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segunda-feira, julho 12

Cuba vive revolta popular contra o Socialismo e sua Ditadura




A minha geração ( a dos anos 70 ) foi a primeira com mais de 10 anos da Revolução Socialista em Cuba, ou seja, consolidada. Ao longo dos anos 60 a percepção era de que em algum momento o sistema cederia ao embargo econômico imposto pelos EUA. Acontece que a União Soviética bancou a manutenção do Regime Castritsta. Bem, quando eu fiz 15 anos o Muro de Berlim caiu e em 2 anos a própria União Soviética ruiu. Logicamente, quando cheguei aos 18 anos parecia natural que a Democracia enfim chegaria em solo Cubano. Ledo engano...

Eu fiz 47 anos em Março e o Socialismo segue em vigor, produzindo os mesmos resultados de sempre: pobreza e fome. Mas porque um regime que não consegue manter-se de pé ainda está no poder? Porque até o fim dos anos 90 a quantidade de Cubanos que moravam nos EUA criou uma remessa massiva de dólares para a Ilha. E a partir de 2000 recebeu farta ajuda de Venezuela por meio de Governo de Hugo Chavez e da Rússia por meio de Vladimir Putin. E assim, as coisas ficaram um pouco equilibradas. 

O fato é que Cuba não tem como sobreviver com os próprios pés. E com a queda da Venezuela e que a Rússia não ajude tanto quanto antes, um dia a casa iria cair. E está caindo desde ontem, quando as pessoas foram as ruas cobrar por Democracia. E como em toda Ditadura - coisa que os partidos de esquerda sempre questionaram - a repressão está rolando. Com direito ao Governo clamando para que os defensores saiam às ruas para combater os "inimigos da revolução". Nada mais Ditatorial.

Além disso correm boatos de que a Venezuela estaria enviando Militares em aviões. Não temos como saber se é verdade, porque na Ditadura Venezuelana também não existe imprensa livre. Aliás, o Governo Cubano cortou o acesso à internet visando que as imagens não vazassem. obviamente não deu certo, porque os celulares via satélite burlam esta proibição e inexiste tecnologia em Cuba para bloqueá-los. Tudo feito do Socialismo.

Se o Regime Socialista cairá, não temos como saber. Mas resta claro que os ventos de liberdade chegaram na Ilha de onde pessoas preferem arriscar-se com os tubarões no Golfo do México a morarem num "paraíso". Paraíso este que eu sempre soube que jamais existiu.

sexta-feira, agosto 11

2017: Cem anos da Revolução Russa que semeou quase duzentos milhões de mortos no Século XX

Veja como é lindo o socialismo...
Neste ano completam-se 100 anos da Revolução Russa. 100 anos atrás, neste período, um país atrasado economicamente, devastados pela Guerra e a fome estava em ebulição. Um Czar desgastado pela I Guerra Mundial, com quase 17 milhões de mortos, via-se diante de um inimigo muito poderoso: o Marxismo. Ele não sabia o que fazer - ninguém no mundo sabia - e inicialmente perdeu o poder absolutista dado por Deus e depois, ao lado de toda a sua família - perderia a vida, numa execução cruel e sem explicação.

Assim nascia o que conhecemos como Socialismo real, deixando o campo teórico e desde então muitos deixaram seduzir pelas ideias totalitárias e desumanas emanadas dos textos de Karl Marx. Era assim Lênin e sua trupe, que tomaram a força ( e muito, mas muito sangue ) o poder na mãe Rússia. Irei produzir texto a respeito, mas por hora ( e falta de tempo ), trago para os amigos um texto do Site Aventuras na História, que retrata o que aconteceu 4 anos depois, em 1921, quando os bolcheviques já estavam consolidados no poder, mas tinham medo do maior inimigo de um ditador: ideias!!! A solução?? Matar e ou extraditar. Parece com algum país sulamericano atualmente?? Pois é...

A faxina de Lênin
A grande perseguição aos intelectuais opositores

Um espião conseguiu se infiltrar no encontro habitual que mantinham os seguidores de Liev Tolstoi. Depois da reunião, o informante foi até a Checa, a polícia secreta soviética, para denunciar que no grupo existia um membro sem dúvida subversivo, que os participantes chamavam de Sócrates. A partir daquele dia, o filósofo grego Sócrates (cerca de 470-399 a.C.) ganhou um dossiê da polícia política. 

Entre os muitos dados e informações que contêm os arquivos da antiga União Soviética e que, graças à Perestroika, começaram a vir à luz a partir de 1990, existem histórias como esta, que parecem saídas de um conto de Nicolai Gógol, precursor do surrealismo, que indicam o clima de paranoia que se começava a respirar na década de 1920, dentro da máquina de repressão organizada pelo governo bolchevique. 

Em 1921, a Nova Política Econômica (NEP, na sigla em russo), que sugeria uma certa abertura à economia de mercado e à propriedade privada para amainar a fome e a insurgência pelo país, veio acompanhada de uma maior pressão ideológica contra qualquer forma de dissidência. 

O artigo de Lenin Sobre o Significado do Materialismo Militante, publicado em 1922, foi sua declaração de guerra à dita intelligentsia reacionária: “A classe operária da Rússia foi capaz de conquistar o poder, mas ainda não aprendeu a utilizá-lo. Se houvesse, há muito tempo já teria enviado, da forma mais cortês possível, semelhantes pedagogos e membros de sociedades científicas aos países da ‘democracia’ burguesa. Esse é o lugar apropriado para criaturas feudais assim”. 

A partir daí, o líder bolchevique colocaria em marcha um meticuloso plano para levar a cabo as primeiras deportações coletivas. Começa por elaborar uma lista pessoal com nomes de filósofos, professores universitários, escritores, jornalistas, advogados, sociólogos, economistas, engenheiros, cientistas e outros profissionais que não apenas não haviam aderido à “revolução cultural” mas que, a partir de diversas tribunas, em Moscou e São Petersburgo, exigiam democracia, o fim da violência, a defesa do pensamento individual e a liberdade de expressão. 

“Estamos sozinhos”

Entre os escritores, alguns se exilaram voluntariamente e muitos foram “convidados” a viajar por “prescrição médica”. Os que permaneceram na União Soviética e não se juntaram à “revolução cultural” foram relegados ao silêncio ou se tornaram vítimas dos primeiros complôs orquestrados pelo governo comunista. Foi o caso do poeta Nicolai Gumiliov, fuzilado com outros 59 acadêmicos, artistas e intelectuais na periferia de São Petersburgo em 7 de agosto de 1922, acusado de pertencer a um grupo de contrarrevolucionários. No mesmo dia, morreu Alexander Blok, outro poeta, a quem se negou a saída do país para tratamento médico na Suíça. As duas tragédias causaram comoção na comunidade literária. “Estamos sozinhos”, escreveu Nina Berberova em suas memórias. 

Nem mesmo as contínuas mediações dos artistas simpatizantes do regime, como Maxim Gorki e Anatoli Lunacharski – este último, comissário de Educação, Arte e Cultura –, tinham efeito sobre Lenin. Os escritores estavam órfãos. Gorki, o escritor mais consagrado a permanecer na União Soviética, seguiu o conselho de Lenin e deixou o país naquele mês de outubro (voltaria em 1928). Outros se seguiriam.

Em Moscou e São Petersburgo revistas e editoras foram fechadas. As instituições de escritores e artistas, promovidas por Gorki, que até então eram paliativos para a falta de trabalho e de comida dos escritores, também desapareceram. A única instituição do período foi a temida Glavit (Direção-Geral de Assuntos Literários e Editoriais), o órgão de censura da União Soviética que manteve a sociedade isolada das ideias antagônicas ao bolchevismo. 

No primeiro expurgo coletivo, urdido por Lenin, os comunistas tiveram a colaboração da Alemanha, que facilitaria a emissão de vistos e ofereceria os barcos de transporte. Nesse meio-tempo, a lista continuou crescendo, com alguns professores e alunos universitários em greve pela defesa da liberdade curricular e exigência de mudanças nas condições de trabalho. Também alguns médicos, que haviam denunciado deficiências no sistema de saúde durante um congresso profissional, passaram a engrossar a relação – poucos, pois eram úteis ao regime. 

O último problema a ser resolvido era o aspecto legal. Não existia uma norma que permitisse a expulsão do país sem condenação prévia. Uma nova cláusula no código penal salvou a situação. Dizia que a deportação era um gesto de clemência para aqueles cujos crimes previam a pena de morte. Definiu-se, além disso, que o exílio poderia ser por tempo indefinido ou determinado, mas o regresso sem a permissão explícita das autoridades significava morte certa. 

A saída é pelo porto

A partir desse momento, tudo estava decidido. Em uma das cartas que Lenin enviou a Stalin, recém-nomeado secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista, dizia: “Vamos limpar a Rússia de uma vez por todas”. 

As prisões e interrogatórios dos suspeitos aconteceram na noite de 16 e na madrugada de 17 de agosto de 1922, em Moscou e São Petersburgo. No dia seguinte, em cidades da Ucrânia. Mais de 100 intelectuais foram presos, mas as detenções continuaram até setembro. Não é mistério por que, todos foram considerados culpados. 

Em 30 de agosto, o comissário de Assuntos Exteriores, Leon Trotsky, enviou uma mensagem ao Ocidente em entrevista a um jornalista estrangeiro publicada no Pravda, o diário oficial, na qual toca de leve no assunto com um comentário sobre a saída forçada: “Esses elementos que serão enviados ao estrangeiro são, do ponto de vista político, intranscedentes em si mesmos... Espero que não se neguem a reconhecer nossa prudente humanidade”. O jornal ampliou a notícia no dia seguinte. Sem explicitar os nomes dos afetados, explicava à opinião pública que a expulsão era o “primeiro aviso” à intelligentsia contrarrevolucionária. Os vapores da clemência de Lenin levariam a maioria de seus adversários de uma vez.

Em 29 de setembro de 1922, o barco alemão Oberbürermestier Hacken deixou o porto de Kronstadt com destino à cidade alemã de Stettin. Outro vapor, o Preussen, faria o mesmo no dia 16 de novembro, levando mais de meia centena de intelectuais. A maioria jamais voltou. Durante o embarque, a polícia proibiu que os passageiros levassem consigo joias, ouro e ícones religiosos. Em alguns casos, livros e dicionários foram requisitados – foram considerados patrimônios do país. Em suas memórias, o escritor Mikhail Osorgin conta que aos passageiros era permitido levar apenas um casaco, uma jaqueta de verão, duas camisas, duas calças, duas cuecas e cerca de 20 dólares. Ainda não se sabe o número total de deportados. A cifra mais realista conta entre 160 e 300 pessoas.

sábado, abril 8

Situação na Venezuela é de quase Guerra Civil





Essas imagens acima são de Caracas e foram tiradas desde quinta-feira. A capital da Venezuela está em ebulição contra o (des)Governo de Nicolás Maduro, o Ditador Bolivariano. Sempre apontei aqui no Blog que esse dia chegaria, no qual a sanha autoritária plantada por Hugo Chavez - e que Lula e cia adorariam ter implantado no Brasil - resultaria numa guerra civil, que deve ser o próximo passado no nosso vizinho. Tudo porque, perto de cair, Maduro resolveu finalizar o golpe ( sim, isso é que é golpe viu gente!!! ) e usou o Tribunal Superior de lá, onde todos são chavistas, para proibir o Congresso - de maioria opositora - de travar o "socialismo do século XXI.

Enquanto isso, aqui no Brasil temos que ver o maior partido de esquerda lançar uma nota defendendo Maduro e acusando o Governo Temer de patrocinar um golpe(!!) em Caracas. Pobre povo da venezuelano que não tem o que comer, vive no país mais violento do mundo, no que tem a economia mais devastada da América e nem gasolina tem para usar mesmo sendo dono das maiores reservas do mundo!!!

Rezemos pela Venezuela. Que Maduro perceba que não tem mais clima e não jogue seu país numa Guerra. Que seria, é claro, sangrenta. É que todos, ao menos os decentes, devem pedir a Deus.

terça-feira, março 22

Um lado da visita de Barack Obama à Cuba que voce, possivelmente, não leu em lugar algum

Raul e Barack, um está sendo engolido pelo outro...
Tenho uma visão bem particular da visita de Barack Obama à Cuba: é o começo da destruição da Ditadura Castrista, que perdura desde 1959. Alguns tontos de esquerda acham que é o EUA quem estão se curvando ao Regime Socialista implantado na Ilha desde 1961 ( poucos sabem que nos 2 primeiros anos o sistema cubano era capitalista pleno ). E é aqui que eu os levo para o que quer dizer o teor do título deste post.

De um modo geral os cubanos não tem acesso a informação. Os amantes de Cuba dos irmãos Castros dirão que existe imprensa livre na Ilha, mas isso não se sustenta e basta um dado: a internet é controlada pelo Governo. Só isso derruba pro terra que Cuba seja, como eu fui obrigado a ouvir de um colega na Faculdade ( ele filiado ao PC do B ) de que Cuba era, pasmem, uma Democracia, porque a cada 2 anos Fidel ( a época ainda Presidente ) era re-eleito Presidente em Eleições livres. Como se eleições, sozinhas, determinassem se um Regime é Democrático ou não. Além do mais, nunca é demais lembrar, um tal de Adolf Hitler foi eleito Chanceler na Alemanha. Adiante...

Voltando a questão da informação: durante esta visita de Obama a imensa maioria dos cubanos viram o seu presidente responder a perguntas. Quando muito eles viam um discurso do mandatário, sem nunca vê-lo ser questionado. Os cubanos comuns que foram entrevistados ficaram extremamente surpresos por saberem disso. Além disso viram Obama citando diversas vezes as palavras Democracia. E isso sendo transmitido para todo o país, sem cortes. E com Obama ainda falando em espanhol. Parece-me bem claro que o Regime Castrista sai perdendo, e muito, com esta visita.

Barack Obama não é o melhor Presidente dos EUA mas é um dos mais esperto. Ele percebeu uma chance de passar para a História com o homem que - sem disparar uma bala sequer - destruiu a mais antiga Ditadura das Américas e uma das mais antigas do mundo ( só Coreia do Norte e a China perduram a mais tempo ). A esquerda, claro, adora todas elas e estão vociferando que os EUA cederam aos Castros, como disse no começo do texto, mas é justamente o contrário. O povo de Cuba saiu ganhando com essa visita e os possíveis desdobramentos dela. Que os Castros, quando e se perceberem o que está de verdade acontecendo, não voltem atrás. Se voltarem apenas irão retardar, um pouco apenas, o inevitável fim, que com uma habilidade incrível Barack Obama começou. Um verdadeiro gol de placa. 

Esta é uma leitura que você não lera em qualquer local, ainda mais em sites de esquerda.

domingo, novembro 9

Os 25 anos da queda do Muro de Berlim - Parte II

Portão de Brandemburgo durante a construção do Muro...
E na noite de 09 de Novembro de 1989: símbolo Alemão ficara do lado Oriental
Pedro Bial: para mim, ele nunca será apresentador do BBB, mas sim o cara que presenciou a história ser feita
Começo da construção...
e aqui já bem mais adiantado.
09 de Novembro de 1989. Como eu disse antes aqui, essa data é bem mais do que o aniversário de minha mãe ou uma data qualquer para a maioria das pessoas. É uma data que mudou o mundo. Mas porque a Queda do Muro de Berlim é tão marcante? Comecemos pelo começo, ou seja, pela sua construção.

Quando a Alemanha estava praticamente derrotada, tropas do aliados se aproximavam a passos largos da Capital Berlim. Hitler logo se mataria engolindo capsulas de Cianureto, bem como grande parte de seu Gabinete, sobrando bem poucos membros para contar História. E os que sobraram logo seriam condenados no Julgamento de Nuremberg. Pelo lado leste vinha o Exército Vermelho e do oeste as tropas dos EUA. Ao chegarem em Berlim, a Guerra já terminara na prática, faltava apenas oficializar. 

Acontece que os dois lados vencedores decidiram dividir a Europa em duas: uma sob influência de cada uma das potências. Assim, a Alemanha derrotada foi separada, um lado passou a ser conhecida como Alemanha Oriental e a outra Ocidental. Mas Berlim ficara na parte destinada ao soviéticos, só que a cidade também foi disputada. Solução? Divisão também. O que gerou problemas sérios, uma vez que virara uma ilha capitalista no meio de um "mar" socialista. 

Desde 1949 quando a RDA - Republica Democrática da Alemanha - foi criada, a situação de Berlim Ocidental foi um problema, para ambos os lados. Fortemente armada do dois lados das fronteiras, como impedir que uma faísca resultasse em outra guerra? E, principalmente, como impedir que as pessoas mudassem de lado na fronteira? Acontece que ninguém queria sair do lado Ocidental para o Oriental. Já o contrário... que coisa, ninguém queria.

Sendo assim, em média, mais de 150 mil pessoas atravessavam a fronteira, totalizando mais de 2 milhões até 1961, mais de um quarto da população total do lado oriental. Além de alemães, pessoas de outras nacionalidades usavam a cidade para passar pro lado capitalista como húngaros, thcecos, romenos e tantos outros países do lado socialista. Dai a necessidade de fechar a fronteira. Mas como? A solução encontrada foi construir um muro.

Do dia para a noite, o lado oriental cortou as linhas de transporte público e colocou as tropas nas ruas. E começou a construir o muro. O mundo nunca mais seria o mesmo por muito tempo. Durante quase 30 anos, irmãos ficaram separados, filhos perderam pais sem poder irem a enterro... e um clima pesado ficou no ar. Muitas foram as tentativas de cruzar o muro, quase sempre terminado em morte. Relatos de execuções sumárias passaram a acontecer frequentemente. Dias de horror em Berlim...

Que chegariam ao fim da noite do dia 09 para o dia 10 Novembro de 1989. O regime socialista estava claramente em ruínas. Numa época sem comunicação instantânea, essas informações demoravam para chegar. Mas era sabido que o tempo dos socialistas estava chegando perto do fim.

A Queda do Muro fechou a Guerra Fria, quando o mundo esteve por diversas vezes perto de uma Guerra Nuclear. Segundo os historiadores foi uma guerra fria nos polos ( Moscou Washington ) e quente na periferia ( Vietnã, Coreias, Afeganistão... ).

Hoje é dia de comemorar o fim das Ditaduras Socialistas. Alguns, é claro, irão lamentar. Mas estes, é claro, não gostam de Democracias...

sexta-feira, novembro 7

Os 25 anos da queda do muro de Berlim - Parte I

Resquício da Segunda Guerra, a divisão da Alemanha produziu uma vergonha: dividir uma cidade

Como todos sabem, eu sou Historiador. Mas antes de sê-lo, eu já gostava de História. Fui apresentado aos termos capitalismo e socialismo na sétima série, por intermédio de um socialista convicto: Professor Irlânio. Ele, profissional que sempre foi, explanou sobre os dois modos de produção e suas diferenças. E não me chamou nem um pouco atenção o sistema socialista. Estava ali, em 1987, formada a minha visão de capitalista convicto. 

Com o passar dos tempos, aprendi com o mesmo Irlânio outras coisas sobre o Socialismo. Mas mantive-me capitalista. E um nome se destacava em Moscou naqueles tempos: Mikhail Gorbachev. Que comandava um processo de abertura do Regime Socialista, com duas reformas chamadas de Perestroika ( econômica ) e Glasnot ( Política ). Ambas levariam a URSS - antagonista dos Estados Unidos - para uma Economia de Mercado, ou simplesmente Capitalismo. Tudo ruiria em 1991, quando Bóris Yeltsin tomaria o poder de Gorbachev, pondo um fim melancólico na outrora imponente pátria Soviética. Mas este foi o ponto final, o xeque-mate. Mas o golpe fora dado 2 anos antes, em Berlim...

Era bonito na época falar mal do capitalismo e louvar os méritos do socialismo. Segundo diversos amigos de escola, era o paraíso. Muitos hoje votam no PT não por outro motivo: foram cooptados pelas teses socialistas ( hoje sabemos que as teses são marxistas, mas na época nem sabíamos que existira um Karl Marx ). Falar de socialismo era, para alguns, mais interessante do que falar de futebol. Mas isso tudo - para alguns apenas - mudou em 09 de Novembro de 1989. 

Em uma época bem diferente, eu tinha uma mania pouco comum para os jovens atuais: assistir ao Jornal Nacional. Não era assim porque eu quisesse ( com o tempo até passou a ser ), mas existia algo padrão na casa dos Vieira: O Jornal Nacional era sagrado e nada - e quando digo isso, é nada mesmo - impediria meu pai de assistir as notícias. Meu velho pai é um semianalfabeto, mas sempre teve gosto por notícias. E ai de quem fizesse barulho durante o programa, na época comandado por Cid Moreira e Sérgio Chapelim. Naquela noite Novembro de 1989 eu me vi diante da história. 

Pedro Bial - para muitos só o cara que fala umas asneiras durante 3 meses no começo do ano durante o Big Brother - era a testemunha ocular da história: o Muro de Berlim caíra naquele dia na Alemanha. E para a surpresa minha - e desespero dos socialistas brasileiros - as pessoas saíram ALEGRES e não tristes, como deveria se supor. Afinal as pessoas moravam num paraíso, julgavam muitos... como podiam alegrarem-se por terem perdido o assento no paraíso?

Pois é... tempos depois fiquei sabendo que diversos Marxistas falaram em "fim da história". Faz sentido, afinal para eles era impossível existir história sem o socialismo. E foi um choque total ver que as pessoas não gostavam do socialismo. Muita coisa mudou de lá para cá, mas de um certo modo uma coisa é clara: o Socialismo não é alternativa para o Capitalismo.

segunda-feira, agosto 25

Morre Antônio Ermírio de Moraes


"Acho péssimo quando vejo que a prioridade do governo é dar esmola, e não acabar com os entraves à criação de empregos"


Não sei se sabem ao certo, mas eu sou terminantemente contra o Socialismo. Existem inúmeros motivos para sê-lo, mas eu destaco um: mortes. Enquanto que no Capitalismo as mortes contam-se em milhares, as dos socialismo marxista precisa-se de mais zeros, pois a conta é na casa dos milhões. Foram 50 milhões em Campos de Concentração ( sim, isso mesmo ) na Sibéria, durante o Governo de Stállin ( a quem o PC do B ainda chama de grande líder ). Outro 70 milhões morreram de fome na China de Mao Tsé-Tung. Fora outras incontáveis mortes em Cuba, Camboja, Coreiado Norte e etc...

Sendo assim, seria eu um amante do Capitalismo? Não. Apenas deixo claro que até hoje não existe opção melhor. Sim, não existe. Se um dia aparecer, eu irei - se vivo - provavelmente aderir a ela, mas por enquanto, antes o Capitalismo do que uma Ditadura que determine o que eu possa comer, como é agora o caso da Venezuela...

Bom, mas porque tanta teoria para um post que fala da morte de um empresário? Pois é, tem tudo a ver. A frase dele, epigrafada abaixo da foto, deixa isso claro: o socialismo tenta igualar todos por baixo, o capitalismo não. Emprego é a melhor saída, sempre. Torna livre - de governo e de pressões - a pessoa que o conquista. Antônio Ermírio sabia disso e lutou - toda a sua vida - para que o emprego fosse o maior possível.

Hoje ele morreu, aos 86 anos. Este Agosto está mesmo cruel, ceifando vidas notáveis. 

quarta-feira, fevereiro 12

Cadê a coragem Black Bloc?

Pois não é que sem a máscara eles são covardes até a alma?
O Brasil irá completar no ano que vem apenas 30 anos de Regime Democrático. Agora em 2014 é iremos votar pela sétima vez para Presidente. Nossa Constituição vai completar míseros 26 anos.

Porque citar todos estes fatos acima, Flávio? Porque é preciso pontuar que nossa Democracia ainda é, infelizmente e em muitos sentidos, incipiente. A geração atual ( quem tem de idade entre 15 e 20 ) é a primeira formada totalmente nascida e educada no regime democrático. Eu que faço 40 no mês que vem, nasci no fim dos anos de humbo do Médici. Portanto esta geração de jovens ( e pra mim jovem vai até, no máximo os 20 ) é a verdadeira geração democrática. E cá pra nós, com poucas exceções, eles não entenderam direito o que isso representa.

Vá lá que os ditos representantes(??) sociais sejam, na prática, militantes políticos de partidos de esquerda ( que não pensam, não trabalham e - pior de tudo - não estudam ). A Presidente da UNE, pernambucana, tem 28 anos!!! Além de filiada ao PC do B ( partido que infelizmente manda e desmanda na UNE ) ela está fazendo sua terceira faculdade. Seu antecessor estava a 8 anos no mesmo curso. Mas voltemos aos Black Blocs, deixando este assunto para um outro post...

Os manifestantes dos Black Blocs são, em sua maioria, pessoas acima de 20 e menores de 30 anos, portanto fora do que chamei acima de "geração democrática". Pior do que isso foram doutrinados no que de pior existe em termos de pensamento no mundo: as teses socialistas, ancoradas no Marxismo. Não vou cansar os leitores comuns dos que possuem conhecimento técnicos, mas de uma maneira simples podemos dizer que pessoas com este pensamento acreditam que a Democracia seria apenas um empecilho na busca pelo bem maior, que seria o Socialismo, onde tudo seria comandado pelo Estado, mas um estado sob o comando do povo. Bom isso foi tentando na URSS, China, Coreia do Norte, Cuba... e os resultados estão ai para provar que não deu certo e quantas vidas foram perdidas pelo caminho. Em alguns casos, ainda estão sendo perdidas...

Estes jovens não respeitam a governo, polícia, a imprensa, a justiça... enfim nenhum dos mecanismos democráticos. Para eles é preciso sempre mais e mais avanços dos "direitos sociais". Aqui é prudente dizer que é, sim, democrático protestar. Aliás quando um povo, em uma Democracia não reclamar é um péssimo sinal. O problema é o modo como se faz isso. E com certeza sair de casa com uma bomba caseira não é uma delas.

Isso posto acima vale para os Black Blocs ou para o MST, que vive fazendo arruaças Brasil a fora, com o incrível apoio do Governo Federal. O MST nunca invade uma Fazenda improdutiva, sempre faz o seu circo nos mais valorizados hectares do Brasil. Mas isso também vai render um outro posto mais a frente. Voltemos a foto que ilustra este post. O valente se chama Caio da Silva de Souza e foi preso numa pousada em Feira de Santana na Bahia. Porque é que ele, tão valente com uma máscara, fugiu? 

Se ele sabe que em uma Democracia somos responsáveis pelos nossos atos, porque fugir? Curioso é que o rapaz da foto divulgada como suspeito não bate com esta no post. Duvidam?


Mesmo que ele tenha cortado o cabelo para ficar diferente, duvido que ele deixaria de ser lizo como na foto. Além disso o retrato falado é completamente incompatível com a foto. Das duas uma: ou estão tentando proteger alguém, digamos assim, mais graúdo ou quem deu a descrição fumara uma "boa" maconha. Não por acaso defendida por quase todos os esquerdistas.Mas isso também fica para outra hora.

Cadê a coragem Black Blocs? Porque fugir? Quer dizer que vocês são os maiorais para matar um inocente, mas para responderem por seus atos correm feito covardes? Aliás está a palavra que melhor existe para defini-los: COVARDES. E quem os apoio é igualmente covarde. Por isso amigo leitor, procure ler sobre o assunto e ver quem está dando cobertura a eles ou se ausentando de tomar medidas, duras, contra este tipo de pessoa. Porque a próxima vítima pode ser você ou alguém que você ame.