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quinta-feira, outubro 27

A PEC e as mentiras, por Ricardo Amorim

Ricardo Amorim é economista e apresenta o Manatthan Conection da Globonews
Existe muita confusão no entorno da PEC 241. A imensa maioria das pessoas que a criticam - e muitas das que são a favor também - sequer leram-na ( clique e faça isso ) e ficam propagando opinião dos outros, normalmente de partidos ou líderes sindicais. Trago, na forma de informar, um texto de Ricardo Amorim, um dos mais renomados economistas do Brasil. Claro que eu concordo com a visão dele, é fato, mas ele pontua de forma clara porque ser a favor da PEC. Leia e forme melhor sua opinião. Depois, recomendo, leia alguém que seja a favor mas não membro de um partido, pois é assim que formam opiniões e não apenas reproduções. Espero que gostem do texto:

Para variar, os que têm interesse que o atual governo dê errado ou querem manter as mamatas e a corrupção e, para isso precisam de dinheiro escorrendo pelas mãos do governo, estão espalhando uma série de mentiras a respeito da PEC241. 
Alguns esclarecimentos:
  1. A PEC não pune os mais necessitados. Ao contrário, ela os protege. Ela não requer nenhum corte em nenhum gasto social e, ao reduzir as preocupações com a solvência do setor público brasileiro colabora para o crescimento dos investimentos das empresas e a geração de empregos. Como o desemprego é mais alto exatamente entre os mais necessitados, eles serão os maiores beneficiados pela medida.
  2. A PEC não só não força o governo a cortar gasto nenhum, como ainda permite que os gastos totais cresçam de acordo com a inflação. A grande sacada da PEC é que, ao colaborar para a retomada da confiança no país, ela permite que o país volte a crescer - coisa que não acontece há 3 anos - e com isso, a arrecadação de impostos cresça mais do que os gastos, o que faz com que o desequilíbrio entre gastos e receitas do governo diminua ao longo do tempo. Isto é necessário porque, neste ano, o governo federal gastará R$170 bilhões a mais do que arrecadará, excluindo gastos com juros da dívida.
  3. O prazo de 20 anos da PEC é sinal de leniência, não de dureza. O ideal seria que as contas públicas fossem reequilibradas já, com um corte dos gastos públicos de R$170 bilhões. A PEC existe para evitar efeitos traumáticos que este tratamento de choque acarretaria em alguns setores da população, diluindo o ajuste que deveria acontecer agora para um período de 20 anos.
  4. 4. A PEC não exige redução de gastos com saúde e educação pelos próximos 20 anos. Aliás, a PEC não impede que os gastos com saúde e educação ou quaisquer outros gastos dupliquem, tripliquem ou cresçam dez vezes ou mais ao longo deste período. Tudo que ela exige é que os gastos totais do governo não cresçam mais do que a inflação. Na prática, ela força o governo a se aproximar um pouquinho da disciplina que toda família tem de ter em casa: não gastar mais do que ganha. Sem a PEC, o governo não prioriza nem controla gastos, ele aumenta seus gastos totais acima da inflação constantemente e passa a conta à população com cada vez mais e maiores impostos. 
Em resumo, a PEC é necessária para impedir que todos os brasileiros continuem sendo penalizados com impostos que não param de subir, enquanto os brasileiros recebem serviços públicos de péssima qualidade. 
O texto original da PEC para você conferir com seus próprios olhos.

Ricardo Amorim, autor do bestseller, Depois da Tempestada, apresentador do Manhattan Conection da Globonews, único brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner e o Economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes.

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