele tenha cortado o cabelo para ficar diferente, duvido que ele deixaria de ser lizo como na foto. Além disso o retrato falado é completamente incompatível com a foto. Das duas uma: ou estão tentando proteger alguém, digamos assim, mais graúdo ou quem deu a descrição fumara uma "boa" maconha. Não por acaso defendida por quase todos os esquerdistas.Mas isso também fica para outra hora.

Cadê a coragem Black Blocs? Porque fugir? Quer dizer que vocês são os maiorais para matar um inocente, mas para responderem por seus atos correm feito covardes? Aliás está a palavra que melhor existe para defini-los: COVARDES. E quem os apoio é igualmente covarde. Por isso amigo leitor, procure ler sobre o assunto e ver quem está dando cobertura a eles ou se ausentando de tomar medidas, duras, contra este tipo de pessoa. Porque a próxima vítima pode ser você ou alguém que você ame.