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domingo, outubro 30

Quase 33 milhões de brasileiros, em 57 cidades, votam para escolher seus prefeitos hoje

Crivella x Freixo: a escolha entre o péssimo e o tenebroso
57 cidades e 32 milhões de eleitores. Esse o número frio das eleições de hoje, em segundo turno, para Prefeito. Olhando de um modo mais detalhado, podemos verificar que existe muitos mais do que números frios. Na maioria das capitais em que teremos um segundo embate ( 18 no total ), a eleição é mais do que apenas escolher um prefeito: é uma prévia da disputa do Governo do Estado daqui a 2 anos. Mas existe também onde o segundo turno não diz quase nada com nada. É o caso do segundo maior colégio eleitoral do Brasil: o Rio de Janeiro.

A disputa ali é entre Marcelo Crivella ( PRB ) e Marcelo Freixo ( PSOL ). Um é evangélico, senador, sobrinho de Edir Macedo e representa um pensamento extremamente enraizado na direita e no que de pior isso representa. O outro é socialista, deputado estadual, da zona sul ( setor mais rico ) e representa um pensamento extremamente enraizado na esquerda e no que de pior existe neste termo. Ambos são polos opostos na política, mas de uma certa maneira são mais parecidos do que supõem as aparências. Ambos são radicais convictos, são de partidos pequenos e pregam radicalismos em temas cruciais: aborto, legalização de drogas, tamanho do estado, liberdade religiosa, união de homossexuais... praticamente inexiste convergência no pensamento de ambos. Exceto no que tange ao papel do PMDB na crise atual do Estado. Fora isso, são dois lados da mesma moeda, com visões antagônicas mas que se parecem em fazer isso. Eu teria asco de ter que escolher entre um e outro. Mas um será Prefeito e isso praticamente nada impacta imediatamente na batalha pelo Governo do Estado. 

Nas demais capitais, na maioria delas temos um grande equilíbrio. Segundo o Site UOL, em sete delas existe cenário de empate técnico e em quatro delas teremos Prefeitos re-eleitos. É o caso de Belo Horizonte tem um embate que envolve política e também futebol, com os atleticanos Alexandre Kalil ( PHS ) e João Leite ( PSDB ). Os adversários do ex-Governador Aécio Neves, que é o padrinho da candidatura de Leite, uniram-se no entorno de Kalil. Em Fortaleza caso parecido acontece na disputa entre Roberto Cláudio ( PDT e candidato a re-eleição ) contra Capitão Wagner ( PR ), onde os adversários do Clã Gomes estão aliados com Wagner, mas Cláudio deverá ser re-eleito com facilidade.

Em Curitiba, estado Governado por Beto Richa do PSDB, o embate terá com certeza impactos fortes na sucessão de 2018, justamente porque é no Estado que está o foco das invasões à escolas por movimentos estudantis contrários a PEC 241. O embate é entre Rafael Greca ( PMN e ex-prefeito ) e Ney Leveprost ( PSD ). Greca conta com o apoio de Richa, mas o cenário é de indefinição e as ocupações, que não aconteceram ao acaso é claro, tem peso importante no resultado.

O PT tenta manter uma cidade grande no Nordeste, mas as chances são praticamente nulas, com Geraldo Júlio devendo lograr larga vantagem contra o ex-prefeito por dois mandatos João Paulo. Além dessa derrota em nossa capital, o Partido dos Trabalhadores irá perder - provavelmente - o chamado "cinturão vermelho", grupo de cidades próximas a capital paulista onde o Partido exerce grande influência. A legenda de esquerda que pode sair forte em capitais é o PSOL, que além do Rio de Janeiro concorre com chances em Belém. A Rede pode manter Macapá, com Clécio Luiz que é o atual prefeito, mas foi eleito por outra legenda. O PSDB deve aumentar a quantidade de capitais, tendo vantagem clara em Manaus ( Arthur Neto será re-eleito com facilidade ) e Porto Alegre ( Marchezan Jr ). O PMDB do Presidente pode levar até 5 capitais deste segundo turno e diversas legendas pequenas podem obter espaço que será importante para o jogo de 2018.

Amanhã, trarei o nomes do eleitos e de como isso pode influenciar o cenário da eleição Presidencial e de Governador.

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