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sábado, outubro 28

Lula pela Mentira, por Felipe Moura Brasil


Em homenagem aos 72 anos de Lula, completado ontem, trago um texto que desnuda a sua alma asquerosa, feita por Felipe Moura Brasil, do Site O Antagonista. Os grifos em vermelho, foram feitos por mim.

Lula pela Mentira


Enquanto a Câmara dos Deputados enterrava a segunda denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer, Lula disparava as suas bravatas em caravana por Minas Gerais, abusando do seu estilo “nós” (os autoproclamados defensores dos pobres) contra “eles” (os membros de uma alegada elite que odeia pobres). Em Itinga, por exemplo, o suposto pré-candidato presidencial disse: “O governo precisa parar de fazer corte no orçamento. Nós precisamos cortar é o dinheiro emprestado pros ricos e aumentar o dinheiro financiado pros pobres.” 

Mas como parar de fazer corte no Orçamento, se Dilma Rousseff, a afilhada de Lula, estourou as contas públicas, deixando um déficit fiscal de 170 bilhões de reais? E quem é Lula para falar em “cortar dinheiro emprestado pros ricos”? Os empresários mais ricos desse país, seja da JBS ou de empreiteiras que participaram do esquema de corrupção da Petrobras, como Odebrecht e OAS, ganharam fortunas em dinheiro público durante os governos do PT, geralmente pagando propinas para isso, como no próprio caso do triplex de Lula, apontado na sentença de Sérgio Moro como contrapartida por três contratos com a maior estatal brasileira. 

Entre 2006 e 2014, a receita líquida da JBS de Joesley Batista, por exemplo, cresceu cerca de 2.800%, passando de R$ 4,3 bilhões pra R$ 120,5 bilhões, graças ao bom relacionamento com o PT, que lhe rendeu acesso a fartos financiamentos do BNDES. Mas o cinismo de Lula foi além: “Agora mesmo nós estamos vendo eles comprarem votos de deputados para manter a permanência do Temer na presidência, quando 97% do povo não quer que o Temer continue na presidência.”

Eu, Felipe, posso denunciar Michel Temer por ter gasto 32,1 bilhões de reais em compra de votos para enterrar a segunda denúncia, mas quem é Lula para fazer isso?  O comandante máximo montou um quartel general num hotel de luxo em Brasília na época do processo de impeachment de Dilma Rousseff, onde recebeu parlamentares para oferecer o diabo em troca de votos para salvar sua afilhada; e ainda teve uma reunião secreta com Joesley Batista e Eduardo Cunha para tentar dissuadir o então presidente da Câmara de levar adiante o processo

Agora veja o que Lula disse em Araçuaí, sempre atribuindo a adversários indeterminados frases formuladas por ele mesmo: “Quando a gente criou o Bolsa-Família, [a oposição] dizia ‘ah, esse Lula tá dando dinheiro pra pobre porque esses pobres não vão querer mais trabalhar, eles tão virando vagabundo’. Eles nunca viram uma criança ir dormir sem tomar um copo de leite à noite". Relembro, então, o que o próprio Lula falava ( vídeo no início deste post ), inclusive sobre o leite, quando ele ainda estava na oposição no ano 2000:  “E, lamentavelmente, você tem uma parte da sociedade que, pelo alto grau de empobrecimento, ela é conduzida a pensar pelo estômago e não pela cabeça. É por isso que se distribui tanta cesta básica. É por isso que se distribui tanto tíquete de leite. Porque isso, na verdade, é uma peça de troca em época de eleição.”

Pois é. Quando chegou à presidência, Lula usou e abusou dessa peça de troca, enquanto comandava o projeto criminoso de poder do PT. Toda caravana de Lula, além de um fiasco, é um tributo à hipocrisia.

quarta-feira, maio 17

Será o fim da Republica?

Temer negociou o silêncio de Cunha com a JBS...

enquanto que Aécio teria pedido 2 milhões para sua defesa...

E podemos voltar a ter uma mulher na Presidência...

O Brasil parece não ter mais jeito. O Site do Jornal O Globo trouxe o que pode ser o furo do ano: o Presidente Temer - em Março deste ano - negociou com os donos da JBS - o pagamento de valores para silenciar o ex-Deputado e Presidente da Câmara Eduardo Cunha. E o pagador da propina Joesley Batista teria gravado tudo. Com isso - e por ter sido durante o exercício do mandato - Michel Temer pode ser processado pelo crime de corrupção. Segundo alguns, quando a gravação for tornada pública, ele só terá uma saída: renunciar.

Mas isso não foi tudo. Como se fosse um amador, o Senador Aécio Neves foi até o mesmo Joesley e pediu 2 milhões para custear sua defesa na Operação Lava Jato. E também foi gravado. A ação de um Senador agindo assim é tão amadora que parece até impossível de se acreditar, mas a gravação existe. E convenhamos: com tudo o que tem acontecido desde 2014 ir pedir dinheiro a empresários é coisa de gente muito burra. 

Os donos da JBS ( além de Joesley tem o irmão dele, Huesley ) acertaram Acordos de Delação Premiada, mas a mesma não foi tornada pública. Assim, tanto Temer quanto Aécio ( e quem sabe mais ) caíram nos seus erros que acreditavam ficarem escondidos. Com isso e caso Temer renuncie ( ou sofra Impeachment ), estão na lista sucessória, pela ordem: Rodrigo Maia ( DEM ), Presidente da Câmara; Eunicio Oliveira ( PMDB ) Presidente do Senado e a Ministra Carmem Lúcia. Presidente do Supremo Tribunal Federal. Acontece que existe uma decisão do STF de que réus não podem assumir a Presidência. E tanto Maia quanto Eunicio podem virar réus em breve. Assim, cairia no colo da Presidente da Corte assumir a Presidência.

Seria irônico voltarmos para uma mulher no comando. E será, também, traumático.

domingo, abril 2

Paulo Câmara é mesmo o pior Governador da história?

Tá feia a coisa para o Governador do "imposto"...
Eu moro em Salgueiro desde janeiro de 1982, tenho portanto 35 anos e vivenciei vários Governos: Roberto Magalhães, Gustavo Krause, Miguel Arraes ( duas vezes ), Carlos Wilson, Joaquim Francisco, Jarbas Vasconcelos, Mendonça Filho, Eduardo Campos, João Lyra e Paulo Câmara. Não acho justo avaliar os que ficaram menos de um ano, mas é impossível não lembrar do saudoso Carlos Wilson e seus feitos dignos de nota antes de virar petista. Dentre os que foram eleitos, tiro da lista de análise Roberto Magalhães, para mim o melhor de todos. E por muito, diga-se. 

Arraes é, para mim, um dos piores de todos os tempos. Em seus Governos o PIB do estado caiu, a educação praticamente foi exterminada e a saúde idem, Apenas o "chapéu de palha" consegua salvá-lo, problema de um povo empobrecido. Jarbas Vasconcelos cuidou muito bem de Caruaru até Suape. E só. Eduardo Campo é o melhor dessa turma, por muito e quase chega - na minha opinião - a Roberto Magalhães. Ficam restando Joaquim Francisco e Paulo Câmara.

E é entre esses dois que, a meu ver, recai o peso de quem seria o pior. Joaquim foi desastro mesmo, não conseguiu grandes feitos e fez um Governo muito fisiologista. Claro que ter pego o período de Collor e o pós-impeachment não ajudam em nada. Acontece que esse é o mesmo cenário de Câmara: um governo nacional desastroso, recessão e impeachment. Mas Paulo Câmara tem problemas adicionais que, a meu ver, Joaquim Francisco não teve: a expectativa. O estado que Câmara herdou era muito melhor do que receber Joaquim e isso inegável. Além disso, o apoio ao governo atual é muito maior do que em 1990. Por fim, Câmara deu continuidade a uma ideia de governar, Joaquim não.

Quem seria, então, o pior do 2? Como o Governo de Paulo de Câmara não terminou ainda, acho que Joaquim Francisco ainda seja o pior de 1982 para cá. Mas Paulo Câmara terá que se esforçar muito para não "ganhar" este título. Se acabasse agora, ele seria o pior muita frente antes o "amarelinho". Segundo pesquisa divulgada, ele tem 74% de reprovação.

É o que eu penso.

quarta-feira, outubro 19

Eduardo Cunha é preso

Fim de uma era...
E eis que o dia finalmente chegou. O ex-homem forte de Brasília agora está preso. Eduardo Cunha, que chegou a ser o terceiro na linha sucessória da republica já era Réu em diversos processos ligados a operação Lava Jato, mas seguia livre. Agora não mais.

O Juiz Sérgio Moro decretou a prisão de Cunha e também bloqueou mais de 220 milhões de reais em contas pertencentes ao ex-Deputado, cassado recentemente. Além disso, a Polícia Federal cumpriu mandato de busca e apreensão de documentos na casa do ex-presidente da Câmara dos Deputados. 

Cunha tornou-se famoso nacionalmente ao derrotar dois candidatos do Palácio do Planalto ( ambos do PT ) pela disputa da Presidência da Câmara dos Deputados. Venceu no primeiro turno, feito raríssimo. Seu mandato foi sempre cercado de embates com a então Presidente Dilma e o PT. Antes mesmo de aceitar a denúncia contra Dilma, que terminou por cassá-la menos de um ano depois, ele já estava envolto na lama gerada pelas investigações da Operação Lava Jato.

Conduziu o Processo de Impeachment na Câmara, mas depois foi afastado pelo STF, que suspendeu o seu mandato. Fora da Presidência seguiu manobrando como pode para evitar que o Processo que corria contra ele no Conselho de Ética fosse adiante. Tentou de tudo, mas seu poder diminuía rapidamente. Terminou cassado, praticamente sem apoios.

Agora, preso, chega ao ponto mais baixo de uma carreira permeada de assuntos mal resolvidos e que sempre cheiraram mal. Basta dizer que, mesmo que indiretamente, ele esteve envolvido no Processo de Cassação de Fernando Collor de Mello. 

No Brasil atual é possível que nunca mais volte a cena. É o que esperamos de nossa justiça. O país respira melhor com ele preso.

quarta-feira, agosto 31

A hora da verdade de Dilma Rousseff chegou

A Presidente defendeu-se segunda numa Sessão avançou pela noite
Brasília, quarta-Feira 31 de Agosto de 2016. Um dia em que será definido o futuro do Brasil, não apenas da Presidente Dilma Vana Rousseff. Daqui a pouco, às 11:00h, o Senado Federal coloca um ponto final no Processo de Impeachment, que em todo o seu curso, desde a denúncia, já dura quase 9 meses, curiosamente o tempo de uma gestação.

Os 81 Senadores decidirão se interrompem ou não o segundo mandato da primeira mulher a tornar-se Presidente do Brasil ( eu odeio o termo ENTA, porque além de soar mal para mim não é adequado ). Eles precisam decidir se, na prática, vale a pena trazer de volta uma Governante desgastada, sem apoio popular, parlamentar e nem de setores do próprio partido. Precisam decidir se os crimes de responsabilidade apontados - para mim, de forma inequívoca - são suficientes para ir contra o que decidiu o povo menos de 2 anos atrás.

Dilma Rousseff precisa de 28 votos, mas as contas mais otimistas apontam que ela conta com o voto de 21 Senadores. Até os mais ferrenhos defensores admitem a derrota e esperam por um milagre. Cabular votos tornou-se algo complicado demais, ainda mais sem o poder da caneta, que já não surtira efeito na Câmara dos Deputados e no próprio Senado, quando ela foi afastada.

Michel Temer, que até aqui faz um Governo pálido, aguarda ansiosamente para virar Presidente efetivo, ocupando o posto que o cargo para o qual foi eleito ( sim, ele teve os mesmos votos de Dilma, até porque vota-se na Chapa para quem não souber ) lhe garante. Será o melhor para o Brasil? Só o tempo dirá, mas eu não vejo o Senado no futuro cancelando a Sessão que começou ontem e terminará hoje por volta do meio dia, como disse Lindbergh Farias, citando que o Senado fez com o ocorrido em 64, quando o Senado cassou o Presidente João Goulart.

Não adianta mais, de ambos os lados, evocar o conjunto da obra. Agora é hora de pensar bem e escolher de acordo com as convicções de cada um. Contudo é de se pensar como, em menos de um quarto de século, estamos vivendo uma segunda ação de impeachment. De como chegamos a este ponto. E, suprema ironia, com o primeiro impeachmado votando no processo de outro Presidente. Coisas do Brasil. Assim como as jabuticabas.

domingo, agosto 28

Dilma Rousseff irá amanhã ao Senado em sua última tentativa de manter seu madato

Eleita em 2010, Dilma chegou a ter mais de 70% de aprovação...
mas foi afastada menos de 6 anos depois. O que deu errado?
Impopularidade. Algo que - em maior ou menor grau - todos os presidentes vivenciam em algum momento de seus mandatos. Mas pouquíssimos conseguiram o que Dilma Rousseff conseguiu: ir do máximo de popularidade na história para um dos mais baixos índices de todos os tempos. E ela fez isso entre o início de 2013 ( pico mais alto ) até o fim de Abril ( polo mais baixo ), antes de ser afastada pelo Processo de Impeachment, o mesmo do qual irá se defender amanhã no Senado.

Mas como deu-se isso, em tão pouco tempo? Vários são os fatores que levaram a essa situação, mas basicamente eu resumiria em apenas três:
  • Política Econômica - Desde 2008 que o Brasil abandonara o rigor fiscal, inicialmente de modo acertado para superar a crise mundial causada pelo caos nos EUA. Mas o remédio foi usado por tempo além do necessário. Isso, por si só, trouxe um desajuste das Contas Públicas que, no começo de 2011 já era bem evidente. Eleita, Dilma nada fez para corrigir o problema, pelo contrário: investiu em desonerações de poucos setores, diminuindo as receitas. Além disso manteve o crédito em alta via BNDES e Bancos Públicos, aumentando a dívida pública com juros altos e repassando para os Bancos com juros muito mais baixos;
  • Falta de tato político - Dilma é uma técnica, não política. Até quem a defende com unhas e dentes, sabe bem disso. Ela é dada a arroubos que cria descontentamentos. Além disso ela, inegavelmente, fez escolhas ruins para o Ministério. Colocar Aluizio Mercadante para negociar com o Congresso foi apenas uma delas. Além disso, ela herdou uma estrutura de apoios que só seria mantida com mais e mais cargos. Deu certo por um pouco tempo, mas era certo que um dia desmoronaria;
  • Operação Lava Jato - Até agora, Dilma não está diretamente ligada com a corrupção, mas existem várias investigações que poderão - eventualmente - até chegar a ela. Mas a Operação foi aos poucos minando a popularidade de Dilma. Quando o líder do Governo Delcício do Amaral foi preso, o golpe foi imenso. As prisões dos Tesoureiros e pessoas ligadas ao PT idem. A popularidade foi sendo dragada aos poucos.
Dilma Rousseff é a segunda Presidente a ser afastada, ao lado de Collor de Mello. Amanhã ela irá ao Senado para defender seu mandato, que para muitos já terminou quando foi afastadas. Segundo contas mais favoráveis, Dilma só deve ter 25 votos, de 28 necessários. Nas contas ruins, ela poderá ter apenas 20 votos.

A Sessão de amanhã no Senado Federal será histórica por diversos motivos, desde o fato de ser o primeiro presidente a fazer tal defesa ( Collor renunciou em 92 antes do fim do Processo, tentando manter os direitos políticos ), seja porque os olhos estarão voltados para o Senado. Claro que teremos perguntas crueis bem como as levantadas de bolas por parte de aliados.

Mas o fato de se chegar a este ponto dá uma ideia de como está ruim a nossa política. E de como precisamos melhorar para os próximos anos. Porque não é nada bom termos dois Presidentes perdendo mandato em menos de um quarto de século.

quinta-feira, julho 28

Política: Porque a Cláusula de Barreira precisa voltar

Reforma Política ganhando corpo?
Pelos idos de 2005, o Brasil vivia aquela que muitos - eu incluso - considerávamos a maior crise política da história republicana: o Mensalão. Foram tempos confusos, com até mesmo ameaça de sofrer processo de impeachment ao Presidente Lula. Por motivos dos mais diversos, a crise passou ( até que o Petrolão viesse a tona ), mas o Congresso aproveitou a crise de 11 anos atrás e encampou o projeto da Cláusula de Barreira. 

O projeto planejava ordenar o sistema política brasileiro, criando como o nome sugere barreiras à proliferação de legendas, muitas das quais apenas servem para que seus Presidentes ganhem com seu aluguel. Outros serviam - até hoje é assim - apenas para que Deputados que não conseguem ficar longe do poder mudem de legendas. E claro, tais legendas possam ter tempo nos Guias - moeda de troca na hora de compor Coligações - e acesso a Fundo Partidário.

Em resumo, partidos que não atingem um mínimo de votos nas eleições ( 5% do total do eleitorado em ao menos 5 estados ) ficariam restritos nos seus direitos, tais como:
  • Tempo de Televisão e Rádio, com redução das inserções semestrais. Em alguns casos nem mesmo teriam direito a qualquer inserção;
  • Perda de repasses do Fundo Partidário, com alguns não tendo qualquer direito a recursos;
  • Perda de possuir liderança nas Câmaras e Assembleias;
  • Perda de assento nas Comissões das Câmaras e Assembleias.
Diversos Partidos, tentando evitar estes problemas buscaram fusões, algo impensável na História Republicana, com o PRONA de Enéas Carneiro se unindo ao Partido Liberal de Valdemar Costa Neto ( um dos mais notórios Mensaleiros ) criando o atual PR - Partido da República. Outros nem sabiam como fariam para seguir existindo, como o PC do B.

Pois foi justamente o PC do B que foi ao Supremo questionar a Constitucionalidade da Lei, reforçando que a mesma limitaria o funcionamento do Partido. E o Supremo determinou que a Lei - que seria um imenso avanço - tinha violações de Direitos Constitucionais e a mesma foi revogada. A crise foi superada, Lula re-eleito e passou a surfar numa onda de popularidade o assunto foi esquecido. E chegamos ao caos atual onde 26 partidos possuem representação na Câmara dos Deputados.

Isso, na prática, significa que o Presidente ( seja ele de qual corrente for ) terá que conversar e compor com - pelo menos - uns 15 partidos. Isso é surreal e está na gênese da crise atual, que deriva da de 2005 e que poderia ter sido evitada. O Brasil precisa de - no máximo - 10 partidos:
  • 1 de Extrema Direita;
  • 2 de Direita;
  • 1 Trabalhista;
  • 1 Social Democrata
  • 1 de Centro Direita;
  • 1 de Centro Esquerda;
  • 2 de Esquerda;
  • 1 de Extrema Esquerda; 
Assim, ao tentar formar um Governo, seria mais fácil comandar o País, os Estados e as Prefeituras. Sem falar que o eleitorado se identificaria mais facilmente com seus candidatos e suas ideologias. Só de esquerda para a extrema esquerda temos hoje: PT, PC do B, PSOL, Rede, PCO, PSTU, PCB... fora outros em criação. Isso deixando de fora PDT, PPS e PSB que poderiam facilmente entrar na Lista.

Querem ver outro exemplo? Foram criados de 2010 para cá: PSD, Rede, Novo, PROS, Solidariedade e PEN. Achou muito, pois saibam que existem outros 21 tentando registro ( clique aqui e fique pasmo com os nomes ). Além disso temos o Fundo Partidário que consome, por ano, quase 1 bilhão de reais. Esse valor daria para, por exemplo, construir 400 escolas todos os anos. E detalhe: é dinheiro público.

Por falar em dinheiro público, existe uma falácia absurda de que o Estado é quem deva, diretamente, bancar as campanhas. Eu disse diretamente, porque como bem diz Roberto Jefferson, sempre foi o Caixa Estatal quem bancou as campanhas. Só que ao invés de corrigir isso, normatizando com penas pesadas a existência de Caixa Dois, o que fizeram os partidos de esquerda? Foram outra vez ao Supremo com um ADIN - Ação Direta de Inconstitucionalidade - questionando as doações de empresas. Sendo que no Mundo Democrático ( leia-se Canadá, EUA, a Europa Ocidental e mais alguns países Asiáticos e da Oceania ), as Empresas fazem doações regulares aos partidos, aos candidatos e/ou aos dois ao mesmo tempo. E não me consta que estes países estejam entre os mais corruptos do mundo, como dizem que este é o problema do Brasil.

Estamos vivendo agora a maior crise de todos os tempos, com uma Presidente afastada por um Processo de Impeachment e um Presidente Provisório tendo que trocar Ministros quase que toda semana. A Economia está na lona, os investimentos travados, inflação alta... é a hora ideal para recriarmos o projeto da Cláusula de Barreira, evitando o que o Supremo condenou 9 anos atrás e a aprimorando. É crucial isso, para que possamos ao menos sair da lama atual.

E digo mais: vai levar tempo. Mas se fizermos algo concreto agora, em uns 10 anos poderemos estar melhores. Como poderíamos estar caso a Lei estivesse em vigor. Vale a pena lutar por isso, acreditem. Ou iremos esperar criarem o PRN - Partido da Revolta Nacional? No link que postei - caso não tenha clicado nele - tem na lista de espera a criação do Partido Pirata...

quinta-feira, maio 12

Dilma Rousseff: do topo ao fundo do poço em pouco mais de 20 meses...

A partir de agora quem comanda(??) é Michel Temer...
Dilma Vana Rousseff. A primeira mulher eleita Presidente. Também a primeira a ser re-eleita. E, quem diria, ela também passará para a posteridade como a primeira mulher a sofrer um Impeachment no Senado. Isso apenas 3 anos depois de  atingir o patamar de 70% de aprovação, antes dos protestos de Junho de 2013. Caiu muito desde então, mas com base na propaganda mentirosa de João Santana ( preso por envolvimento na Lava Jato ) conseguiu por uma ínfima margem derrotar Aécio Neves no segundo turno. E na mesma semana começou a deixar claro o engodo que fora seu primeiro governo: aumentou a Gasolina e o Banco Central subiu os juros. Era só o começo... do fim dela no Palácio do Planalto.

Conforme as semanas iam passando, mais e mais péssimas notícias apareciam: o rombo nas contas públicas, a maquiagem nos números oficiais, aumentos abusivos nas tarifas públicas, a incapacidade de conseguir um nome de peso para o Ministério da Fazenda... nenhuma boa notícia sobre o Governo foi gerada entre 26 de Outubro e o começo do segundo mandato. Nenhuma sequer.

Dilma começa seu segundo Governo muito criticada, até mesmo pelo PT. Com o país claramente metido num processo recessivo e tendo que - de fato - Governar Dilma a usa trupe caíram rápido demais. Com a maior inflação em desde o fim do Governo FHC, Dilma deixava clara a sua incapacidade de Gestora. Como se o que víamos nos noticiários fosse pouco, ainda tinha a Operação Lava Jato, que sangrava ainda mais um Governo anêmico. Ministro eram citados, ex-Ministro eram presos, doleiros e executivos de empresas afirmavam terem repassado recursos roubados da Petrobrás às campanhas de Dilma Rousseff. E a popularidade dela desapareceu, ficando abaixo de dois dígitos. 

Com a economia desabando, o cenário político não poderia ser melhor. Foi quando Hélio Bicudo, Miguel Reale e Janaína Paschoal entraram com um pedido de Afastamento da Presidente, o nefasto Impeachment. Inicialmente o PT tratou com imenso desdém o pedido e disse que jamais conseguiriam afastar o partido do poder. Tinham, digamos assim, certa razão pois mesmo na crise o Governo contava - na teoria - com 300 deputados na sua base aliada. No fim de 2015, após ver diminuir o clamor das ruas, o PT chegou a decretar que o Impeachment havia sido totalmente afastado. Leitura mais errônea jamais foi vista por um partido/governo: em Março o Brasil foi tomado pelo povo nas ruas com algumas contagens chegando a falar em 6 milhões.

Mais péssimas notícias na economia e com uma inacreditável arrogância o PT perdia aliados e não conseguia para a sangria. Em Abril tivemos o começo do fim: a votação do Parecer na Comissão da Câmara dos Deputados, onde os petistas diziam que barrariam facilmente o "golpe", como passou a tratar diuturnamente ( Dilma também entende que fez isso também noturnamente ) em suas falas, assim como todos os "poucos" aliados. Perdeu e o relatório foi para o Plenário.  Poucos dias depois numa Sessão realizada num domingo, às vésperas do Feriado de Tiradentes, o Governo perdeu por 367 votos tendo conseguido míseros 142 votos a favor. Neste momento, todos, já sabiam que o fim havia sido decretado. Faltava apenas cumprir o rito e sair do Governo.

Por falar em rito... o Governo e seus aliados ( basicamente apenas PC do B alem de alguns nomes do PDT, PSB, PR e os nanicos PSOL e o Rede ) recorreram diversas vezes ao Supremo Tribunal Federal e praticamente perderam todas. Quando o Processo chegou ao Senado o Governo não contava nem com 24 votos firmes - o mínimo necessário para impedir o afastamento de Dilma. Na Comissão Especial a derrota foi de 15 a 5. Mais tentativas de barrar o Processo foram tentadas mas o STF negou-se a alterar um Processo que na Constituição cabe exclusivamente ao Congresso.

Ontem, às 10:00hs, começou a Sessão que decidiu sobre o afastamento - pela segunda vez em apenas 24 anos - de um Presidente. Os Senadores revezaram-se no debate, poucos a favor e a imensa maioria contra. Madrugada a fora seguiu a Sessão que era a cronica de uma morte anunciada, como um Velório aguardando a hora de seguir para o Cemitério. Destaco a fala serena e precisa do ex-Presidente Fernando Collor, que apontou que o "o rito é o mesmo, mas o ritmo não".

Por volta das 06:40 de hoje, veio o resultado:

Um Governo que só consegue 22 votos já não existia...
Dilma agora será notificada, por volta das 10:00hs. o Vice-Presidente Michel Temer assumirá as funções logo em seguida e está marcada uma entrevista às 15:00hs. Por até seis meses ele será o Presidente e Dilma, mesmo afastada, receberá salários e terá direito a uma estrutura mínima. Mas o resultado da votação náo deixa muitas esperanças, uma vez que 55 é número de votos que serão necessários para afastar de vez a Presidente Dilma ao fim do Processo. 

Dilma Vana Rousseff. Um caso a ser estudado. Um caso para ser usado como o que não ser feito na Presidência. Alguém que saiu do Topo ( a re-eleição ) ao fundo do poço em menos de 20 meses.

quarta-feira, maio 11

Ontem foi Delcídio do Amaral, hoje é Dilma Rousseff

O triste fim de um Senador que eu, admito, admirava...
Por 71 votos, com uma única abstenção, o plenário do Senado Federal cassou o mandato de Delcídio do Amaral, ex-líder do Governo Dilma. Ele que foi o segundo Senador da história a ser preso no exercício do mandato, estava sem partido desde que foi expulso pelo PT. 

Delcídio foi preso por tentar obstruir as investigações da Lava Jato. Pretendia manter o Mandato e escolher outro partido para terminar o mandato. Não deu certo e agora está inelegivel por 8 anos, fora a pena que sofrerá pela Justiça Federal. Sem falar agora perdeu o Foro Privilegiado que detinha por ser Senador.

Hoje ( ou talvez amanhã ) a vez é de Dilma, que deve ser afastada por larga margem. Existem contas que sugerem que até 60 Senadores votem SIM na Sessão que começou às 09:00 e não tem hora para terminar.

terça-feira, maio 10

Governo tenta Golpe usando Waldir Maranhão para barrar Impeachment e dá com os burros n'água

Renan Calheiros furou a tentativa de Golpe Petista...
A semana decisiva para o Governo Dilma Rousseff teve o dia mais movimentado desde que o Processo de Impeachment começou a tramitar na Câmara do Deputados, no final de 2015. Quando todos esperavam por um dia de calmaria, eis que tudo veio por terra quando o Vice-Presidente da Câmara, Waldir Maranhão ( PP-MA ), assombrou a todos ( menos, é claro, os Governistas ) com uma decisão monocrática de Anular a Sessão em que se aprovou a autorização para que o Senado Federal processa-se a Presidente. E ai o caos se instaurou.

Antes de falar dos desdobramentos, irei falar sobre como isso foi possível: o Governador Flávio Dino ( PC do B-MA ) conversou durante todo o fim de semana com Waldir Maranhão tentando fazer com que ele acatasse um pedido feito pela AGU ( Advocacia Geral da União ), cancelando a Sessão em que se aprovou o Impeachment ( leia aqui a nota de Maranhão explicando porque tomou a decisão ). Dino e Maranhão viajaram juntos, e num jato da força aérea nacional, para Brasília ontem, jantaram na casa de Sílvio Costa, com a presença de vários membros da base aliada, bem como José Eduardo Cardozo, apenas o Chefe da AGU. Supimpa... ali acertaram os termos do verdadeiro Golpe na Democracia em todo o processo.

Bom, com o caos instaurado as reações foram as maiores possíveis, com a oposição atacando a decisão de Maranhão e a ínfima base do Governo comemorando. As redes sociais, é claro, ficaram em polvorosa. Conforme a tarde avançava, diversas teorias de como contornar e/ou manter a decisão do Presidente Interino. O PP, seu partido, abriu um processo para expulsá-lo. Outros parlamentares entraram com ação junto ao Supremo para anular a decisão e um outro grupo providenciou uma Sessão para esta terça para, no plenário, cancelar o ato. Enfim, de um modo geral, só os Governistas gostaram do ato, que foi por eles patrocinado.

Mas existia uma questão: o processo já estava, desde o dia 19 de Abril, no Senado. Poderia, então, a Câmara cancelar um ato que já produzia atos no Senado? Pois é, diversos Juristas disseram que Renan Calheiros tinha segurança jurídica para manter o processo em seu tramite normal. Mas Calheiros, considerado um Senador simpático ao Governo,  iria bancar manter o processo? Pois bem Renan, o sempre contestado e com mais de 10 citações na Lava Jato, nem ligou para a patacoada governista e determinou que o Impeachment prossegue. Neste momento, todos os governistas caíram na real, de que vai ter votação essa semana ( na quarta ) e de que a semana vai terminar sem Dilma no poder. Quem diria...

Os Governistas reclamaram, chiaram e prometem ir ao Supremo Tribunal Federal, que até agora nao se meteu neste imbróglio, mas sempre pairam duvidas quanto a certos Ministros. O que se sabe é que, até segundo ordem, Dilma segue cumprindo aviso prévio, que terminará - salvo um dia parecido com esta segunda, na quinta.

sexta-feira, maio 6

Como previsto, Dilma perdeu de goleada na votaçao do Relatório do Senador Anastasia

Sessão da Comissão Especial foi rápida, mas turbulenta...
Por 15 a 5 o parecer do Senador Antonio Anastasia ( PSDB-MG ) foi aprovado na Sessao de hoje da Comissão Especial que analisa a admissibilidade da Denúncia que foi acolhida pela Câmara dos Deputados. Apenas os Senadores do PT ( Gleisi Hoffman, Lindbergh Farias e José Pimental ), do PC do B ( Vanessa Grazziotin ) e do PDT ( Telmário Mota ). O Presidente da Comissão ( Raimundo Lira - PMDB-PB ) informou que somente votaria caso houvesse um, improvável, empate.

Agora o Relatório será publicado no Diário Oficial do Senado Federal e será lido no Plenário na segunda-feira, para que na quarta-feira ( dia 11 ) possa ocorrer a votação do mesmo. Nesta votação se 41 Senadores votarem Sim, a Presidente Dilma Rousseff será afastada por até 180 dias, assumindo em seu lugar o Vice-Presidente Michel Temer. Na hipótese praticamente impossível do Governo Dilma arregimentar os mesmos 41 votos a Presidente ficará no cargo.

Mas neste momento, nem a própria Dilma acredita nisso...

quinta-feira, maio 5

Agora é oficial: Mandato de Eduardo Cunha está suspenso.

Plenário do STF ratificou a decisão de suspender mandato de Cunha
Raramente o Supremo Tribunal Federal entre em consenso sobre algo, com raríssimas votações unanimes.  Hoje foi um dia desses raríssimos dias. Por 11 a 0 o Pleno do Tribunal ratificou a decisão tomada logo pelo Ministro Teori Zavascki de suspender o mandato do Deputado ( e Presidente da Câmara ) Eduardo Cunha. Ele segue com seu mandato preservado, mas nao manterá seus atos na Casa.

Como eu postara mais cedo, Zavascki desarmou um Golpe que estava em curso: o Rede - partido da petista verde Marina Silva, entrou com uma ADPF ( Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ) pedindo a mesma coisa da Liminar que Teori concedera, com um detalhe nada sutil: pedia que TODOS os atos feitos por ele enquanto presidente fossem anulados. Sim, isso mesmo que o amigo entendeu: dentre os atos, é claro que está o do acolhimento da denúncia original do Impeachment de Dilma. Se tal ação prosperasse Dilma conseguiria escapar. Genial não?

Zavascki anteviu este movimento por parte do Presidente do STF, Ricardo Levandowski e do Ministro Marco Aurélio Melo e concedeu a Liminar e avisou que a Corte deveria tomar rapidamente uma decisão, o que de fato aconteceu agora a tarde. Como Cunha foi suspenso a ADPF pedida pelo Rede ficou, então, sem sentido. E ainda tem que acredite em Marina Silva e seus apoiadores...

Quem assume agora a Presidência da Câmara do Deputados é o Vice, Waldir Maranhão ( PP-MA ). Ele votou contra o Impeachment após ser - literalmente - comprado pelo Governo. Além disso ele também é investigado pela Operação Lava Jato e responde a 3 inquéritos. Gente da mais alta "qualidade". Enfim, o Congresso tem ao menos os 300 picaretas que Lula, quando se vendia como honesto - afirmava nos anos 80.

Com a queda de Cunha hoje e com a inevitável queda de Dilma na semana que vem, resta agora saber quando é que Renan Calheiros ( PMDB-AL ) vai ser defenestrado do cargo, de onde já foi obrigado a sair em 2007 e que só manteve o cargo com o aval de Lula... pois é, por isso é que todos os petistas ( e aliados ) não falam nada contra ele. Mas o dia dele também chegará. Lembrando que como Cunha não foi cassado e Maranhão apenas é um interino, quem assume Renan é passa a frente do maranhense na linha de substitutos ou, em outros termos, seria Renan o Vice-Presidente de Temer até que Cunha seja finalmente cassado. 

Muita água vai rolar por debaixo dessa ponte ainda, podem acreditar...

Ministro Teori Zavascki tira Cunha da Presidencia da Câmara dos Deputados

Ministro Teori Zavascki tirou Cunha, finalmente, do poder...
Eduardo Cunha já era. Hoje, nas primeiras horas do dia, o Ministro do STF Teori Zavascki concedeu uma liminar retirando Eduardo Cunha da Presidência da Câmara dos Deputados e suspendendo seu mandato. Fez isso para evitar que um Golpe fosse montado pelo Presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Melo prosperasse.

Leiam o que escreveu Eliane Cantanhêde em sua coluna no Estadão: "A decisão do ministro Teori Zavascki de afastar o deputado Eduardo Cunha foi amadurecida durante a madrugada e teve o objetivo de desativar uma bomba preparada pelos ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello que, segundo análises de juristas, poderia implodir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a posse do vice Michel Temer. Lewandowski e Mello puseram em votação hoje à tarde a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), de autoria da Rede de Sustentabilidade, que, além de pedir o afastamento de Eduardo Cunha, determinava simultaneamente, segundo interpretação de outros ministros, a anulação de todos os seus atos no cargo – e, por conseguinte, o acatamento do pedido de impeachment de Dilma. Zavascki se irritou e outros ministros estranharam que Mello tenha aceitado relatar a ADPF da Rede, quando o natural seria que a enviasse para ele, que relata o caso Cunha desde dezembro. E as suspeitas pioraram quando Mello acertou com o presidente Lewandowski para suspender toda a pauta de hoje no plenário para se concentrar nessa ação."

Desse Zavascki torna sem efeito a Ação Proposta pela Rede e nesta tarde o plenário do Supremo decide se referenda ou não a decisão do Ministro. E ainda querem dizer que o Golpe é o Impeachment de Dilma Rousseff.

quinta-feira, abril 21

Dilma na ONU: não se trata apenas de um equívoco; trata-se de um crime

Dilma quer desmoralizar o Brasil perante a ONU...
Cada um de nós é livre para fazer o que bem entender, desde que isso não viole alguma lei. Nenhum de nós podemos, por exemplo, descumprir o que está posto na Constituição Federal de 88. Quanto mais a Presidente do Brasil. É o que planeja fazer Dilma Vana Rousseff, nossa Presidente ( por pouco mais de 20 dias ). Dilma pretende usar um espaço reservado ao Estado Brasileiro para fazer defesa própria de seu Governo e passar para os líderes internacionais na ONU de que está sofrendo um Golpe. Ai cabe as perguntas: que golpe é esse onde ela ainda é Presidente? Que golpe é esse onde ela, ainda no exercício do cargo, viaja e pode falar em nome do Brasil? Que golpe é esse onde o, segundo Dilma, maior conspirador fica no lugar dela interinamente até que ela volte? Que raios de Golpe é esse onde ela pode se defender no Cargo?

Sendo assim, Golpe nunca foi e nem nunca será. Trago para ajudar no entendimento do parágrafo acima um texto de Reinaldo Azevedo. Espero que gostem, pois eu adorei:

Poucas coisas revelam com tanta clareza a natureza do PT e põem na devida perspectiva a sua história como a acusação destrambelhada de que impeachment é golpe. Sim, claro, todos sabemos: esse é um argumento de quem já perdeu e investe numa versão que possa justificar atos de sabotagem contra o futuro governo, que já foram anunciados. Mas é mais do que isso, reitero: expõe-se aí uma essência.

O PT nunca acatou a democracia como um valor inegociável. Querem a prova? Na oposição, sabota governos; no governo, mobiliza-se para não apear do trono nunca mais. Não reconhece a legitimidade do “outro” nem a alternância do poder.

Alguns esperavam — eu não, confesso — que fosse um pouco mais responsável. Não é. Imaginem um partido em que um sujeito considerado moderado, como José Eduardo Cardozo, transforma a Advocacia-Geral da União num centro de baixo proselitismo político. O ápice da irresponsabilidade está no discurso que Dilma pode fazer amanhã, na ONU, com referências ao suposto golpe que estaria em curso no Brasil.

Nesta quarta, três ministros do Supremo repudiaram de maneira inequívoca a fala: Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Disse Mello: “Há um equívoco quando [Dilma] afirma que há um golpe parlamentar, ao contrário. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, deixou claro que o procedimento destinado à abertura do processo de impeachment observa os alinhamentos ditados pela Constituição da República”.

E o ministro avançou: “Portanto, ainda que a senhora presidente da República, veja, a partir de uma perspectiva eminentemente pessoal a existência de um golpe, na verdade, há um grande e gravíssimo equívoco, porque o Congresso Nacional, por intermédio da Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal, deixaram muito claro que o procedimento destinado a apurar a responsabilidade política da presidente da República, respeitou até o presente momento, todas as fórmulas estabelecidas na Constituição”.

Também o ministro Gilmar Mendes insistiu na normalidade institucional: “Eu não sou assessor da presidente e não posso aconselhá-la. Mas todos nós que temos acompanhado esse complexo procedimento no Brasil podemos avaliar que se trata de procedimentos absolutamente normais, dentro do quadro de institucionalidade. Inclusive as intervenções do Supremo determinaram o refazimento até de comissões no âmbito do próprio Congresso Nacional, da própria Câmara, [o que] indica que as regras do Estado de Direito estão sendo observadas”.

Toffoli destacou uma questão para a qual já chamei atenção dos leitores muitas vezes. Se a própria presidente apresentou a sua defesa nas instâncias adequadas, como pode chamar de golpista o aparato ao qual recorreu para se defender? Disse: “Falar que o processo de impeachment é um golpe depõe e contradiz a própria atuação da defesa da presidente, que tem se defendido na Câmara dos Deputados, agora vai se defender no Senado, se socorreu do Supremo Tribunal Federal, que estabeleceu parâmetros e balizas garantindo a ampla defesa. Portanto, alegar que há um golpe em andamento é uma ofensa às instituições brasileiras, e isso pode ter reflexos ruins, inclusive no exterior, porque isso passa uma imagem ruim do Brasil. Eu penso que uma atuação responsável é fazer a defesa e respeitar as instituições brasileiras e levar uma imagem positiva do Brasil para o mundo todo, que é uma democracia sólida, que funciona e que suas instituições são responsáveis”.

Cadê Lewandowski? - Que bom! As instituições democráticas respiram normalmente. A fala dos três ministros honra a corte constitucional brasileira. Mas vou aqui lançar perguntas: “Onde está o ministro Ricardo Lewandowski, que é a autoridade máxima do Poder Judiciário no momento? Como é que ele permite que prospere essa farsa e mantém um silêncio cúmplice a respeito?”. Ainda que ele possa achar que inexistam elementos para processar a presidente por crime de responsabilidade, ele sabe que golpe não é.

Mesmo Renan Calheiros (PMDB-AL) sendo um dos investigados da Lava-Jato, segue sendo presidente do Senado e do Congresso Nacional. Também a ele cabe repudiar de pronto a acusação.

E não posso, uma vez mais, deixar de lado uma questão importante. Dilma não está apenas cometendo um equívoco. Ela está praticando novos crimes. A um presidente da República não se faculta a licença para tratar como golpistas os Poderes Legislativo e Judiciário, quando estes, obviamente, estão seguindo a Carta Magna e as leis. A presidente ofende, assim, o Artigo 85 da Constituição nos seguintes incisos:
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV – a segurança interna do País;
VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

Creio que nem preciso explicar por quê. A disposição de Dilma de levar a questão para a ONU revela a determinação do PT de sabotar o futuro governo e emite um sinal de que as franjas do partido, que se dizem movimentos sociais e sindicais, pretendem aderir mesmo à mais pura e escancarada subversão da ordem democrática.

E há de valer para o PT a máxima tocquevilleana, não é? Vamos corrigir os males da democracia com mais democracia. Na exata medida em que os petistas, liderados por Lula, decidirem afrontar algum dispositivo da Carta, será preciso usar a Carta para que voltem a se comportar segundo as regras da civilidade. Ou para que paguem o preço de sua transgressão.

Na tirania petista, tudo pode ser permitido ao tirano e seus amigos. Na democracia, não!

Dilma tem de arcar com o peso de suas irresponsabilidades adicionais.

segunda-feira, abril 18

Impeachment de Dilma é maior derrota de Lula

Blog do Josias crava: Lula é o grande derrotado. E eu concordo com ele.
O Blog do Josias, traz hoje uma leitura - com a qual eu concordo - sobre a votação do Impeachment. Espero que os amigos aproveitem a leitura.

Ninguém declarou ainda, talvez por pena, mas o principal derrotado com o avanço do impeachment é Lula. Se o Senado ratificar a decisão da Câmara, mandando a presidente para casa mais cedo, Dilma fará as malas, avisará aos netos que está voltando para Porto Alegre e emitirá um aviso aos repórteres: “Vocês não terão mais Dilma Rousseff para chutar.” Lula não pode se dar ao luxo de sair de cena. Terá de se reinventar sem descer do palco. E com a Lava Jato a lhe roçar os calcanhares de vidro.

Depois de passar à história como primeiro presidente a fazer a sucessora duas vezes, Lula reescreve o verbete da enciclopédia como o único mandatário que é desfeito pela própria criatura. Dilma ajudou bastante, mas é Lula o principal responsável pelo desastre. Primeiro porque o petrolão, espécie de mensalão hipertrofiado, foi urdido na gestão dele. Segundo porque o fiasco econômico que estilhaça a presidência de Dilma é decorrência natural do mito da supergerente, um conto do vigário de Lula em que a maioria dos brasileiros caiu.

A reivenção de Lula será um triste espetáculo. Já estava habituado a derrotas. Perdeu três eleições presidenciais. E sempre levantou, sacudiu o pó e seguiu adiante. Mas dessa vez é diferente. Lula caiu do alto de sua empáfia. Por enquanto, comporta-se como o sujeito que, tendo despencado de um edifício de dez andares, ao passar pelo quarto piso, exclama: “Até aqui tudo bem.”

Quando notar que o chão se aproxima com a velocidade de um raio, Lula iniciará a fase da negação. Repetirá em público o que diz em privado desde o início do segundo reinado de madame: 1) “Dilma não ouve o que eu digo”; 2) “Quando ouve não faz.” As frases são injustas e inúteis. São injustas porque Dilma nunca escondeu a devoção que dedica ao criador. São inúteis porque, depois que Dilma terceirizou sua gestão ao criador, qualquer criança de cinco anos sabe que Lula enxerga no espelho a imagem de um culpado.

Ele chegou a esta condição por seus próprios deméritos. Por dois mandatos, abasteceu sua base congressual de propinas. O mensalão secou antes que a cúpula do PT fosse para a cadeia. Mas havia um insuspeitado petrolão. Deflagrada sob Dilma, a Lava Jato emparedou os corruptos. E mandou para cadeia os corruptores. A jazida mixou. Deu-se, então, o previsível: a interrupção do fornecimento regular de propinas converteu aliados em traidores.

Há na Câmara 102 deputados filiados a partidos de oposição. O impedimento de madame foi aprovado por uma massa de impressionantes 367 votos. Nessa conta há 265 silvérios. Quer dizer: os governos financiaram o que agora chamam de “golpe''. Dilma foi picada pelas serpentes “golpistas” que os esquemas da era Lula engordaram. A mais venenosa chama-se Eduardo Cunha.

Governador Paulo Camara emite nota lamentando o afastamento do segundo Presidente em 24 anos

Governador trabalhou de forma incisiva a favor do Impeachment...


O Governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB) comentou o resultado de ontem (17), na Câmara dos Deputados, que autorizou a Casa a dar continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) para o Senado.

O socialista declarou que a decisão da Câmara seguiu a Constituição e o rito do Supremo Tribunal Federal (STF) e lamentou que, num período de 24 anos, dois presidentes da República tenham sofrido impedimento.

Confiram a nota na íntegra:

Dentro das normas constitucionais e de acordo com o rito estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal, o plenário da Câmara dos Deputados decidiu dar sequência ao processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff. O julgamento final cabe agora ao Senado Federal. Qualquer que seja ele, evidencia-se, mais uma vez, a robustez e o equilíbrio das instituições democráticas nacionais, em um momento de grande crise no País.

Devemos, no entanto, ter ciência que não é algo singelo e confortável o fato de num período de apenas 24 anos tenha existido a necessidade de afastar dois presidentes da República.

Bem antes da decisão deste domingo, sempre defendi o entendimento, o diálogo e a transparência como vias capazes de reunir os que hoje são adversários. Em mais de uma oportunidade, me pronunciei em favor do desarmamento dos espíritos e da construção de pontes, sem as quais não conseguiremos sequer vislumbrar as urgentes saídas a curto prazo.

Caso o Senado Federal decida dar prosseguimento à deliberação da Câmara dos Deputados é essencial, desde já, não alimentarmos a ilusão de que a eventual substituição da Presidente da República significará o fim da crise econômica, social, política e ética.

Em decorrência dos desafios sem precedentes com os quais o Brasil se depara, não há soluções simples e rápidas à frente. Estamos enfrentando a maior recessão dos últimos 86 anos, com o desemprego em números alarmantes, milhões de famílias endividadas e o crescimento da miséria, que demoramos tanto tempo para começar a reverter. Não podemos deixar de ressaltar que as maiores vítimas de todo esse cenário recessivo são os que mais precisam do apoio dos serviços públicos de Saúde, Educação, Segurança e Assistência Social.

Os mais necessitados – que talvez tenham ficado de fora de todo esse enfrentamento exacerbado – são os mais prejudicados pela derrocada acelerada da economia brasileira: perderam empregos, se endividaram e enfrentam um custo de vida, com alta inflação, que há muito não se via no Brasil.

Precisamos reagir à polarização exacerbada e ao radicalismo irresponsável que levam apenas à consolidação dos impasses. É necessário um diálogo em favor do Brasil. Precisamos reunir todos aqueles de boa vontade, todos aqueles comprometidos com o futuro dos brasileiros, em um pacto econômico, social e político que viabilize a reconstrução do País e possibilite a renovação das esperanças nacionais.

Como afirmo e faço desde que assumi o Governo do Estado de Pernambuco, reitero a minha disposição de contribuir para que esse indispensável pacto se efetive, com o apoio do valoroso povo pernambucano.

Paulo Câmara/Governador do Estado de Pernambuco

Por 367 a Camara dos Deputados aprova Relatório contrário à Presidente Dilma

O relatório foi aprovado com 25 votos além do mínimo necessário
Após mais de 6 horas de votação, 511 Deputados aprovaram por uma ampla maioria o Relatório do Deputado Jovair Arantes ( PSD-GO ). Ao final 367 deputados ( 25 acima dos 342 necessários ) disseram SIM e deram ao Senado a prerrogativa de Julgar e, eventualmente, Condenar a Presidente Dilma Vana Rousseff. O Governo obteve 137 votos, muito abaixo do que diziam ter seus Assessores, outros 7 Deputados se abstiveram de votar ( sobretudo do PDT e do PR ) e ainda foram verificadas 2 ausências.

A votação teve início por Roraima e na sequencia foi o Rio Grande do Sul e percorreu todo o Brasil. Quando votava a bancada de Minas Gerais já estava claro para todos que o Processo seria aprovado. Até mesmo o voto dos Governistas já demonstravam a apatia que a derrota certa traria. A Bahia poderia ter resolvido a questão, mas um grande número de votos a favor do Governo impediu isso. A Paraíba trouxe uma surpresa e tanto nos seus votos e coube ao Deputado Bruno Araújo, do PSDB e líder da Oposição, dar o voto decisivo. Ele ficou por demais emocionado e deu um voto com palavras fortes.

O Governo Dilma perdeu de uma forma muito dura. Perder, por qualquer diferença, já seria desastroso, mas não conseguir somar sequer 160 votos é tenebroso. E olhem que teve compra de votos, segundo alguns até com dinheiro em espécie. E o que o PT conseguiu foi 137 votos ou menos de um quarto da Câmara. Quem tem tao pouco apoio não tem mais o que fazer no Palácio do Planalto.

E agora, o que acontece? Bom, Dilma ainda é a Presidente. Ela só deixa o Palácio do Planalto ( e também o da Alvorada ) quando o Senado ratificar a decisão da Câmara. Quando isso acontecer ela será afastada por até 180 dias ( seis meses ) enquanto o Senado julga Dilma, sob a Presidência do Ricardo Levandowski, que é o atual Presidente do Supremo Tribunal Federal. O Vice-Presidente assume interinamente a Presidência, com o Presidente da Camara ( sim, ele mesmo, Eduardo Cunha ) passa a ser o Vice-Presidente. Para ratificar a saída de Dilma, são necessários 41 votos e algumas contagens dão conta que existam 52 votos contrários à Dilma. 

Se na hora de votar o relatório final, existirem 55 votos ela perde o mandato e o Vice-Presidente Michel Temer assume em definitivo e, em tese, completará o mandato até 2018. Em tese porque ele ainda irá enfrentar Processo no TSE pelo fato da Chapa ter usado dinheiro desviado da Petrobrás. Dilma volta ao poder se conseguir 28 votos ou mais. 

Agora, imaginem como ela voltaria ao poder após 6 meses de um Governo Temer... 

domingo, abril 17

Este não é um domingo qualquer



Por Machado Freire 


Hoje, logo cedo, ouvi a bela e lúcida entrevista do grande senador pernambucano Cristóvão Buarque. É o meu candidato à Presidência da República. Um homem que o PT perdeu porque é ético e conhece política e a trata a coisa pública com seriedade. Hoje não é um domingo como outro qualquer. Temos consciência de que não é simplesmente afastando a presidente derrotada (moral, política e administrativamente) que vamos melhorar/solucionar de uma vez a péssima situação em que nosso País se encontra. 

E quem o deixou nessa triste situação foram Dilma, o partido dela e sua turma, liderada por Lula. Ora, ela "administra" junto com o partido dela, o PT. Só um louco varrido não entende uma coisa tão simples. Então, esse "bota fora" não está acontecendo a meu pedido, de quem votou ou não votou nela. É um pedido feito por políticos que estavam ao lado dela, que faziam parte de toda essa nojeira. O pedido deles, e de pessoas decentes, como os juristas que assinaram o "impedimento", foi aceito (na forma e dentro do Direito) pela Corte Suprema da nação, tanto que está sendo votado hoje apesar de vários e vários pedidos apresentados à justiça pelos que afirmam que o procedimento é um golpe. Haveremos como cidadãos, eleitores e contribuintes de aceitar o resultado da Câmara Federal, seja ele qual for. 

Dura lex sed lex ! Então, em caso de vitória e se o vice- presidente Temer for escalado para assumir o mandato de presidente, a sociedade tem a obrigação de exigir que ele e sua equipe tomem as rédeas da administração publica e realizem um trabalho digno das necessidades da pobreza que cresce todo dia em nosso Brasil. Além de cortar os gastos supérfluos e imorais, reduzir drasticamente os ministérios, demitir os quase vinte mil aproveitadores que ganham gordos salários na área do Governo Federal. "Cortar na carne" e levar ás barras da Justiça todos os bandidos - com ou sem mandatos, parentes, empresários e demais apaniguados do atual governo. 

Usar aquela vassoura que Jânio Quadros disse que iria varrer a corrupção no Brasil. Fiscalizar todas as obras paralisadas- a exemplo da Transnordestina, do complexo de Suape e a Transposição e colocá-las para funcionar em ritmo acelerado. Colocar nos ministérios da Saúde e Educação profissionais sérios que deem conta do recado e trabalhem para amenizar o sofrimento da pobreza que dorme nos corredores dos hospitais, e de jovens que continuam pagando mensalidades caras. Cristóvão Buarque defende o ensino público e gratuito. Chamar os governadores e prefeitos para um verdadeiro pacto de paz, contra a violência e a bandidagem, em todos os níveis. Prestar contas ao País todo mês. Assim, teremos muitos outros domingos felizes para todos.

sábado, abril 16

Um domingo histórico

24 anos depois o cenário pode ser repetir...
Neste Domingo, dia 17, o Brasil vai parar.  E não será por um GP de F1 ( como nos áureos anos 80 e início dos 90 ) nem por um jogo de futebol, mas sim pela votação do segundo pedido de Impeachment da História. Antes desde Processo contra Dilma só tivemos um outro Presidente que passara por isso: Fernando Collor de Melo, em 1992.

Neste momento em 1992 era certeza que o Processo seria aberto e remetido ao Senado, com o imediato afastamento do "presidente colorido". Agora o Governo Dilma Rousseff não entregou os pontos e tem usado todas as armas, algumas bem distantes de serem republicanas, para alcançar a meta que lhe salva: 172 votos e/ou abstenções. Segundo contagens do próprio Governo a meta sera alcançada com uma margem de até 8 votos ( ou seja, 180 no total ). Segundo as contas dos que são pró-impeachment o total de votos seriam entre 355 e 371.

O fato é que só saberemos isso no momento da votação. O que é possível saber, com certeza absoluta, é que mesmo que obtenha uma vitória Dilma sairá derrotada. Ela não tem como conseguir Governar com menos de 200 votos. E ela mesmo disse que não negocia com Golpistas.

E o brasileiro no meio do fuá, como disse o amigo Edval Dantas no Facebook.