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segunda-feira, julho 12

Cuba vive revolta popular contra o Socialismo e sua Ditadura




A minha geração ( a dos anos 70 ) foi a primeira com mais de 10 anos da Revolução Socialista em Cuba, ou seja, consolidada. Ao longo dos anos 60 a percepção era de que em algum momento o sistema cederia ao embargo econômico imposto pelos EUA. Acontece que a União Soviética bancou a manutenção do Regime Castritsta. Bem, quando eu fiz 15 anos o Muro de Berlim caiu e em 2 anos a própria União Soviética ruiu. Logicamente, quando cheguei aos 18 anos parecia natural que a Democracia enfim chegaria em solo Cubano. Ledo engano...

Eu fiz 47 anos em Março e o Socialismo segue em vigor, produzindo os mesmos resultados de sempre: pobreza e fome. Mas porque um regime que não consegue manter-se de pé ainda está no poder? Porque até o fim dos anos 90 a quantidade de Cubanos que moravam nos EUA criou uma remessa massiva de dólares para a Ilha. E a partir de 2000 recebeu farta ajuda de Venezuela por meio de Governo de Hugo Chavez e da Rússia por meio de Vladimir Putin. E assim, as coisas ficaram um pouco equilibradas. 

O fato é que Cuba não tem como sobreviver com os próprios pés. E com a queda da Venezuela e que a Rússia não ajude tanto quanto antes, um dia a casa iria cair. E está caindo desde ontem, quando as pessoas foram as ruas cobrar por Democracia. E como em toda Ditadura - coisa que os partidos de esquerda sempre questionaram - a repressão está rolando. Com direito ao Governo clamando para que os defensores saiam às ruas para combater os "inimigos da revolução". Nada mais Ditatorial.

Além disso correm boatos de que a Venezuela estaria enviando Militares em aviões. Não temos como saber se é verdade, porque na Ditadura Venezuelana também não existe imprensa livre. Aliás, o Governo Cubano cortou o acesso à internet visando que as imagens não vazassem. obviamente não deu certo, porque os celulares via satélite burlam esta proibição e inexiste tecnologia em Cuba para bloqueá-los. Tudo feito do Socialismo.

Se o Regime Socialista cairá, não temos como saber. Mas resta claro que os ventos de liberdade chegaram na Ilha de onde pessoas preferem arriscar-se com os tubarões no Golfo do México a morarem num "paraíso". Paraíso este que eu sempre soube que jamais existiu.

sábado, abril 8

Situação na Venezuela é de quase Guerra Civil





Essas imagens acima são de Caracas e foram tiradas desde quinta-feira. A capital da Venezuela está em ebulição contra o (des)Governo de Nicolás Maduro, o Ditador Bolivariano. Sempre apontei aqui no Blog que esse dia chegaria, no qual a sanha autoritária plantada por Hugo Chavez - e que Lula e cia adorariam ter implantado no Brasil - resultaria numa guerra civil, que deve ser o próximo passado no nosso vizinho. Tudo porque, perto de cair, Maduro resolveu finalizar o golpe ( sim, isso é que é golpe viu gente!!! ) e usou o Tribunal Superior de lá, onde todos são chavistas, para proibir o Congresso - de maioria opositora - de travar o "socialismo do século XXI.

Enquanto isso, aqui no Brasil temos que ver o maior partido de esquerda lançar uma nota defendendo Maduro e acusando o Governo Temer de patrocinar um golpe(!!) em Caracas. Pobre povo da venezuelano que não tem o que comer, vive no país mais violento do mundo, no que tem a economia mais devastada da América e nem gasolina tem para usar mesmo sendo dono das maiores reservas do mundo!!!

Rezemos pela Venezuela. Que Maduro perceba que não tem mais clima e não jogue seu país numa Guerra. Que seria, é claro, sangrenta. É que todos, ao menos os decentes, devem pedir a Deus.

terça-feira, março 22

Um lado da visita de Barack Obama à Cuba que voce, possivelmente, não leu em lugar algum

Raul e Barack, um está sendo engolido pelo outro...
Tenho uma visão bem particular da visita de Barack Obama à Cuba: é o começo da destruição da Ditadura Castrista, que perdura desde 1959. Alguns tontos de esquerda acham que é o EUA quem estão se curvando ao Regime Socialista implantado na Ilha desde 1961 ( poucos sabem que nos 2 primeiros anos o sistema cubano era capitalista pleno ). E é aqui que eu os levo para o que quer dizer o teor do título deste post.

De um modo geral os cubanos não tem acesso a informação. Os amantes de Cuba dos irmãos Castros dirão que existe imprensa livre na Ilha, mas isso não se sustenta e basta um dado: a internet é controlada pelo Governo. Só isso derruba pro terra que Cuba seja, como eu fui obrigado a ouvir de um colega na Faculdade ( ele filiado ao PC do B ) de que Cuba era, pasmem, uma Democracia, porque a cada 2 anos Fidel ( a época ainda Presidente ) era re-eleito Presidente em Eleições livres. Como se eleições, sozinhas, determinassem se um Regime é Democrático ou não. Além do mais, nunca é demais lembrar, um tal de Adolf Hitler foi eleito Chanceler na Alemanha. Adiante...

Voltando a questão da informação: durante esta visita de Obama a imensa maioria dos cubanos viram o seu presidente responder a perguntas. Quando muito eles viam um discurso do mandatário, sem nunca vê-lo ser questionado. Os cubanos comuns que foram entrevistados ficaram extremamente surpresos por saberem disso. Além disso viram Obama citando diversas vezes as palavras Democracia. E isso sendo transmitido para todo o país, sem cortes. E com Obama ainda falando em espanhol. Parece-me bem claro que o Regime Castrista sai perdendo, e muito, com esta visita.

Barack Obama não é o melhor Presidente dos EUA mas é um dos mais esperto. Ele percebeu uma chance de passar para a História com o homem que - sem disparar uma bala sequer - destruiu a mais antiga Ditadura das Américas e uma das mais antigas do mundo ( só Coreia do Norte e a China perduram a mais tempo ). A esquerda, claro, adora todas elas e estão vociferando que os EUA cederam aos Castros, como disse no começo do texto, mas é justamente o contrário. O povo de Cuba saiu ganhando com essa visita e os possíveis desdobramentos dela. Que os Castros, quando e se perceberem o que está de verdade acontecendo, não voltem atrás. Se voltarem apenas irão retardar, um pouco apenas, o inevitável fim, que com uma habilidade incrível Barack Obama começou. Um verdadeiro gol de placa. 

Esta é uma leitura que você não lera em qualquer local, ainda mais em sites de esquerda.

quarta-feira, maio 27

O que nos diz a prisão do ex-presidente da CBF José Maria Marin pela Justiça da Suíça?

Eu nao consigo ver onde isso vai parar...
Futebol e Política quase sempre, infelizmente, andaram de braços dados no Brasil. Em diversos lugares o Estado afasta-se do Esporte, mas em países menos educados e sérios ( caso do Brasil ) isso não acontece. Seja por meio de uma queda de um técnico as vésperas de uma Copa ( 1970 com João Saldanha ) ou com rios de dinheiros em desvios como foi na Copa de 2014. Sempre tem alguém de um lado e do outro também querendo levar um por fora.

José Maria Marin, ex-Governador de São Paulo ( era de Paulo Maluf e assumiu o restante do mandato em 1982 ) e ex-Presidente da CBF ( era vice de Ricardo Teixeira e quando a chapa esquentou para este, o mesmo renunciou e deixo Marin - outra vez - na boa ) foi preso ao lado de outros 6 nefastos Dirigentes na Suíça, onde estavam para a eleição da não menos nefasta FIFA. Ele foi preso acusado de participar de um esquema monstruoso de corrupção. As investigações estão sendo comandadas pelo FBI ( o que dá uma ideia da gravidade do caso ) com apoio da justiça de diversas nações, dentre elas a do Brasil.

Marin representa o que de pior possa existir no Brasil. Tudo mesmo. Era da ARENA e em um aparte seu ao discurso do também Arenista Waldir Hellou na Assembleia Legislativa cobrando sérias providencias na TV Cultura ( que é de propriedade do Governo de SP ) veio a prisão de Vladimir Herzog, o Vlad, que depois morreria nas dependências do DOI-CODI. Para tentar encobrir o que aconteceu, as forças repressivas forjaram um suicídio, facilmente desmascarado. Marin nega que tenha participação, mas todos sabem que o Governo ouviu o Deputado. 

Marin também representa outra coisa que tanto envergonha os brasileiros decentes: é oportunista. Uma vez Governador fez passar leis que favoreceram seus familiares com desapropriações e benesses dos estado. Uma vez na CBF - a quem Juca Kfouri chama de Casa Bandida do Futebol - tornou-se em Presidente Vitalício com salário de 120 mil reais, fora colocar seu nome na nova sede da entidade. Em suma: uma pessoa deplorável.

Agora está preso na Suíça. E o rolo está só no começo e envolve a Copa do Mundo no Brasil. Que, ao contrário do que dizem Lula e o PT, foi conseguida através de um acordo firmado entre Joseph Blatter ( Presidente da FIFA ), Júlio Grondona ( na época Presidente AFA - Ass. de futebol da Argentina ) e Nicolás Leoz ( ex-Presidente da Comenbol ) e Ricardo Teixeira ( ex-Presidente da CBF ) no de 2003. Pelo acordo o Brasil ficaria com a Copa de 2014 ( que pela regra de rodízio entre os continentes ficaria com a América do Sul ), Grondona viraria Vice-Presidente da FIFA e Leoz seria reconduzido na Comenbol enquanto que Ricardo Teixeira ficaria com o comanda da Arbitragem da FIFA. Claro que você deve ter ficado sabendo que foi Lula com sua "importância" quem trouxe a Copa... mas busque pela internet e veja se teve alguma concorrência, outro país que disputava a Copa com o Brasil. Aquela festa toda era apenas uma homologação.

Além do 7x1, que por si só já era bem vergonhoso, agora tem mais essa. Protagonizada por quem de pior temos. E que, até certo dia, tinha apoio do PT, de Lula e pessoas a esquerda. Como diz aquela música famosa: "lá vem o Brasil, descendo a ladeira..."

quinta-feira, maio 7

Quem disse que Dilma Rousseff lutou por uma Democracia?

Eu entendo que a finalidade um Blog seja informar, trazer conhecimento sobre um determinado assunto. Neste caso, eu reproduzo um texto que encontrei no Facebook, retirado do Site Spotniks.com, escrito por Rodrigo Silva. Ele traz a verdade ( ao menos a que os terroristas nao querem que venha a tona ). Leiam, espalhem, comentem, discordem... e eventualmente, elogiem o autor no site dele, porque eu acho que ele merece... abaixo, o texto:


Pétar Russév atravessou o oceano. Tinha um metro e noventa e cinco, olhos azuis, pele clara e uma aparência de nobreza, dessas misteriosas provenientes da região dos Balcãs, que entorpecia quem chegasse por perto. Era desses homens com ares de intelectual. Frequentava os principais círculos literários de seu país e era membro do Partido Comunista.

A Bulgária vivia tempos difíceis. Russév andava falido e temia as consequências de um governo duro com os membros do partido. Quando decidiu atravessar o oceano deixando Evdokia Yankova, sua esposa grávida de sete meses, no cais, prometeu voltar. Mas a cena jamais aconteceria. Luben Russév nunca teve a chance de conhecer o pai.

No final dos anos trinta, depois de um tempo em Buenos Aires, Russév estabeleceu morada no Brasil, com algum dinheiro no bolso. Começou a empreitar obras para a siderúrgica Mannesmann. Para fazer dinheiro, construía casas por conta própria e as revendia, sempre com bom lucro capitalista. Sua fama era de bom negociante. Fez o dinheiro render em pouco tempo. Numa viagem a trabalho ao interior de Minas Gerais conheceu Dilma Jane Silva, uma professorinha, filha de um pecuarista rico da região. Foi amor à primeira vista. Não demorou muito tempo e os filhos apareceram. Primeiro, Igor. Depois, Dilma. Por fim, Zana. Pétar Russév virou Pedro Rousseff e a história do Brasil jamais foi a mesma.


Os Rousseff moravam numa casa grandiosa, aos cuidados de três empregadas domésticas. As crianças conviviam com um imenso piano e uma professora particular, madame Vincent, que as visitava religiosamente para ensinar francês. Dilma teve uma educação de ponta – quando seu pai morreu, em 1962, deixou a família numa situação confortável, com cerca de quinze bons imóveis como fonte de renda. Aos 15 anos, quando trocou o conservador Colégio Nossa Senhora de Sion, onde as moças só falavam francês com as professoras, pelo Colégio Estadual Central, desabrochou. O Sion era um colégio de freiras exclusivo para meninas. Dilma era educada para debutar. Percebeu com a mudança, como diria tempos mais tarde, “que o mundo não era pra debutante”. Seguiu o caminho não tão incomum de moça prendada de classe média alta para o coração da esquerda revolucionária.

Foi no Estadual Central que recebeu de grupos de esquerda um texto pra ler, um livrinho chamado “Acumulação Primitiva”, um dos principais capítulos do “Capital”, de Marx. Não entendeu absolutamente nada, sequer se aquele barbudo alemão estava a favor dos trabalhadores. Mas era um primeiro passo. Quando ingressou na Organização Revolucionária Marxista Política Operária (Polop), os militares já tomavam conta do poder. A organização surgira como uma alternativa ao quase-monopólio que o Partido Comunista Brasileiro exercia na esquerda tupiniquim. O PCB sustentava que o caráter da revolução no Brasil era democrático e que a conquista do poder se daria através de uma revolução burguesa. A Polop, por outro lado, não acreditava na democracia liberal. Sua base era armada, revolucionária. Dilma lutava pela implementação de uma ditadura do proletariado no país, influenciada pelo incendiário livro “A Revolução da Revolução”, do marxista francês Régis Debray, que difundia o “foquismo” – a teoria da guerrilha de pequenos grupos, os focos, para expropriar e violentar a burguesia. As conversas do grupo giravam sempre em torno da revolução e exploração dos trabalhadores, embora “pobre, mesmo, não tinha muitos, não”, como lembra o atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, membro da organização. “Todos eram, pelo menos, de classe média”. Apesar de não ter abandonado o Minas Tênis, clube da elite mineira, a filha do meio dos Rousseff começava a ter seus passos rastreados pela polícia secreta, que apontava a Polop como uma organização “Marxista-Leninista que adota a linha violenta”, com um acervo composto por manuais dos “fuzileiros da infantaria”, de leitura de “cartas e fotografias aéreas”, para “manuseio de armamento”, de “técnicas usadas pela polícia” e de “fabricação de explosivos”.

A organização, dividida em relação ao método para a implantação do socialismo, logo concentrou-se entre os que defendiam a convocação de uma assembleia constituinte e os que faziam coro à luta armada. Dilma escolheu sem titubear a segunda opção, que se transformaria no Comando de Libertação Nacional (Colina) e, posteriormente, na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares(VAR-Palmares). Em pouco tempo, virou professora e ensinou marxismo a operários militantes. Também aprendeu a mexer em armas. Ajudou na elaboração de três assaltos a bancos, assinou artigos no jornalPiquete (que circulava nos bairros operários de BH) e chegou à direção do Colina. Dividia com seus companheiros a luta pela instalação de um regime de inspiração soviética no país – que, há milhares de quilômetros, perseguia militarmente opositores, assassinando, torturando e aprisionando indivíduos que não concordassem com o regime.


Foi na VAR-Palmares que Dilma participou da preparação da mais espetacular ação da luta armada no Brasil: o assalto ao cofre do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros. O cofre em questão era uma peça com mais de 200 kg, retirado da mansão onde vivia a amante de Adhemar de Barros, morto quatro meses antes, no bairro carioca de Santa Tereza. O valor? A monumental quantia de US$ 2,596 milhões, uma fortuna que corresponde hoje a mais de R$ 20 milhões. No dops, o depoimento era que o dinheiro ficou cerca de uma semana “em um apartamento situado à rua Saldanha Marinho, onde também morava Dilma Vana Rousseff Linhares”. Num dos inquéritos é dito que Dilma “manipula grandes quantias da var-Palmares. É antiga militante de esquemas subversivo-terroristas. Outrossim, através de seu interrogatório, verifica-se ser uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais. Trata-se de pessoa de dotação intelectual bastante apreciável”. Em outros relatórios, foi também chamada de “Joana D’Arc da subversão”, “papisa da subversão”, “criminosa política” e “figura feminina de expressão tristemente notável”.

Pouco tempo depois, Dilma acabou presa em São Paulo. Foi torturada por 22 dias com socos, pau de arara e choques elétricos. Passou quase 3 anos na prisão e teve decretado seus direitos políticos cassados. Saiu do Presídio Tiradentes quase dez quilos mais magra. Na sequência, decidiu mudar-se para o Rio Grande do Sul, onde exerceria os cargos de Secretária Municipal da Fazenda de Porto Alegre e Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicações. Eram os primeiros passos de sua trajetória por cargos públicos que a levaria à presidência da República anos mais tarde.

Passados décadas, o cenário é visto com outros olhares – a atual presidente viu seu passado militante tornar-se um expoente da luta pela pluralidade democrática. Ledo engano. Dilma engajou-se politicamente, foi às ruas, organizou resistência, enfrentou um governo tirano e ilegítimo, virou vítima nos seus porões, sofreu brutal violência nas mãos do Estado. Virou Stella, Wanda, Luiza, Patrícia, adotou outras identidades para se opor à violência institucionalizada. Apesar disso, é um erro cometer a automática associação entre opositores da ditadura com defensores da democracia, como se o mundo fosse um grande campo preto-e-branco, maniqueísta com suas duas perspectivas quadradas possíveis. Dilma defendia um modelo político-econômico que provou-se impossível de ser estabelecido longe da instauração de uma ditadura militar, nas dezenas de países que o testemunharam no último século. Aqui, a discussão era pela substituição de um regime fortemente repreensivo por outro de igual porte, embora com outros propósitos. Enquanto a atual presidente lutava para combater a ditadura brasileira, incontáveis jovens como ela organizavam-se para enfrentar regimes ainda mais brutais ao redor do mundo, sofrendo nas mãos de governantes vistos como edificadores por seu grupo, em regimes de partido único. A esses guerrilheiros, tudo que Dilma pode oferecer até aqui foi o silêncio – um silêncio ensurdecedor que ainda ecoa, agora também nas prisões dos opositores políticos venezuelanos.

Como dizia o velho Millôr, “democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim”. Assim tudo parece fazer sentido.

terça-feira, março 31

Comissão da Constituição e Justiça aprova redução da Maioridade Penal. Agora será no Plenário da Câmara.

A situação atual é essa...
Há muito tempo existe o debate sobre a redução da maioridade penal no Brasil. Diversas nações do mundo tem limites menores do que o nosso ( em alguns nem existe idade penal ), sendo o Brasil um dos poucos que punem só a partir do 18. Abaixo, coloco uma imagem que comprova isso:

Não está na lista, mas em Cuba - a meca de todos os esquerdistas - a maioridade é aos 16. Sim, aos 16!!! Contudo, por aqui os defensores da Ditadura Cubana dizem que quem defende reduzir para 16 são fascistas de direta e extrema-direita. Bom, então os irmãos Castros viraram pessoas de direita? Acho que não...

Pois hoje a CCJ - Comissão de Constituição e Justiça - da Câmara dos Deputados aprovou o texto sobre a redução da maioridade penal. Agora o texto vai ao plenário e, se aprovado, seguirá para o Senado e poderá, virar lei. Claro e evidente que pessoas ligadas a partidos de esquerda ( ou extrema esquerda ) começaram a gritaria e prometem lotar as galerias e fazer todo tipo de afronta de democracia, algo bem comum a estes. Eles deveriam, isso sim, decidir se ficar do lado a maioridade aos 16 anos é coisa de Direita ou de Esquerda. Adiante...

Eu sou favorável ao fim da idade penal. Porque reduzir para 16, em termos, não vai mesmo resolver o problema. Os bandidos passarão a recrutar os de 14. Se reduzirmos para 14, vão cooptar os de 12. A solução, na minha opinião, é a inexistência de idade penal aliada ao acréscimo de 100% na pena para todo e qualquer bandido que tenha, em seu bando, crianças e jovens. 

Defendo também, que pena só seja aplicada a casos claros de violência extrema, ou seja, quando o jovem/criança envolver-se em assassinato, tortura, latrocínio, estupro e etc. Casos de assaltos e pequenos delitos, seguiria-se aplicando as penas atualmente previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. Nada de punir por tudo como se fossem adultos. Tem que ser seletivo, mas quem dá tiro na cabeça de uma outra pessoa não pode ter salvaguarda da lei. 

Simples assim. E o amigo leitor, o que acha?

quinta-feira, janeiro 15

15 de Janeiro de 1985: o Dia em que o Brasil mudou

O momento que nunca saiu da minha cabeça: Tancredo é eleito presidente
Eu me lembro de poucos dias da minha vida com a clareza que tenho do dia 15 de Janeiro de 1985. Aliás, o dia 15 tem uma uma certa influência em minha vida ( cheguei aqui nesta adorada terra nesta data em 1982, meu avô paterno morreu em Fevereiro de 1994... ). Naquele dia eu - estão com 11 anos incompletos ( nasci em 21/03/74 ) sentei-me a frente da TV para assistir a eleição presidencial via Colégio Eleitoral ( composto por Deputados Federais, alguns estaduais e Senadores ). Tancredo de Almeida Neves ( sim, o avô de Aécio Neves ) concorria contra Paulo Salim Maluf, ex-Governador do Estado de São Paulo. 

Eu, claro, torcia por Tancredo, mas alguém pode-se perguntar porque uma criança de quase 11 anos tem uma clara ideia sobre tema tão forte. E eu respondo facilmente: meu pai era Metalúrgico, funcionário da Volkswagen no ABC Paulista. E quando das greves de 1979, comandadas vocês sabem bem por quem, lembro-me da aflição de minha mãe a espera dele. Obviamente eu também estava aflito, mas não entedia direito o porque. Vem desse fato ( meu Pai comenta que alguns colegas nunca mais foram vistos ) a minha profunda antipatia pela figura de Paulo Maluf.

O dia estava claro sem nuvens no céu, mas sem um calor insuportável. Teríamos finalmente um Presidente não ligado à Ditadura? Como votariam os Deputados e Senadores do PDS, partido majoritário na casa? Conseguiria a Aliança Democrática formada entre PMDB e PFL sufrágios suficientes para vencer? Eram perguntas demais. Mas todas foram respondidas a favor da Democracia naquele dia. 

Tancredo venceu com 300 votos de vantagem ( 480 x 180 ) o ex-Governador paulista. Caso queira saber quem votou em quem, clique aqui

Buscando vídeos, achei este aqui:


quarta-feira, dezembro 10

Comissão da Verdade(??) entrega relatório sem citar crimes de esquerdistas

A Comissão da Verdade entregou relatório. Mas cadê os crimes dos esquerdistas?
A Democracia Brasileira é muito recente. Só em 1989 elegemos um presidente de forma direta e desde então tivemos apenas 6 eleições. Todos os países democráticos do mundo possuem quase 10 vezes mais eleições em sua história. Entre a Independência e os dias atuais tivemos ao menos 4 períodos ditatoriais no meio. 

Entre 1964 e 1985 vivemos o que passou para a história como Ditadura Militar. Foi uma sucessão de Governos comandados pelo exército e onde civis não tinham vez alguma. Grandes líderes se opuseram ao Regime, muitos dos quais pagaram com a própria vida por isso. Mas diversas pessoas comuns também pagaram com a vida. A maioria morta pelos torturadores do regime de exceção. Mas existem 121 mortes catalogadas que pereceram por ações dos grupos armados que desafiaram o regime. Antes de prosseguir, uma informação: os que pegaram em armas contra a Ditadura, em sua quase totalidade não queriam a volta da Democracia, isso é balela. As pessoas que eram e ainda são de esquerda, queriam era uma outra Ditadura, só que vermelha. Isso não é matéria de especulação, é a realidade. Dito isso, adiante...

Estas 121 pessoas morreram de diversas formas: em assaltos, ataques a prédios públicos, quartéis, delegacias, assaltos à Bancos e em explosões de carros bomba. Muito eram policiais sim, mas nem por isso torturadores. Assim como em qualquer área, existem pessoas boas e ruins e existiam policiais que não eram simpáticos ao regime, mas que simplesmente não podiam pensar contrariamente. Afinal, ninguém podia. Outras vítimas eram pessoas que estavam em uma fila de Banco e morreram em assaltos. Outros receberam balas perdidas e por ai vai... Essas pessoas, segundo o Relatório da Comissão da Verdade são pessoas de terceira classe, já que não aparecerem no relatório. Porque? Simples: listá-las implicaria explicitar o que poucas pessoas sabem: os esquerdistas também mataram. 

Só que os partidos de esquerda negam isso. E tentam transformá-los em heróis. Cada um que eleja seu patamar moral, mas negar a essas pessoas o direito de serem lembradas, é asqueroso. Outra coisa: sabem o que aconteceu com os pais de um soldado morto por um dos grupos? Tiveram negados 4 pedidos de pensão. Enquanto isso, um Ziraldo recebeu mais de 1,5 milhão de reais e receberá até morrer uma pensão. Isso sem falar em Carlos Lamarca, que pediu baixa do Exército e foi promovido a General 3 estrelas.

A Comissão da Verdade afronta até a lei que a criou. Afronta a Lei de Anistia que impede que se processem os esquerdistas, mas estes querem processar os direitistas. Eu faço diferente: vamos processar todos. Algum esquerdopata concorda? Duvido...

sexta-feira, abril 4

Porque o Governo Federal é simpático com a Ditadura na Venezuela?

O mandato dela foi cassado por um Decreto do Presidente do Congresso Venezuelano...
Para alguns menos informados, é preciso um preâmbulo: A Venezuela vive uma grave crise institucional desde que Hugo Chavez chegou ao poder em 1999 e começou a implantar, nas palavras dele próprio, o Socialismo do Século XXI ( seja lá o que isso queira dizer ). Hoje o país é, na prática, uma Ditadura. Chavez usou regime democrático para miná-lo aos poucos. Perdeu um referendo para ter direito a re-eleições infinitas e não se deu por vencido. Marcou outro, atacou a oposição, impediu campanha contra ele e ai venceu, por pequena margem mesmo assim.

Com sua doença não pôde tomar posse para mais um mandato. E a Constituição, feita por ele mesmo, previa que neste caso o Presidente da Assembléia Nacional é que seria Presidente até a convocação de novas eleições. Mas é uma Ditadura, e a Suprema Corte deu posse a Chavez que praticamente estava morto. Para que tanto cuidado? Se morresse como presidente, que assumiria seria o seu Vice, Nicolas Maduro. E de fato foi o que aconteceu. Coisas típicas de Ditaduras...

Pois bem, corta para 2014. A Venezuela é hoje um dos países mais violentos da América Latina. Sofre com apagões ( mesmo sendo o único integrante da poderosa OPEP - Organização do Países Produtores de Petróleo -  das Américas ), desabastecimento de gêneros básicos ( papel higiênico é artigo de luxo ) dentre outros. É um país empobrecido, isolado do mundo e que recuou economicamente, ao estatizar quase tudo o que era possível estatizar.

Neste cenário é óbvio que o Governo avançou pra cima dos meios de comunicação, como também é praxe nas ditaduras. Fechou um canal acusado de fazer oposição ( RCTV ), forçou outros a se aliarem ao Governo sob ameaça de fazer o mesmo, espalhou rádios pelo país doadas a aliados... e passou a ocupar grandes horários diários nas mesmas. Durante a última campanha Maduro, que venceu Henrique Caprilles, chegou a ficar 7 horas(!!!) no ar, enquanto que o rival tinha míseros 15 minutos. Democracia pura, como diria o ex-presidente Lula...

Mas o que isso tem a ver com o Brasil e quem é a mulher da foto? Vamos ao busilis: a mulher da foto é a Deputada Maria Corina Machado. Aliás, ela é ex-deputada, pois foi cassada no seu país. O crime? Bom... se opor ao Governo e por ter incentivado os protestos contra este. Mas e o Brasil, o que tem a ver com isso? Ora, o Brasil assinou duas notas de apoio a Venezuela, na mesma semana, mandou um Ministro a Caracas para declarar apoio a Nicolas Maduro e seu governo e até o presidente do PT, Rui Falcão, foi a capital Venezuelana para dizer que o "povo brasileiro está com Maduro!!!". O povo? Sei não...

Corina Machado esteve esta semana no Brasil. Foi ao Congresso, a convite do PSDB. O que fizeram os partidos de esquerda? Vaiaram a ex-deputada cassada, porque ela seria contra a "democracia venezuelana". Asqueroso, mas isso é normal em se tratando dos partidos de esquerda. Eles preferem uma Ditadura a uma Democracia e isso é fácil provar: todos apoiam a Coreia do Norte em detrimento da do Sul, democrática.

É vergonhoso que o Brasil, que batalha a anos para conseguir um posto no Conselho de Segurança da ONU, apoie uma Ditadura, que só neste ano matou mais de 30 pessoas. Que assine notas nojentas de desagravo a uma Ditadura. Que eles gostem ideologicamente de Ditaduras é um direito deles, mas não podem colocar o Brasil para passar vergonha internacionalmente. E ainda vaiam uma Deputada cassada por um DECRETO do Presidente da Assembleia Nacional. E ainda ousam falar que o julgamento do Mensalão foi de exceção. Mas concordam com o que foi feito na Venezuela...

Seria cômico não fosse trágico...