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sexta-feira, julho 23

Brasil precisa escolher seu caminho: virar grande e forte ou ser mais um falido pelo Socialismo

O Brasil precisa escolher seu caminho. Temos uma nação diante de uma encruzilhada, entre ser grande ou seguir sendo o que somos desde o fim da Era JK: um estado paquidérmico, ineficiente, corrupto e desigual. Tivemos poucos Governos que pensaram em modernizar a nação e quem o fez, como FHC é atacado até hoje. Mas não falta quem deseja aumentar gastos, leia-se salários, e fortalecer o que alimenta o maior mal do Brasil: a corrupção.

Precisamos incrementar as reformas, não desfazê-las como defendem alguns. Precisamos seguir exemplos que deram certo, como a Coreia do Sul, não dos que deram errado, como a Venezuela. Ou de quem está dando errado: a Argentina. Temos que controlar o gasto, melhorando a qualidade dele. Jamais poderemos aumentá-lo como feito de forma irresponsável e donosa na era Petralha. E como parece que fará o Presidente Jair Bolsonaro ao capitular de vez ao Centrão.

Somente gastando menos é que poderemos cobrar menos impostos dos brasileiros e assim gerar empregos permanentes e gerar melhor distribuição de renda. E ao tirar dinheiro dos Governos também o tiraremos das mãos dos corruptos. não a toa os maiores críticos dos cortes de gastos. Alguém ai lembrou de Lula e do PT? Pois é, ficou claro para todos porque eles são contra as Reformas, Privatizações e Modernização do país.

Ser a nova futura Venezuela ou ser uma Coreia do Sul? A escolha é óbvia, mas o caminho não é simples. Mas disso depende o Brasil que queremos. E ele não passa por re-eleger Bolsonaro ou trazer de volta o ladrão do Lula e o PT. 

sábado, julho 10

Porque brasileiros resolvem torcer pela Argentina?


Hoje é a final da Copa América. Cheia de polêmicas desde o começo, mais de 200 casos confirmados de Covid como se falava ( 3x mais do que a Libertadores, só para constar ), Brasil e Argentina fazem a final dos sonhos para todos. Mas para alguns brasileiros, escolher para quem torcer é motivo de contestação. E não é de hoje...

No bairro onde cresci em Salgueiro, existiam dois que torciam ferrenhamente pela Argentina já nos anos 80. Jamais entendi o motivo. porque o time naqueles idos era muito bom, sobretudo a lembrança do time que jogou muito bem na Espanha, batendo categoricamente os Argentinos no caminho. Enfim, nada explicaria aquilo.

Com o passar do tempo o número de brasileiros que torcem pela seleção vizinha somente aumentou. Verdade que eles estejam melhores em termos gerais nos últimos 10 anos, mas ainda é bem estranho. Mesmo com Messi isso não se explica. Para mim jamais fará sentido torcer por outro país que não o seu, quando este está na competição. Mas para hoje, parece que outro fator apareceu: o político.

Jair Bolsonaro de certeza estará no Maracanã assistindo e aguardando ansiosamente para entregar - pela segunda vez - a Taça ao selecionado da nação que Governa. E vi uma campanha agressiva para que não se torça para seleção de Tite para que Bolsonaro não possa entregar a Taça. Isso me parece de uma idiotice sem medida, pois nada me dá mais asco do que ver os argentinos comemorando.

Enfim, o Brasil de hoje tem destas coisas: as pessoas escolhem algo pensando em não deixar outros comemorarem. E não estou nem ai se será o Presidente quem entregará a Copa América, mas eu quero é vencer. Até porque Presidentes vem e vão. As conquistas em cima da Argentina são eternas. As derrotas, também. Ou alguém ai esqueceu da derrota na Copa de 1990 na Itália? Porque eu não...

quarta-feira, julho 7

E eis que teremos o Super Clássico na Final da Copa América

 

Existem alguns clássicos pesados entre seleções. Temos o mais antigo de todos entre Escócia e Inglaterra, que já aconteceu nesta Euro. Itália contra Alemanha envolve oito Copas do Mundo e quatro Euros, além de partidas espetaculares. Mas o maior clássico do mundo, pra mim, é o que decidirá a Copa América, no sábado às 21:00: Brasil x Argentina.

É o maior porque reúne rivais que levam a disputa para além do campo. Reúne 7 Copas, no segundo maior somatório possível entre equipes do mesmo Continente. E por fim pelos craques que já desfilaram de um lado e do outro. Valendo taça então, ai é loucura. 

No chamado tempos modernos, pós 1970, eles decidiram - diretamente - a competição apenas duas vezes, e em edições seguidas: 2004 no Peru e 2007 na Venezuela. Na primeira ficou marcada pelo empate em bomba de Adriano e as defesas Júlio César nos pênaltis. Enquanto que na segunda vem a mente o Chocolate de limitado time comandando por Dunga num 3x0 sem contestações.

Agora, 14 anos depois os rivais voltam a medir forças. Os argentinos tem um jejum de quase 30 anos, tendo vencido uma competição oficial pela última vez em 1993. O Brasil busca entrar na casa dos dois dígitos, atualmente tendo 9, sendo seis delas vencidas nos últimos 32 anos. 

Os argentinos tem Messi. O Brasil tem Neymar. Quem sair vencedor no sábado pode pintar como melhor do Mundo, numa temporada sem grandes atuações individuais. Seria a sétima de Messi e a primeira de Neymar. O que se sabe é que terá drama, quase certeza de que teremos entradas violentas e talvez brigas. E é isso, além dos craque e ótimo futebol, que torna este jogo o maior clássico entre Seleções. 

E mesmo neste Cepa América, será lindo de se ver.

segunda-feira, julho 5

Em jogo com tempos totalmente diferentes, Brasil avança para a Final da Copa América

Num lampejo de Neymar, Paquetá fez o gol da classificação

A Copa América, com seus quase 200 casos de Covid-19 confirmados, caminha para a final no Maracanã. E o Brasil estará lá, após vencer o Peru do ótimo Ricardo Gareca. Mas foi um jogo cheio de problemas, um deles o gramado. Impraticável e que incrivelmente a Conmenbol insiste em dizer que está bom.

Na partida o Brasil fez um primeiro tempo muito bom, para alguns analistas, o melhor do time da CBF na competição. Mas o segundo tempo, para os mesmos analistas, foi o pior da equipe na competição. Neymar segue sobrando na turma, fez jogadaça no lance do gol com direito a caneta e passe açucarado para que Lucas Paquetá fuzilar o ótimo Gallese. Outros bons lances foram criados e não fosse o goleiro peruano o placar teria sido bem dilatado. Já no segundo tempo... tudo ruiu.

Mas quanto disso foi devido as mudanças feitas por Ricardo Gareca? Ele conseguiu melhorar o seu time e pressionar o Brasil. Embora não tenha tido uma claríssima chance pro empate, o time andino encurralou o time de Tite que não apresentou soluções. E aqui reside um problema: a falta de reação quando se encontra em situação desfavorável. Algo a ser corrigido, mas teremos tempo para isso? E nem falo da Copa América, mas sim da Copa do Catar em Dezembro do ano que vem.

Agora é aguardar para ver quem passa amanha entre Argentina e Colômbia, onde o favoritismo amplo pro lado da Albiceleste. Seja quem for, Tite precisa apresentar repertório. Terá quase uma semana para isso. E para vencer, terá que arrumar uma forma de jogar melhor.

domingo, julho 1

E a Copa também acabou para Cristiano Ronaldo

O "gajo" também está fora da Copa...
Foi um jogaço. Com menos gols que a partida anterior, Portugal e Uruguai fizeram uma partida, digamos assim, mais intensa, com muito mais drama. Se todos realmente esperavam pela supremacia dos franceses, entre lusitanos e charruás o equilíbrio deveria ser a tônica. Claro que ninguém esperava por um Edinson Cavani tão mortífero nas finalizações. Mas o fato não muda: no mesmo dia a Copa perdeu os 2 jogadores que dominam o mundo há mais de uma década.

Cristiano Ronaldo, bem marcado, teve uma atuação apagada. Não criou chances de gols e nem parecia inspirado, ficando restrito a uma ou outra cobrança de falta. Era o caso para outros atletas brilharem, mas... quem? Pepe ainda fez o gol do empate, mas a defesa falhou coletivamente no 2x1 do imparável Cavani. Ai não tem melhor do mundo que possa resolver. Na próxima Copa ele terá 37 anos, mas como é um primor atlético, teoricamente possa jogá-la. Ao contrário do que cogita-se para Messi, que mesmo com 35 tende a não marcar presença na Copa do Quatar.

Pelo lado Uruguaio fica a imensa preocupação sobre Cavani, que saiu sentindo a panturrilha ( gerando uma bela imagem desta Copa ) e sem ele, o time ficaria dependente demais da atuação de Luiz Suaréz. O que seria um grande problema, sem dúvida. Pelo lado da França é bom ter em mente que a defesa do time de Oscar Tabarez é muitas vezes melhor do que a piada que é setor defensivo argentino. O fato é que será um jogaço entre dois belos times por uma vaga na semifinal.


sábado, junho 30

E a Copa da Rússia acabou para Messi

Messi, sozinho, lamenta enquanto os franceses festejam...
Existem exemplos na história das Copas onde um super craque venceu, quase sozinho uma Copa. Mas em todos os casos, existia um equipe minimamente organizada, mesmo que carente de qualidades individuais havia um jogo coletivo. Garrincha em 62 tinha vários craques ao seu lado. Maradona em 86 tinha um grupo abnegado para que ele brilhasse. Romário em 94 tinha quem o apoiasse a ganhar o Tetra. Não é o caso de Messi com a seleção Argentina.

Excluindo o time da Copa passada, com uma defesa fortíssima, Messi nunca teve uma equipe que ajudasse a brilhar. Era reserva em 2006, no bom time treinado por Jose Pekerman e pouco jogou. Na África do Sul pouco pode realizar na bagunça do time "treinado" por Maradona. No Brasil foi eleito o melhor jogador da Copa, mas viu seus colegas perderem gols incríveis na Final contra os alemães. E agora nem mesmo se destacar pôde, porque a seleção portenha foi um desastre.

A eliminação contra a França de Mbappé era o mais esperado, mas foi num jogaço maluco, que terminou em 4x3 e já é um épico da história das Copas. Mas ele pouco fez, não porque não saiba o que fazer, mas porque inexiste time na Argentina. Uma pena, porque podemos ter visto hoje sua última partida em Copas. No Quatar ele terá 35 anos e até pode participar, mas não será mais um atleta em seu auge.

E não sei vocês, mas eu começo a ter medo desta França nas Semifinais. Isso, é claro, caso cheguemos lá...

quarta-feira, junho 13

E a Copa vai começar...

A Copa começa neste belíssimo estádio...
A Copa será na Rússia. Todos sabem disso, mas o que poucos lembram é que a FIFA manobrou para tirar dos ingleses o Mundial deste ano, depois que nasceram denúncias pesadas contra os Dirigentes da entidade ( e da UEFA ) feitas pela imprensa da terra da Rainha. Esta Copa, que parece fora de tudo o que sempre foi, poderia ser em uma terra democrática e com altos valores democráticos, mas não o será. 

Quando a bola rolar amanhã ao meio-dia no gramado do Estádio Luzhniki na Capital Moscou, tudo isso ficará para trás, é claro. Afinal, Copa é um momento único. Vivenciamos isso aqui 4 anos atrás e assim será agora. A Copa é diferente e todos que gostam de Futebol, viverão 30 dias intensos. 

A abertura é meio sem sal, porque os anfitriões nunca foram potência no esporte e o adversário, Arábia Saudita, não ajuda muito. Mas será uma abertura e tem sua atração. No mais, é ver as outras partidas, esperar pelas surpresas e torcer para o Brasil, é claro, e secar os argentinos, que é de lei...


O Brasil em Copas: as boas campanhas

1978, Argentina - Batalha de Rosário terminou em 0x0 e selou finalista daquela Copa
1938, França - Com organização fora de campo, quase a primeira final.
1986, México - A última chance de uma geração termina nos pênaltis.
1950, Brasil - Até 2014 estes homens foram acusados, injustamente, de um imenso fiasco
Depois dos vexames, as boas campanhas que não terminaram em títulos, mas que poderiam ter chegado lá. Antes de falar destes, explicando porque estes entraram e outros não: O Vice de 1998 não entra porque o time era o atual campeão a época ( mesmo motivo porque 2006 e 1974 não entraram ) e o time perdeu uma partida e tomou um vareio na final, já 2010 não é nem fiasco e nem sucesso e 1954 não se encaixa em nenhuma categoria. E por fim, a primeira Copa onde tudo era novidade não pode ser considerada fiasco. Vamos aos bons resultados obtidos pelo Brasil na história das Copas:

1938, França - Organizado dentro e fora de campo, Brasil quase chegava lá.

Depois de duas campanhas frustantes e sem levar o que de melhor tinha a sua disposição, o Brasil enfim levava a Copa uma Seleção digna do nome. Depois de se resolver fora de campo, a CBD pôde finalmente contar com os melhores. Mesmo que um nome ou outro não tenha sido convocado, o time que viajou em condições de fazer uma grande campanha. E de fato fez.

O regulamento era o mesmo da Copa anterior, com mata-mata desde o começo. O Brasil mediu forças com a Polônia e foi um confronto histórico: 6x5 na prorrogação, com direito a gol descalço de Leônidas da Silva. Depois de bater os "polacos", o Brasil mediu forças com a Tchecoslováquia e a partida não foi menos dura: 1x1 no tempo normal e na prorrogação. No jogo desempate, 2x1 de virada. E ai o grande jogo: contra a Itália, então campeá que eliminara a França por 3x1. A partida foi 2x1, sendo que Romeu descontou apenas no final da partida. O lance famoso, contudo, aconteceu quando o jogo estava 1x0: Domingos da Guia derrubou o atacante Piola quando a bola estava no ataque o árbitro marcou penalty, que virou o segundo gol italiano.

Como consolo o time venceria a Suécia por 4x2 terminando em terceiro lugar. De quebra ainda teve o artilheiro em Leônidas com 7 gols. Enfim o Brasil fazia-se presente nos Mundiais. E daria um passo a mais na Copa seguinte, adiada em 8 anos devido a Guerra que explodiria no ano seguinte.

1950, Brasil - Um vice alçado a grande campanha depois dos 7x1.

Quando Obdúlio Varela recebeu de Jules Rimet a taça, o Brasil começou uma perseguição com aqueles 11 jogadores que perderam a Copa dentro do Maracanã. Mas uma coisa não tem como ser apagada: foi uma grande campanha. Depois do terceiro lugar na França 12 anos antes, o Brasil se preparara para vencer a Copa. E passou perto disso. E em 6 partidas, foram 4 vitórias, 1 empate e aquela única derrota. Jogos inesquecíveis com os 7x1 na Suécia ( até hoje maior goleada do Brasil em Copas ) e o 6x1 na Espanha ( com direito a todo o estádio carioca cantando "Touradas em Madri". Teve um empate em 2x2 com a Suíça em São Paulo, onde o técnico Flávio da Costa fez ajustes na escalação, tornado-a mais "paulista".

O fato é que aquele time era muito bom e perdeu um jogo em que foi melhor, mas sofreu 2 apagões. Daquele elenco estelar, apenas 2 jogadores seriam bi-campeões em 1958 e 1962 ( Castilho e Nilton Santos ) e apenas 6 estariam na Copa seguinte, curiosamente disputada na Suíça. Nomes como Zizinho, Danilo, Ademir de Menezes e Moacir Barbosa jamais voltariam a vestir a camisa da Seleção e nunca vestiram a "amarelinha", criada apenas em 1953 depois de um grande concurso.

Até o massacre sofrido no Mineirão, o Maracanazo era o grande fiasco em Copas, injustamente é claro. Com os 7x1 aplicados pela Alemanha os 11 jogadores foram absolvidos. Pena que nenhum deles estavam vivos para receber tal honraria...

1978, Argentina. Numa Copa disputada em uma Ditadura, Brasil se declara Campeão Moral

Quando fala-se da Copa da Argentina, uma coisa sempre vem a mente: os 6x0 que os rivais meteram no Perú ( que só tomara 3 gols uma vez naquela Copa ) que nos tiraram a vaga na Final. Mas teve mais que isso: no intervalo daquela partida, o Ditador Jorge Videla entrou no vestiário peruano. O que ele teria dito? Tenho até medo de pensar. O que se sabe de verdade é que o placar virara 2x0 e terminaria em 6x0. E mais seria se fosse preciso. 

O Brasil chegou aquela Copa sem grande pretensões, com apenas um remanescente do time do Tri ( Rivelino ) e jovens valores ainda não tão brilhantes assim ( Zico, Cerezo e Dirceu ). Mas uma ausência foi sentida demais: Falcão, apenas o melhor jogador do Brasil a época. Ele cobrara Cláudio Coutinho por uma vaga de titular e terminou fora da Copa. Em seu lugar, foi Chicão um volante pra lá de brucutú que entrou em campo só uma vez: em Rosário para marcar Mário Kempes. Deu certo, mas o Brasil não venceu o jogo. E ai foi depender do resultado dos Argentinos contra o Peru.

Eliminado da final, o time ainda foi jogar a decisão do terceiro lugar contra a Itália, numa prévia do que seria a partida de Sarriá, quatro anos mais tarde. Desta vez, contudo, deu Brasil por 2x1, de virada, com direito a um golaço de Dirceu e um petardo espetacular de Nelinho que até hoje não tem explicação.

1986, México - Franca de Platini começa a ser a pedra no sapato

Até 1986, o Brasil tinha enfrentado a França em Copas apenas 1 vez: na semifinal de 1958 e com direito a goleada de 5x2. Mas naquela tarde de Junho, não teve festa para o Brasil. Careca, que fez excelente Copa, abriu o placar em bela jogada coletiva, mas Platini empatou em falha defensiva. Até que Zico, que acabara de entrar, deu um passe mágico para Branco sofrer pênalti de Joel Bats, o goleiro francês. Zico, ainda frio, bateu e perdeu a cobrança, defendida por Bats, que seria carrasco mais a frente. O 1x1 se manteve na prorrogação, com a França mais perto da vitória do que o Brasil. E nos pênaltis a França errou apenas 1 ( com Platini ) enquanto o Brasil perdeu 2 ( Sócrates e Júlio César ).

A Copa que seria de Maradona, marcou a despedida de vários jogadores que tinham perdido para a Itália na Copa anterior, como Zico, Socrátes e Falcão, e de vários novatos dos quais apenas 2 seriam campeões oito anos depois ( parece com 50, não? ): Branco e Muller. A seleção treinada por Telê Santana foi criticado por enfraquecer o elenco ao cortar Renato Gaúcho, descoberto voltando de uma balada, e forçar o corte de Leandro. Além disso o time não foi tão bem quanto em 1982, mas fez boas partidas mesmo assim.

E o pior é pensar que depois desta, tivemos confrontos ainda mais doloridos contra os Azuis...


sábado, junho 9

O Brasil em Copas: os fiascos

1966: A campanha do "tri" foi um fiasco total...
1990: todos sabem o que acontecerá na sequência...
1934: apenas uma partida e a pior colocação de todos os tempos em Copas
2014: precisa de explicação??
Como definir o que é um fiasco? Para alguns a campanha na Copa de 2014 não pode entrar nesta lista, porque mesmo assim o time ficou entre os 4 melhores, mas o que pode ser pior do que tomar 7x1 - a maior goleada em fase agudas da história das Copas - em casa? Pois é... Vamos aos maiores fiascos da histórias das Copas protagonizadas pelo Brasil.

1934 - Itália. Apenas um jogo e a pior colocação em Copas.

Antes de mais nada, é preciso pontuar algumas coisas: o Brasil vivia uma rixa entre profissionais ( implantado no Brasil apenas 3 anos antes ) e os Amadores. Assim existiam duas entidades que cuidavam do Futebol, uma amadora e outra profissional. Assim sendo, o time que foi, de navio, até a Itália era bem limitado. Apenas uma grande estrela: o diamante negro Leônidas da Silva. No mais era um time formado por cariocas, sobretudo do Botafogo. Outro famoso, não exatamente pelo talento em campo, esteve na Itália: Waldemar de Brito, que 20 anos depois descobriria um tal de Gasolina. Não sabe quem é? Bom, ele é o Pelé. Só isso.

Em Bolonha o time que chegara 3 dias antes não foi páreo para o time espanhol, com vários grandes jogadores e que tinha o mítico Zamora no Gol. Ele pegou um pênalti cobrado com Waldemar de Brito quando estava 1x0 para a Espanha. Num regulamento dos mais estranhos de todos os tempos, era mata-mata desde o começo. E com o 3x1 aquele time deu adeus e ficou em 14º lugar entre 16 times. Que se coloque que até agora, em 2 Copas o Brasil tinha 3 jogos e 2 derrotas e só vencera a Bolívia... estava longe de ser uma potência. O que começaria a mudar na Copa seguinte... mas isso é outra história.

1966 - Inglaterra. O que seria a Campanha do tri, virou uma desastre desde a preparação.

Na Copa de 1958, João Havelange deixara a preparação do time que foi a Suécia nas mãos de Paulo Machado de Carvalho. Deu certo e foi mantido em 1062 no Chile. Só que para 1966, em pleno início do Regime Militar, Havelange quis mostrar que poderia ser ele o comandante. Trouxe Vicente Feola de volta ao comando do time e acertou uma verdadeira romaria de preparação, que incluía 6 sedes, antes de ir para a Inglaterra onde o Brasil tornaria-se o primeiro tri.

Pois é, nada deu certo. Primeiro porque ele quis agradar todos os times e com isso foram convocados 44 jogadores!!!! Sim, 4 times foram formados, que receberam como nome as cores da bandeira: branco, amarelo, azul e verde. As crises internas e a dúvida sobre quem iria para Copa criaram um clima ruim. Na hora de cortar, poucos tiveram coragem de assumir quem iria. Assim gente como Carlos Alberto Torres foram cortados e jogadores medíocres fora pra Copa. Além disso formou-se um time sem nexo, com os veteranos do bi ( Gilmar, Orlando, Zito, Djalma Santos e Garrincha ) e uma nova fornada de grandes jogadores ( Tostão, Gersón e Jairzinho ), além de perebas como Fidelis, Paraná e cia. Não deu Liga. Apenas uma vitória ( Bulgária ) e duas derrotas por 3x1 ( Hungria e Portugal ).

1990 - Bagunça tática, e na preparação, fazem o Brasil passar vergonha na Itália.

Copa América de 1989, Salvador. Na primeira fase o Brasil sofre demais, vê bandeiras sendo queimadas e 2 empates seguidos em 0x0 com Peru e Colômbia vê em risco até a classificação. Até que um jogo em Recife e 2 gols de Bebeto mudam tudo. O que isso tem a ver com o fiasco na Copa um ano depois? Tudo, porque foi nesta virada de rumo que o então Técnico Sebastião Lazaroni firmou-se no cargo e, assim como aconteceria com os times campeões das Copas das Confederações recentes, fechou o elenco com aqueles que lhe foram "leais". Parece com o Dunga em 2010, certo? 

Lazaroni também fechou o esquema, com líbero na pessoa de Mauro Galvão que só atuava assim na Seleção. As vitórias, ainda em 1989, contra Holanda ( então campeã Europeia ) e Itália ( país sede ) deram uma falsa impressão de tudo estava ótimo. Não estava. A grave contusão de Romário seria bem sentida, bem como a queda de ritmo de Silas. Ainda teve uma foto em que os jogadores cobriram o logo da Pepsi, então patrocinadora, por uma desavença no valor que estava sendo negociado pela conquista da Copa. E isso ainda no Brasil. Perdemos para um combinado da Umbria, região da Itália onde o Brasil ficou sediado, para compor ainda mais o cenário.

Uma primeira fase sem graça, onde Miller fez dupla de ataque com o ótimo Careca. 3 vitórias que pareciam colocar o time no caminho do Tetra. Parecia... Tudo ruiu diante da frágil Argentina, que quase não se classificara em seu grupo. Lembra 1982 né? Bastou um lampejo de Don Diego para que o Brasil fizesse sua pior participação em Copas fora 1934, considerando colocação final, ou 1966 em termos de produção em campo. Dunga seria o símbolo do fiasco e ainda perderia a chance de mostrar dignidade e espírito esportivo 4 anos depois. Mas isso é outra história...

2014 - A mãe de todas as vergonhas. 

Esta frase foi dita por, longos e penosos, 64 anos para se referir à derrota na final da Copa de 1950 para o Uruguai por 2x1. Mas em 2014 aqueles grandes jogadores de 1950 foram libertados, porque perto do 7x1 que tomamos no Mineirão aquela derrota virou uma conquista. Não irei deter-me muito sobre o fiasco, até porque está bem vivo na memória de todos, mesmo que muitos queiram fazer de conta que ele já está superado. Não está e nem nunca será...

domingo, junho 3

Com a maturidade você percebe que tem mais em Copas do que o Brasil

Um dos grandes momentos das Copas...
Toda criança já foi vítima do vírus do Pachequismo. Aquele pensamento de que em toda Copa o Brasil é favorito e que se não venceu foi por falhas e culpas nossas, nunca pelo mérito dos rivais. Os pachecos ( termo cunhado por um personagem de um propaganda da Gillete para a Copa da Espanha em 1982 ), são pessoas que não enxergam nada em uma Copa do Mundo que não seja o Brasil. E existem, desde 1998, outras 31 times na Copa, cada um com suas qualidades e também defeitos.

Até 1986 eu era um Pacheco nato. Não via nada em outros times, ignorei que a França era a campeã europeia de então. Não acompanhei a mágica de Maradona como deveria. Ao menos me apaixonei com a Bélgica de Pffaf e cia. A partir da Copa da Itália, em 1990, eu vi a Copa com outros olhos, embora a Copa tenha sido a pior de todos os tempos, ainda teve coisas boas: Camarões de Millá e Obam-Byik, a Romênia de Hagi e o bom time da Iugoslávia, com um penca de grandes jogadores. Isso sem falar da Costa Rica, que encantou um bocado. Pena que os times que foram longe era quase todos sem sal.

Veio então a primeira Copa em que comemorei um título ( nasci em 1974 ), num Mundial fraco, mas melhor do que o anterior. O Brasil fez uma campanha fraca, sendo a pior dentro todas as 5 campeãs, onde a falta de talento era evidente. Alguns bons times apareceram, como a Bulgária do Stoitchkov e cia ( do inesquecível zagueiro Trifon Ivanov, que nos deixou em 2016 ), ou da Suécia do goleiro Ravalli ( e que foi o calo do Brasil ), além das grandes atuações da Romênia de Hagi ( metendo 3x2 na Argentina ) ou da boa Holanda de Bergkamp e cia. Foi uma Copa de grandes imagens, algumas delas que jamais esqueceremos. 

Em 1998, ano em que Ronaldo jogou uma cortina de fumaça em cima da final com sua convulsão e a estranha presença na partida contra a França, eu vivenciei um momento lindo:  ver a Croácia destronar com requintes de crueldade a Alemanha envelhecida e com mal futebol. O 3x0 não retratou o massacre que foi a partida, como a seleção dos Balcãs passava por cima dos germânico sem dó nem piedade. Foi mágico e eles quase chegavam a final, não fossem 2 gols surreais marcados pelo lateral Thuram na semifinal. Afora o time da camisa xadrez, teve a ótima Holanda mais uma vez parando no Brasil, depois de eliminar a Argentina com um dos gols mais famosos das Copas, o valente time do Paraguai e sua defesa quase intransponível que somente no tempo extra foi vazada. Mas até hoje eu sei exatamente quanto aqueles 3 gols Croatas me deixaram alegre naquele dia...

Enfim, o meu pachequismo tinha ido embora. Eu passei a curtir as Copas, ver os jogos, analisar e buscar grandes histórias. Que até diminuiriam desde então, porque a Coreia do Sul em 2002 chegou por ser dona da casa e inacreditáveis erros de arbitragem a favor, enquanto que a Turquia não se destacava com bom futebol. Em 2006 não apareceram times fora da ordem e a final foi bem chata, embora pudesse cita Portugal. Que chegou perto, ao eliminar Holanda e Inglaterra, ma eram vice da Euro. Em 2010 a Espanha era pule de 10 para ser campeã e o Uruguai não é exatamente uma surpresa como as citadas. Em 2014 tivemos Colômbia e Costa Rica com suas melhores campanhas, com os cafeteros conseguindo ter o artilheiro e um dos melhores jogadores da Copas. Mas nada que superasse aquela Croácia mítica...  

Para esta Copa, em especial existem alguns times candidatos a surpresa. E eu estarei a espreita deles. Assistir a Copa sem o foco exclusivo no Brasil tem destas vantagens. E é o que recomendo a todos. Fica bem melhor. E se o Brasil vencer, melhor. Se não, o estresse será menor.

quarta-feira, março 29

Brasil está na Copa com três rodadas de antecipação...

Neymar segue fazendo seus golaços e o time da CBF vai para mais uma Copa...
No texto anterior a este eu falei de como a CBF - Casa Bandida do Futebol - segue matando o futebol brasileiro depois do maior vexame da história do futebol mundial, não apenas das Copas. Sei que alguns talvez confundam o futebol brasileiro - com campeonatos deficitários, gramados horríveis e com clubes quebrados - com a "seleção", que eu chamo a muito tempo de time da CBF. São, acreditem, coisas diferentes. E a CBF só se preocupa em manter a Seleção em alta, os clubes que se explodam. Se nenhum deles ganhar nada em 20 anos, mas a Seleção seguir rendendo alto em amistosos para os cofres da entidade, tudo beleza.

Qualquer pessoa com o mínimo de capacidade classifica o Brasil para uma Copa. Se Dunga o fez, qualquer um fará. Vá lá que com Dunga a classificação aqui seria outra, mas alguém realmente acredita que estaríamos piores do que a Argentina hoje? Duvido, talvez empatados com ela. A diferença que Tite fez apenas mostra o quão errada e desastrada foi a resposta do então presidente da CBF, José Maria Marin, diante do descalabro do Mineiraço ( o inesquecível 7x1 ).

Tite não é mágico, mas tem feito coisas ótimas com o time. Discordo, acreditem, de Paulinho como titular e tenho meus motivos e não vejo Fagner como jogador para a lateral direita de uma seleção, mas negar que Tite mudou da água para o vinho não é possível, por mais anti-corinthiano que a pessoa seja. Ele fez o time de Dunga parecer uma equipe de várzea comparado com um Real Madrid da vida. E as peças, por mais incrível que pareça, são praticamente as mesmas. Mas o time comandado por Adenor funciona, joga bem e até dá espetáculo. E vence, que é sempre o mais importante é claro.

Vencer 8 partidas seguidas é um recorde. Praticamente não ter tomado gols é outro ainda mais importante feito deste time. Ter um Neymar deitando e rolando era o que todos queríamos, mas nunca tínhamos visto no time amarelo. Uma defesa sólida, com um meio campo eficiente ( acho que pode ficar melhor com troca de peças ) e um ataque que funciona. Dunga deve estar em tempo de quebrar a casa toda só de inveja, seu maior mal.

Aqui, contudo, começam os problemas. Ou podem começar. Em 2005 depois de um 4x1 na Argentina pela inútil Copa das Confederações, Parreira aceitou todo tipo de pressão para escalar jogadores farreiros e que não estavam nem ai para jogar bola. Em 2009 Dunga usou a mesma competição para fechar um grupo horroroso em detrimento do talento de Ganso e Neymar. Em 2013 como esquecer o mal que fez os 3x0 na Espanha, já decadente, no Maracanã antes da Copa? Não teremos Copa das Confederações este ano para jogar, mas espero que Tite e sua trupe não fechem o elenco antes da hora. Pois sempre aparece alguém jogando o fino da bola no ano da Copa e alguém que estava bem cai demais de rendimento.

Espero que, ao contrário de seus 3 antecessores, Tite não cometa este erro. E leve os melhores. Afinal, foi assim que ele conseguiu vencer 9 partidas em 9 que comandou o time da CBF. E agora já pode pensar em como montar a lista de 23 para tentar o Hexa na Rússia. Mas mesmo que o título venha, ele - nem nada - jamais apagará o 7x1, Porque este meus amigos, é eterno.

quarta-feira, novembro 16

Brasil vence em Peru por 2x0 e termina ano na liderança das Eliminatórias

Renato Augusto fez o segundo gol do Brasil
Tite já conseguiu um feito histórico, com seis vitórias ele igualou a maior sequência do Brasil na história em Eliminatórias, que pertencia a João Saldanha em 1969. Um feito digno de nota, que com isso coloca o Brasil com 27 pontos e a meu ver classificado para a Copa da Rússia. A vitória de ontem diante dos peruanos mostrou bem como este time é muito diferente daquele de Dunga: soube se adaptar ao adversário, que pressionou e teve chances de sair na frente. Mas com inteligência, o time melhorou e reagiu terminando o primeiro tempo já melhor em campo.

No segundo tempo outra qualidade importante de grandes times apareceu: eficiência. O Brasil criou quatro chances de gols e fez dois e sabe-se lá porque não fez mais. Primeiro com Gabriel Jesus e depois com Renato Augusto. E o Peru nada pode fazer diante da maior qualidade brasileira, que mesmo sem jogar um grande futebol mostrou sua força. Com o resultado lideremos a classificação com 27 pontos, 18 deles conseguido com Tite de Treinador. Caso Dunga tivesse sido mantido eu acho que nem 10 pontos teríamos conseguido e agora o time estaria até fora da Zona de Classificação. Por falar nela, deixo aqui abaixo:


Olhando a Tabela mais detalhadamente vemos que o Brasil tem 9 pontos a frente do 6º colocado ( Colômbia ) e faltam 6 rodadas. As chances de ficarmos de fora é praticamente zero. Outro dado é que a próxima partida em Março é justamente contra o segundo colocado com 23 pontos, ou seja, mesmo que sejamos derrotados ( e o time Charruá não contará com Suarez, suspenso ) ainda seremos líderes. Caso derrotemos os rivais fora de casa, ai abriremos 7 pontos faltando 5 jogos, o que praticamente nos daria a liderança definitiva.

Nas outras posições, eu vejo que a rodada de ontem determinou que Paraguai e Peru não tem mais chances. São 4 vagas diretas e tenho certeza que Brasil e Uruguai estarão na Copa. Assim sendo ficam 2 vagas diretas para Chile, Equador, Argentina e Colômbia brigam por elas, a meu ver, em pé de igualdade. Uma delas ficará fora da Copa e outra ainda vai jogar uma repescagem, provavelmente contra a Nova Zelândia. Enquanto isso o Brasil está nadando de braçada e Tite poderá, depois da partida contra os uruguaios, passar a realizar testes buscando melhorar o já bom time. Pensando, claramente, na Copa. Que está mais do que certa... 

Ah se tivesse sido ele o escolhido no pós 7x1.

domingo, novembro 13

Brasil vai até Lima para terminar o ano praticamente na Copa

Seleção Peruana tem sido um adversário mais difícil do que muitos podem imaginar
Quem acompanha o futebol mais recentemente - coisa de 15 anos - é capaz de rir com o que eu vou postar, mas o Peru já foi uma Seleção de relativa importância no cenário não apernas Sulamericano, mas até mesmo mundial. Esteve nas Copas de 30, 50, 70, 78 e 82 quando tinha mais participações do que Colômbia, Chile e Paraguai por exemplo. Em 1970 só não foram mais longe porque trombaram com o melhor times de todos os tempos e mesmo assim venderam caro a derrota por 4x2 contra os futuros campeões mundiais.

Claro que o vexame de 78 atrapalha, quando sofreram 6x0 para os donos da casa e até hoje pairam dúvidas sobre o que ocorreu no Mundial da Argentina. Em 82 fizeram mera figuração e nunca mais voltaram a uma Copa. Em 1994 foi que passaram mais perto, mas um gol do Paraguai no último minuto impediu que eliminassem a Argentina ( que tomara 5x0 em casa da Colômbia ) e ir para repescagem. 

Tenta agora voltar aos dias de glória, estando em sétimo na classificação atrás exatamente da Argentina. O problema será encarar o melhor time do momento no continente - e talvez até mesmo no mundo. A partida em Lima, portanto, representa muito para os peruanos, que recentemente tem dado muito trabalho para o Brasil: foram 6 vitórias em 10 jogos e 15x5 nos gols, com direito a vexame na Copa América Centenário ( derrota a qual nos fez muito bem, porque Dunga foi chutado de onde jamais deveria ter estado um dia sequer ). Até mesmo contra os argentinos temos números melhores.

Isso significa que o time comandando por Paolo Guerrero, jogador do Flamengo, vai vencer o Brasil na virada da terça para quarta? Não, mas mostra que os peruanos irão vender caro cada gol que o Brasil, por ventura, fizer. Cabe a Tite e seus jogadores tornarem fácil uma partida encardida e se aproveitar do desespero do time de Ricardo Gareca, ex-técnico do Palmeiras.

Com Neymar e Coutinho encontrando a sintonia e com uma defesa forte temos grandes chances de vencer e terminar o ano na liderança da classificação e praticamente classificada para a Copa. É o mais provável, mas com certeza não será fácil. Disso eu tenho certeza...

quinta-feira, novembro 10

Brasil afunda Argentina no Mineirão com um sonoro 3x0





Futebol é um esporte engraçado. Com quase 30 minutos, quem mandava na partida era a desesperada Argentina, com comando do meio campo e envolvendo pelas laterais. Neymar era bem marcado e Gabriel Jesus nem tocara na bola praticamente. Até que aos 26 Neymar deixou para Coutinho que foi pra cima de Otamendi e com um belo chute fez o 1x0. Que não era justo e era cruel com a lamentável situação na tabela. Passado o susto, o time Bauza voltou a comandar a partida, mas sem ameaçar o gol de Alisson. Até que... Gabriel Jesus disse presente, se livrou da marcação e esperou o momento certo para enfiar para Neymar e ele fazer 2x0. Que não era justo, mas quem tem duas chances e marca dois gols ao menos mostra eficiência.

No segundo tempo Bauza abriu mais o time ( perdido por 2 perdido por 5 ) colocando Aguero no lugar do apagado Peres e ai o Brasil deitou e rolou em campo. Neymar, Coutinho e Gabriel Jesus tiveram a liberdade que tinha tido na primeira etapa. Com espaço, até mesmo o apagado Paulinho chegou na frente, perdendo um gol incrível, mas fez na segunda chance. Virara passeio, mas agora era justo. Messi perdido em campo nem era sombra do que jogador extraterrestre que é no Barcelona. Neymar, ao contrário, jogava como estivesse no Camp Nou.

O Brasil não fez mais porque não quis. Neymar furou em um lance, Firmino não foi nada firme em outra, Douglas Costa enfeitou demais em outro. E assim terminou uma goleado inapelável contra um amontoado de jogadores da Argentina, que se não se emendarem ficam de fora da Copa.

Alisson - 6,5. Grande defesa quando o jogo estava 1x0. Depois assistiu de camarote a vitória.
Daniel Alves - 5,5. Tímido demais, já não é mais o mesmo jogador de antes. Soltou-se mais no segundo tempo, mas ficou devendo.
Marquinhos - 5,5. Dormiu no ponto na linha de impedimento que quase resultava em gol.
Miranda - 6,5. Comanda a defesa e joga muito.
Thiago Silva - 5. Não teve tempo em campo, mas só pela volta leva um 5.
Marcelo - 6,5. O mesmo que Daniel Alves pela direita, mas com mais vontade.
Fernandinho - 6. Tomou um cartão cedo demais, preocupou mas se manteve até o fim em campo, exercendo sua função.
Paulinho - 6. Porque ele é titular nem Tite deve saber. Perdeu um gol feito e depois fez outro, mas foi só.
Renato Augusto - 6,5. Discreto, como sempre. E por isso é titular.
Phillippe Coutinho - 7. Fez um bonito gol em bela trama com Neymar e se mexeu muito na partida.
Douglas Costa - 5. Entrou tarde mais e praticamente nem pegou na bola.
Neymar - 8. Craque. Deu passe pro primeiro e fez o segundo. No segundo tempo gastou a bola.
Gabriel Jesus - 6. Jogo grande e ele sentiu um pouco o peso, mesmo assim deu uma assistência lindíssima para Neymar no segundo gol.
Firmino - 5. Perdeu um gol inacreditável e não acrescentou nada ao jogo.
Tite - 8,5. Técnico tendo nome cantando em estádio? Isso é raro e merecedor de um 8,5.

Romero - 6. Sem culpa nos gols
Zabaleta - 4. Terá pesadelos com Neymar.
Otamendi - 4. Terá pesadelos com Coutinho e Neymar.
Mori - 5. Fraco demais para jogar numa Seleção como a Argentina.
Mas - 3. Quem? Nem entrou em campo para ser bem sincero.
Biglia - 4. Tomou um vareio de Neymar e Coutinho para nunca mais se achar na vida.
Mascherano - 6. Faz o que pode, mas é praticamente um Robson Crosué neste time.
Peres - 4. Entrou para marcar Neymar, mas... ele sabia disso mesmo?
Aguero - 6. Correu muito, mas pouquíssima objetividade.
Di Maria - 5,5. Perdido. Nem mesmo no time dele tem rendido.
Correa - 5. Pouco fez em campo, pois o time(??) da Argentina já estava mais perdida ainda em campo.
Messi - 6,5. Buscou o jogo, armou, cobrou falta mas sozinho é complicado contra uma defesa forte. Morreu no segundo tempo, junto com o time.
Higuain - 5,5. Isolado na frente pouco pode fazer.
Edgard "Paton" Bauza - 4. O time dele não tem nada, absolutamente nada, de time.

Um Brasil e Argentina muito diferente este de hoje

Tite vive um momento melhor, mas sabe do tamanho do desafio...
Bauza já está na corda bamba, mas tem Messi...
Brasil e Argentina é considerado um dos maiores clássicos do mundo, embora a maior rivalidade ainda seja entre uruguaios e argentinos. Toda vez que os dois times entram em campo estão representados dois países que, mesmo com menos força, se opõem aos europeus ( uma vez que o Uruguai não ganha faz tempo ).

Hoje no Mineirão, na volta ao palco do 7x1, o time da CBF pode dar uma bela enterrada no time da AFA. Eles estão em sexto lugar e uma derrota deve instalar - de ver - o desespero por lá. Além de nos garantir a honraria de jamais termos ficado fora de uma Copa do Mundo. Ainda faltariam muitos jogos até o fim, mas o direito de errar desapareceria no time argentino enquanto que o nosso teria que errar além do nível convencional para ficar de fora do torneio da Rússia em 2018.

Time por time, tenho que admitir que quem possui nomes como Mascherano. Messi, Aguero e Di Maria é forte, mas como grupo o time de Tite é bem melhor do que de Bauza. Mas isso não nos garante a vitória, com certeza. Neymar e Coutinho vivem ótimas fases em seus clubes, nossa defesa é forte e o coadjuvantes possuem valor, exceto Paulinho que inexplicavelmente deverá titular.

No mais é assistir a este grande jogo, que mesmo sem o glamour de tempos recentes, ainda vale a pena abrir de outros compromissos para assisti-lo. É o que farei, com certeza. Mas pelo Sportv, porque simplesmente não é possível vê-lo pela Globo com o Babão Bueno.

quarta-feira, novembro 9

CBF costuma errar feio, mas dessa vez marcou um golaço na homenagem a Carlos Alberto


A Casa Bandida do Futebol, conhecida como CBF, costuma não dar a devida atenção aos ex-jogadores, sobretudo quando são lendas. Prefere os que lhe babam, vide Dunga. Raramente homenageia de forma decente e/ou correta os ex-ídolos. Não foi o caso com Carlos Alberto Torres, recém falecido.

O Capita, como será para sempre lembrado, atuava com a camisa 4. Na maioria dos times do Brasil esta camisa cabe a um dos zagueiros. No Santos - time onde Carlos Alberto fez fama e atuava quando levantou em definitivo a Jules Rimet em 1970, até hoje o lateral direito titular usa este número. Porque? Um pouco de história: antigamente ( antes dos anos 40 ) os times atuavam com 2 homens na defesa e 3 no meio campo. Quando adotou-se os números, esses defensores usavam - logicamente, os números 2 e 3, com os de meio campo usando 4, 5 e 6. Com o passar do tempo, este meio campista, que atuava pelo lado direito, foi recuado para a defesa. Na maioria dos times, mudou de número, sendo o camisa 2, ficando a 4  ( uma vez que o camisa continuaria por mais um tempo no meio de campo ) para o que atuava mais no meio do setor. Depois veio o outro meia, que usava a camisa 6. Só que com este, os times mantiveram o número, porque o craque do meio campo ( o 10 da época de um certo Pelé imortalizar a camisa ) era o 5. Por isso que na imensa maioria dos times a defesa usa 2, 3, 4 e 6. No Santos é diferente, ficando 4, 2, 6 e o lateral esquerda usa 3 ( fazendo o mesmo que foi feito com o lateral direito ). 

Pois bem. Daniel Alves - lateral direito do time de Tite - vai ser o Capitão da vez. Só isso já seria uma boa homenagem para o Capita. Mas fora além: todos os jogadores irão usar uma faixa em homenagem a Carlos Alberto, com Daniel Alves usando uma de cor diferente. Mas é a outra mudança que, de fato, é uma golaço da CBF: ele vai usar a camisa 4 - que nenhum lateral usou depois de 1970 - contra os argentinos amanhã. Justa, linda e muito bem pensada homenagem.

Nem sempre a CBF é má ou ferra o futebol brasileiro. Dessa vez teremos ela realizado algo nobre. Tão raro quanto o talento do homenageado. Infelizmente. E para ambas as coisas...

domingo, novembro 22

Argentina faz o certo um ano depois do Brasil ter feito o errado

Macri derrubou os bolivarianos da Argentina...
O Partido dos Trabalhadores fundou uma coisa chamada Foro de SP no anos 90, onde reunia o que de pior existia na esquerda da América Latina. Foi o embrião do que hoje chamamos de Bolivarianismo. Antes de explicar o que seria isso, volto ao Foro: neste grupo tinham assento, por exemplo, Cuba e as FARCs. O país caribenho, todos sabem, é uma Ditadura comandada com mãos de ferro pelos irmãos Castro desde 1959. O segundo é um grupo Terrorista ( comparável ao Estado Islâmico ). Hoje em dia o PT nega que tenha sido o organizador e de que Lula tenha sido seu idealizador, mas a verdade é que pessoas assim quando se reúnem eu quero é passar bem longe...

Pois bem, esse Foro de SP deu origem aos Governos de Esquerda que tem aparecido na América Latina. Todos falam tem visões parecidas e um discurso focado em atacar o Capitalismo, a Imprensa e às Liberdades Individuais. Inicialmente chegam ao poder via voto mas uma vez no poder fazem tudo para solapar a Democracia... em nome da Democracia. Vejam o que houve com a Venezuela que era cantada em prosa e versos como o novo modelo para a América Latina. Lá agora, além de faltar de tudo, tem uma hiperinflação, sem falar que a violência disparou de forma assustadora. Lembra algum país que você conheça? O mesmo começa acontecer na Bolívia e no Equador, enquanto que o Peru ainda está no início do processo. O Paraguai saiu cedo disso ao depor o Padre Lugo fazedor de filhos. E o Uruguai parece intacto ainda com os seus. E ai é que aparece a nossa vizinha Argentina.

Por lá, desde 2003 quem mandava era uma família: os Kirchner. Primeiro Nestor e depois com sua esposa Cristina eleita e re-eleita. Acontece que o cenário atual por lá se parece demais com o da Venezuela, só que em uma escala menor: preços estão represados ( lembra alguém ) e a inflação oficial é nitidamente maquiada. A confiança despencou e a popularidade de Cristina caiu na mesma proporção. E hoje por lá aconteceu o segundo turno e...

Ao contrário do Brasil, que está penando por essa oportunidade perdida, os argentinos deram uma consagradora vitória ao candidato da oposição Mauricio Macri ( ex-Prefeito de Buenos Aires e Presidente do Boca Juniors ). Ele derrotou Daniel Scioli nas eleições de segundo turno hoje, após perder por pequena margem no primeiro. Será a primeira vez em 100 anos que um candidato não Peronista ou Social Democrata irá Governar o país. A derrota de Scioli pode ter um efeito Dominó no continente, tirando outros Bolivarianos do poder. O próximo pode ser Nicolas Madura da falida Venezuela.

O Brasil, contudo, penará com a péssima presidente Dilma até 2018. 

quinta-feira, novembro 12

Chuva adia Argentina x Brasil. E uma pressão nada discreta da RGT

Situação do gramado visto pelo alto...
e  visto na altura do mesmo. Era impossível praticar futebol nessas condições.
Como se diz o "céu desabou" sobre a capital da vizinha Argentina e castigou demais o gramado do Estádio Monumental de Nunes, onde seria disputado mais uma Brasil x Argentina. Durante todo o dia às chuvas foram fortes, mas 3 horas antes do início da partida a intensidade aumentou demais, deixando o gramado parecido com uma piscina.

A FIFA, nem sempre coesa em suas decisões, determinou que a partida fosse postergada para esta sexta, dia 13 ( sim, isso é interessante sem dúvida ), deixando nas mãos da Comenbol a fixação do horário. Os argentinos queriam que a partida fosse às 20:00 do horário local ( 21:00 de Brasília ) porque é o horário usual das partidas por lá. Acontece que a CBF bateu o pé que o horário fosse o mesmo inicialmente previsto. Que coincidentemente é preferido da RGT ( Rede Globo de Televisão ). Eu uso a sigla porque a Emissora nao fala o nome dos estádios que tenham vendidos suas marcas para empresas. Sendo assim, agora eu tratarei a Globo por RGT. 

É muito curioso que a CBF brigue - tem informaçoes de que os argentinos brigaram o quanto puderam para ser às 20:00. Mas prevaleceu a vontade da CBF... digo, RGT. Assim fica claro o tipo de poder e relacionamento nefasto que existe entre a Casa Bandida do Futebol e a RGT.

De bom só que o bom senso prevaleceu para que evitasse que uma partida de futebol virasse uma partida de pólo aquático. Bom senso que a mesma CBF não demonstra quando o mesmo acontece com partidas do Campeonato Brasileiro ou da Copa do Brasil, tipo a de São Paulo x Santos, quando algo similar aconteceu e a CBF ( bem como a RGT ) nada fizeram...

terça-feira, novembro 10

Como foram os outros confrontos pelas Eliminatórias entre Brasil e Argentina pelas Eliminatórias?

Confronto histórico, pelas eliminatórias começou apenas em 2000...
Os gigantes do futebol mundial ( adormecidos tem quase uma década ) demoraram muito para fazerem um confronto válido pelas Eliminatórias de Copa, uma vez que até 1994 eram formados grupos e, por motivos mais que óbvios, os times ficavam em chaves distintas. Tanto é que sempre se classificaram para as Copas... sempre não, quase sempre, pois em 1970 os nossos eternos rivais caíram diante do Peru de Cubillas, Chumpitaz e cia. O Brasil todos sabemos jamais ficou de fora de uma Copa. Aliás, a sequencia da Argentina só não é maior do que as da Itália ( ausente pela última vez em 1958 ) e da atual campeã Alemanha que por causa da Guerra ficou fora do Mundial de 1950. 

Somente para o Mundial de 1998 na França é que a Comenbol adotou o sistema atual de turno e returno de todos contra todos. Naquela edição o Brasil não participou, uma vez que era o então detentor da Taça FIFA. Assim o primeiro confronto entre os dois gigantes aconteceu apenas pelo classificatório da Copa de 2002 no Japão e na Coreia do Sul. Foi em 26 de Julho de 2000 e o palco escolhido foi o Morumbi. O time comandado por Vanderley Luxemburgo aplicou 3x1 ( com direito a gol de Vampeta ) e parecia fadado a caminhar bem até a Copa. Parecia... diversas derrotas depois ( naquela que é até agora a pior campanha em Eliminatórias do Brasil ). Na volta, em Buenos Aires, o Brasil caiu por 2x1 ( tendo, sabe-se lá como aberto o placar em um falha grotesca do goleiro argentino ) e seguiria penando até vencer a Venezuela em São Luiz do Maranhão por 3x0. Mesmo desacreditado, o time de Felipão marcharia só com vitórias na Ásia e venceria a Copa diante da Alemanha ( curiosamente ou não, assim como a Argentina em 2000 um confronto inédito ). Abaixo o vídeo das duas partidas:



Campeão no Japão, o Brasil foi o primeiro time a ter que batalhar pela vaga na Copa seguinte. Outra vez os times trocaram vitórias: em Belo Horizonte, Show de Ronaldo ( marcando 3 vezes de Penalty, com Sorín marcando o tento argentino ), enquanto que em Buenos Aires em 39 minutos os "hermanos" fizeram 3x0, fora o olé. No segundo tempo o Brasil jogou e Roberto Carlos encheu o pé para fazer o de honra. Na Final da Copa das Confederações, antes da partida em Buenos Aires, o time de Parreira faria 4x1 e o ganhou a pecha de super favorito em gramados germânicos... mas deu no que não deu e vamos pular esta parte...




Para 2010 Brasil e Argentina resolveram apostar em ex-jogadores. Quer dizer, o Brasil em um cabeça-de-bagre ( Dunga ) e a Argentina em um dos 3 melhores de todos os tempos ( apenas Maradona ). O Brasil levou a melhor, na única vez até aqui em que um time ficou sem vencer: 0x0 no Brasil e 3x1 pro time brasileiro na partida disputada em Rosário, quando os rivais buscaram fazer pressão atuando em um campo mais acanhado e com a torcida mais próxima. Essa vitória, somada a outra conseguida na final da Copa América em 2007 na Venezuela ( 3x0 ) fizeram muito mal ao Brasil, com Dunga optando pela lealdade em detrimento da qualidade. E na África do Sul... bom, outra história boa de ser pulada, não é mesmo?




Nesta quinta teremos, portanto, a sétima partida desta saga. Nas seis anteriores o Brasil venceu 3, perdeu 2 e teve um empate. Com Dunga novamente no comando(??) será que o time da CBF conseguirá repetir aquela vitória de 2009? Façam suas apostas, lembrando que o time da AFA não terá Messi, Aguero, Tevez...