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quarta-feira, novembro 9

CBF costuma errar feio, mas dessa vez marcou um golaço na homenagem a Carlos Alberto


A Casa Bandida do Futebol, conhecida como CBF, costuma não dar a devida atenção aos ex-jogadores, sobretudo quando são lendas. Prefere os que lhe babam, vide Dunga. Raramente homenageia de forma decente e/ou correta os ex-ídolos. Não foi o caso com Carlos Alberto Torres, recém falecido.

O Capita, como será para sempre lembrado, atuava com a camisa 4. Na maioria dos times do Brasil esta camisa cabe a um dos zagueiros. No Santos - time onde Carlos Alberto fez fama e atuava quando levantou em definitivo a Jules Rimet em 1970, até hoje o lateral direito titular usa este número. Porque? Um pouco de história: antigamente ( antes dos anos 40 ) os times atuavam com 2 homens na defesa e 3 no meio campo. Quando adotou-se os números, esses defensores usavam - logicamente, os números 2 e 3, com os de meio campo usando 4, 5 e 6. Com o passar do tempo, este meio campista, que atuava pelo lado direito, foi recuado para a defesa. Na maioria dos times, mudou de número, sendo o camisa 2, ficando a 4  ( uma vez que o camisa continuaria por mais um tempo no meio de campo ) para o que atuava mais no meio do setor. Depois veio o outro meia, que usava a camisa 6. Só que com este, os times mantiveram o número, porque o craque do meio campo ( o 10 da época de um certo Pelé imortalizar a camisa ) era o 5. Por isso que na imensa maioria dos times a defesa usa 2, 3, 4 e 6. No Santos é diferente, ficando 4, 2, 6 e o lateral esquerda usa 3 ( fazendo o mesmo que foi feito com o lateral direito ). 

Pois bem. Daniel Alves - lateral direito do time de Tite - vai ser o Capitão da vez. Só isso já seria uma boa homenagem para o Capita. Mas fora além: todos os jogadores irão usar uma faixa em homenagem a Carlos Alberto, com Daniel Alves usando uma de cor diferente. Mas é a outra mudança que, de fato, é uma golaço da CBF: ele vai usar a camisa 4 - que nenhum lateral usou depois de 1970 - contra os argentinos amanhã. Justa, linda e muito bem pensada homenagem.

Nem sempre a CBF é má ou ferra o futebol brasileiro. Dessa vez teremos ela realizado algo nobre. Tão raro quanto o talento do homenageado. Infelizmente. E para ambas as coisas...

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