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domingo, outubro 30

Pernambuco tem segundo turno em 4 cidades, mas o foco é 2018

Prefeito Geraldo será re-eleito derrotando o ex-prefeito João Paulo
O embate entre o PSB e o PT pela cadeira de Prefeito do Recife é uma disputa que vive, na verdade, seu quarto round desde 2014. Naquela eleição, o grupo de Armando Monteiro - com todo o apoio de Lula e seu partido - buscou varrer o PSB do Palácio do Campo das Princesas. Tomou uma surra histórica. Depois devolveu, em parte é claro, no segundo turno, ao conseguir mais de 70% dos votos para Dilma ante Aécio no Estado. Mas o estrago estava causado até porque João Paulo perdeu de forma feia para FBC e o PT ficou sem Deputado Federal eleito.

Durante 2015 tivemos duros embates pelos jornais e em redes sociais entre o grupo do Governador Paulo Câmara e os membros do PT, desde críticas às medidas tomadas pelo Governador, sejam por meio de ações do Prefeito Geraldo Júlio. Aliás, falando sobre a Prefeitura do Recife, podemos incluir o pleito de 2012 como o começo desse renhida disputa. Naquele ano o PT contava com o apoio de Eduardo Campos para o candidato da Legenda, mas o próprio partido não se entendeu e terminou por vetar ao então prefeito João da Costa o direito de renovar o mandato. Escolheu lançar o Senador Humberto Costa com o ex-prefeito João Paulo na vice. Terminariam em terceiro, atrás do tucano Daniel Coelho e do atual Prefeito, Geraldo Júlio, que com o apoio de Eduardo Campos foi eleito no primeiro turno.

Agora Geraldo Júlio será re-eleito derrotando mais uma vez o PT. Quase vencia no primeiro, por poucos votos, e agora vencerá segundo as pesquisas por ampla vantagem. E esta vitória pode mudar muito no tabuleiro do jogo de 2018. Primeiro porque o próprio Geraldo vira um ator de primeira grandeza para - eventualmente - substituir Paulo Câmara como candidato do PSB caso ele não consiga melhorar sua popularidade. Segundo porque o próprio João Paulo sairá menor do que entrou ao colecionar sua terceira derrota seguida, num cenário complicado para o seu partido nacionalmente. Mas não é apenas em Recife que interferirá no jogo de 2018.

Em Olinda, o Clã Campos tenta emplacar o nome do único irmão de Eduardo Campos, Antônio, como Prefeito. Se conseguir - e as pesquisas são contraditórias quanto a isso - derrotará outra vez o grupo de Armando e o PT, que apoiam o Professor Lupércio ( Solidariedade ). O PC do B, eterno aliado dos petistas, Governa a cidade desde 2002, primeiro com Luciana Santos e agora com Renildo Calheiros. A ex-prefeita tentou voltar a governar a cidade mas ficou apenas na quarta posição. Convém citar que a família de Eduardo e o alto comando do PSB ficaram distantes da campanha de Antônio, que só agora no momento decisivo recebeu reforços como do Governador Paulo Câmara. Mas mesmo assim de uma forma fria. Vai entender a política partidária...

Jaboatão dos Guararapes é uma cidade que convive com rupturas em seu comando. Lá a disputa será entre Anderson Ferreira ( PR ) e Neco ( PDT ). O embate entre PSB x PT/PTB é menos evidente do que nas outras cidades, mas o atual vice-prefeito Heraldo Selva, que ficou em terceiro, declarou apoio a Neco, mas o Palácio ficou mais neutro na cidade. Anderson também recebe um apoio mais morno das forças de oposição no estado. Ferreira é o favorito segundo as pesquisas.

Mas é em Caruaru, Governada a 8 anos por Zé Queiroz ( PDT ) que a batalha é intensa e sem um vencedor claro. Tony Gel ( PMDB e ex-prefeito duas vezes ) encara Raquel Lyra ( PSDB e herdeira de um Clã familiar ) pela mais acirrada disputa da história da cidade, a primeira a ser decidida no segundo turno. Aqui temos Tony Gel recebendo o apoio do Governador Paulo Câmara, com os adversários dele ficando no entorno de Raquel, mesmo que alguns não apareçam tanto assim.  Raquel superou duas campanhas fortes ( Delegado Lessa e Jorge Gomes ), recebeu apoio oficial dos Queiroz e engrossou o resultado. Na maiorias das pesquisas, Tony Gel aparece na frente, mas em algumas é Raquel quem lidera.

Depois dos resultados, todos os agentes irão se voltar para a disputa de 2018. Pois tão logo acaba uma eleição, já vem logo outra.

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